Costuras da Semana!

Ufa! Essa semana tem costura pra mostrar! Eeehhh!
Mas quase que seria uma só, pois tomei uma canseira danada do primeiro projeto da semana, que era trocar o debrum do cobertor que o marido tem desde solteiro (pelas nossas contas, ele já deve ter uns 20 anos e continua tããão gostoso!)

Pois é, o cobertor é macio e gostosinho mas o debrum (aquela borda acetinada que dá acabamento, sabe?) estava dando sinais de cansaço há um tempo… Para piorar a situação, depois que veio morar aqui em casa um comedor de praticamente tudo chamado Luke Skywalker (meu Golden Retrivier de quase 2 anos de idade), o cachorro detonou o que já estava “mais ou menos”. Nem tem foto do “antes” pra mostrar, mas estava precário!


Projeto “Debrum Novo” prestes a começar

Primeiro, retirei o debrum antigo, o que levou um pouco mais de uma hora.
Aí fui colocar o debrum novo. O que eu comprei chama Renova Cobertor, da marca Fitex, com 8,5m de comprimento, na cor azul marinho.

Começou então a saga… Primeira tentativa, tentar colocar o debrum como se fosse um víes gigante, pra ficar com um acabamento parecido com o do debrum original. Não deu certo porque ficaria estreito demais.
Desmanchei e resolvi apenas usar a dobra que já vem no meio da fita como referência e passar uma costura reta, já que o debrum lembra muito uma fita de cetim, que não costuma desfiar nas laterais. Seria lindo se o danado do debrum não escorregasse mais que chão ensaboado, a parte de baixo do “sanduíche” debrum + cobertor + debrum sempre deslizava e ficava com aparência repuxada enquanto a parte de cima parecia ok.

Imaginei que estaria acontecendo isso pelo movimento dos dentes da máquina, já que eles é que levam a costura para trás. Como Novinha tem o recurso de rebaixar os dentes, eu fiz isso mas não consegui fazer o cobertor deslizar para trás, talvez por ser muito grosso (ou por não saber lidar mesmo, já que é novidade para mim).

Desmanchei de novo e fiquei pensando em algo que resolvesse, já que agora o cobertor não tinha debrum nenhum e assim não poderia ficar.

Aí veio em mente o que a minha mãe sempre me disse: “você usa alfinetes demais, tem que alinhavar e não alfinetar!” Sim, mães são seres sábios e superiores que sempre te falam a coisa certa, na hora certa.
Lá fui eu alinhavar o debrum no cobertor. Só assim a costura começou a render, pois mesmo com o movimento dos dentes da máquina o debrum já não escorregava mais do que o restante da peça.

Depois de quebrar a cabeça na terça-feira e na quinta-feira da semana passada, o debrum novo está no cobertor.

Sobrou ainda cerca de 40cm do debrum que comprei.


Alinhava que dá certo

Faria de novo? Sim, mas só porque agora eu peguei a “manha” do processo todo. Por outro lado, procuraria outra opção de marca (provavelmente deve existir, mas eu só vi da marca Fitex até hoje), pois o debrum novo não parece ter a mesma qualidade do que o estava originalmente no cobertor. E compraria duas peças, mesmo que sobrasse, pois se algum acidente tivesse acontecido eu teria ficado na mão.

Livre do projeto que era pra ser simples mas não foi, lá fui eu ajustar um vestido que eu adoro!
Sabe aquela roupa que você experimenta e não fica perfeita no corpo logo de cara, mas ainda assim você leva porque acha que ela tem potencial?

Foi o que aconteceu com esse vestido longo da Hering.

Primeiro, foi uma barra de uns 20cm que eu tive que fazer, com o auxilio da mamãe marcando e alinhavando lindamente. Eu tive só que passar na máquina.

As cavas estavam um pouco folgadas, mas esperei emagrecer um tiquinho para poder ajustar.
Minha mãe mais uma vez me ajudou nas orientações, aí foi fácil costurar. Foi rapidinho e uns 4cm do total foram embora! Mais um ajuste à mão no forro da frente que teimava em aparecer e um botão quase caindo que foi recolocado e pronto!


Vestido marcadinho e alfinetado, pronto pra ir pra máquina

O vestido GG muito comprido mas que tinha potencial virou um vestido tamanho G bem direitinho no corpo. Quero logo usá-lo de novo!


