Os últimos looks do #mmm15 e o que eu aprendi com o desafio

Olá!

Vou começar este post mostrando os últimos looks do desafio Me Made May deste ano, aí depois conto as minhas conclusões e aprendizados.

Dia 21 – Furei! Este foi um dia de afazeres domésticos e de costuras. Passei o dia com roupas “das ginásticas” e não tinha o que fotografar a não ser a produção do dia, na overloque.

Dia 22 – Queria tanto voltar a usar esta saia godê! O top cropped, na minha opinião, casou direitinho com ela!

Dia 23 – Fui para o curso de modelagem com meu quimono de crepe de seda. Com essa enxurrada recente de quimonos mais hippies/boho, achei legal usar fechado!

Dia 24 – Dia de visitar amigos queridos. Aproveitei para estrear o meu segundo top cropped, recém terminado, de moletom. Deu certo com o shorts de cintura alta!

Dia 25 – Mais um dia trabalhando em casa, então não tinha look para mostrar. Mas deixei um petisco do chevron que estava virando uma peça nova para o meu quartinho de costura.

Dia 26 – Roupa confortável para visitar amigos queridos, para uma reunião rápida e para a aula de Patchwork. Usei essa calça de linho e viscose que eu adoro!

Dia 27 – Mais uma das minhas blusas Taffy para animar o look com jeans e tênis!

Dia 28 – Furei, em mais uma 5a feira bem caseira (aqui é dia de faxina…). Enquanto eu passava horas arrumando meu quartinho, registrei o último projeto terminado, do conserto da gola de tricô que eu nem usei ainda mas o Luke quase comeu. O conserto a deixou mais bonita, ufa!

Dia 29 – Comprei essa saia de couro pela internet sem saber exatamente com o que usar (não pode, Katia!). Adivinha o que resolveu? O bendito top cropped, estou mesmo muito apegada!

Dia 30 – Look para encarar o sábado com aulas e depois receber amigos em casa. Para não mostrar a barriga, coloquei uma regata por baixo do cropped de moletom. Como estava frio de manhã, saí de casa com a minha jaqueta Bomber amada.

Dia 31 – Encerrando o desafio deste ano, fiz este quimono modificado para ficar com uma gola. Fiz em flanela xadrez, para aproveitar mais agora que está esfriando. Terminei e já saí usando!

Uma coisa que eu tenho feito nos últimos tempos é atualizar looks que ficariam super retrô. Sei lá, acho que usei roupas e acessórios totalmente retrô por muito tempo e depois acabei enjoando… Hoje tenho muita certeza que foi uma fase super legal, já que foi assim que descobri que eu poderia ser mais feliz usando um batom colorido e um belo vestido (coisas que continuo fazendo), mas que passou.

Foi curioso retomar certas peças, como a primeira saia que costurei (no dia 06, dá para ver neste post). Tentei usar uma combinação que antigamente usaria facilmente e não consegui. Optei por um look até mais simples, mas que me identifiquei mais.

Mesmo assim, as roupas que eu faço quase sempre são de formas mais clássicas. Pode notar que não sou muito de recortes e assimetrias, apesar de achar lindo. Acho que encontrei um meio termo entre a forma clássica/retrô e um jeito de usar mais moderninho e isso me agrada muito.

Outra coisa legal do desafio era entrar na hashtag #mmmay15 e ver o que as outras pessoas estavam vestindo e postando. Como a maioria coloca os créditos quando usa um molde de terceiros, passei a colocar também. E assim passei a conhecer novas opções de moldes para explorar no futuro!

Confesso que tive dias difíceis pois, como já andei contando em outros posts, não estou muito abastecida de roupas de frio ainda. Aproveitei para costurar algumas peças novas (foram 2 Tops Cropped, uma blusa Coco e um quimono de flanela). Por outro lado, principalmente nos finais de semana, aproveitava para montar looks mais incrementados e diferentes do que eu já tinha combinado, foi ótimo!

