Formação em Consultoria de Estilo!

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Depois destas pequenas férias, que aproveitei para descansar um pouquinho e para fazer algumas manutenções necessárias na plataforma do blog, estou de volta para contar uma novidade: acabei de fazer uma formação em consultoria de estilo!

Eu sempre “namorei” esta formação, mas eu não entendia como transformá-la num trabalho que estivesse conectado com este universo handmade que eu amo tanto!

Se fosse para aprender um método só para aplicar em mim mesma, seria mais efetivo eu contratar uma consultoria de estilo, certo? Mas a jornada toda de estudos deste ano me ajudou (e olha que ela ainda não acabou) a juntar as peças deste quebra-cabeça profissional, ufa!

Foi bem no intensivão de estudos do Decola Lab (preciso contar mais sobre ele também, né?!) que as queridas Fê, Cris e Kamimi da Oficina de Estilo abriram uma turma de formação em consultoria. Confesso que me joguei, mesmo que com medo, e agora estou super feliz com a decisão tomada!

Oficina de Estilo

Eu acompanho o trabalho da Oficina de Estilo há anos, já comentei sobre o livro delas que comprei e usei bem, em 2013 e como acredito na metodologia delas: focada nas pessoas (não em moda ou modismos), sem encaixar ninguém em “caixinhas” restritivas, levando em conta as prioridades de vida e de alma de cada uma (ai que demais!).

Então, se era para eu atuar nesta área, tinha que ser com este método. Tudo que aprendi ao longo dos anos com elas ajudaram tanto na minha jornada de auto-conhecimento, por que não aprofundar este estudo e direcioná-lo para atender outras pessoas, não é?

A formação

Foram 6 dias intensos de conteúdo e de vivências com as outras consultoras da turma. Conhecemos profissionais da área com experiências variadas e, na minha opinião, o maior aprendizado – junto com as técnicas – foi entender que não é sobre nós mesmas, e sim sobre a pessoa que estamos atendendo. Não importa mais o nosso gosto pessoal (que a gente costuma usar muito para dar palpites) e sim o que a cliente precisa para se vestir com autonomia, conforme a vida que leva e os desejos que tem em relação ao que quer comunicar para o mundo.

A vida da gente não deve girar em torno das roupas e sim viver uma vida em que as roupas ajudem a transmitir quem a gente é. Vestir-se e depois ir viver a vida sem pensar mais na roupa (já que ela veste a gente bem, deixando a gente linda, transmite o que a gente quer, está adequada à vida que a gente leva) é o resultado entregue no processo.

Eu sempre acreditei neste conjunto todo de valores e fiquei feliz demais por ter confirmado isso ao fazer esta formação! Aqui, alguns cliques da ODE durante a semana da formação!

Consultoria de estilo: é pra mim?

Sim! A consultoria de estilo é para todo mundo que quer facilitar o vestir e ficar preparado para escolher o que e como vestir com segurança sozinho depois! Não precisa ser celebridade ou executivo de multinacional nem precisa viver um processo traumático como o que a gente vê nos programas de TV em que a pessoa é denunciada por alguém e tem que jogar o guardarroupas todo fora.

A consultoria acontece de maneira conjunta com a cliente e com alguns encontros presenciais é possível identificar o que é importante para a cliente, aproveitar bem o que ela já tem no armário (tá vendo, nada de jogar o armário todo fora!), identificar as cores que mais combinam com ela, bem como compreender seu tipo físico e assim montar uma proposta de identidade visual que servirá como um guia para as etapas seguintes, que são bem mão na massa!

A etapa de revitalização do guardarroupas ajuda demais a entender o que fica, o que sai e o que precisa entrar (se for o caso) e a experiência em lojas ajuda a conhecer e entender modelagens, tecidos, caimentos e como as cores podem ser usadas. E tem que sair comprando tudo novo, loucamente? Não se a cliente não quiser/precisar!

No final, após uma etapa de montagem de looks, a cliente terá um armário mais conciso em que as peças combinam bem entre si e que combinam demais com ela mesma! Como este processo é feito em conjunto, a cliente aprende a exercitar estas escolhas e combinações para seguir adiante! Sucesso, né?!