Ah, agora sim

Parti então para o projeto fofo que estava na fila que era fazer a xícara de tecido da Lu Gastal.
Achei bom porque pude aproveitar alguns tecidos que combinavam bem e as explicações que vieram com o molde foram suficientes para concluir.

Terminei hoje e olha como ficou!


Só falta o chá

O que eu também gostei é que eu consegui usar uma manta acrílica que estava encostada por ser muito grossa para costurar na Velhinha, principalmente quando tinha mais de uma camada da manta para costurar. Novinha aguentou bem o trabalho e também já fui treinando o pesponto para dar acabamento. Isso sempre ficava lindo quando feito na Velhinha, já que o pé calcador dela é bem estreitinho e facilitava este trabalho.

Já estou guardando as bobinas da Novinha na xícara, pois acho aquela gavetinha da própria máquina muito apertada, rs!

Espero que tenha gostado das costuras desta semana!
Beijo!

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
O drama do Armarinho – parte 2 – A solução

Olá!

Lembra que um dos meus primeiros posts por aqui foi um desabafo de não ter nenhum armarinho bom perto da minha casa?

Como eu fui encontrando bons armarinhos para resolver as minhas costuras, eu vi que, mesmo que eles não sejam próximos para mim, podem ser para você!

Então este post será atualizado constantemente com os bons armarinhos que eu encontrar…
Se quiser colaborar, é só colocar nos comentários que eu vou incluindo por aqui!

Quem sabe uma hora não aparece um aqui pertinho mas que eu ainda não tenha encontrado? Ou acontecer o mesmo com você, que está em outra parte da cidade?

Beijo e boas costuras!

— xxx —

São Paulo – Zona Sul

Bazar Mimura Ltda.
Rua Desembargador Bandeira de Mello, 477, Santo Amaro
Telefone: (11) 5686-2500
Armarinhos e aviamentos em geral
(muito organizado, já comprei rendas de algodão. Já levei um macacão jeans para colocar botões. No cartão de visita indicam ter cursos de tricô, crochê, tapeçaria, bordado, tear, corte e costura; forração de botões, colocação de botões jeans e de pressão, ilhoses e rebites; Conserto de zíper na própria peça; Montagem de zíper em metro.)

Loja Imperial Artesanato
Loja 1: Rua Senador José Bonifácio, 58, Santo Amaro
Telefone: (11) 5548-5114
Loja 2: Rua Vera Cruz, 49D, Santo Amaro
Telefone: 5524-6606
Fios de Lãs e Linhas, Armarinhos em Geral
(muito organizado, ótimo para comprar lãs e linhas para tricô e crochê. Comprei o Renova Cobertor recentemente, mas quando fazia muito crochê e bordado, era lá que eu encontrava todos os materiais. Sempre fui na loja 1)

São Paulo – Zona Oeste

Zuza Armarinhos
Rua Fradique Coutinho, 514, Pinheiros
Telefone: (11) 3812-3666
(É uma loja lotada – de verdade – de coisas por todos os lados e, quando eu fazia aulas de costura na região, comprava tudo o que precisava lá)

São Paulo – Centro

Armarinhos Metrópole
Rua Comendador Abdo Schain, 62, Centro
Telefone: (11) 3313-4870
(A loja fica em uma daquelas pequenas galerias na região da 25 de março. Costumo achar ferramentas para costura, acessórios para máquina, linhas, zíperes, entretelas e feltros/forrobel/acoplado para estrutura. Quando compro tecidos na região da 25 de março, já dou um pulo lá para comprar os aviamentos que preciso para costurar.)

Comercial Maluli
Rua 25 de Março, 717/719, Centro
Telefone: (11) 3311-8453
(Também faço uma visita quando estou no Centro. Eles vendem aviamentos em pacotinhos fechados como rendas, fitas e elásticos. Também dispõem de ferramentas para costura. Já comprei agulhas, alfinetes, régua, mosca branca e bobinas altas de metal para a Velhinha. Atente apenas para os itens que só são vendidos em pacotinhos fechados, eu mesma já comprei um pacotinho com 10 folhas de carbono branco para tecido, que provavelmente eu vou levar o resto da minha vida para gastar, rs!)

