A Escolha da Máquina de Costura

OBSERVAÇÕES DO FUTURO (RS), DE 2018:
1. A Singer Facilita Pro 4423 foi substituída em 2015 pela Singer Facilita Pro 5523. A comparação entre os dois modelos está neste post. Depois, foram substituídos por novos modelos, que mostrei neste post.

2. Um novo post, com informações mais completas e atualizadas sobre este assunto, feito em 2017, está aqui.

Olá!

Estava aqui preparando alguns outros posts, mas resolvi passar o assunto “Máquina de Costura” na frente. Explorar o assunto inicial, sobre como escolher e como usar uma máquina me pareceu muito importante!

Eu comprei minha Novinha, conhecida também por Singer Facilita Pró 4423 há menos de um mês mas… como cheguei à conclusão de que esta era a máquina a ser comprada?

Pois é, não vou dizer que escolhi rapidinho, tive muitas dúvidas e perguntei bastante antes de resolver comprar. Olha, eu acho que eu levei uns dois meses pra bater o martelo mesmo!

Eu percebi que a escolha e a compra de uma máquina de costura é algo muito pessoal, assim como muitas coisas na vida.

A primeira vez que participei de um processo de compra de uma máquina nova foi quando a minha mãe resolveu dar descanso para a Velhinha (que lá na casa dos meus pais não tinha esse nome, rs!) e comprar uma máquina nova e mais moderna.

Isso foi no começo de 2007 e o critério de escolha da minha mãe foi que se uma Elgin a atendeu tão bem por 45 anos, naturalmente a seguinte também seria uma Elgin, só que agora mais moderna e com mais recursos, ainda que doméstica.

Não tínhamos outras pessoas para perguntar e pedir sugestões na época, então buscamos na internet quais eram as máquinas Elgin disponíveis.

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Elgin Genius – JX 4000

Minha mãe escolheu a Elgin Genius, compramos pela internet (acho que no site do Magazine Luiza) e poucos dias depois estava lá a máquina nova.

Ela gosta muito da máquina e resolve bem o que ela queria: fácil de guardar, com pontos para acabamento (se bem que eu acho que ela só usa o ponto reto e o ziguezague). Eu já usei algumas vezes e gostei também, só acho um tiquinho barulhenta, rs!

Um ponto positivo é que, além de um manual de instruções muito bem ilustrado e bem explicativo, vem junto um DVD com as instruções em vídeo. Ela tem 14 pontos, faz casa de botão e pesa 7Kg (Sim, o peso é importante se você pensa em levar a máquina para algum lugar, ou mesmo para movimentá-la dentro de casa!).

E olha só, olhando hoje o manual que peguei no site da Elgin, vi que a máquina da minha mãe faz boa parte das coisas que minha Novinha faz (como os pontos flexíveis), não fazia ideia!

Um tempo se passou, comecei a ter aulas de costura em 2011 e em outubro minha mãe deu a Velhinha pra mim… Ai que emoção!

Além de herdar uma peça que tem história, eu não gastei muito para colocar a Velhinha em uso de novo. Foi só uma revisão que incluiu limpeza e lubrificação. Não tinha nada quebrado, só a chapa da agulha foi trocada por estar meio detonada e instalei um motor.

Quem fez esse serviço pra mim foi o pessoal da Mari Máquinas, em Pinheiros. Recomendo muito!

Lá me ensinaram a lubrificar a máquina e saí com bobinas e agulhas compradas também.

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Minha Velhinha (Elgin Standart) da década de 60!

Fiquei surpresa ao encontrar no site da Elgin o modelo da Velhinha!

Tem o modelo da Velhinha “zero quilômetro” e motorizada de fábrica e também a Velhinha “zero quilômetro” como a minha, sem motor de fábrica e com móvel!

A Elgin Standart (agora eu sei o nome oficial!) só costura reto e pesa 12kg. Eu lembro bem do peso dela quando a levei pro mecânico, rs

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Elgin Standart

Aí, eu comecei a querer uma máquina nova no final do ano passado, quando fiz algumas peças de roupa que ficaram sem acabamento por dentro (que coisa feia, Katia, não podeee!)

Primeiro, eu pensei em comprar uma máquina “mini” porque eu guardaria facilmente e só usaria nas situações em que a Velhinha não poderia resolver. Mas depois fiquei com receio de ser muito frágil ou coisa assim. Descartei a ideia.

Passou pela cabeça comprar uma máquina industrial, pois é resistente e forte. Mas continuaria só com o ponto reto… Fora que ela ocupa bem mais espaço e eu não teria como acomodar uma industrial (e uma overloque provavelmente) no meu quartinho. Descartei também.

Perguntei então para a Ana, que tem uma Brother CE-4000, que ela adora!

A primeira vez que eu usei eu estranhei muito, mas eu é que não estava acostumada com máquinas computadorizadas, rs! Esse modelo tem 40 pontos e 5 estilos de caseado, uau!

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Brother CE-4000

Ela é bem leve, pesa só 5Kg, tanto que a Ana até levava para a aula em uma mochila!

