A saga da almofada de crochê

Olá

Quem acompanha o blog sabe que eu passei um mês fazendo uma almofada de crochê.
Agora que ela está terminada, vamos aos números

– foram necessários 32 dias para executar a almofada toda, incluindo montar a capa de tecido, o “recheio” da almofada e unir o crochê pronto ao tecido. Todos os dias eu fiz um tanto.
– foram feitas umas 113 carreiras em crochê circular.
– usei o restante de uma linha Cléia amarela de 1000m que já estava começada (não sei quanto tinha, mas era um pouco menos da metade eu acho), boa parte de uma linha Camila mesclada de 1000m e uma linha Cléia natural de 500m quase toda.
– foram necessárias duas idas ao armarinho para comprar linha, uma ida à loja de tecidos para comprar o tecido para o forro e o tnt para o enchimento e, aproveitando a viagem, uma ida a uma loja vizinha para comprar o plumante.

Pois é, quem entende alguma coisa de crochê vai entender que o projeto que era para ser tranquilo virou uma saga. Explico o por que: usei linha mais fina que o indicado (a sugestão era de usar linha Anne, mais grossinha) e consequentemente usei agulha mais fina (de 1,25mm). Pontos pequenos, mais fechados em linha mais fina consomem bem mais material e tempo.

Nos últimos dias eu estava impaciente para terminar. Dei uma apertada no passo na reta final e, quando ficou pronta, que alegria! Até esqueci que o projeto já tinha causado marcas em alguns dedos (de tanto manusear a agulha, fiquei com medo que virassem calos, rs!). Enfim, eu adorei o resultado.

E você acha que eu fiquei traumatizada? O “pior” é que não terminei a almofada, coloquei a bonitinha no lugar reservado para ela na sala e… Saquei um rolo novinho de barbante cru que estava guardado (juro que comprei para outra coisa que nunca foi feita, mas não lembro o que, rs!), uma agulha novinha em folha e comecei um tapete para a sala…

Sim, esse vai ter que ser feito aos pouquinhos, pois tenho muitas costuras me esperando.

Assumo que, quando terminei a almofada, senti falta de ter um chochêzinho para fazer nem que por alguns minutos do meu dia…
Semana que vem, quando tiver andado um pouquinho, eu mostro.

E aí? Se animou a fazer crochê?

Beijos

Um novo armário handmade para uma nova fase
Bordados da resiliência
Nostalgias

Olá!

Vou dizer para vocês que meus pensamentos têm sido muito nostálgicos ultimamente. Eu confesso que cheguei naquela fase da vida em que passamos a ter a mania vista antes em nossos pais e avós, a mania de achar que “na nossa época” as coisas eram melhores ou mais legais.

Sim, eu fui adolescente nos anos 90 e era incrível ter música boa tocando o dia todo no rádio. Não tinha celular, então eu e minhas amigas trocávamos cartas, bilhetes e muitos telefonemas o tempo todo. A MTV formava muito bem o nosso gosto musical. Estes são só alguns exemplos, nem vou me estender mais, rs!

Vivo em uma família que tem um tanto de habilidades manuais. Meu pai é marceneiro desde sempre, minha mãe, além de ajudá-lo na marcenaria, costura, sabe fazer crochê. Faz pães, bolos, geléias, biscoitos como poucos.

Fui criada sem hamburguer industrializado, sem móveis que quebram em pouco tempo. Aprendi com eles o valor do feito por nós mesmos, um a um. Felizmente isso tudo ainda está presente na minha vida, minha casa tem praticamente todos os móveis feitos pelos meus pais, do jeitinho que eu sempre imaginei que seria. Minha mãe manda geléia de morango sempre que faz e, se eu acabar aparecendo na hora do almoço, o hamburguer feito por ela estará me esperando.

