Minha Máquina de Overloque – Singer Ultralock 14SH754 – Primeira vez na Assistência

Faz tempo que eu não faço um post sobre a minha overloque, né?! O último foi este aqui, quando completou 2 anos de uso. Aliás, neste post deixei dicas que deram certo para mim e respostas para algumas dúvidas frequentes, vale conferir!

De volta pro meu aconchego de costura.

Na verdade, não teve mais post sobre a máquina depois de 2016 porque tudo andava bem por aqui, sem nenhum problema ou novidade. A minha Encantada desde o começo tem costurando de tudo um pouco, normalmente! A minha Singer Ultralock está às vésperas de completar 4 anos aqui em casa e permaneço satisfeita!

Mas, dia desses, rolou um pequeno acidente durante o conserto de um vestido meu e eu resolvi fazer este post para contar.

Xi, desregulei a máquina!

Sim, estava refazendo a costura de um vestido (este aqui), da união da parte de cima com a saia do vestido. Como ele já tem acabamento feito, levantei a faquinha da overloque pois não precisava refilar os tecidos.

Nessa parte que eu estava refazendo a costura, tinha duas camadas da malha de rayon e um elástico aplicado com os “três pontinhos” da máquina doméstica.

Num dado ponto, um laçador (uma daquelas “agulhas” da parte de baixo da máquina) enroscou no elástico. Aí deu tudo errado: as duas agulhas de cima quebraram na hora e a máquina passou a fazer um barulho que não fazia antes, como se tivesse algo batendo.

Parei tudo, coloquei novas agulhas, limpei a máquina e passei todos os fios de novo. Ao costurar para formar aquela “correntinha”, vi que estava pulando ponto e o barulho continuava. Observando o funcionamento da máquina com a tampa aberta, o laçador mais à esquerda estava mesmo batendo num lugar que não deveria, tinha desregulado.

O que fazer?

Eu até encontrei o problema sozinha, mas não quis mexer na máquina eu mesma. Eu sei que é bem tentador, mas tenho receio de causar um estrago maior. Levei a uma assistência técnica da Singer, que confirmou que o laçador estava desregulado mesmo. Aproveitando, sugeriram afiar a faquinha, achei uma boa fazer isso depois de 4 anos de uso. Três dias depois eu estava com a minha máquina de volta.

Recebo muitos comentários, tanto sobre a overloque quanto sobre a máquina de costura relatando barulhos ou problemas diversos. É bem difícil dar um diagnóstico sem ser técnica no assunto e sem ver a máquina pessoalmente.

Quando alguma coisa dá errado na costura (mesmo com prática, de vez em quando acontece, como deu para notar), eu sempre repasso a linha toda, retiro a bobina e recoloco – no caso da máquina de costura ou repasso todos as linhas da overloque. Aproveito para limpar e lubrificar a máquina e conferir se todos os seletores estão nas posições corretas (ponto, largura e comprimento do ponto, tensão da linha). Troco a(s) agulha(s) por nova(s) se estiverem em uso há um tempo. No caso da overloque, testo também a tensão de cada um dos 4 fios. Tudo isso é simples mas pode interferir no bom funcionamento de uma máquina de costura ou de overloque. Ao final, testo a costura num retalho e, se ainda assim não der certo, pode ser um problema que a assistência técnica tenha que conferir.

Nos casos de barulhos incomuns, como o que aconteceu comigo, tem uma chance grande de ter algo desregulado ou quebrado na máquina. Eu, pessoalmente, prefiro não mexer e levar a um técnico para olhar e consertar para mim.

Ou seja, a minha primeira experiência com assistência técnica de verdade foi tranquila. Antes disso, só tinha levado a Velhinha para um bom trato e para instalar um motor elétrico nela quando a minha mãe me deu, em 2011, antes de eu sonhar em ter um blog. Ela também continua funcionando direitinho!