Eu acabei também perguntando para as pessoas que conheço e que dão aulas de costura quais máquinas elas tinham e se davam conta do recado. Além de serem utilizadas por muitos alunos, ainda tem a questão de “aguentar o tranco” de quem às vezes ainda não sabe manusear uma máquina direito, sabe?

Então, recebi as seguintes respostas:

– A Patrícia Cardoso, indicou alguns modelos da Singer (algumas eletrônicas e outras não, entre elas a Facilita Pro).

– A Vivi, do Ateliê Basile, tem uma Singer em casa, no ateliê todas são Janome 2008 e estavam indo muito bem lá.

– A Isamara Freire, que já me deu aulas de modelagem, também indicou máquinas da Singer.

No fim, fiquei entre a Singer Facilita Pro 4423, a Singer Brilliance 6180 (eletrônica) e a Janome 2008, que é super fácil de usar, bem silenciosa, tem 8 pontos (que inclui o caseado), parece ser bem resistente (e promete costurar até 8 camadas de jeans) e pesa 7Kg.

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Janome 2008

Mas o que me fez então decidir pela Facilita Pró 4423?
Olha, devo assumir que o site da Singer facilitou muito a escolha, já que as informações estão bem ordenadas e tem o recurso de comparação entre os modelos da empresa. Também tem como você clicar nos recursos que você quer ter em sua máquina e ela recomenda os modelos mais adequados.

Influenciou a Facilita Pro ter a estrutura interna toda de metal, por isso ela pesa um pouco mais que as máquinas domésticas que eu tinha pesquisado. Em compensação, faz com que ela seja mais resistente e estável. Além de ter os pontos que eu procurava para acabamento.

Alguns vídeos como este abaixo também ajudam na escolha:

Não me importei com o fato de ela não ser eletrônica e o valor dela cabia no bolso (R$ 746,10 à vista, no site do Magazine Luiza).

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Minha Novinha (Singer Facilita Pro 4423)

Então, aqui vão as especificações da escolhida, a Singer Facilita Pro 4423, conhecida por aqui como Novinha!

  • Pontos Básicos (reto/ziguezague), Essenciais (3 pontinhos/bainha invisível), Flexíveis (para costurar malhas) e Decorativos.
  • Casas de botão em 1 passo.
  • Braço livre com base revestida em aço inox que facilita costura de mangas, punhos e barras.
  • Comprimento e largura do ponto ajustáveis.
  • 3 posições de agulha
  • Rebaixador dos dentes para bordados livres e pregar botões.
  • Ajuste da pressão da sapatilha para diferentes tipos de tecidos.
  • Costura várias camadas de jeans.
  • Velocidade de 1.100 pontos por minuto que torna a costura mais rápida.
  • Estrutura interna de metal que aumenta a estabilidade na costura.
  • Passador de linha na agulha.

Estou gostando muito da máquina, está se mostrando muito estável e o manuseio é fácil.

Só o manual de instruções que não é muito completo e eu estou quebrando a cabeça para desvendar como usar parte dos pontos com os quais eu não estou habituada a costurar.

(Atualização em 03/07/13 – Veja aqui o post sobre os pontos da minha máquina.)

Para encerrar, buscar informações com conhecidos e também pela internet é a melhor forma de pesquisa, pois as lojas de varejo que visitei (Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza) tem só um ou dois modelos expostos, geralmente num cantinho escondido perto dos eletrodomésticos portáteis (ai que tristeza!) sem que nenhum vendedor saiba explicar detalhes mais técnicos.

A Mari Máquinas também vende máquinas usadas e revisadas por eles, o que pode ser uma opção!

Ufa!

Espero que tenha gostado e, se você estiver procurando uma máquina, que eu tenha conseguido contribuir com algo!

Teremos mais posts sobre máquina de costura, aguarde!

Beijos!

A Escolha da Máquina de Costura – um novo post
Novidades Singer Facilita Pró
Por que aprender a costurar?

Dia desses, uma graaaaaande amiga minha pediu a minha opinião sobre ela começar um curso de costura onde ela mora. E disse pra mim que nunca havia pregado nem um botão na vida.
Eu respondi prontamente, de maneira muito tendenciosa, rs!

Procurei enumerar o que veio à cabeça na hora, pra mostrar que saber costurar à mão e à máquina só tem vantagens:
– fazer um conserto simples sozinha, como aquele pedacinho que descosturou da roupa
– colocar direitinho o botão que caiu da camisa
– fazer uma barra naquela roupa que só por estar muito comprida está sendo pouco usada
– fazer projetos simples para a casa, como almofadas e toalhas de mesa
– customizar uma camiseta simples aplicando uma renda bonita
– fazer um acessório para o cabelo usando aviamentos bonitos

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Tingi um tule branco com chá preto para ficar com uma cor de coisa “antiguinha”, apliquei nele uma renda bonita, coloquei uma fita de organza por baixo, tudo à mão… e virou um enfeite para o cabelo.