E onde eu entro nisso tudo?

Com a formação em consultoria, mais os conhecimentos em costura, modelagem e afins, quero direcionar este trabalho para quem quer costurar a própria roupa mas não sabe por onde começar, para quem quer conhecer melhor os tecidos e projetos/moldes que combinem com o que já está no armário, com o tipo físico, com a vida que leva.

Eu fui muito bem auxiliada nesse sentido nos tempos em que fiz aulas de corte e costura com a Lurdes, mas mesmo assim já costurei peças lindas isoladamente, mas que não combinam com o que tenho no armário ou que não combinam comigo ou com a vida que eu levo. Aí que “caiu essa ficha”, sabe?

Então eu serei a consultora de estilo para quem também quer fazer as próprias roupas, para quem quer consumir uma moda mais autoral, para quem quer mostrar da melhor forma seu lado criativo e handmade!

Colocando em prática

Por mais que o aprendizado todo seja voltado para atender outras pessoas, não tem como não passar a olhar para as próprias roupas com um olhar diferente! Tenho me divertido muito ao combinar roupas lindas minhas que nunca tinham sido usadas juntas!

Depois que eu fiz uma análise de coloração pessoal (que é uma das etapas da consultoria) há um ano, muita coisa já mudou em relação ao que costurei/tricotei/crochetei… Imagina com uma consultoria completa? Isto também está nos meus planos e eu quero mostrar como é ser cliente da consultoria de estilo em um formato muito legal! Aguarde e confie!

E o blog? Como fica?

Então, esta minha casinha virtual continua do jeito que está! Aqui eu coloco de maneira muito pessoal as minhas costuras, manualidades, meu armário cada vez mais handmade, minhas vivências nas viagens, cursos e lojas.

Este novo trabalho, voltado para quem ama/quer colocar a mão na massa, está sendo estruturado e ganhará uma casa própria em breve. Eu vou contando as novidades por aqui, sem falta!

O interessante disso tudo é que agora eu entendo com mais clareza porque eu nunca quis produzir para vender, como é mais fácil costurar sabendo mais sobre tipo físico (tem depoimentos meus aqui e aqui) e por que ensinar sempre me pareceu uma boa opção!

Um dos resultados do trabalho na consultoria de estilo é que a cliente esteja treinada para que ela faça suas próprias escolhas, então sim, vou continuar nesta atividade que tanto gosto!

Vou preparar uma newsletter para enviar conteúdo exclusivo a respeito destas novidades todas por email também! Se você tiver interesse em receber, deixe seu email nos comentários deste post para eu já incluir na lista!

Eu estou tão feliz!

Espero que você continue a acompanhar e, quem sabe, não trabalharemos juntas em breve?

Livro do Mês – Vista Quem Você É
Consultoria de Estilo: (Re)encontrando as minhas cores com a Ana Soares!
Roxo é o novo preto

Eu acho que ando meio que aficionada em cores não só por conta da análise que fiz com a Ana Soares no ano passado, mas também porque não tenho pirado tanto com estampas como eu fazia antes.

Acho que tudo é cíclico, a gente ama uma coisa nova loucamente até que ela vira algo normal em sua vida. Muitos dos tecidos acumulados em meu ateliê são estampados, porque dificilmente meus olhos brilhavam por tecidos lisos nas minhas idas às lojas.

Dia desses, vendo este post do Modices sobre as pessoas estarem usando menos estampas, eu me identifiquei. Se o projeto da vez anos atrás era fazer um vestido estampado (com florzinhas Liberty, de preferência), cheio de detalhes, hoje em dia me pego babando por uma jardineira verde – e lisa – ou um body “coringa”.

Acho que, mais do que uma alma estampada, a minha alma é colorida. E dá para ser bastante colorida sem ser super estampada. E, depois que aquele vestido roxo de malha entrou no meu armário no ano passado, eu encontrei uma nova cor básica para chamar de minha, mesmo que não seja tão básica: o roxo.

