37 anos

Olá!

No último domingo eu comemorei a chegada dos meus 37 anos. Pessoalmente, os 36 foram bons, mesmo tendo vivido este ciclo num ano tão estranho como 2016 (este que felizmente está chegando ao fim).

Aquela reflexão que as pessoas costumam fazer ao final do ano para mim costuma chegar um pouco antes, pois já me pego pensando um tempinho antes do meu aniversário. Acho que na verdade eu penso duplamente, rs! É pensar sobre o novo ciclo da minha vida e o novo ciclo determinado pelo calendário, já que são tão próximos, sabe?

Cheguei aos 37 anos com uma sensação controversa, pois muitas coisas boas me aconteceram ao passo que outras situações bem difíceis também. Mas de alguma forma, mesmo achando que não seria possível devido ao contexto dos dias atuais, tenho me sentido um tanto em paz.

Neste último ano, resolvi colocar o pé no freio. Fiquei muito tempo em casa, quietinha no meu canto. Aprendi a apreciar ainda mais o silêncio, aprendi a apreciar mais a minha própria companhia, aprendi a aceitar que almoços e cafés da tarde sucessivos estando sozinha não queriam dizer menos amor por parte de quem eu amo e de quem me ama também, só estamos vivendo em tempos diferentes.

Este foi um ano em que resolvi produzir menos e melhor. Priorizei utilizar os materiais que já tinha em casa para não acumular ainda mais coisas no ateliê. Resolvi colocar em prática algo que queria faz tempo, mas que demandava uma porção de mim que não estava disponível antes: a porção de publicitária. Fiquei bastante tempo no computador e menos tempo na máquina de costura. Aos 36 anos, depois de vários anos de formada e de alguns anos “fora do mercado”, percebi que a publicitária nunca saiu de mim, mesmo que a costureira tenha se sobressaído nos últimos anos. A cada post do blog, está por trás a publicitária que ama escrever e que se encontrou nas costuras e nas manualidades.

Enfim, chego aos 37 feliz, tranquila por algumas realizações e já ansiosa pelas próximas. Foi um ano de redescobertas e, por isso, muito intenso internamente, apesar de um certo silêncio exterior. Senti falta de comparecer aos inúmeros eventos e encontros craft que aconteceram ao longo do ano, mas o recolhimento valeu a pena.Nem me cobrei tanto pelo meu auto-presente de aniversário, quase uma instituição desde que comecei a costurar. Ainda estou tricotando uma blusa, ou seja, não ficou pronta para o almoço em família do último domingo. E tudo bem, pois quando ficar pronta ficarei igualmente feliz em usá-la, independente da data.

Adivinha quem comprou tequila (inspirada por Grey’s) e muitos limões pro aniversário, esqueceu e ficou só na cerveja?! Rs!

Aniversário com a família, com bolo, velinha e brigadeiro.  Preciso de mais nada!  (Foto da minha querida prima Fernanda!)

A blusa está sendo feita enquanto faço uma maratona de Grey’s Anatomy na Netflix, minha série preferida da vida. Já chorei um monte, já ri, já pensei na vida, tudo isso enquanto tricoto. Deixei a ansiedade de ter que acompanhar todos os lançamentos na TV ou na Netflix e me rendi ao prazer de tricotar enquanto vários episódios antigos da minha série mais querida passam na tela. Vi que fazia parte do meu recolhimento, da minha ansiedade sendo controlada.

Minha companhia craft nos últimos tempos, junto com Grey’s Anatomy.  Falta pouco agora, mas ficará pronta no seu devido tempo.

Por isso que, ao passo que a blusa cresce e as temporadas seguem, estou meio ausente das redes sociais. Descobri recentemente que existe um negócio que chama Fear Of Missing Out  (FOMO, ou medo de ficar “por fora”) e que eu vivi isso por um tempo.