Portanto, se algo der errado na sua costura tente:

1. Repassar as linhas da máquina,

2. Limpar a máquina,

3. Lubrificar a máquina nos pontos recomendados pelo fabricante (uma gotinha de óleo específico para máquina em cada ponto recomendado é suficiente),

4. Trocar a(s) agulha(s) por nova(s),

5. Conferir a tensão da(s) linha(s),

6. Testar num retalho de tecido.

 

Aí, se nada der certo, aconselho procurar uma assistência técnica!

Cuidar bem das nossas companheiras de costuras faz com que a gente a tenha um bom uso por mais tempo, vale a pena!

Minha máquina de overloque – Singer Ultralock 14SH754 – 2 anos depois
Minha máquina de overloque – Singer Ultralock 14SH754 – 1 ano depois
5 Anos de Blog – Apoiando as Blogueiras da Resistência!

Pois bem, este amado blog completou 5 anos no último domingo. A correria por aqui tem sido tanta que eu não consegui planejar a tempo uma comemoração gostosinha, como foi no ano passado.

Confesso que sempre nessa época eu reflito sobre como é ter um blog nos dias de hoje, se eu continuo ou paro, se eu devo mudar algo.

Por que eu ainda tenho um blog?

Conversando dia desses com a querida Lu Gastal, falamos que, se chegarmos ao ponto de ninguém mais ler nossos conteúdos escritos, no mínimo a gente vai ter um belo diário de nossa trajetória. Resgatar um post antigo e rever, como bem disse a Lu, é como folhear um álbum de fotos. Concordo demais.

O blog é meu diário de bordo da caminhada na costura, nas manualidades e afins e realmente eu recorro à busca dele quando quero lembrar de algum projeto passado, quando participei de um evento ou onde achei determinado tecido. Aqui também tem um bocado de reflexões minhas, que normalmente você acha na tag #escrevekatiaescreve mas hoje em dia eu tenho reservado esse tipo de texto para as minhas newsletters (olha o merchan, rs: você já assina? Se ainda não, clica aqui e receba conteúdo exclusivo a cada duas semanas!).

Sim, as coisas foram mudando por aqui nos últimos anos. Lá atrás, nos três primeiros anos do blog, eu fazia um post de “Costuras da Semana”, com um apanhado de tudo o que eu tinha feito por aqueles dias. Ano passado virou post mensal. Hoje em dia eu deixo para mostrar o processo do que estou fazendo no meu Instagram Stories (meu insta é o @katialinden, sempre tem alguma foto de um detalhe no feed também!).

Outros blogs que começaram como pessoais acabaram tornando-se comerciais, uma vitrine dos produtos e serviços de quem o faz. Também acho lindo isso, não depender de ninguém para produzir seu próprio conteúdo comercial. Fora que essa é uma realidade cada vez mais presente nesse mundo do empreendedorismo criativo!

Eu optei por manter o blog pessoal, apesar de já ter pesquisado e ido atrás de alguns possíveis parceiros comerciais um tempo atrás. A possibilidade nunca está afastada. Fiz um projeto que inclui o blog e a conclusão dessa busca toda vai aparecer aqui em breve, olha o suspense!

Sim, eu ainda me surpreendo quando alguém me reconhece na rua por conta do blog ou me emociono quando alguém me conta que lê desde o começo. Tem gente que não perde um post e tem gente que já leu o blog inteirinho (aparece aqui nos comentários para todo mundo te conhecer)!

Ainda acho fundamental ter uma casinha própria na internet e não depender de algoritmos sempre mutantes das redes sociais. Também acho fundamental a gente encontrar nosso formato de fazer conteúdo e dar o melhor para ele (por exemplo, ainda tenho meus problemas com vídeos e estou me esforçando para reverter isso). Também acho que a gente não precisa estar presente em todas as plataformas, só nas que a gente se identifica e que a gente dá conta de fazer alguma coisa legal!

Obrigada!

