Viagem com Costura: Boas (e poucas) compras na Califórnia!

Olá!

Finalmente vou encerrar meus posts de férias! Tem bastante coisa acontecendo aqui ao mesmo tempo, mas estou fazendo o possível para contar o quanto antes aqui no blog. Já fiz alguns posts sobre as minhas férias, com a estreia de duas peças (aqui e aqui), com looks velhos conhecidos do blog e também fora dele (aqui) e, por fim, venho mostrar o que comprei na viagem. Comprei pouco e comprei bem!

Revistas

Eu tinha a curiosidade de ver as revistas americanas sobre costura. Comprei duas numa banca do bairro onde eu estava hospedada em San Francisco, elas são bem diferentes do que estamos acostumados a ver em nossas bancas:

Vogue Patterns e Threads.

Na Vogue Patterns, o conteúdo é sobre os moldes oferecidos pela empresa de moldes McCall, mas não há nenhum modelo encartado na revista. Algumas matérias interessantes complementam o tema de costura de roupas.

Tutorial detalhado para fazer um modelo de trench coat.

Matéria especial sobre mangas, como alterar a modelagem conforme a necessidade. Achei interessante, pois serve para qualquer molde de mangas/cavas.

Um dos editoriais, com peças feitas com moldes da publicação, voltado para a primavera.

No final da revista, um guia para encontrar os moldes relacionados na edição, com informações de preços (cada “pacote” vendido por pelo menos 30 dólares).

A revista Threads possui diversas matérias relacionadas ao universo da costura de roupas, também não possui nenhum molde encartado.

Na revista Threads, uma matéria sobre tecidos que produzem bons efeitos quando desfiados, como o tweed.

Uma seção interessante, de moldes de empresas diversas que foram testados e avaliados pela publicação.

Matéria muito interessante sobre ferramentas para passar, abrir costuras e afins, do básico “tem que ter” até opções bem específicas!

Eu adorei conhecer estas publicações e os temas são muito pertinentes para quem quer costurar roupas!

Tecidos

Fiz uma visita relâmpago (realmente com o tempo contado) à Britex Fabrics, em San Francisco, com o propósito de encontrar algo que preenchesse algum item da lista de projetos que estivesse sem tecido para fazê-lo. Encontrei a malha para o vestido Wren (sim, aquele molde que me fez refletir sobre o melhor uso do meu dindin, contei neste post) e mais uma outra que pretendo usar num vestido envelope bem clássico, como os Wrap Dresses da Diane Von Furstemberg.

Britex Fabrics, um sonho de loja!

Jersey de Raion marinho com estampa delicadinha de quadrados/retângulos, já virou um Wren dress!

Jersey de viscose, de origem italiana, que um dia vai virar um vestido envelope!

Dedais

Em nossa viagem de carro de San Francisco até Los Angeles, comprei um dedal com o mapa da California na cidade de Monterrey e um outro de Hollywood lá em LA.

Ah, preciso fazer uma menção honrosa ao dedal de Lisboa que meu irmão trouxe para mim quando ele esteve lá recentemente! Não é um amor?!

Boas compras

Diferente de outros tempos em que eu ficava enlouquecida com compras em lojas de tecido em lugares novos, desta vez eu só visitei uma loja, já conhecida, com foco em comprar algo que quero usar logo. Assim o investimento é certeiro! Estou feliz com as compras feitas!

Beijos!

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
Costura em tempos de aperto

Olá!

Eu estava planejando a viagem para Paris com o marido quando precisamos fuçar em faturas de cartão de crédito em busca de uma informação de uma reserva que fizemos. Em uma delas, bem recente, tinha a compra do molde do vestido Wren, da Colette Patterns. Este é o meu site favorito de moldes e compro quase tudo que lançam.

Aproveito que nos primeiros dias os moldes costumam ser vendidos com desconto e compro logo, pensando estar fazendo um bom negócio. Aí encontrei uma despesa “inocente” de R$ 50,00 referente a este molde.

Caramba, 50 Reais em um único molde? Mesmo que ele seja ótimo, com boas explicações e tudo mais, infelizmente acho que passou a fase dessas compras. Quem começou a costurar há poucos anos, como eu, estava mal acostumada a comprar coisas em dólar ou euro e não sentir doer muito no bolso na hora de converter para reais.

