Viagem com costura – Rio de Janeiro

Olá

Que maravilha foi poder ir logo no começo do ano para o Rio.

Gosto demais da cidade, na verdade hoje em dia eu posso dizer que sou verdadeiramente apaixonada pelo Rio. Alguém me disse, desta última vez que eu fui, que Rio e São Paulo se complementam e eu concordo.

Adoro pensar que é uma cidade grande mas que tem praia, a Lagoa, o Cristo Redentor e muitas outras belezas. Lógico que tem um monte de problemas também mas, infelizmente, que cidade grande por aqui que não tem?! Assim como tentamos fazer em nossa própria cidade, o negócio é focar na parte boa e seguir adiante.

Eu e o marido tínhamos alguns lugares que queríamos visitar e eu fiz previamente uma lista grande de lojas de tecidos, armarinhos e afins. Se eu passasse por algum dos endereços da lista durante o nosso turismo, eu visitaria. Fácil assim, sem stress.

Quando fomos visitar o Jardim Botânico e almoçar no Braseiro da Gávea, aproveitei para conhecer a loja Entrelinhas, na Praça Santos Dumont.

Entrelinhas – Gávea

A loja era tranquila e super bem arrumada, alguns quilts lindos estavam expostos. Além da venda de materiais, também dão cursos.
Nós ficamos hospedados em Ipanema, perto da praia e perto também da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma delícia! Passeando pela Visconde de Pirajá, a rua do bairro com muitas lojas, bancos, farmácias e supermercados, cheguei à Pedaço d’Pano. A Clau (que me atendeu duas vezes) é uma fofa

Pedaço d’Pano – Ipanema

A Pedaço d’Pano é uma daquelas lojas pequenas e bem cheias, mas ainda assim muito convidativa e fofa! Além da venda de produtos para costura, vendem também tecidos, livros e aviamentos. Também dispõe de cursos.

Compras na Pedaço d’Pano: almanaque do Garota Prendada (foi nesse site que encontrei alguns dos locais deste post), cera de abelha para ajudar a quiltar – no meu caso a colcha, agulhas para costurar bonecas que também vou usar na hora de quiltar a colcha, canetas esferográficas com tinta que some com o calor do ferro de passar (já testadas e aprovadas).

Na mesma rua, visitei também a Casa Alberto, maravilhosa! Acho que tem tecidos mais chiques (e caros, provavelmente) que a GJ. Como não tenho nenhum vestido arrasador de festa para fazer, não trouxe nada de lá.

Casa Alberto – Ipanema

Destaque para uma banca vintage, de babar! Na verdade é um sebo, mas dentro de uma daquelas bancas de jornal que ficam na calçada. Vendem discos de vinil, livros, revistas e mais algumas coisinhas… Fiquei surpresa com a qualidade do acervo e com a organização.

A Cena Muda – sebo / banca vintage – Ipanema

Revistas vintage em ótimo estado! Trouxe uma Burda dos anos 70 (que vinha em alemão, com um suplemento do molde em português) e uma revista Fon Fon dos anos 50 com variedades e alguns moldes lindos!

Vestidos de festa dos anos 70 na Burda.

Dicas de boas maneiras na Fon Fon dos anos 50.

Modelos de vestidos soa anos 50 (muitos suspiros!)

Molde do vestido da capa!

Mais um molde lindo!

Molde para uma toalha para mesa com bordados.

Amei o “Cantinho da Modelista”!

Em Ipanema, eu e o marido tomamos lanche e sucos caprichados no Polis Sucos e a sobremesa estava logo ao lado, no Sorvete Itália. Os dois valem muito a pena!

Passeando pelo centro, fugi da tentação de visitar o famoso Saara, que eu acredito ser o equivalente carioca à nossa 25 de março (confere, produção?). Eu e o marido nos esbaldamos na Confeitaria Colombo, isso sim!
Assim como já fiz em Paris e Buenos Aires, provei o chocolate quente de lá e olha… Não deixa nada a dever para nenhum que tomei nessas cidades. Não é uma maravilha?

Chocolate quente da Confeitaria Colombo: um dos mais gostosos da vida. Também trouxe para casa uma lata de biscoitos Leques da Confeitaria Colombo.

Mais uma lata linda para a minha coleção! Guardo aviamentos em todas que eu tenho!