Quando eu decidi não ficar no Snapchat ou no Instagram Stories durante as férias em novembro, tanto para postar quanto para assistir, não senti tanta falta. Tudo de lindo que vi foi registrado pela minha câmera e pouca coisa pelo celular. Quando voltei para a casa, permaneci acessando menos e, adivinha, não fiquei mal. Precisava de uma pausa na vida rotineira para perceber isso. Já o olho no olho tem sido especialmente importante! Tantos bons encontros têm acontecido ultimamente e eu nem lembrei de pegar o celular para fazer uma selfie, rs! Mas aos poucos vou retomar a vida digital nas redes que eu realmente gosto de estar presente, tá?!

Enfim, chego aos 37 renovada e eu acho que estava realmente precisando disso! As minhas resoluções para 2017 estão diretamente ligadas ao meu momento pessoal e o resultado eu vou mostrando por aqui, pode deixar!


“Slow down, you crazy child
Take the phone off the hook and disappear for a while
It’s all right you can afford to lose a day or two”

Dedico esta linda música para você que está aqui comemorando comigo! (Letra e tradução aqui).

Beijos e obrigada pela companhia!
Katia

“Não me interessa se ela é coroa…” OU Costura “Vapt-Vupt” para os 34!
A volta às costuras depois de um ano
A manta do Hiro: Saquinho em linho com bordado em Sashiko!

Olá!

Continuando a mostrar o presente que fiz para comemorar a chegada do pequeno Hiro (o primeiro post é este), após terminar o trabalho em tricô e arrematar em crochê, fui bolar uma embalagem que ajudasse no transporte (o presente primeiro viajou pelos correios até chegar no interior de SP, depois fez uma looonga viagem de avião até San Francisco). Queria também que a embalagem pudesse ser reaproveitada depois, por isso decidi fazer um saquinho organizador bem caprichado.

Fazendo o Saquinho de Tecido

O modelo escolhido foi este que a Costureirinha ensinou recentemente em seu canal do YouTube:

Ao conferir os diferentes tamanhos do saquinho na descrição do vídeo, vi que até mesmo o maior deles não acomodaria a manta de tricô. Então resolvi fazer a minha peça conforme as medidas abaixo (que já incluem as margens de costura de 1cm):

Parte externa:
Tecido para a barra superior – linho cru com bolinhas azuis – 2 retângulos medindo 22x47cm
Tecido para a parte inferior – linho azul – 2 retângulos medindo 42x47cm

Forro:
Tecido estampado de algodão – 2 retângulos medindo 62x47cm

Fita (usei fita de cetim branca): 2,30m

Parte superior do saquinho, com a fita de cetim para fechar ao puxar as pontas…

Aqui dá para ver o forro!

Bordado em Sashiko

Assim que defini as medidas do saquinho, cortei as partes e, antes de iniciar a costura, fiz o bordado em Sashiko. Acabei adotando o mesmo jeito de escolher o que bordar que eu usei para escolher o bordado da colcha no Noah: vi as sugestões de bordado para o verão de um dos livros e vi a execução e o significado no outro.

Do livro que está em cima (Sashiko Zakka by Hideko Onozaki – Japanese Traditional Embroidery Stitch Pattern Book) veio a ideia de que padrão usar e do livro que está embaixo (The Ultimate Sashiko Sourcebook) eu encontrei o desenho no tamanho que eu precisava e o significado dele.

Escolhi bordar o Seigaiha, que significa “blue ocean waves” ou “ondas do oceano azul”. Perfeito para um mocinho que vai nascer no verão da Califórnia, não é?!

Bordado em progresso. Transferi o desenho para o tecido usando papel carbono para tecido.

Parte de baixo do saquinho já bordada.

Saquinho pronto!Ficou como eu tinha imaginado!

Os dois cortes de linho são da Le Petit Atelier (comprei na última Mega Artesanal), o forro é de um algodão fininho da Niazi Chohfi (fiz uma calça de ficar em casa com parte deste tecido, tem fotos dela aqui) e o bordado em Sashiko foi baseado nestes livros aqui.