Na verdade, esta constatação é bem mais recente, quando me vi tricotando uma blusa roxa, fazendo uma blusa lilás de crochê, presenteando uma amiga com uma gola de tricô em lã roxa, pintando as unhas semana após semana de roxo bem escuro (enterrando de vez os anos e anos em que pintei as minhas unhas de preto). Me senti bonita usando batons que puxam mais pro roxo, pois cismei que batom rosa e cabelo rosa é muito da mesma cor em um lugar só do corpo, rs!

Tricôs e crochê em tons de roxo!

Comemorando a chegada de fevereiro com crochê! #crochetakatiacrocheta

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Purple is the new black (for me 😜). #tricotakatiatricota

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💖💖 #viajakatiaviaja

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Constatação feita, chegou a hora de tirar proveito dela: combinar da melhor forma possível o tom xodó da vez com outras cores! Vamos ver?

Combinando o Roxo com outras Cores

Para pensar em qualquer combinação de cor, você pode olhar um círculo cromático (sim, aquele que conhecemos nas aulas de Artes na escola, lembra?):

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Complementar ao roxo: amarelo

Aqui é onde está o maior contraste de cores. Fica coloridão e bem alegre. Um jeito que eu usaria a combinação do roxo ou lilás é com amarelo clarinho, assim continuo dentro da minha cartela de cores.

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Análogos ao roxo: Rosa e Azul

Aqui as combinações são mais calminhas, já que as cores são vizinhas no círculo cromático e não são contrastantes entre si. Acho que estas são as combinações que mais eu vou usar, pois as três cores estão na minha cartela de cores!

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Cores em Tríade: Roxo – Verde – Laranja

Quando combinamos as cores em tríade, formamos um triângulo equidistante entre as cores do círculo. Na minha opinião é quando fica bem mais divertido, com mais cores funcionando bem juntas! No caso do roxo, a tríade forma-se com o verde e o laranja. Vendo looks anteriores, eu já passei bem perto: faltou só usar o laranja nos dois looks abaixo. Mas analisando agora, poderia colocar um toquezinho de coral ou salmão (que combinam mais comigo, na maquiagem ou com algum acessório) para completar a tríade!

No primeiro look tem vestido e gola roxos com casaco verde e no segundo look tem vestido verde com capa de lã roxa.

Outras combinações de cores

Além de combinar com as cores-coloridas que mostrei acima, sempre vale o lembrete de combinar cores-coloridas com cores neutras. Se todas forem claras ou todas forem escuras, a combinação fica bem chique!

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Ah, não podemos esquecer também de looks monocromáticos, com tudo na mesma cor, mas que dá para brincar bastante com os tons de cada peça, com os materiais e as texturas!

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Combinando todas as cores

Lembre que você pode exercitar as combinações de cores para qualquer cor que você quiser. Eu acho um ótimo exercício pegar a nossa cor favorita e pensar nas combinações que ela pode ter com outras cores que normalmente não damos bola. Por exemplo, eu amo azul e gosto de combiná-la com preto (cor colorida + cor neutra) e também com laranja/coral (cores complementares). Azul com verde também sempre faz bonito!

Outros posts que adoro sobre como exercitar as combinações de cores estão aqui e aqui.

Que tal pegar um círculo cromático e começar a ver as combinações que você consegue montar por aí?

Consultoria de Estilo: (Re)encontrando as minhas cores com a Ana Soares!
Look do Dia: Vestido de malha com Corte Princesa!
Consultoria de Estilo: (Re)encontrando as minhas cores com a Ana Soares!

Olá!

Tem um assunto que vez ou outra eu abordo por aqui, até porque tem muito a ver com o que eu faço (ao costurar as minhas próprias roupas): análise de cores. Este é um passo importante para uma peça ficar um arraso, além da escolha do modelo e do tecido.

Quando conseguimos fazer as três etapas direitinho – escolher o modelo a ser costurado, o melhor tecido para ele e a cor ideal – a chance de usarmos bastante a peça depois de pronta é muito maior, concorda?

Eu já arrisquei montar cartela de cores para mim (a tentativa mais recente está aqui), mas depois das várias mudanças de cor de cabelo que me deixaram em crises momentâneas (rs) ao longo deste último ano, resolvi contar com uma ajuda profissional.