O recheio da latinha fofa não decepcionou. Os biscoitos são como waffers caprichados em forma de leque (o formato parece quando dobram crepes redondos duas vezes, sabe?) e ficam uma delícia com sorvete!

Hummm!

Confesso que depois de escrever este post eu fiquei com vontade de voltar correndo pra lá, rs.

Update: Este roteiro da Vejinha Rio foi bem útil para mim, vale a pena dar uma olhada!

Beijos e boas costuras!

Informações

Jardim Botânico
http://www.jbrj.gov.br/
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico

Restaurante Braseiro da Gávea
http://www.braseirodagavea.com.br/
Praça Santos Dumont, 116 – Gávea

Entrelinhas
http://www.entrelinhasrj.com/
Praça Santos Dumont, 66 – Gávea

Pedaço d’Pano
https://www.facebook.com/Armarinhopedacodpano/
Rua Visconde de Pirajá, 540, loja 102 – Ipanema

Casa Alberto Tecidos Exclusivos
https://www.facebook.com/casaalbertotecidos/
Rua Visconde de Pirajá, 302 – Ipanema

A Cena Muda
Rua Visconde de Pirajá, s/n, esquina com a Praça Nossa Senhora da Paz, Ipanema

Polis Sucos
https://www.facebook.com/pages/Polis-Sucos-Ipanema/173784149334741
Rua Maria Quitéria, 70 – Ipanema

Sorvete Itália
http://www.sorveteitalia.com/
Rua Visconde de Pirajá, 395 – Ipanema

Confeitaria Colombo
http://www.confeitariacolombo.com.br/site/
Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro

A volta às costuras depois de um ano
Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Compras costurísticas de viagem (antes tarde do que nunca, rs)

Olá!
Este post é um dos que ficaram pra trás com a correria de fim de ano, estava esperando no rascunho desde novembro, rs!

Nessa época, eu contei que tinha passado uns dias fora, aproveitando que o marido participaria de um congresso. Uma das coisas que mais gosto de fazer nos dias que eu fico sozinha enquanto ele participa do evento é bater perna com ponto de partida, mas seguir depois meio sem roteiro. Também aproveito para comprar tecidos (assim poupo a paciência do marido e aproveitamos para fazer outras coisas nas horas que estivermos juntos).

Como o estoque de tecidos aqui em casa nunca baixa o suficiente, rs, e comprar em Euros fica bem pesado na conta, comprei apenas duas malhas para fazer mais pantalonas, já que estou amando usar a pantalona azul que eu fiz na aula de costura.

Mais pantalonas em 2014, por favor!

As compras fofas ficaram por conta de rendinhas delicadas de algodão e viés com ponto ajour (que eu amo e praticamente faço estoque), rs!

Na parte de acessórios costurísticos comprei um dedal transparente, não sei se é de plástico, silicone ou algo parecido. Comprei por caber direitinho no meu dedo e também por não escorregar… Já testei nas últimas costuras à mão e gostei! Trouxe também “molas” de plástico da Prym, como as de metal que conhecemos por aqui. A vantagem é ficar invisível e não correr o risco de enferrujar. Usei uma no fechamento do meu macacão e aprovei.

O dedal e a “mola” de plástico eu já usei.

E, ainda falta testar mas parece promissor, um conjunto de peças para colocar zíper invisível. No pacote indica ser adequado para várias máquinas de costura. Eu já tenho uma sapatilha plástica para este fim, mas resolvi testar esta peça pois os últimos trabalhos que coloquei esse tipo de zíper não ficaram realmente “invisíveis”. Isso aconteceu na máquina aqui de casa (Novinha – Singer) e também na aula de costura (Janome), o que me leva a crer que a culpa é da sapatilha que vai na máquina ou é da qualidade do próprio zíper.

O “tira-teima” meio que já foi feito com o vestido branco que fiz para usar no Ano Novo, pois usei nele um zíper invisível francês aplicado com a sapatilha plástica daqui do Brasil. Como o zíper desta vez ficou invisível, tudo indica que os nossos zíperes é que vão de mal a pior. #protesto #desabafo

Ainda assim, vou fazer o teste inverso, de colocar um zíper nacional usando esta peça, para ver se pelo menos minimiza o problema. Vamos ver no que vai dar, né?! Se eu achar que vale a pena, vou procurar se tem algo equivalente por aqui para indicar!

Ah, e por último, uma encomenda que viajou de Londres para Paris junto com a minha querida amiga Ane: mais dois tecidos Liberty e o novo livro de costura deles!