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
Por que aprender a costurar?

Dia desses, uma graaaaaande amiga minha pediu a minha opinião sobre ela começar um curso de costura onde ela mora. E disse pra mim que nunca havia pregado nem um botão na vida.
Eu respondi prontamente, de maneira muito tendenciosa, rs!

Procurei enumerar o que veio à cabeça na hora, pra mostrar que saber costurar à mão e à máquina só tem vantagens:
– fazer um conserto simples sozinha, como aquele pedacinho que descosturou da roupa
– colocar direitinho o botão que caiu da camisa
– fazer uma barra naquela roupa que só por estar muito comprida está sendo pouco usada
– fazer projetos simples para a casa, como almofadas e toalhas de mesa
– customizar uma camiseta simples aplicando uma renda bonita
– fazer um acessório para o cabelo usando aviamentos bonitos

sdsd

Tingi um tule branco com chá preto para ficar com uma cor de coisa “antiguinha”, apliquei nele uma renda bonita, coloquei uma fita de organza por baixo, tudo à mão… e virou um enfeite para o cabelo.

Apliquei à mão uma renda creme perto da região do ombro da camiseta cinza mescla. Até hoje ela é uma das minhas favoritas.

Antes de Velhinha vir morar aqui em casa, pegava a máquina da minha mãe emprestada por um ou dois dias para costurar coisas simples como fazer barra em tecido soft e assim o cachorro ganhava um cobertor novo. (é absurdamente fácil e absurdamente mais barato!)

Ou seja, mesmo que a pessoa não queira trabalhar com algo que precise saber costurar, este conhecimento sempre terá utilidade!

Sabendo unir um tecido ao outro e colocar um zíper, por exemplo, já é suficiente para fazer uma necessaire para uso próprio ou para dar de presente (adoro!).

Estojo que fiz na aula de costura em que aprendi a colocar zíper. Virou a minha necessaire de maquiagem que uso até hoje!

Lógico, se o interesse aumenta, outras coisas podem vir pela frente: costurar roupas, fazer patchwork e com a técnica montar peças lindas… Com os tecidos que temos em casa também podemos nos aventurar a usá-los em encadernação ou em cartonagem…

Quando eu me casei eu já sabia costurar à mão e uma das primeiras coisas que fiz ao mudar para a minha casa foi montar um kit de costura com as cores de linha mais “comuns” como preto, branco, azul marinho, agulhas de mão, tesourinha, alfinetes e uma peça de elástico (esse último por total influência da minha mãe, que resolve um monte de coisas usando elástico, como prender aquele lençol que insiste em sair debaixo do colchão).

O interesse por aprender a costurar à máquina veio em 2011, quando estava sem trabalhar e queria aprender algo novo que eu pudesse usar para trabalhar depois, já que sempre gostei de atividades que tenham que usar manualidades em algum momento…

No fim das contas, nunca vendi nada que costurei até hoje, por opção. Estou sempre fazendo algum tipo de aula para aprender mais e acabei conhecendo lugares e pessoas que eu não imaginava poder ter contato tempos atrás.

Com as máquinas de costura portáteis, você pode costurar em qualquer cantinho da casa com uma mesa… Terminou é só guardar… Eu comecei usando a máquina da minha mãe na cozinha mesmo. Depois que ela me deu a Velhinha, acabei montando um quartinho de costura em um cômodo da casa, mas sei que normalmente a gente não tem um cômodo todinho à disposição nos dias de hoje.

E sim, a minha maior recompensa é poder presentear alguém com algo que eu fiz ou usar uma peça que eu costurei. Ajudou muito na minha auto-estima e também acredito ter deixado algumas pessoas felizes nesse tempo…

Meu foco atualmente é aprender bem a modelagem feminina para que eu possa fazer vestidos para mim e também poder ajustar peças que eu tenho.
Também estou procurando aprender outras técnicas que usem tecido, pois uma coisa pode sempre complementar a outra… A próxima da lista será aprender a fazer patchwork!

E você, sabe costurar?
O que te levou à agulha e linha?

Beijo!

(OBS: Todas as fotos deste post são de 2011, meses antes da chegada da Velhinha aqui em casa… Tá vendo como saber costurar é sempre bom?)

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!
Sobre Florescer em Pleno Inverno