Já falei da Ana Soares, que tem o blog Hoje Vou Assim Off, várias vezes. Sou fã do estilo dela, de como ela lida com as questões sobre a moda e o consumismo e também de como ela conduz o trabalho de consultoria de estilo. Numa passagem dela por SP no final de julho, combinei de fazer com ela uma análise de cores.

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Ana Soares, maravilhosa, sou fã!

Como funciona?

Assim como a própria Ana me contou: “A análise da coloração pessoal é um importante guia na hora das compras e para direcionar melhor coordenações de cores e estampas das suas roupas. O objetivo da análise de cores é perceber as melhores cores para você. O sentido é encontrar quais tonalidades específicas vão servir melhor de moldura para o quadro que é o seu rosto. As cores não têm que chamar mais atenção do que quem usa, mas coordenar com os tons que a gente já tem naturalmente. Suas cores acompanham, valorizam e harmonizam tudo que você é: cabelo, pele, olhos e personalidade!”

A Ana me pediu para ir ao encontro dela sem nenhuma maquiagem. Lá, com o colo e cabelos cobertos por um tecido bem neutro, ela estudou quais cores ficavam mais harmoniosas com o meu tom de pele, cabelo e olhos.

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Dois momentos da análise de cores: com uma das cores que contrastam muito comigo (vermelho) e com algumas das cores que combinam mais com minha pele, olhos e cabelo (tons mais frios). Fotos da Ana Soares.

As cores que funcionam bem para nós geralmente nos deixam com a aparência mais descansada, saudável, leve e até disfarça ou atenua imperfeições como manchinhas.

O método usado pela Ana possui 12 cartelas, baseadas nas cores encontradas na natureza e nas estações do ano, muito legal!

No meu caso, eu sou bem branquinha e a minha pele é de fundo rosado. Juntando esta característica com os olhos e os cabelos claros (minhas sobrancelhas e meus cílios são ainda mais claros), dá para notar que eu não sou uma pessoa de contrastes e as minhas cores naturalmente são mais frias. Após uma observação bem cuidadosa, a Ana concluiu que eu sou da paleta verão puro/verão frio, composto de cores mais frias e menos contrastantes.

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Achei esta cartela de cores tão elegante, que sorte a minha! (Fonte)

De cara, isso certificou a minha preferência pelo azul e pelo cinza. Confirmei também que preto e branco não faziam maravilhas por mim, assim como acessórios dourados. Outras questões de cores foram muito bem resolvidas também, pois existem muitas opções, como dá para ver acima!

De tempos em tempos eu conto um pouco disso tudo aqui, porque não é algo estático ou definitivo. O processo de vestir para quem é amador (porque não estudei moda, não sou stylist, nem consultora de estilo, mas amo pensar nas minhas produções) é sempre de tentativa-erro-estudo-acerto.

Desta vez, foquei em entender como as cores participam desse processo e, assim, investir no que funciona pra mim. Desde então, tenho pensado mais nas peças que amo, nas que uso pouco mas que agora enxergo mais potencial, nas combinações que eu posso abandonar para outras novas e melhores tomarem lugar.

Coloquei abaixo alguns looks do ano passado e deste ano, que já apareceram aqui no blog, para dar uma olhada mais crítica. Felizmente não me arrependo de nada, hehehehe, mas que em alguns deles tinha coisa para melhorar, ah… tinha sim!

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Preto na blusa e nas unhas, suavizado pelo azul do jeans e pelo rosa do batom.

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Nossa, como eu gosto deste look!
As cores da blusa, do batom e do vestido (usado como saia) deram muito certo!
O preto da meia calça e das botas, por não estarem perto do rosto e por não serem contrastantes com a peça mais próxima, que é a saia do vestido, não impacta tão fortemente.

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Blusa vinho-rosada e saia cinza escura: muito amor!
Mais uma vez, o preto da meia calça (e das botas que não aparecem nesta foto) não pesou tanto por não estar na parte de cima do corpo.