Imagine a minha cara de feliz na hora de receber a encomenda pelas mãos da amiga?

O tecido de pêras eu já usei uma parte para fazer a saia godê do meu aniversário, usando a rendinha mais escura de uma das fotos acima para dar uma graça mais na barra da peça.

O tecido azul claro tem cara de vestido (para variar, rs), mas ainda não defini um modelo. Estou pensando em fazer um longo, com cara de verão. Aguarde e confie!

O livro é lindo, mais uma vez, fiquei com vontade de fazer muitos projetos! Em breve ele deve dar as caras aqui no blog!

E, também na parte de leituras, uma Marie Claire Idées, que eu nunca tinha comprado, pois aqui no Brasil é tããão cara! Achei o conteúdo lindo e muito bom!

Para terminar, comprei lavanda e fiz um bocado de sachês, ainda tem mais para fazer já que só usei um dos quatro saquinhos!

Por enquanto é isso!

Já pode sonhar com as próximas férias ou mini-férias?

Enquanto este momento não chega, deixo a dica de conferir meu post sobre Montmartre (em especial sobre a Amelie Poulain) no blog da Lascivité!

Espero que goste!

Beijos!

A volta às costuras depois de um ano
Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Burda – Moldes ao alcance de todos

Olá!

Desde que me conheço por gente e entendo o que é uma revista, lembro de existirem revistas com moldes para roupas.

Minha mãe costumava comprar algumas, apesar de saber traçar os próprios moldes. Acredito eu que era para ter ideias, ver as novidades na modelagem, saber mais sobre a costura ou mesmo se alguma coisa havia mudado, já que ela fez o curso de corte e costura nos anos 60. E as revistas estavam lá na banca, “olhando pra ela”, então por que não comprar?

No final do ano passado comprei um molde da Burda para fazer uma blusa com peplum e, quando vi que as marcações do molde estavam em inglês, alemão e em outra língua que eu imagino ser russo, além do rodapé em alemão, eu resolvi pesquisar. Como eu estou aprendendo alemão, metade da família é alemã, enfim, fiquei curiosa.

Blusa com peplum

Cheguei ao resultado da editora alemã que tem revistas com moldes desde os anos 50!

“Todas as mulheres querem ser belas.” Uma frase simples, uma verdade irrefutável de validade atemporal. Foi esta a afirmação de Aenne Burda quando percebeu que, mesmo nos anos difíceis que se seguiram à Segunda Guerra Mundial – tempo em que se iniciou um processo de mudança também no vestuário – as mulheres queriam se sentir bonitas. Em qualquer parte do mundo, independentemente da idade, do status social e da forma do corpo.

Na vida cinzenta da Alemanha pós-guerra, os modelos de seda da alta costura parisiense eram um sonho inatingível. Extravagantes, complicados e, principalmente, de custo proibitivo. Até que surgiu Aenne Burda. Em 1949, esta mulher de 40 anos tomou as rédeas da editora de moda falida do seu marido Franz, chamou-a de Burda Moden e lançou a primeira edição com uma tiragem corajosa de 100.000 exemplares: moda bonita que você mesma pode fazer.

Dez anos mais tarde, a Burda era a revista de moda mais importante da Europa, com uma venda de 1,5 milhões de exemplares. Qual a receita do sucesso de Aenne Burda? “Em geral, sou uma mulher prática. E sabia o que as mulheres comuns queriam.” Quer fosse o New Look dos anos 50, quer a moda Flower Power dos anos 70: Aenne Burda trouxe para a sua revista as tendências de moda de Paris e Milão – modificadas de acordo com o ideal prático desejado pelas mulheres, incluiu moldes com medidas perfeitas, instruções simples e detalhadas e dicas de estilo de fácil compreensão. Modelos especiais sem requinte demasiado, sofisticados mas, acima de tudo, dirigidos a costureiras iniciantes.

Um conceito que funciona até os dias atuais e com o qual ela lançou a ideia que viria a maravilhar o mundo inteiro: a primeira revista de moda feminina do mundo ocidental a ser distribuída na União Soviética. Em 1987, a maior revista de moda do mundo teve a sua Première em Moscou sob estrondoso aplauso – um gigantesco evento midiático com um espetáculo grandioso e nomes importantes do mundo da moda.