Apliquei à mão uma renda creme perto da região do ombro da camiseta cinza mescla. Até hoje ela é uma das minhas favoritas.

Antes de Velhinha vir morar aqui em casa, pegava a máquina da minha mãe emprestada por um ou dois dias para costurar coisas simples como fazer barra em tecido soft e assim o cachorro ganhava um cobertor novo. (é absurdamente fácil e absurdamente mais barato!)

Ou seja, mesmo que a pessoa não queira trabalhar com algo que precise saber costurar, este conhecimento sempre terá utilidade!

Sabendo unir um tecido ao outro e colocar um zíper, por exemplo, já é suficiente para fazer uma necessaire para uso próprio ou para dar de presente (adoro!).

Estojo que fiz na aula de costura em que aprendi a colocar zíper. Virou a minha necessaire de maquiagem que uso até hoje!

Lógico, se o interesse aumenta, outras coisas podem vir pela frente: costurar roupas, fazer patchwork e com a técnica montar peças lindas… Com os tecidos que temos em casa também podemos nos aventurar a usá-los em encadernação ou em cartonagem…

Quando eu me casei eu já sabia costurar à mão e uma das primeiras coisas que fiz ao mudar para a minha casa foi montar um kit de costura com as cores de linha mais “comuns” como preto, branco, azul marinho, agulhas de mão, tesourinha, alfinetes e uma peça de elástico (esse último por total influência da minha mãe, que resolve um monte de coisas usando elástico, como prender aquele lençol que insiste em sair debaixo do colchão).

O interesse por aprender a costurar à máquina veio em 2011, quando estava sem trabalhar e queria aprender algo novo que eu pudesse usar para trabalhar depois, já que sempre gostei de atividades que tenham que usar manualidades em algum momento…

No fim das contas, nunca vendi nada que costurei até hoje, por opção. Estou sempre fazendo algum tipo de aula para aprender mais e acabei conhecendo lugares e pessoas que eu não imaginava poder ter contato tempos atrás.

Com as máquinas de costura portáteis, você pode costurar em qualquer cantinho da casa com uma mesa… Terminou é só guardar… Eu comecei usando a máquina da minha mãe na cozinha mesmo. Depois que ela me deu a Velhinha, acabei montando um quartinho de costura em um cômodo da casa, mas sei que normalmente a gente não tem um cômodo todinho à disposição nos dias de hoje.

E sim, a minha maior recompensa é poder presentear alguém com algo que eu fiz ou usar uma peça que eu costurei. Ajudou muito na minha auto-estima e também acredito ter deixado algumas pessoas felizes nesse tempo…

Meu foco atualmente é aprender bem a modelagem feminina para que eu possa fazer vestidos para mim e também poder ajustar peças que eu tenho.
Também estou procurando aprender outras técnicas que usem tecido, pois uma coisa pode sempre complementar a outra… A próxima da lista será aprender a fazer patchwork!

E você, sabe costurar?
O que te levou à agulha e linha?

Beijo!

(OBS: Todas as fotos deste post são de 2011, meses antes da chegada da Velhinha aqui em casa… Tá vendo como saber costurar é sempre bom?)

Look do Dia: Um vestido de paetês para saudar 2020 e brilhar na quarentena
Costuras na Quarentena, Máscaras de Tecido e Recomeço do Ateliê
Patch Encontro Lu Gastal

No dia 16 eu fui visitar a Lu Gastal, que veio à São Paulo para mais um Patch Encontro, de onde saíram muitas Tildas lindas!

Acabei não participando de nenhuma oficina, pois não consegui me programar como gostaria. Ainda assim, aproveitei a ida para reencontrar uma grande profissional que admiro à distância e que é uma graça de pessoa! Como não querer papear por horas com essa moça linda do sotaque sul que eu adoro?

Simultaneamente com as oficinas, Lu Gastal montou um bazar com itens lindos que contavam com moldes, tecidos, acessórios, tudo com um pé lá no quarto de costura.

Acabei trazendo para casa uma caixinha de música em forma de máquina de costura (Vivi Basile, sua maquininha agora tem uma irmã aqui em São Paulo!) e o molde para a linda xícara de tecido.

Já saí de lá imaginando minhas bobinas guardadas dentro de uma dessas! Acho que vou fazer uma para acompanhar cada máquina daqui de casa!

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Velhinha e mini Velhinha: amor em dobro

Saí também com o convite (ou seria convocação? rs!) para ir conhecer o Estudio Lu Gastal lá em Porto Alegre. Estou me programando para poder ir o quanto antes!

Terminei o dia muito feliz, com o pensamento de como a costura tem me proporcionado conhecer tantas pessoas legais, de lugares diferentes! Para mim, esse é um retrato de como o artesanal tira proveito das modernidades, você não acha?

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Com a linda Lu Gastal!

Beijo!

Look do Dia: Um vestido de paetês para saudar 2020 e brilhar na quarentena
Costuras na Quarentena, Máscaras de Tecido e Recomeço do Ateliê
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!
Sobre Florescer em Pleno Inverno