Craft Hour da Primavera de 83 e um bordado pro cantinho do café!

Eu e a Andrea nos conhecemos virtualmente faz tempo, nem sei precisar quanto. Sei que eu vivia tentando encontrá-la de alguma forma, nos eventos craft da vida ou em algo que ela promovesse através do seu ateliê Primavera de 83.

Só sei que o desencontro rolou por muitos anos, ao passo que a minha admiração pelo trabalho da Andrea só cresceu. Ia acompanhando tudo, torcendo para as agendas finalmente combinarem! E aí, finalmente, em abril eu participei do Craft Hour, um evento que une gente bacana em um happy hour (com comes e bebes, oba) e um bordado livre para fazer.

O Craft Hour de Abril

Mês passado o tema do craft hour era café. Quem não gosta, né?! (Até tem gente que não goste mas, pela minha observação, tem mais gente que gosta do que o contrário, rs). Recebemos um poster de lambe-lambe, um patch bordado à mão e o risco para o bordado, todos no mesmo tema, além dos fios e um bastidor.

Comecei o bordado lá no encontro e me concentrei em mandar bem no ponto atrás para contornar tudo direitinho. Aproveitei para rever o nó francês e para aprender o needle painting ou pintura de agulha. Este é um ponto de preenchimento diferente do ponto cheio e também diferente do ponto matiz (este eu nunca fiz), adorei aprender!

Gostei demais de como ficou o resultado e adorei conhecer pessoas novas, além de finalmente conhecer a Andrea pessoalmente! Pode deixar que o próximo encontro não vai demorar uma outra eternidade!


Decorando o cantinho do café

Com o bordado pronto, fiz um acabamento no verso e coloquei um cordãozinho para pendurar. Uma das constatações que eu tive enquanto eu fazia esse bordado era que eu estava aprendendo e que podia até me cobrar um pouco por um bom resultado na parte da frente, mas que deixar um avesso bagunçadinho não teria problema. Eu, que sou um tanto perfeccionista (já fui bem mais), senti uma liberdade tão boa com esta pequena “transgressão”, rs!

Coloquei o novo bordado na parede junto do buffet de casa, na parte onde mora a cafeteira, cápsulas e xícaras. Como não é algo pesado, colei com washi tape na parede, assim não precisa furar com prego. Ficou tão fofo! Adorei!

Bordando com frequência

Se você me acompanha pelas redes sociais, já viu que eu tenho bordado quase toda semana e a cabeça anda borbulhando de ideias! Feliz de estar aprendendo e praticando!

E um super obrigada à Andrea, tão querida das internets e também pessoalmente!

E você? Algum craft ou manualidade nova arrebatou seu coração recentemente?

Reaprendendo a bordar com o Clube do Bordado
Um bordado especial para o meu novo ateliê
Uma nova sala, com almofadas e pufes renovados por mim!

O primeiro trimestre deste ano foi intenso. Este trimestre está do mesmo jeito. Um dos movimentos que aconteceu por aqui no começo do ano foi a reforma da sala de casa, que estávamos tocando bem devagar desde o ano passado.

Eu e o Ricardo decidimos procurar profissionais que pudessem nos ajudar, pois desta vez a gente só sentia que queria mudar a sala, mas não tínhamos uma ideia clara na cabeça do que fazer de fato.

A sala sempre foi menos utilizada do que poderia, as pessoas chegavam em casa e iam direto para a cozinha. Estávamos cansados do visual desse cômodo, além dos estofados estarem meio detonados (principalmente por conta da fase destruidora da bebê Leia).

Resolvemos contratar a Buji, das queridas Ana e Barbara, que apresentaram um projeto com a nossa cara: mais moderno, aconchegante, alegre, criando um ambiente mais claro e com cores. O que me atraiu na proposta de trabalho das meninas é que elas sempre buscam aproveitar o que já temos em casa, dos móveis aos objetos que estão em outros cômodos.

Tivemos que fazer uma pequena obra pois a sanca e toda a moldura de gesso da sala foram retiradas (ufa!), agora temos uma parede de tijolinhos e a escada também ganhou um trato, retirando o carpete e restaurando o granilite lindão que tinha embaixo.

