Vestido Infantil Florence

Oi pessoal, como estão?

Esses dias estava revendo os moldes que comprei e encontrei um vestido que há muito queria fazer.

Resolvi tirar a manhã de domingo para fazer esse projeto. Comprei o molde do vestido Florence pelo Etsy, minha loja favorita para esse assunto. Recebi o arquivo em pdf via e-mail e confesso que quando abri me assustei… o arquivo era enorme, mas resolvi que dessa vez ia encarar.

Como sempre, escolhi um tecido bonitinho, mas não um dos favoritos porque sempre considero a primeira peça como um piloto.

Nesse modelo, cabia bem uma aplicação, então também separei uma sianinha crochetada que ganhei de uma amiga e achei que tinha tudo a ver com o projeto. Ainda estou começando no crochê e não entendi muito bem como é feita, mas vou fuçar na internet como se faz e quando aprender, volto aqui para mostrar!

O Tutorial

Imprimi e montei o molde e cortei as peças no tecido. Até aí sem novidades, mas estava com receio mesmo de seguir o tutorial, mas felizmente me surpreendi muito.

Ele é muito detalhado, com explicação e fotos de cada etapa e foi muito fácil segui-lo até o final.

Fazendo o Vestido e a Aprovação da Julia

O Florence tem a opção de ser bata ou vestido e ainda, o detalhe da frente pode ser com fitas para fazer um laço ou casinha para botão.

Escolhi fazer um vestido com laço na frente e adorei o resultado.

Julia já não é mais uma bebezinha e tem muuuuita opinião. Quando terminei, pensei que ela não iria querer usar, mas novamente me enganei e ela amou!

Chamou de vestido de camponesa, colocou e não tirou mais!

Claro que vou repetir o projeto, mas ando pensando em qual tecido utilizar e não cheguei a uma conclusão ainda.

Recomendo muito esse molde por ser muito versátil, permitir opções diferentes, pelo preço e facilidade de seguir o tutorial.

Assim que tiver novidades eu volto!

Beijocas!

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Look do Dia: Vestido com Nesgas (da Burda Style)!

Eu passei alguns dias sumida daqui do blog. E quando isso acontece, dói loucamente. Mas preciso confessar que foi preciso.

A minha newsletter está pertinho de nascer e eu precisei deixar que as questões tecnológicas dela fossem resolvidas.

Eu também precisava muito costurar, ter aquele momento só meu lá no ataliê. Para ter uma ideia, a última peça que fiz para mim foi aquela blusa de seda maravilhosa com estampa de insetos, em maio.

E eu tinha uma semana no Rio me esperando, com direito a Rock in Rio e tudo.

De vez em quando, alguns momentos desconectada se fazem necessários para que as ideias surjam com mais clareza. Por mais que eu esteja acostumada a escrever, eu não consigo escrever algo – ainda mais em primeira pessoa – sem estar inspirada, então eu precisei deste respiro para voltar. E aqui estou eu de volta com este e mais alguns posts a caminho!

O vestido desaparecido

Eu cortei este vestido há dois anos atrás e, por uma série de motivos ocorridos no ano louco de 2015, ele ficou guardado num pacotinho. Ao arrumar alguns tecidos que precisavam ser guardados, cheguei ao tal pacotinho. Nele encontrei muitos cortes de malha, em cor marrom acinzentada, ainda com os moldes alfinetados (por sorte eles não enferrujaram, ufa!).

Dia desses, arrumando o ateliê, encontrei um vestido cortado há dois anos atrás, pronto pra ser costurado. Fiquei surpresa pois dificilmente deixo um projeto sem terminar! . Decidi retomar, pois já coloquei um tanto de energia para começar esta peça e não vale a pena desperdiçá-la. . Ao costurar algumas partes e alinhavar outras para provar, momento da feliz descoberta de que o modelo me serve bem (oba!) e de que a cor é uma das neutras-coloridas da minha cartela. . Auto-conhecimento é lindo e eu estou em busca dele ao máximo neste ano. Se há dois anos atrás esta peça ficou perdida por aqui, agora vai seguir caminho direto para o armário! . #costurakatiacostura #armariohandmade #katialindenconsultoria #bloguices

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Fui resgatar a história por trás da peça e do seu esquecimento, enquanto buscava a fonte do molde. Por sorte, eu sempre anoto em cada pedacinho do molde de onde ele veio. Era um vestido de malha, com muitas nesgas, vindo da Burda de maio de 2015, que apareceu de relance neste e neste post.

Na época eu estava costurando muitas peças em malha pois estava em processo de emagrecimento, preterindo o tecido plano. Eu tinha dúvidas em relação à cor, esse marrom meio acinzentado. Também estava fazendo o curso de modelagem do Senac e encantada com as possibilidades de construir nesgas para as peças, principalmente nas saias. Minha casa estava em fase final de reforma e eu precisei empacotar todo o meu ateliê para deixá-lo do jeitinho que ele é hoje. E toda essa conjunção de fatores me fez cortar este vestido, assim como me fez deixá-lo de lado.