Eu já estava planejando comprar tecidos na viagem e estipulei desde aquele momento do “susto” um valor máximo para gastar e o que eu iria priorizar. Primeiro, manter o exercício da cartela de cores que bolei (aqui). Segundo, priorizar a compra de tecidos que possam virar boas partes separadas, já que vestidos eu tenho até demais (e tinha acabado de comprar um molde novo de vestido, ô vício).

Enfim, comecei a pensar no que fazer para gastar menos – ou gastar com mais sabedoria – em tempos como este que estamos vivendo, até porque não parece que isso vai se reverter rapidamente. Compartilho com vocês as minhas observações:

1. Usar os moldes que já tenho.
Tenho muitos moldes, alguns que nem usei ainda, como este que contei que comprei há pouco tempo. Alguns modelos que gosto muito merecem ser repetidos também.

2. Buscar moldes gratuitos.
Algumas peças que fiz recentemente foram feitas com moldes gratuitos e todas valeram super a pena. A camiseta Plantain da Deer and Doe, a regata Sorbetto da Colette Patterns e o shorts envelope d’A Costureirinha são ótimos exemplos!

Minhas peças com moldes gratuitos (posts da camiseta, da regata e do shorts).

Quando eu falo em moldes gratuitos, reforço que não costumo usar coisas que nasceram como pagas e que foram distribuídas a esmo pela internet. Sei qual o trabalho de modelar, testar e aperfeiçoar uma peça e que quem o fez precisa receber pelo seu trabalho.

Se o criador resolveu disponibilizar gratuitamente é uma decisão dele, até para conhecermos o seu trabalho – e eu acho que funciona muito bem. Agora, se o projeto é pago, precisa ser comprado de maneira regular #abaixoaspequenascorrupcoes.

3. Usar moldes de revista.
Eu tenho revistas Burda desde o tempo que só a edição portuguesa chegava aqui. Quando a edição brasileira foi lançada, já assinei de cara, então não perco uma.

Uma revista custa atualmente R$ 12,90 na banca e tem muitos modelos diferentes por edição. Se você fizer apenas um molde de uma revista, ela já estará mais do que paga, concorda?

O que às vezes me dá um pouco de preguiça é de sair folheando todas elas em busca de uma peça específica. Eu tenho duas táticas que me ajudam:

a. Logo que a revista chega eu já marco com post-its os modelos que gosto. Assim, na hora de procurar eu já agilizo o processo.

b. Faço uma busca pela loja virtual de moldes da Burda americana. Aí encontro o equivalente nas minhas revistas.

Por exemplo, fiz uma busca por macacão no site (em inglês é jumpsuit). Encontrei este macacão que aparece no site como sendo de junho/2015. Como temos 6 meses de diferença por conta da adequação das estações do ano, sei que este modelo está na edição de dezembro/2015. Aí é só ir direto na revista específica. Fácil, né?!

4. Lançar mão dos conhecimentos de modelagem.
Ultimamente eu tenho usado menos moldes prontos pois estou exercitando os conceitos de modelagem que estou aprendendo no curso do Senac. Agora, por exemplo, estou trabalhando com modelagens de calça, a última parte do curso. Depois que o curso acabar, quero continuar a fazer a modelagem das minhas peças, para não perder este aprendizado.

Se você sabe construir seus próprios modelos, aproveite para colocar esse conhecimento em prática!

5. Se for para fazer investimento mais alto, invista em boas aulas.
Recentemente eu fiz uma aula dupla com a Francine Lacerda pois amei a saia Vivi que ela criou. Paguei pela aula, voltei para casa com uma saia linda (usei um tecido que eu já tinha, oba!), com um molde com 5 opções de tamanho, dicas ótimas e horas deliciosas de costura. Tudo que só o contato pessoal proporciona e que o investimento sempre é certeiro.

6. Use os tecidos que você já tem.
Sim, chegamos a uma parte delicada. Todo mundo que costura tende a acumular tecidos, algumas pessoas mais outras menos, mas sempre existe mais tecido do que a nossa capacidade de costurar. Ter os tecidos arrumados ajuda a localizar se você já tem em casa algo que possa ser usado imediatamente em um projeto. Eu organizei meus tecidos no ano passado (contei como fiz aqui) e isso só trouxe coisas boas.

7. Se comprar um tecido novo, compre sabendo em que vai usar.
A gente consegue ir ao shopping e não trazer nada, já voltar de mãos vazias de uma loja de tecido é bem mais difícil, né?!