Já que a estrutura do sofá e das poltronas estava em bom estado, tudo foi revestido com novos tecidos. O restante do processo foi mais simples, com pintura de paredes e portas, mudança de lugar dos móveis e toques espertos de decoração no dia da montagem por parte das meninas.

Almofadas novas

Eu comentei com as meninas que, na hora de refazer as almofadas, eu queria costurá-las. A Barbara e a Ana deram uma olhada pessoalmente no meu acervo de tecidos e escolheram uma composição linda demais!

Fiz as capas novas sem fechamento com zíper e optei por aquele fechamento transpassado, como os usados em travesseiros.

Os tecidos escolhidos foram:

  • Algodão Liberty estampado, comprado em San Francisco em 2015 (post aqui). Eu “dublei” este tecido com uma entretela fina para dar mais estrutura e fiz duas almofadas iguais.
  • Seda amarela, comprada em Berlin em 2014 (post aqui). Curiosidade: eu comprei esse tecido pensando em fazer uma blusa com ele, mas depois vi que era muito estruturado para o que eu pensei. Hoje em dia sei também que a cor não é boa para mim… Ou seja: vivendo, aprendendo e aproveitando o tecido para outro fim, rs!
  • Lã que restou do meu casaco com capinha, feito em 2016 (post aqui). Amei o contraste de cor e de textura desta almofada com as demais!

Aliás, eu sempre gostei de fazer almofadas novas para a sala, de tempos em tempos fui trocando… Alguns posts para outras almofadas que já fiz são este, este e este.

Pufes Renovados

A gente tinha esses pufes na sala há muitos anos e não estávamos muito animados a fazer algo novo com eles. As rodinhas estavam quebrando e a gente nunca achava uma boa posição para estas peças. Quando compramos, a ideia era ter mais lugares para sentar quando precisássemos acomodar mais gente, mas os pufes foram ficando de lado.

A Ana me convenceu a reformar os pufes e, já que eu faço crochê, a pedida foi fazer capas com fio de malha na cor cinza, para deixá-los mais neutros em relação ao sofá e às poltronas coloridas.

Um dos desafios foi fazer tudo em cerca de uma semana. Quem usa fio de malha sabe como trabalhar com ele cansa as mãos, apesar do rendimento ser bom devido à espessura do fio. Outro desafio foi comprar uma grande quantidade de fio, não achei rolos iguais de jeito nenhum à pronta entrega nos armarinhos que fui. O jeito foi comprar o que eu achei e deixar propositalmente um efeito “50 tons de cinza” nas peças, rs!

Eu usei a técnica de crochê circular usada nos amigurumis e que eu já tinha usado também nos cachepôs de crochê que fiz ano passado (post aqui). Ficou um “degrau” na troca de fios, mas confesso que não me incomodou. Usei quase 3kg de fio de malha da Euroroma (tecidos e cores variadas) em cada um deles.

Ah, as rodinhas velhas saíram e agora pezinhos “palito” de madeira deixaram os pufes mais firmes, um tiquinho mais altos e mais proporcionais com as capas novas!

Sala Pronta

Agora está tudo com cara de novo, mais claro, mais clean e mais alegre. Em cada cantinho tem um pouco das nossas melhores lembranças, como livros de música, nossos discos, fotos, pôsteres, lembranças de viagem e etc. Quem já passou por aqui adorou a sala nova e nós também! Além contarmos com a aprovação total das crianças aqui de casa: os nossos doguinhos Luke e Leia!

(Clique em uma das fotos para abrir a galeria e ver em tela cheia!)

Como eu comentei no post anterior, não costurei nenhuma roupa nova para mim em 2018, por isso mesmo ir para a máquina para fazer as almofadas novas da sala foi uma delícia! E fazer crochê sempre me deixa muito feliz!

Que tal usarmos nossas habilidades craft para renovar a nossa casa?

A saga da almofada de crochê
Cachepôs de Crochê!
Reaprendendo a bordar com o Clube do Bordado

Eu aprendi a bordar faz tempo, em 1998 (eita, 20 anos já!). Naquela época a gente bordava panos de prato riscados pela professora e, ao final, fazíamos uma barrinha de crochê para arrematar o trabalho. Foi assim que eu aprendi alguns pontos do bordado livre, como o correntinha.