Preciso agradecer o marido Ricardo que pacientemente registrou muitos looks durante o mês, assim como a Érika que tirava as fotos às 3as feiras (no intervalo das aulas de Patchwork)!

Quero continuar participando nos próximos anos, realmente foi um ótimo desafio, com resultados positivos! Pretendo planejar com um pouco de antecedência no ano que vem, separando as roupas para ir usando, por exemplo.

Gostou?
Beijos!

A volta às costuras depois de um ano
Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Costuras da Semana!

Olá!

Nessa semana que passou, eu consegui costurar bem mais que nas anteriores (oba!), até por isso não consegui postar tudo o que eu tinha em mente para a semana passada.

Sabe quando a gente pega o embalo em um projeto e não larga até acabar? Então, foi assim por aqui, adoro quando isso acontece!

Na aula de Patchwork eu terminei a primeira peça do organizador de bolsa com necessaire, a parte externa. Ficou linda, eu adorei!

Dois bolsinhos abertos em cima, o velcro para “grudar” a necessaire que vai ser feita no meio e um bolsinho de plástico, com zíper, embaixo!

A parte externa terminada!

Primeira parte pronta!

Agora vamos fazer a necessaire destacável que vai dentro.

Em casa, terminei a blusa com corte princesa e manguinhas que param nos ombros, a tempo de estrear no fim de semana (aguarde o look do dia com ela!). Ficou fofa e não tenho nada do tipo no armário, amei o resultado!

E agora que eu tenho minha manequim-assistente carinhosamente chamada de Gisele para mostrar as roupas?

Meu detalhe favorito!

Depois, retomei a calça estilo pijama que estava parada. Resolvi que não vou usar como pijama e sim como uma calça fresquinha para ficar em casa. Ela usada com uma regatinha ou camiseta branca vai ficar fofo!

Fitinha pra amarrar do mesmo tecido, casas de botão para fazer o passamento da fita.O tecido é tão fofo!

Espero que nesta semana eu consiga manter este ritmo, já estou planejando o que mais vai sair da fila!

Por enquanto é isso! Adoro quando o post de costuras da semana tem projetos prontos pra mostrar!

Beijos e boas costuras!

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
Praticar, praticar e praticar sempre!

Olá!

Costurar é um ato mecânico, assim como dirigir ou como andar de bicicleta. A gente aprende e não esquece mais, com o tempo não tem problemas em usar máquinas diferentes pois o princípio de funcionamento é quase que o mesmo para todas.

Lembro bem da minha primeira aula de costura em 2011 com a mestra Patricia (beijo, Pat) quando ela, depois de saber as motivações que me levaram até sua aula, me disse que se eu sabia dirigir eu também saberia costurar. Porque é um exercício de conciliar as mãos no controle do tecido na máquina e saber dosar a força do pé no pedal que a acelera. Assim como comandamos um carro. Fez todo o sentido para mim.

Quem dirige há muito tempo movimenta o volante, troca a marcha e comanda os pedais de maneira praticamente automática, sem raciocinar muito sobre cada movimento. Isso também vale para a máquina de costura.
Depois que a gente acha fácil costurar reto, vem o desafio de costurar em curva, de colocar um viés e assim por diante. Nada dessas coisas é impossível, senão praticamente ninguém saberia fazer.

Montar peças de roupa “do zero” também funciona assim. É capaz que a primeira tentativa não fique perfeita, mas se a roupa tem potencial, vale a pena tentar mais uma vez.

Eu tenho algumas peças que eu gostei tanto que, mesmo com alguns defeitos iniciais, fiz de novo. Todas valeram a pena. E cada nova peça que saía, melhor ela ficava. Seja a costura na curva da blusa com mangas bem rodadas, seja o vestido que teve mais alguns ajustes no molde antes que um segundo fosse costurado, seja a pantalona que ficou boa em malha e também no linho com viscose.