Blogueiras da Resistência

Enfim, eu acho que ter um blog nos dias de hoje é um exercício de resistência. Com o crescimento do YouTube e de redes sociais de conteúdo mais instantâneo, muitas pessoas que começaram com um blog escolheram outras plataformas para colocarem seus conteúdos para o mundo. E tá tudo bem. Cada um tem que fazer o que mais se identifica!

Eu continuo por aqui por amar escrever e fotografar, por acreditar que a gente não pode depender de uma plataforma que não é nossa para produzir conteúdo (tá tudo bem ter canal, insta e face, mas eu não deixaria meu domínio próprio por nenhum deles). Também acredito que é legal estar presente em ferramentas que permitem buscas (Aí sim o YouTube, por ser um produto do Google, aquele que tudo encontra, leva vantagem em relação às outras redes sociais).

Terminando essa reflexão toda de porque eu continuo aqui firme e forte com um blog em pleno 2018, queria recomendar a você que está aqui acompanhando tudo isso alguns blogs que adoro, que resistem (rs) e que são escritos em português, para serem mais acessíveis a todos. São blogs que ainda levam a costura ou as manualidades como um estilo de vida, como acontece por aqui. Depois me contem o que achou e, se quiser recomendar outros nos comentários, vou amar conhecer!

Lu Gastal  (que escreveu um livro lindo e que, sem saber, deu a ideia para este post)

Ma Stump – Colacorelinha (leio há tantos anos, que nem sei quando comecei. A Má fez uma consultoria para chegarmos ao formato atual do blog, sabia?)

Andrea Risério – Arthé Criações  (amiga do coração e dos crafts)

Keiko – Keikolina (presente que o DecolaLab me deu no ano passado, foi e continuará sendo meu anjo nessa caminhada empreendedora)

Denise – Calu Histórias de Artesanato  (outro presente do DecolaLab!)

Também acompanho algumas portuguesas maravilhosas que escrevem tanto em português quanto em inglês:

Rita – The Bag of the Unexpected

Magda – House of Estrela

Constança Cabral

Então, se você que gosta de visitar meu querido bloguinho, não deixe de visitar essas outras moças maravilhosas em suas casinhas virtuais!
E muito obrigada por acompanhar essa minha jornada toda!

Como foi o Encontrinho do Blog!
3 anos de blog!
Diversão e leveza nos Looks de Carnaval!

Esse post demorou, mais saiu, rs!

O ano de 2018 tem sido tão movimentado para mim que até para manter a minha frequência de posts está difícil! Mas eu queria mostrar aqui um pouco do que foi o meu Carnaval, a festa mais craft do mundo na minha opinião!

Quando a gente está curtindo o carnaval na rua, é um grande desfile do Faça Você Mesmo: tem criatividade na combinação de peças do armário para montar um look divertido ou até mesmo uma fantasia, no resultado do “mão na massa” para criar adornos e maquiagens! Eu me divirto muito criando os meus looks e também observando o que o pessoal que circula pelo alalaô todo bolou para a festividade!

Meus looks de Carnaval

Os meus looks de Carnaval têm que ser confortáveis, mas quero me sentir bonita e festiva com eles, sempre!

O primeiro foi um look meio sereia (mais por conta da estampa do body decotado na lateral, um sonho realizado de assumir os meus peitos pequenos, contei em detalhes na news que enviei hoje. Para se inscrever e receber as próximas, clique aqui), que juntou toques de verde e outras cores frias para eu curtir o meu bloco favorito há anos: o Acadêmicos do Baixo Augusta.

Não tenho muitos registros além desses pois roubaram o meu celular no dia, o que tenho foi o que resgatei dos meus Stories:

Saia Midi: Crepe da Mittus Tecidos. Molde Zinnia da Colette Patterns (fiz a versão 1, com várias modificações). Mais fotos da saia neste post.

Esse foi o meu pré-Carnaval. Eu fui passar o Carnaval no Rio esse ano, uma vontade antiga que finalmente se realizou!