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Tanto amor por esse look: cores clarinhas que funcionaram super bem juntas, com um rosa mais forte no batom e na estampa da blusa cinza! Usar tudo mais clarinho me agrada muito!

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Um look que eu amo (e continuo usando) apesar de agora me parecer meio “polêmico” por causa da camiseta amarelona, rs! Mas acho que as cores do lenço, do macacão e do batom suavizaram!

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Eu adoro a composição das peças do look, mas dá para ver como eu fico muito pálida usando preto na parte de cima do corpo, não dá?

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Outro look do amor, no último Reveillon: as cores da estampa ajudaram muito!
(Ah, se esse cabelo cinza tivesse funcionado no dia-a-dia, eu gostei tanto…)

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Tem preto no look? Tem! Mas tem estampa rosa, jeans azulão e batom rosado!
Eu sabia que a fase do cabelo mais pro dourado não ia durar muito e lidei bem com ela, pois queria outra cor para mim!

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Um dos meus últimos looks ainda ruiva e um dos meus preferidos, porque está quase monocromático, com bastante rosa (seria este um sinal? Rs!)

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Sim, o cabelo ruivo era lindo, mas hoje eu acho que eu ficava muito pálida com essa cor.
Minhas sobrancelhas mal aparecem também.
Já todas as outras cores todas do look me agradam, continuo usando tudo!

Lidando com as novas informações de cores

No dia da análise, o meu choque foi saber que vermelho e amarelo “gema” não eram boas cores para mim. Logo eu que andei experimentando vestir mais amarelo e eu que adoro um batom vermelho. É fundamental lembrar que estas não são regras fixas e, quando a gente gosta e quer usar uma cor fora da cartela, tem como dar um jeito: usando combinada com uma cor da cartela ou usando-a mais longe do rosto.

Na maquiagem, por exemplo, não uso delineador preto faz tempo. Troquei por um tom de beringela e notei o quanto ele pesa bem menos na minha fisionomia. Para o dia-a-dia, uso um lápis desta cor esfumado perto dos cílios, bem mais rápido de fazer que o traço de delineador, funciona muito bem para mim.

Por outro lado, não vivo sem rímel preto, mesmo sabendo agora que um rímel marrom seria mais indicado. Primeiro porque eu amo rímel preto e também porque não gosto de usar rímel muito carregado, então não acho que atrapalhe o resultado final da maquiagem.

E o batom vermelho? Dá para usar sim, mas tenho me sentido muito melhor com batons rosas, corais ou cereja. Vejo que hoje em dia uso bem menos maquiagem e aparento estar mais corada com as cores ideais.

Quando procurei a Ana, confesso que o fiz porque estava bem perdida em relação a que cor usar em tudo, mas principalmente no cabelo e nas roupas. Estava me sentindo bem apagada, sabe? Que bom que isso já mudou!

A polêmica da cor do cabelo ideal

E aí eu chego num assunto meio polêmico: o cabelo. Digo polêmico porque ouvi de tudo um pouco no último ano quando resolvi deixar de ser ruiva e precisei me manter firme no meu propósito para não me abalar durante o processo.
Eu amei ser ruiva por cinco anos, mas simplesmente um dia enjoei, não queria mais. No dia da análise da Ana, foi um choque ver que o vermelho/alaranjado/cobre não era bom para mim. Foi um choque, mesmo! Por um minuto achei que tinha feito tudo muito errado por muito tempo, rs!

Mas alguns dias depois, revendo fotos antigas, vejo o quanto eu ficava pálida com tanto contraste em relação às minhas cores naturais: cabelos ruivos, delineador preto, batom vermelho. Eu usava um monte de maquiagem em cores muito fortes para mim e tudo isso aparecia mais do que eu mesma!

Essa constatação minha agora é fácil de contar, pois já passou um tempo e eu já absorvi tudo isso, mas tive pequenas crises neste aprendizado também, como se eu tivesse feito tudo muito errado por bastante tempo, como eu disse acima. Mas aí é que está, não tinha nada tão errado, nada disso é imutável e aqui estou eu buscando a minha melhor versão.

