Olá pessoal, como vão?

Faz tempo que eu estive aqui para contar que ganhei minha Ferrari, digo, minha Singer industrial do maridon, não é mesmo?

Pois bem, quando ganhei esse super presente de Natal (há dois anos atrás) pensei: meus problemas acabaram, vou poder fazer tudo que quiser, minhas costuras ficarão perfeitas para sempre mas aí… Acordei!

Acontece que uma máquina industrial é uma coisinha um pouco mais complicada de usar do que as máquinas caseiras e ser proficiente na arte de utilizá-la não é algo muito prosaico.

Logo no começo, fiz uma regata e ajudei minha mãe com uma encomenda grande, mas a maior parte do tempo ela é quem pilotava a bonitona. Resultado? Fiquei com medo da bichinha!

Isso mesmo, pode rir, gargalhar, duvidar: fiquei com medo de usar a minha tão sonhada máquina.
Passei então para outros projetos, desconversei, fiz tricô e crochê e fui me tapeando. Mas algo não estava certo e isso foi me deixando mal comigo mesma… Puxa vida, quis tanto ter uma máquina como essa pra agora simplesmente travar e não conseguir usar? Assim não pode, né?!

Resolvi então traçar uma estratégia para fazer amizade com ela: começar por projetos muito simples, apenas para treinar seu manuseio, ganhar confiança no pedal e conseguir controlar a velocidade, que para mim era o principal problema.

Para começar, pensei em um jogo americano, cujo tecido eu ganhei de presente da minha mãe, que também fez o favor de deixá-lo cortadinho, pronto para ser costurado! Vamos lá?

No começo fui bem devagar, testando a velocidade e o manejo da máquina para baixar e levantar a agulha do tecido. Tive alguns problemas com a bobina, reli o manual, estudei as figuras e consegui contorná-los.

Em menos de uma hora tinha terminado as seis peças do meu mais novo joguinho americano, que ficou com uma costura linda e eu venci o medo.

Pode parecer bobeira minha, afinal esse projeto é o mais simples possível, mas o que importa foi que fiquei orgulhosa da minha coragem e comecei, ainda que timidamente, uma nova amizade com a bonitona.

Sinto que em breve seremos íntimas!

Beijoca para vocês,
Ana