7 Anos de Blog e uma vida toda pela frente!

Foto: Sharon Eve Smith (como sempre, rs)

 

Hoje este meu querido blog completa 7 anos. E eu completo neste mesmo dia um ano de um novo estado civil. Dessas coincidências que não devem ser coincidências coisa nenhuma, hehehe. Eu me ligo muito nisso dos ciclos e datas e acho interessante que hoje seja uma data em que comecei um ciclo tão importante e em que encerrei outro também. Além disso, também é aniversário de duas pessoas muito queridas (beijos para Izabelle Nossa e Andrea Risério!) Falando no blog, tanta coisa aconteceu na minha vida desde 2013 e tanta coisa está registrada aqui!

Eu sinto muita falta de fazer novos posts, por mais que as redes sociais tenham tomado conta de nossas rotinas digitais. Vez ou outra eu me pego pesquisando um post daqui do blog para ilustrar uma conversa sobre costuras e manualidades, para deixar como referência para alguma de minhas alunas ou para dar dicas para alguém que está para viajar para algum destino que já visitei com um olhar craft.

Em 2018 eu me tornei só dor e perda. Paralisei mesmo, até conseguir processar tudo minimamente. Eu morri um tanto naquele tempo. Em 2019 eu me vi sobrevivente e também uma máquina de resolver problemas e pendências. Apesar de passar a desfrutar de uma liberdade que eu nunca tinha vivido antes, o coração ainda estava meio endurecido. Agora em 2020 eu prometi a mim mesma voltar a desenvolver a vida em vários aspectos, voltar a sonhar e voltar a agir mais com o coração. Ultimamente eu sinto que resgatei muito de mim que parecia estar adormecido ou perdido.

Relendo posts antigos, eu vejo uma Katia que enxergava beleza em cada detalhe, de maneira até ingênua. Nunca vou desmerecer esse período em que abri mão de muitas coisas (como a independência financeira) mas que conquistei muitas outras, como poder aprender a costurar e me aperfeiçoar bastante. Também tive tempo e espaço para desenvolver a escrita, que sempre foi fundamental para mim.

Eu andei fazendo uma listinha de assuntos que gostaria que virassem posts, mas tem sido difícil concretizá-la. Procuro não me frustrar com isso, pois tem tanta coisa boa acontecendo fora deste mundo tela-teclado-computador-celular que me falta tempo.

Atualmente tenho estado tão ocupada neste meu voo solo a ponto de chegar em casa, deixar tudo em ordem para o dia seguinte e não conseguir assistir um episódio de série sem dormir antes que ele acabe. Um cansaço físico que há muitos anos eu não tinha e que me deixa bem feliz porque estou correndo atrás de muita coisa que há 7 anos atrás eu nem sabia que eu queria tanto e que agora só depende de mim realizar e conquistar por mais puxado que seja. A Katia de 40 anos de idade vê beleza nos detalhes sim, mas com um olhar bem mais maduro e consciente do que a Katia que começou este blog aos 33.

De qualquer maneira, sigo fazendo a lista do que quero postar por aqui em algum momento. Talvez eu o faça através de posts-resumões dos tricôs de 2019, costuras de 2019 e assim por diante. Vai ver que o acúmulo dos assuntos é que me deixam tão perdida.

Enfim, deixo aqui uma mensagem de carinho para todo mundo que conheci através do blog, das costuras e de todas as manualidades que me aventurei a aprender nestes anos todos. Sigo feliz neste caminho, olhando tudo de uma nova forma, ainda amorosa e gratificante.

Muito obrigada!

(Em breve eu coloco o assunto em dia, prometo!)

5 Anos de Blog – Apoiando as Blogueiras da Resistência!
Como foi o Encontrinho do Blog!
Look do Dia: Blusa Ampla de Seda (molde Burda Style)!

Esta foi a minha última costura de 2017. A que eu tinha planejado não fazer, mas que mudei de ideia na última semana do ano. Explico: quando planejei os looks para as festividades de fim de ano (post com vídeo aqui), tinha montado um look para o Reveillon com uma blusa de seda que eu tenho faz tempo e adoro.

Mas a gola dela é alta e eu achei que passaria calor com ela, mesmo não tendo mangas. Aí resolvi costurar uma blusa mais ampla e de decote mais confortável para o verão.

Eu já tinha feito e dado todos os presentes que resolvi fazer, então a última semana do ano estava bem calma… Acabei optando por fazer outra blusa em outro tecido do que eu tinha pensado quando fiz o vídeo/post, enfim… mudanças de planos! Vem comigo que eu te mostro!

A Blusa Ampla

Escolhi fazer este modelo da Burda Style, que está na grade Plus Size. Acho que já contei que aproveito bem os moldes da revista pois às vezes um 44 que me agrada da grade regular pode ser ajustado, assim como um 44 ou 46 da grade Plus Size.

Fazendo a Blusa

Fazer a blusa com calma, praticamente celebrando o final de um ano tão intenso, gratificante e desafiador para mim foi uma delícia!