A manta coube com folga no saquinho, mas não achei que ficou sobrando, sabe?

Presente feito com muito amor e pronto para seguir viagem!

Por fim, coloquei um cartão escrito à mão e fechei o pacotinho com uma faixa de papel craft (o queridinho das modelistas, rs) carimbado, mas esqueci de fotografar, rs!
E, para encerrar este post, mais uma música que dedico ao pequeno Hiro!


Porque a gente gosta de se divertir e californianos fazem isso muito bem!

Este foi um dos projetos que mais gostei de ter feito nos últimos tempos. É uma forma de estar presente num momento tão especial quanto a chegada do filho de amigos tão amados! Espero que eles gostem e usem bastante!

Atualização: Hiro nasceu no último sábado, oba! Mamãe e bebê estão super bem!

Beijos!

A volta às costuras depois de um ano
Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
A manta do Hiro: um tricô bem fofinho e arrematado com crochê!

Olá!

Eu contei há pouco mais de dois anos sobre um presente muito especial que fiz para um bebê que iria nascer (e que agora já tem dois anos e quatro meses): o Noah. Para comemorar a chegada dele, fiz uma colcha de berço de Patchwork em linho e bordei alguns desenhos em Sashiko, uma técnica japonesa muito bonita e com bastante significado. Na época fiz alguns posts sobre a preparação do presente, o último é este, que tem links para os demais.

Eis que em janeiro deste ano, quando estávamos de férias em San Francisco, a Ane descobriu que estava grávida novamente. Que emoção saber que o Noah ganharia um irmão (na ocasião ainda não sabíamos que seria mais um menino, a confirmação veio um pouco depois). Para comemorar a chegada do Hiro, lá fui eu preparar um presente… direitos iguais para os dois irmãozinhos, né?!

A escolha do presente

Como ando praticamente viciada em tricotar, assim que terminei a minha blusa de tricô creme, pedi a mestra Solange que me ensinasse um ponto bonito para fazer uma manta de tricô para o Hiro. Queria algo que tivesse um efeito visual bonito, sem ser rebuscado demais, pois este é o estilo de toda a família!

A manta foi feita em um mês, trabalhando algumas horas por dia, pois sou lenta tricotando. Para arrematar tudo, um bico em crochê simples e fofo!

Aqui dá para ver bem os pontos utilizados!

Aqui dá para ver bem os pontos utilizados!

E assim dobradinha dá para ver como é bem fofinha!

O processo de fazer essa manta foi super gostoso. Rendeu bons momentos, principalmente nos dias mais frios!

#tricotakatiatricota que o Hiro logo menos vai chegar!

Luke fazendo companhia (ou seja, cochilando no meu colo) durante os trabalhos.

Chá quentinho no dia de fazer o crochê do arremate.

Usei 10 novelos de lã Sidney, da Filatura Cervinia (50g cada, 100% lã de merino), agulha de tricô circular de 6mm (sem fazer tricô circular, só aproveitando o comprimento do cabo para ter mais espaço para trabalhar) e agulha de crochê de 4mm. A cor é este azul lindo, código 811.

A lã é bem macia e o tricô ficou bem fofinho depois que eu aumentei a espessura da agulha de 5mm para 6mm, pois meus pontos são bem apertados e a manta não pode ficar muito pesada nem dura, já que é para um bebê usar. A receita foi elaborada pela professora Solange, durante as aulas que faço na Novelaria.

Trilha sonora

Assim como eu fiz para o Noah, quero dedicar uma música para este pequeno californiano que está quase chegando, que ainda não conheço pessoalmente, mas que já adoro demais!

Minha banda do coração, Red Hot Chili Peppers, lançou o álbum “The Getaway” recentemente e todas as músicas são maravilhosas, recomendo muito!

Hiro, a minha banda do coração é da California, assim como você! Não é muito amor junto?!

No próximo post eu mostrarei a “embalagem” caprichada da manta. O pacotinho completo viajou bastante e já chegou ao destino final!

Beijos!

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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