Quando a paixão por costura vira tatuagem!

Olá!

Eu tenho algumas tatuagens, seis na verdade. E ontem, ao fazer minha 6a tatuagem, eu realizei um desejo antigo: ter um desenho sobre costura na pele. Para mim já era mais do que na hora ter algo do tipo.

De tempos em tempos eu saía em busca de ideias mas não chegava a uma que me deixasse louca para tatuar no mesmo momento. Até que um dia (já não lembro quanto tempo faz, acho que uns 3 meses) as meninas do Superziper publicaram uma foto no Instagram com uma ilustração antiga da Singer.

E veio o “estalo” que eu tanto esperava! Uma máquina de costura, com elementos de costura dentro! Perfeito! Mandei a imagem para a minha tatuadora mais que querida, a Nanda do Analogic Love, pedindo que ela fizesse a leitura dela.

Com os traços da Nanda, a maquininha com jeito de antiga (alô, minha Velhinha!) e algumas flores amarelas para adornar viraram a minha tatuagem. Eu amo a Nanda, como pessoa e como profissional, sempre que chego para tatuar eu gosto do desenho logo de cara. Uma delícia quando a gente encontra alguém assim, né?!

Aliás, a Nanda ocupa um espaço especial na minha vida, pois com ela eu fiz as minhas tatuagens mais importantes, aparecidas e com cor. Nas minhas duas primeiras, feitas com o Tino do Led’s – também super bom tatuador, só que a minha vida e a minha cabeça eram outras e eu não me sentia segura o suficiente para sair com elas aparecendo.

Quando o momento desta mudança chegou, ele aconteceu com a pessoa mais certa possível; e por isso eu sou muito grata por tê-la encontrado!

Ficam aqui os cliques da tattoo nova, que eu não paro de olhar, pois já significa muito para mim!

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Meu novo xodó!

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Um braço e três tattoos da Nanda!

Em breve, quando passar a fase da cicatrização e do plástico filme no braço, os looks do dia vão passar a ter mais esta belezinha presente!

Beijos e bom final de semana!

Serviço:

Analogic Love – do casal querido Maria Fernanda e Arthur
Rua Augusta, 2633, loja 20
(11) 4119-7870
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12 Anos de Blog!
Refiz uma das minhas golas de tricô!
Meu Ateliê – Organização de tecidos

Olá!

Tem tempo que eu conto aqui no blog que comecei uma arrumação profunda em meu quartinho de costura. Vai levar tempo para que eu possa mostrá-lo inteiro e pronto, mas uma etapa importante foi concluída há alguns dias: a organização dos meus tecidos.
Este assunto vai puxar mais alguns outros posts e acho que é legal mostrar no blog antes mesmo que meu ateliê fique pronto.
Depois que eu arrumei coragem para organizar todos os meus tecidos, o processo foi muito bacana. Então lá vai:

1. Definir onde os tecidos ficarão guardados
Eu já guardava os meus tecidos em caixas plásticas (todas iguais) numa prateleira da minha mesa de corte faz tempo, mas eles nunca estiveram realmente organizados.

A primeira parte foi definir quais tecidos iriam em cada caixa. Dividi em quatro caixas: algodão nacional, algodão importado, malhas, diversos. Têm mais outras quatro caixas que dividem espaço com elas: patchwork, ajustes e consertos, retalhos, revistas. As caixas de tecido também foram numeradas de 1 a 4.

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2. Catalogar os tecidos
Comecei a abrir cada caixa e medir quanto eu tenho de cada tecido. É chato no começo, mas depois é só incorporar a rotina a cada tecido novo que chega e tudo ficará mais rápido.

Recortei um quadradinho de cada tecido e colei num cartão que contêm:
* Número da caixa
* Descrição do tecido
* Altura
* Largura
* Espaço para grampear o tecido

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OBS: Aproveitei também este momento de catalogar tudo para listar as revistas que tenho na caixa e fiz uma planilha no Excel para saber o que está lá dentro.

3. Definir uma quantidade mínima
Se o tecido tem menos de meio metro e é de algodão, mandei para a caixa de Patchwork. Na caixa de retalhos, encontrei tecidos com mais de meio metro de altura, então eles foram para as caixas correspondentes.

4. Guardar os tecidos e cartões com amostras
Aproveitei esta revisão toda para tirar etiquetas (a cola pode manchar o tecido) e cortar fiapos daqueles compridos. Depois de medidos e catalogados, os tecidos estão em suas respectivas caixas e os cartões de cada caixa também são guardados juntos. Quando eu tenho um novo projeto de costura, recorro aos cartões e assim já defino o tecido para usar. No fim do projeto, se sobrar tecido, eu atualizo o cartão com a metragem atual.