(E bora descontrair: tem muito mais coisa errada acontecendo no mundo do que a cor da roupa, da maquiagem ou do cabelo, concorda? Rs!)

Sem esse estudo todo por trás, quase que intuitivamente, mas por questões práticas também, cheguei ao cabelo rosa, que eu nunca imaginei ter, mas que hoje me faz absurdamente bem. Eu não precisava deixar de ter cores coloridas no cabelo, só precisava encontrar a uma nova cor bacana.

Eu tinha pintado o cabelo de rosa pela primeira vez alguns dias antes da análise e fiquei com receio de que eu tivesse dado um outro passo errado. Mas eu estava me sentindo linda desde então, o que era um bom sinal. E assim como foi chocante saber que vermelhão ou amarelão não ficavam bem para mim, foi chocante positivamente ter acertado na minha cor nova de cabelo, que eu não pretendo mudar por enquanto.

Look do Dia

Na primeira oportunidade que eu tive de colocar isso tudo em prática, eu pedi para o marido registrar. Fiquei um tempão escolhendo roupas, pensando loucamente nas cores. Fiquei com medo de me sentir engessada, mas agora já passou. Nesse (re)início, o marido disse até que eu estava meio que obcecada com o assunto, rs!

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Todas as cores trabalhando a meu favor.
Dá para notar que pareço até mais corada?
O branquinho do tênis não está na minha cartela, mas está bem longe do rosto, então continuo usando!

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Percebi que até as minhas sobrancelhas voltaram a aparecer, sem tanto contraste perto do rosto!
E a jaqueta jeans com o Patch de New Orleans que eu não tinha mostrado ainda em um look?

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O olhar de quem está se sentindo feliz consigo mesma! Rs!

Neste dia fomos na Feira na Rosenbaum, cheia de designers interessantes e super bem selecionados, para procurar algumas coisas para casa. Para quem é de São Paulo, recomendo muito a visita, algumas coisas que comprei lá em outra edição ficaram ótimas no meu quarto (post aqui).

Mas para a minha surpresa, nesse dia, uma senhora muito estilosa (que acho que era uma expositora da feira) me fez um elogio que me deixou nas nuvens: “suas cores todas são tão lindas!”. Missão cumprida ou não?

Novos caminhos para o armário handmade

E, desde então, voltou a ser legal pensar no processo de me vestir e, consequentemente, de costurar, tricotar ou crochetar. Não me sinto presa, me sinto mais livre pois tem uma porção de cores que eu nem dava bola e que agora me permito testar, experimentar, combinar com outras.

A hora de tirar uma peça antiga do armário também ficou mais fácil, pois o critério de cor passou a ser tão importante quanto se a peça estava sem uso, se ela me veste bem ou se ela serve para a minha vida atual.

Várias peças pretas já saíram do armário nos últimos meses, sem dó. Já uma camiseta amarela clarinha e divertida que já estava quase saindo da gaveta, por outro lado, ganhou uma nova chance.

Eu recomendo muito este serviço de análise da Ana mas, se não for possível para você, pense com carinho naquelas peças que você mais usa e se sente linda, veja de que cores são. Olhe no espelho e veja como estas cores trabalham para ressaltar suas qualidades naturais. Aposto que você já vai dar um passo certo nesse sentido!

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Amando as cores mais que nunca!

Aliás, a Ana fez recentemente um post super legal sobre combinações de cores que serve para todo mundo, este aqui! E a Thais Godinho, parceira da Ana em alguns workshops (que eu ainda quero fazer), também fez a análise de cores e conta aqui como foi (com o ponto de vista de ser sobre outra cartela de cor).

A partir do próximo post, as costuras que fiz já têm esse novo direcionamento. Também me ajudou a escolher os materiais para os próximos projetos de tricô e de crochê. Tem sido muito legal desengavetar tecidos que antes eram dúvida, pensar em uma boa solução para a cor não tão favorável para não desperdiçar um bom tecido. Não está sendo sofrido, aliás, tem sido muito gostoso!

Fico feliz de compartilhar essa descoberta tão importante para mim por aqui, espero que seja útil!

Beijos!

Como é o meu vestir em 2023
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Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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