Hoje em dia eu só vou a alguma loja de tecido quando preciso de algo que sei que não tenho em casa, compro a quantidade suficiente para o projeto e só volto com alguma coisa além disso se for por conta de uma boa ideia que surge na hora ou por conta de alguma boa promoção. Caso contrário, “o tecido bonitinho mas que eu vivo sem” fica na loja.

8. Em viagens, leve uma lista de projetos que ainda não têm os respectivos materiais.
Eu tenho feito isso há um tempo e tem rendido bons frutos. Quando o câmbio era mais amigável e eu não tinha essa listinha para pautar as minhas compras em viagens, acabava trazendo tecidos bons e lindos, mas alguns deles estão guardados até hoje à espera de um projeto que eu possa usá-los. Tem um tempo que a estratégia era esta aqui, mas fui adaptando ao longo do tempo e da variação do câmbio pra cima. As últimas compras que fiz já foram feitas pensando em atender o que está na minha lista e logo menos mostro aqui no blog.

Porque deixar de costurar a gente não vai, então vamos nos adaptar à situação atual, certo?

Beijos e boas costuras!

Um novo armário handmade para uma nova fase
2019 de vida com verdade!
Revista Burda Style no Brasil – Finalmente!

Olá!
Já tem um tempo que estava rolando um burburinho a respeito do lançamento da edição brasileira da revista Burda, a minha favorita no gênero de revistas com moldes. Como eu contei aqui, eu comprava a edição portuguesa que chegava com uns três meses de atraso nas nossas bancas, mas não chegava a ser problema pois as estações do ano do Brasil são invertidas em relação à Europa.

Alguns meses deste ano eu não encontrei a revista portuguesa para comprar, o que me deixou bem chateada. Nas viagens de férias, já sabendo que em agosto nós teríamos a nossa própria revista, eu aproveitei para comprar as edições do hemisfério norte de junho, julho e agosto. A revista de agosto eu comprei de propósito para comparar com a nossa, rs!

As questões que me deixavam “com a pulga atrás da orelha” foram sendo respondidas à medida que folheei a primeira edição:

– Preço: a nossa revista está bem em conta, custando R$ 9,90 (preço do lançamento, acho que o preço normal será R$ 10,90), visto que uma edição européia custa 6,50 Euros (o que daria quase R$ 20,00).

– O conteúdo não é igual ao europeu, respeitando as nossas estações: a edição brasileira deste mês conta com modelos para a primavera, por exemplo. Numa pesquisa rápida, alguns modelos dessa edição correspondem aos modelos da revista de fevereiro do hemisfério norte, quando lá ainda era inverno.

Esse vestido fofo de bouclê está na edição de agosto da revista brasileira e saiu em fevereiro “lá em cima”. Achei a info aqui.

– Anunciantes e matérias produzidas no Brasil, com nomes conhecidos na costura como da Ana Consentino.

– Indicação de tecidos na nossa nomenclatura, para mim era complicado transpor algumas coisas da edição portuguesa. A única coisa é que a nossa edição não indica de onde é o tecido usado, mesmo que fosse de um site alemão, eu ia adorar saber!

O que eu pensava enquanto a gente ficou sem a revista portuguesa e sem a brasileira era a defasagem do conteúdo, o que nós estaríamos perdendo. Mas depois que eu achei um modelo de fevereiro na nossa revista de agosto, acho que não vamos perder nada, isso para quem comprava a revista de Portugal regularmente.

Outra coisa boa será poder assinar, mesmo que no meu caso eu tenha que mandar entregar na casa dos meus pais. Assim não corro o risco do Luke, meu comedor oficial de revistas e papéis jogados na garagem, destruir a minha revista, rs!

Ainda não produzi nenhuma peça para ver como estão as instruções, mas assim que acontecer eu conto!
Atualizando o post do ano passado, onde deixei links em português/PT, inglês e alemão, aqui estão os links da Burda brasileira (yay!):

Site: dá para fazer assinatura, ver vídeos, assinar newsletter por email, entre outras coisas.

Concluindo, as minhas primeiras impressões foram bem positivas!

Seja bem vinda revista Burda! Que vocês tenham muito sucesso no Brasil!
Beijos e boas costuras!

Look do Dia: Blusa Ampla de Seda (molde Burda Style)!
Por festas de fim de ano sem correria: planejando os looks!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!
Sobre Florescer em Pleno Inverno