Como eu demoro um pouco para copiar o molde e cortar o tecido, achar este projeto era o que eu precisava para voltar a costurar! Porque era só entender a montagem da peça e acelerar na overloque, oba!

E assim eu fui tocando a costura deste vestido, cheio de recortes e 10 nesgas (sim! 8 na saia e 2 nas mangas) até que consegui terminá-lo na véspera de ir para o Rio.

Eu já fiz isso de levar peça nova para estrear em viagem, propositalmente, mas desta vez coincidiu mesmo – apesar de eu ter como mantra na minha vida que coincidências não existem, rs!

O vestido pronto

Aqui está o vestido pronto. Demorei um pouco para costurá-lo por questão de tempo escasso e aí usei meu bom e velho recurso de fazer uma hora por dia, contei sobre isso quando comecei esse exato vestido aqui.

Quebrei a cabeça para entender o encaixe dos ombros, também recortados e meu manequim de prova (a Giselle) me ajudou a visualizar após algumas alfinetadas. Alinhavei algumas partes antes de terminar para certificar que eu poderia omitir o zíper invisível traseiro e deu certo. Só ficou para melhorar a costura rebatida do decote, pois o revel insiste em virar para fora, rs!

Look do Dia

Usei o vestido logo que cheguei no Rio, no nosso primeiro programa na cidade: um show incrível no Blue Note (uma casa de jazz super famosa de NY e que abriu recentemente uma filial no Rio). Assistimos um show encantador de música brasileira, com Jacques Morelenbaum e convidados.

A ocasião pedia um look mais arrumadinho e aí o vestido cumpriu bem a função, com minhas amadas botinhas e um lenço no punho para substituir a tradicional pulseira (truque bacanérrimo para tirar os lenços do armário, né?!). Os acessórios puxaram um tiquinho para o roxo, com o detalhe do lenço, dos brincos e do batom.

(Clique em uma das fotos da galeria para ver em tela cheia!)

Apesar do volume que as nesgas acabam acrescentando, ele ficou só do joelho pra baixo. O vestido ficou sequinho na medida, sem ficar muito justo, me senti até mais magra com ele! As linhas verticais dos recortes ajudam não só a alongar como também a não marcar (ou marcar menos) o que a gente não quer, eu gosto muito deste recurso! E o movimento das nesgas ao andar? Não tinha como não dançar esta peça!

As nesgas das mangas ajudaram a dar um voluminho charmoso de tecido e assim as mangas não ficaram justas nos meus bracinhos gordos. Ou seja, também funcionaram muito bem!

E a cor é maravilhosa para mim, está super dentro da minha cartela, por se tratar de um marrom mais frio. Hoje em dia eu a vejo com outros olhos!

Vestido de malha com nesgas: tecido ponto roma comprado na Tissus Reine (Paris), molde da revista Burda de maio de 2015.
Botas: Schutz
Lenço: Liberty London, vintage, comprado na L’oiseau.
Brincos: super antigos, não lembro o nome da loja!

Logo eu, que nunca deixo um projeto sem terminar, resgatei este perdido em ótima hora!
Estou super feliz com ele! O que você achou?

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Armário Handmade do Rock in Rio!
Gustav Klimt e a Moda

Conhecido mundialmente por sua obra prima “O beijo”, não há quem não se encante pelas musas ricamente adornadas em dourado de Gustav Klimt.

“O beijo”

Klimt foi o maior pintor austríaco de todos os tempos, conhecido sobretudo por sua arte decorativa, mas que também, assim como nós, era apaixonado por vestuário. Suas pinturas, muitas vezes retratam peças idealizadas para satisfazer o gosto excêntrico de sua amante, Emile Louise Flöge.

Emile tinha um gosto bastante arrojado para sua época e, diferente da sociedade vienense em que vivia, gostava de cores vibrantes, modelos ousados e tecidos luxuosos.

No livro “Klimt & a Moda” encontrei todas essas curiosidades sobre esse pintor que eu tanto amo e fiquei ainda mais apaixonada por seu trabalho.

Livro “Klimt & a Moda”

Apesar de conceber os modelos, quem costurava as peças era a própria Emile que, em parceria com sua irmã, mantinha um ateliê de costura chamado “As irmãs Flöge”. Não é apaixonante?

Pena que as irmãs não alcançaram o sucesso pois, obviamente, como outros artista de vanguarda, Emile produzia peças consideradas muito ousadas para a época, tempo em que a profissão de estilista ou designer de moda ainda nem existiam.

Apesar da falta de reconhecimento pela sociedade, Emile transmitiu suas criações para as gerações seguintes pois foi imortalizada na obra de seu famoso amante, ricamente vestida com suas próprias produções.

Veja alguns dos modelos que Emile criou e as obras de Klimt em que ela aparece usando essas peças de vestuário:

Bom para nos inspirar não é mesmo?

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Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, ciclista, praticante de Pilates, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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