Nessa mesma época também aprendi ponto cruz (com o avesso perfeito, tenho amor verdadeiro), ponto cruz duplo (que a gente fazia num tecido xadrez duplo, então a linha ficava embutida entre os dois tecidos. Aprendi também o vagonite.

Foi um ano intenso de manualidades, quando resolvi fazer aulas num armarinho perto da casa dos meus pais pois encarar apenas o cursinho pré-vestibular me pareceu chato demais, rs!

Foi o ano em que aprendi também a fazer crochê, essa manualidade eu nunca deixei totalmente de lado. Já o bordado aconteceu em momentos bem ocasionais ao longo destes anos todos.

A última vez que eu peguei um bordado livre para fazer foi em 2015, quando fiz o logo do blog para colocar na porta do meu ateliê. Fiquei feliz com o resultado, apesar dos defeitos e do avesso bem feinho, rs!

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Naquela época eu já acompanhava o Clube do Bordado. Adoro como as meninas mostram como é legal bordar, além de conhecerem a técnica muito bem! Também gosto demais da estética dos trabalhos, as ilustrações e escolhas de cores.

E aí que em 2018, 20 anos depois, resolvi reaprender a bordar. Precisava desenferrujar este conhecimento guardado lá no fundo da minha memória craft e aprender mais. Acredito que este evento foi o primeiro de mais alguns que pretendo participar nesse ano.

Curso Módulo 1 – Bordado para Iniciantes

E assim eu recomecei a bordar em 2018, numa aula super gostosa comandada pela Renata e pela Dini. Vimos os pontos haste, atrás, nó francês e cheio. Este aqui é o projeto:

Fonte: site Clube do Bordado

Lógico que os meus pontos não estão perfeitos como este bordado delas mas, acredito que voltando a praticar, eles ficarão mais bonitinhos!

Voltei para casa feliz e com o kit para terminar o trabalho: risco e instrução com sugestão de preenchimento, um bastidor fofo de borracha – nunca tinha usado um destes – agulha e linhas de meada.

Levei a minha tesourinha japonesa garimpada pela Claudia, apesar que nem precisava levar, mas queria estreá-la numa ocasião especial!

(Clique em uma das fotos para abrir a galeria!)

Finalizando o Bordado

Levei o trabalho para terminar em casa, quer dizer, na minha viagem de aniversário de casamento em Montevideo. Foi um fim de semana ótimo e, enquanto o marido não chegava lá, eu bordei em companhia de um vinho branco, uma torta de pêra e a vista linda do Lavender! 

 

Ao voltar para casa, fui fazendo um pouquinho por dia, substituindo a hora diária do tricô e na mesma semana, terminei! Eu me cobro muito por ser detalhista (por exemplo, não estava muito feliz com o meu ponto cheio) mas ao final fiquei muito feliz!

Decorando o meu quarto

Logo que terminei o bordado, fiz o acabamento do tecido em volta e fui rapidinho colocá-lo no meu quarto. Para quem viu o post sobre a decoração dele, eu vou mudando a decoração de tempos em tempos! Amei como o bordadinho destacou na parede cinza!

Outros Bordados: Ponto Cruz

Além de ensinar a minha afilhada a bordar ponto cruz nesse Natal (meu melhor presente), eu fiz esse quadrinho aqui em 2011, para enfeitar meu ateliê recém conquistado. Depois, acabou ganhando lugar de destaque no meu quarto até o ano passado. Agora, quero encontrar um novo local pra ele!

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Sashiko

Aliás, já que estou falando em bordado, para não dizer que não bordei nos últimos anos, não posso esquecer que em 2014 eu aprendi a bordar com a técnica japonesa do Sashiko e acabei produzindo algumas peças que adorei! Teve uma almofada, a colcha do Noah, o saquinho para a manta do Hiro!

Em 2018 eu quero fazer os outros módulos, além de conferir outras aulas com pessoas que adoro, então me aguardem com mais bordados!

Meu quarto: quando uma colcha em Patchwork enfeita um cômodo muito craft e atual!
Craft Hour da Primavera de 83 e um bordado pro cantinho do café!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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