Minha tia Maria fez bonecas de tecido por muitos anos. Elas ainda povoam meus pensamentos nitidamente. Eu achava tão legal chegar na casa dela e ver Olívias Palito, Popeyes, Chapéuzinhos Vermelhos saindo da máquina de costura… Pena que ela não faz mais… Minha tia Frederica pinta quadros lindamente (aliás, a tela com tulipas cor-de-rosa que ela pintou para mim está logo acima da minha cabeça agora mesmo) e também faz crochê. Todas as peças de crochê que moram aqui em casa foram feitas por ela.

Sim, viver com um pouco de nostalgia é bom, pois ela ajuda a trazer a tona as coisas boas da nossa vida. Mas também é saudade de um tempo que não volta. Tenho saudade da minha avó Julieta, que deixou para nós alguns dos crochês mais lindos da vida.

A flor que comecei na semana passada fez com que eu lembrasse da colcha amarela que minha mãe tem em casa, feita pela minha avó com o mesmo fio fininho, da mesma cor da gema de ovo. Fez também que eu lembrasse das flores de crochê “saltadas” em quadrados alternados da colcha toda branca.

Vó Julieta, vivemos juntas por tão pouco tempo (4 anos só) mas espero que sua neta aqui esteja te deixando orgulhosa de ter mais gente na família que faz o que você sempre fez lindamente.

E a vida continua, sempre recheada de novas surpresas, antigas saudades e mudanças que vão acontecendo. Seu Paulo, meu vizinho por quase 7 anos, faleceu no último domingo e ainda está sendo difícil enxergar minha rua e o portão logo ao lado sem a presença sorridente, prestativa e disponível dele. Saudades de um tempo que não volta mais, de novo.

Nessas horas que eu vejo que o velho ditado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” é muito verdadeiro. A flor amarela de crochê está crescendo um pouco por dia, me rendi totalmente ao projeto de retomar o crochê depois dessa nostalgia toda, para ser a continuidade de algo muito bom quando estiver terminada.

Vó Julieta, dedico desde já esta flor amarela para você

Porque é assim que a vida continua. O que trazemos de bom do passado e das pessoas que amamos vai aparecendo assim, em pequenas e gostosas coisas da vida, junto com as boas novidades e surpresas.

Beijos!

Um novo armário handmade para uma nova fase
2019 de vida com verdade!
Tecidos nas embalagens para presente e cartões

Olá!

Eu adoro dar presentes!

Seja no aniversário, no Natal ou sem nenhuma data específica, só porque encontrei algo que uma amiga ia adorar, por exemplo. Sempre que posso procuro eu mesma fazer o presente, apesar que neste ano eu não estou conseguindo manter isso…

De qualquer forma, mesmo quando o presente é algo comprado pronto, eu gosto de dar o meu toque fazendo o pacote para presente. Sempre uso o papel craft, já que tenho de monte aqui em casa e acaba sendo bem neutro e arremato com uma fita bonita ou mesmo um lacinho de algum tecido legal que rendeu uma fitinha na hora de cortar…

Além disso, eu tinha aqui em casa faz tempo vários materiais de Scrapbook, que eu usaria para montar um álbum “alternativo” de casamento, mas nunca aconteceu. Os materiais são bonitos e eu comecei a usá-los para fazer cartões. Aproveito também a estampa do retalho de algum tecido para enfeitar o cartão. Essas menininhas do tecido que usei para fazer vestidos para as pequenas da família ficaram lindas coladas na capa dos cartões!

Pra não mandar o cartão sem envelope, comprei na Kalunga uma caixinha com envelopes amarelos, bem alegres!

A graça das menininhas no vestido…

…E no cartão

Agora que a querida amiga Camila já ganhou seu presente e cartão, eu posso colocar aqui no blog, rs!
Não queria estragar a surpresa!

Beijo!

Um novo armário handmade para uma nova fase
Bordados da resiliência
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
Newsletter

Assine a minha newsletter e receba novidades exclusivas por e-mail!

Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres.
Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres.
Email inválido.
Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres. (Obrigatório!)
keyboard_arrow_right
close
Vencendo a minha maior resistência: vender!
Sobre Florescer em Pleno Inverno