Reuni neste post alguns exemplos de moldes que executei mais de uma vez ou de materiais que fui repetindo ao longo do tempo para mostrar para você:

Blusa Taffy – Molde do livro The Colette Sewing Handbook
1a blusa Taffy, em chiffon. Desisti dela, depois de muito tempo encostada, quando vi que a cortei muito torta, na época não sabia lidar com esse tipo de tecido. E ter que cortá-lo em viés só piorou a situação. Em algum momento eu tentarei de novo em musseline, por exemplo!

2a blusa Taffy, em algodão com acabamento em viés pronto com ponto ajour. Sabia que o modelo tinha potencial, então tentei em um tecido que eu sabia que conseguiria fazer. Ficou linda!

3a blusa Taffy, em algodão com acabamento em viés do mesmo tecido. Para ter uma versão da blusa em tecido de fundo escuro. Foi mais fácil ainda de fazer e o viés foi mais desafiador, mas deu certo quando dei o acabamento do viés em ponto invisível à mão.

4a blusa Taffy, em laise com acabamento em algodão liso. Acho que é a melhor de todas, com acabamento todo à máquina, foi fácil e muito rápido de fazer!

Vestido Crepe – Molde Colette Patterns
1o vestido Crepe: em algodão com faixa em tecido diferente e decote de coração. Ficou bem feito, mas eu conheço alguns defeitinhos dele. Precisou de ajustes que eu não conseguia prever ainda no molde. Ainda assim o resultado ficou bom e eu uso muito!

2o vestido Crepe: em algodão com faixa do mesmo tecido e decote canoa. Foi mais fácil de fazer, quase um ano depois, pois sabia dos errinhos do primeiro. Com os problemas e errinhos em mente, os ajustes principais foram feitos ainda no molde e ele ficou pronto mais rápido e assenta melhor que o primeiro. Gosto dele tanto quanto do primeiro!

Pantalona – Molde da revista Burda
1a pantalona: meu primeiro trabalho em malha, fiz todo na aula de costura, então todas as questões de modelagem foram resolvidas com a Lurdes, o que facilitou muito. Amo muito esta calça!

2a pantalona: fiz sozinha em casa, com o molde da primeira, em linho com viscose. Hoje eu teria feito um pouco mais larga, pois o linho não tem elasticidade como a malha e, apesar de assentar super bem no corpo, algumas costuras estão começando a ceder. Adoro usar quando está mais quente!

3a e 4a pantalonas: mesmo molde, em malha, mas fazendo toda sozinha em casa sem problemas. Fiz duas de uma vez, uma cinza para mim e uma preta para minha prima Fernanda. Fechei a peça na minha overloque, fiz toda a parte do cós na minha máquina e usei agulha dupla para fazer a barra. Tudo como eu tinha aprendido na aula.

As tentativas, para cumprir a função de pegar mais prática, também servem para saber lidar com tecidos mais difíceis, como o cetim, que tende a escorregar bastate.

Mistura de materiais e novos materiais:
1a peça forrada com cetim: vestido de crepe. Foi uma tortura para cortar o cetim e difícil também de preparar o forro. Quando chegou a hora de colocar o forro no vestido, muitos pequenos ajustes foram necessários para dar certo.

2a peça forrada com cetim, um ano depois: capa de lã. Manusear, cortar e costurar já foi bem mais fácil, sem grandes tropeços na hora da montagem da capa. A capa ainda não está pronta, mas até agora tem ido tudo bem.
Já outros dão certo logo de primeira, como tudo o que eu já fiz usando lã. Lã é uma delícia de costurar, fácil de manusear e meu guardarroupa de inverno agradece!

Peças em lã: saia em lã xadrez e saia em tweed.

Então, sempre que você achar que costurar não é fácil, lembre que andar de bicicleta ou dirigir um carro dificilmente sai perfeito de primeira. Treine mais um pouco, exercite mais o que falta aprimorar em novas peças e tecidos diferentes. Faça mais testes. Tenho certeza que o resultado lá adiante será muito compensador!

Beijos!

Um novo armário handmade para uma nova fase
Os tricôs de 2018
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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