Costurei tudo conforme as instruções do molde e, antes de fazer a barrinha para terminar, resolvi provar e aquelas pontas laterais com pences que acabam abaulando estas partes não ficaram bem para mim. Como meu quadril é bem largo, ficou tudo embolado por ali e não deu esse efeito da foto da revista.

Ricardo, como sempre, me ajudou a marcar e encurtei a blusa, tirando as pences e mantendo as laterais um pouco mais compridas que o centro. Aí sim deu certo! Posso usá-la tanto com uma pontinha para dentro da saia ou calça quanto toda para fora.

O cetim charmeuse de seda nesse azul maravilhoso tinha sido comprado em New Orleans (que saudade, tem post aqui) e eu desisti do projeto que tinha separado para este tecido. Então, foi uma ótima oportunidade de dar uso para a seda que estava guardada!

A blusa tem mangas morcego, que dão um movimento legal para a peça, além de deixar tudo mais arejado e assegurar o conforto para os meus braços gordinhos, rs!

Look do Dia

Esse foi o meu look de Reveillon, com saia midi de lurex listrada, sandália sem salto (troquei os cordões vermelhos pelos pretos) e a blusa.

Coloquei um brinco prata e, além da minha maquiagem habitual, fiz um preso torcidinho do lado que sempre deixa o cabelo com cara de arrumado!

Assim eu recebi a família para a festa em casa, com comida mexicana feita pelo marido, hummm!

(OBS: Desculpem a falta de poses, estava com pressa pois o povo estava chegando, rs!)

Blusa de Seda: cetim charmeuse de seda da loja Promenade Fabrics (New Orleans), molde da revista Burda Style de setembro/2017.
Saia de Lurex: Anthropologie (Londres)
Sandália: A Mafalda

Repeteco

Na mesma semana eu repeti a blusa, só que com calça jeans e tênis, para ir com o marido para o bar, oba! Gostei também de usar a blusa por fora da calça!

Blusa de Seda: cetim charmeuse de seda da loja Promenade Fabrics (New Orleans), molde da revista Burda Style de setembro/2017.
Calça Jeans: C&A
Tênis: All Star
Brincos: Montageart

Nada como encerrar o ano assim, né?!
Em 2018 quero mostrar muitas outras costuras por aqui!

Por festas de fim de ano sem correria: planejando os looks!
Look do Dia: Vestido com Nesgas (da Burda Style)!
Como entendi o Minimalismo através dos meus óculos coloridos

Eu demorei um tempão para preparar este post. Quer dizer, eu escrevi este texto de uma vez só nessa semana mesmo, mas o tema do minimalismo é que não saía da minha cabeça desde julho de 2017, quando eu fiz a formação em consultoria de estilo. Faz tempo que eu queria falar sobre isso aqui.

Talvez você pense: “como é que uma pessoa de cabelo rosa, batom e óculos coloridos quer falar sobre minimalismo?”. Eu te entendo! De fato, eu não sou uma pessoa de estética minimalista. Acho lindo quando vejo nas outras pessoas, ainda mais quando combina com elas, mas eu não consigo ser assim. E tá tudo bem, né?!

Mas um acontecimento no ano passado me fez entender o minimalismo como estilo de vida.

Foto: Sharon Eve Smith

Os meus óculos amados

Na semana do curso de formação em consultoria, uma coisa muito chata aconteceu: a minha cachorrinha Leia comeu os meus óculos de grau. Quebrou em algumas partes e mastigou tudinho. Sim, aqueles óculos lindos e coloridos que me ajudam a enxergar há quase 5 anos. Depois de ter certeza de que ela não tinha engolido nenhum pedaço, eu chorei, confesso.

Eu não sou de chorar por coisas, já tive um carro bem estragado num acidente e meu choro foi de alívio por estar viva e sem um arranhão. E nem foi na hora do acidente. Mas o danadinho do par de óculos tem história desde a compra em 2013 em uma ótica de Berlin (post sobre essa viagem aqui) que só vendia óculos vintage e me acompanhou firme e forte nas minhas mudanças de cabelo, na evolução do meu estilo. Olha só:

OBS: Um viva ao Google Photos que me ajudou nessa retrospectiva!

Meus óculos coloridos e nada básicos são a minha “maquiagem postiça”, como costumo brincar. No dia a dia, eu passo no máximo um batonzinho, coloco os óculos e já me sinto linda para viver minha vida. Estes óculos mostram muito sobre mim, sobre a vida criativa, colorida e leve que procuro levar.

Na época do incidente com a cachorrinha (em julho de 2017) eu fiquei tão chateada que coloquei os destroços dos óculos num saquinho e guardei longe do meu olhar no fundo do armário. Mas eu não tinha desistido deles. Dias depois, comecei a buscar uma forma de consertá-los ou mesmo de fazer uma réplica deles. Foi aí que achei o Wilton, da Ótica Imagine, no centro de SP.