Teve bloco por lá também e, para ir ver o Bangalafumenga fui com um maiô decotado como o primeiro (e viva o ventinho delícia onde estou sempre abafada pelos sutiãs), com um shorts que tenho há muitos anos, coordenando com o verde da estampa do maiô e sandálias metalizadas!

Shorts de algodão tão antigo (de 2013) que nunca ganhou um post especial para ele, rs! O molde veio da revista Burda Portuguesa (07/2012). Mais fotos neste post.

Acessórios indispensáveis

Eu me apaixonei por essa tiara da Can Can com flores, folhas e um passarinho brilhante e queria continuar usando todo dia!

Vem Bangalafumenga! . #pulakatiapula #viajakatiaviaja

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E, assim como foi no Rock in Rio, não podia faltar a pochete! Também usei sandálias baixas e que podiam molhar/sujar, foi ótimo!

Desfile do Salgueiro

Tudo começou (há um tempo atrás, na ilha do sooooool… Brincadeira!) porque eu e o Ricardo resolvemos desfilar pelo Salgueiro, nossa escola amada.

Compramos uma fantasia e olha… tô pra ver coisa mais emocionante do que desfilar na Sapucaí!

O pessoal é super organizado, fechamos tudo por telefone, informando os nossos tamanhos de roupas e calçados. Nossa fantasia era bem elaborada, em um ano em que o tema eram as mulheres negras e nossa ala homenageou Acotirene, uma guerreira do Quilombo dos Palmares!

A fantasia era composta por duas metades, muito linda! Adorei ir ao ateliê e conhecer mais sobre o processo todo e, ao chegar no hotel com nossas fantasias, ver como foram feitas!

O interior é todo forrado em algodão e por fora, uma mistura de muitos materiais: palha, pelúcia, lamê, veludo, peças plásticas, espumas. A gente também usou uma botinha de camurça e um chapéu adornado com búzios e plumas.

Só de pensar que uma escola de samba tem mais de 3000 integrantes, além dos carros alegóricos e que tudo é feito à mão para entregar ao público um mega espetáculo, só me deixou mais encantada!

O Salgueiro perdeu por um décimo só, mas a emoção que eu senti vai ficar na minha memória como se tivesse vencido.

Looks de um Carnaval Relax

Alguns looks que levei na mala foram novas combinações de peças que eu já tinha, sabendo que estaria bastante calor e que certamente eu queria estar bem confortável entre um compromisso e outro. A gente pulava um dia e dormia um dia, rs!

Espero repetir estas combinações, gostei demais! (clique em uma das fotos para abrir a galeria)

Macacão: moletom com elastano da L’Atelier de La Creation (Paris), molde da revista Burda Style de novembro/2016. Mais fotos do macacão aqui.

Quimono de Crepe de Chine: Tecidos liso e estampado da loja Texprima. Molde da revista Burda portuguesa de 02/2012. Mais fotos do quimono aqui.

Camiseta: Malha de viscose estampada da Aime Comme Marie para Motif Personnel (França), molde gratuito da camiseta Plantain, da Deer and Doe (França). Mais fotos da camiseta aqui.

Blusa com Pregas: Seda Jacquard Bicho (70% Algodão, 30% Seda) da loja Dona Dani (atual TexPrima), molde da revista Burda de Dezembro/2014. Mais fotos da blusa aqui.

Carteira em Crochê: Fio de malha Novelaria. Projeto das aulas com a professora Solange, na Novelaria (SP). Mais fotos da carteira aqui.

Já estou com saudades do Carnaval, da maquiagem mais colorida, de sair na rua com enfeite na cabeça.
Destes dias festivos trago comigo um pouco menos de cobrança ao me vestir, o conforto nos looks que mesmo assim me fazem sentir bonita. 

E você? Aproveitou muito o Carnaval? Tem algo que você continuou usando depois?

Carnaval feito por mim
Look do Dia: Quimono de seda para derreter com dignidade no Carnaval!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Recebidos Maximus Tecidos Finos!
5 Anos de Blog – Minha Manta de Retalhos está de volta!