A revista, que até então só era possível encontrar a preço extremamente elevado no mercado negro, tornou-se acessível a todos e converteu-se num motor de mudança social. “Aenne Burda teve mais sucesso em Moscou do que três embaixadores antes dela.”, afirmou na época o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros Hans-Dietrich Genscher. Desenho de moda, criação de estilos, livros: Tudo isso esta mulher poderosa produziu, com garra, a pulso. E através das suas criações demonstrou a milhões de mulheres que não precisam de muito para se sentirem belas. Na maior parte das vezes, um vestido confeccionado por nós é suficiente.

(Extraído e adaptado de Burda Style Portugal, edição 01/2013, página 17)

Aqui no Brasil não temos uma edição da Burda, mas a edição mais próxima de nós é a da Burda portuguesa, o que facilita muito na hora de executar os projetos.

O que seria um “porém” é o fato das estações do ano estarem invertidas, mas eu vejo como uma vantagem já que, por exemplo, dá pra fazer com calma agora um projeto para a próxima primavera ou verão e, quando o calor voltar, ele estará prontinho para usar.

Atualização: A revista Burda Style conta com uma edição brasileira desde agosto/2014. Fiz um novo post a respeito, contando as minhas impressões sobre a primeira revista editada no Brasil neste post.

Todo o conteúdo da revista é tradução para o português da Burda original editada em alemão, então vale mesmo a pena comprar a edição portuguesa! Só se você quiser aprofundar os seus conhecimentos costurísticos em outra língua, rs!

Existe também um site da Burda de Portugal, que tem:
– Loja virtual com máquinas, acessórios e assinaturas de revista*
– Arquivo das edições anteriores das revistas
– Download para impressão de moldes
– Notícias sobre as tendências de moda
– Dicas para costura

* Sobre a assinatura: Eu fiz as contas e uma edição portuguesa com envio para fora da Europa (provavelmente recebendo com um pouquinho de atraso, tipo 1 mês) sairia por cerca de 8,60 Euros – R$ 22,55 – e que parece não incluir a taxa do correio.

Se você comprar na banca aqui do Brasil uma Burda de Portugal, com 3 meses de atraso em média, você paga R$ 9,90. Na minha opinião, não compensa assinar, principalmente pelas estações do ano invertidas.
De vez em quando, você pode encontrar edições mais antigas por preço mais em conta. Eu já comprei um pacote com 2 revistas do final de 2011 por R$ 9,90.

Semana passada eu comprei numa banca no bairro do Sumaré a revista de janeiro de 2013, a mais recente por aqui neste momento:

O que eu mais gostei foi a parte em que eles estão reeditando alguns modelos publicados nos anos 50 e 60, a sessão chama-se “Coleção Aenne Burda”. São lindos!

Eu adorei este, de 1963!

“Estilo intemporal: o vestido de corte clássico chama a atenção pela vista amovível bordada e o cinto delicado com laço.”

Adoro ler em Português/PT, rs! Em pouco tempo a gente acostuma com os termos que são um pouco diferentes dos nossos e o estilo de redação

As revistas sempre possuem muitos modelos, divididos em sessões, como
– Moda infantil
– Moda plus size
– Projetos para fazer à mão
– Uma das peças com explicação mais detalhada, ideal para iniciantes
– Moda Retrô
– Roupas confortáveis para usar em casa
– Acessórios e customização
– Roupas de festa

Alguns outros links legais da Burda
Em alemão:
– Facebook
– Site
– Modelos Vintage (entendi quase nada, mas gostei de praticamente tudo, rs!)

Em inglês:
Site
Loja de moldes
– Livro “BurdaStyle Sewing Vintage Modern: Mastering Iconic Looks from the 1920s to 1980s” (com 14 projetos e 5 moldes de base. Esse eu tenho, comprei na Amazon inglesa, em breve vai virar post!)
Livro “The BurdaStyle Sewing Handbook” (com 15 projetos e 5 moldes de base)

Em português/PT:
– Livro “A Costura Tornada Fácil” (Esse eu tenho, paguei R$ 29,90 numa Livraria Cultura, post sobre ele aqui)

Uma última observação: Os moldes à venda em geral já saíram em alguma edição da revista Burda. Então se você já comprou alguma revista, vale a pena dar uma olhada antes de gastar US$ 5,40 (no site americano) ou de 1,99 a 4,99 Euros (no site alemão) em um molde só.

Beijos e boas costuras!

A volta às costuras depois de um ano
Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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