Ele disse que os meus óculos eram um dos piores que ele já tinha pego para consertar. Disse que queria tentar consertar antes de tentar fazer uma réplica deles (ele faz armações personalizadas, mas me adiantou que não ficaria igual à armação que eu tinha por algumas razões ligadas ao método de fazer essa armação personalizada).

Para quem já tinha dado os óculos como perdidos, resolvi tentar. Isso foi em agosto. Já tinha voltado a usar um dos meus óculos que eu não amava tanto só nas horas mais críticas, pois não me sentia tão bonita com eles.

Em setembro, depois de falar com o Wilson algumas vezes, sempre muito atencioso, ele me manda uma foto, os óculos estavam consertados!

Documentário sobre Minimalismo

E essa foto acima, dos óculos em vias de voltar inteiros para mim, chegou numa mensagem enquanto eu assistia na Netflix o documentário Minimalism: A Documentary About the Important Things” (traduzindo… Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes).

Fonte: Site Netflix

Tem muita coisa que fez sentido para mim, mas essa frase que Josh disse me fez entender tudo:

Eu percebi que eu não precisava de outros (ou de vários) óculos de grau, eu precisava só dos meus óculos que eu amo! E aí eu vi que valia mesmo a pena ter consertado. Eu não precisava de uma armação nova.

Desde então, entendido o conceito, eu fui levando para outros aspectos da minha vida. Depois da consultoria de estilo que fiz, só tenho roupas, calçados e acessórios que eu amo.

Por isso não costuro mais para mim com tanta frequência como em alguns momentos do passado. Tem sido ótimo fazer presentes, por exemplo. Mantenho as mãos ocupadas, presenteio com algo feito com amor e não acumulo esses feitos só para mim. Consigo ir ao shopping, a uma rua de compras, uma loja de tecidos ou um armarinho sem comprar nada que eu não esteja precisando.

E, quando eu realmente desejo algo, me dou um tempo (geralmente de alguns dias) para ver se eu não esqueço mesmo. Se eu tenho certeza que eu vou amar aquele item e vou usar muito, aí eu compro (ou faço, se for o caso). E, para este item novo entrar no armário, algum que não tiver esse mesmo potencial de amor e de uso tem que sair para dar lugar.

Uma reflexão interessante que eu fiz após assistir o documentário foi que o minimalismo se fez necessário na vida de um tanto de pessoas após elas experimentarem o consumo e aí verem que não são felizes só pelas posses que acumularam. Quem não tem oportunidade de consumir avidamente normalmente não tem opção de não ser minimalista, pois as prioridades mais básicas falam primeiro.

Eu fui criada com muito menos do que tenho hoje (graças a Deus nunca faltou nada essencial para a minha família, mas em vários momentos o aperto financeiro aconteceu) e acredito que por isso eu tive uma fase “vida loka” de consumo quando pude e depois fui voltando atrás. Já joguei muito cosmético fora por não dar conta de usar, já passei adiante roupas novas e ainda com etiqueta da loja, tenho tecidos da época que comecei a costurar que nunca usei (e que hoje em dia estou procurando dar um bom destino).

Consumindo melhor

Entendo que não tem nada errado em consumir. Só que hoje em dia compro bem menos e compro melhor. Em tudo na vida. Do supermercado para abastecer a casa ao material do ateliê, passando pelas viagens e cursos que amo fazer.

Ficou mais fácil cuidar de tudo, pois não é preciso ter coisas demais para viver bem. E quanto mais coisas temos, mais trabalho vai dar para cuidar delas. Passei a pensar melhor para onde vai o dindin e o que preciso priorizar.

Se eu tenho uma calça jeans que me serve, não preciso de outra. Se tenho um bom tênis branco, não preciso de mais um. Se comprei um bom tecido para fazer uma blusa que vai casar bem com o que eu tenho no armário, não preciso sair da loja com outro tecido além dele. Não preciso de mais batons se já tenho alguns que gosto e uso bastante. Não preciso trocar de carro se a ideia é não ter mais carro em um futuro próximo. Preciso cuidar e fazer bom uso do que tenho.

Vi que as minhas escolhas recentes, inclusive profissionais, têm tudo a ver com isso. Por exemplo, ser consultora de estilo possibilita que eu leve esse estilo de vida para as outras pessoas, para que elas se vistam só com o que elas amem e sem ter que comprar tudo novo.

Essas escolhas também me deixam livre para colecionar boas lembranças da vida que levo e das pessoas ao meu redor, sem necessariamente acumular coisas que não amo ou não preciso.

Sim, meus óculos coloridos, vintage dos anos 80 e nada minimalistas na estética me ajudaram a entender o minimalismo como estilo de vida. Recomendo o documentário e também a reflexão! Se quiser comentar sobre o tema, vamos conversar nos comentários!

Minha consultoria de Estilo: a (r)evolução do meu vestir!
Documentário “The True Cost” e uma reflexão sobre o consumismo craft.
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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