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Foi trabalhoso, mas agora está muito mais fácil costurar, fora que nenhum tecido fica esquecido!
Que tal? Animou para deixar seus tecidos organizados?

Beijos!

Como foi meu ano de 2021 e como tem sido empreender
Costuras na Quarentena, Máscaras de Tecido e Recomeço do Ateliê
Costurar compensa?

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Olá pessoas!

Como vão?

Andei pensando bastante sobre o assunto de hoje e achei que seria interessante falar sobre o tema. Tenho assistido a vários tutoriais em programas de TV e a cursos online que envolvem costura e esse assunto sempre vem a tona. Não exatamente a relação custo x benefício, mas geralmente o tema é: como faço para colocar preço no meu projeto pronto?

Gente, eu não tenho resposta a essa pergunta, mas acho muito importante refletirmos a respeito. Veja bem, quando falo sobre o preço do projeto, não me refiro apenas aquelas peças feitas para vender, mas sim em tentar entender quanto sai uma peça feita por suas mãos, mesmo que seja para uso próprio.

Não fica caro costurar? O preço dos tecidos é tão caro!

Eu acredito exatamente no contrário.

Em primeiro lugar, quando você faz um projeto de costura, ele é único e exclusividade geralmente tem um alto preço. Digamos que a gente esqueça esse pequeno (mas não menos importante) detalhe.

Um corte de tecido nobre como uma seda ou uma lã pura pode ter um preço que julgamos alto, mas se parar para pensar, ele dará origem a uma peça de vestuário que, ao ser comparada a similares (eu disse similares, porque a sua é única mesmo), sairá por uma fração do preço, acredite em mim. Isso sem mencionar os retalhos que sobram e podem se transformar em outros trabalhos!

Falando com a Katia sobre o assunto, ela me contou uma história muito bacana:

“Tempos atrás fui em uma loja de tecidos que gosto muito para procurar materiais para alguns projetos específicos: uma capa e uma saia de lã, mais uma blusa de seda.
Cheguei lá com as fotos e especificações em mãos e comecei a pirar nas opções (quem nunca?). Escolhi um a um com muito carinho. No final saí com três tipos de lã, para a capa e para duas saias – teve um tecido que eu não resisti e levei a mais – e a seda para a blusa.

Na hora de somar tudo… R$ 800,00, depois de uma pechinchada. Pensei: “Caramba! Tô ferrada! Rs! Respirei fundo e passei o cartão de crédito.

Depois tive que voltar na loja para comprar os forros para a capa e para as saias, que na empolgação eu tinha esquecido, gastei mais uns R$ 100,00.

Mas se eu parar para fazer uma conta rápida, quando é que eu compraria 4 peças prontas, de boa qualidade, exclusivas, com as minhas medidas, por este preço de R$ 900,00?

E lá tem capa de lã para vender no Brasil? E se tiver, vai saber quanto custa!

Lógico, aqui estou entrando no detalhe dos valores dos materiais, mas também levei tempo em aula (que também é paga) e em casa para fazer estas peças. E tempo é dinheiro, é verdade.

Só para ilustrar, no inverno passado eu cheguei a ver saias de babados que não chegavam nem perto da qualidade da que eu fiz sendo vendidas a R$ 500,00. Aí foi que caiu a ficha que os R$ 900,00 foram bem gastos, pois com eles eu faria 4 peças de roupas, mesmo que aqui não esteja entrando o fator tempo.

Entra também a satisfação ao final de cada projeto, que valeu cada centavo e cada minuto de trabalho! São as minhas peças mais elegantes para o inverno e eu adoro usar cada uma delas! Fiz para durar muito tempo, o que faz valer ainda mais a pena!”

Sem contar que em sua peça você pode se esmerar nos acabamentos e viajar em sua criatividade nos detalhes. Isso para mim tem um valor inestimável.

Somando-se a alegria que a costuroterapia traz a vida da gente e a euforia de vestir um vestido novinho, feito por você, acho que a peça industrializada perde feio nessa relação custo x benefício.

Mesmo que seja para vender, por ter tantas características especiais como as citadas acima, você julgue caro um projeto artesanal de costura, ele continua ganhando da peça industrializada, porque foi feito com todo carinho e acredito que temos nos dias de hoje temos mais é que valorizar o trabalho artesanal.

Não sei se convenci vocês, mas espero que tenha contribuído um pouco para a reflexão sobre o assunto!
Beijoca,
Ana

Aventuras em crochê: fazendo o xale vírus!
Vestido Infantil Florence
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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