Look do Dia – Vestido de Malha para o Inverno!

E vamos que vamos de tirar mais um tecido guardado muito tempo do estoque! Eu tenho ficado muito feliz em fazer bom uso dos meus tecidos em vez de comprar outros. E, mais ainda, ver que os projetos que eu pensei pra eles tempos atrás ainda fazem sentido nos dias de hoje!

Eu trouxe esse tecido de Paris em 2016, na mesma leva do tecido que virou um outro vestido, com propostas totalmente diferentes (a viscose virou este vestido aqui, no ano passado). Na época, por conta da gramatura e da textura do tecido, pensei em fazer um vestido quentinho com ele pra usar no inverno.

Durante a pandemia, “roubei” um pedaço para fazer uma blusa (post aqui). Por sorte (ou técnica mesmo), sou uma boa espremedora de tecidos e consegui recentemente tirar do campo das ideias o vestido que sempre quis fazer com ele.

Nesse período da vida em que estou, sendo uma pessoa que sente mais calor mesmo ainda não estando na menopausa, fiquei com um pé atrás em fazer um vestido de gola alta. Por outro lado, temos dias realmente frios em SP que permitem que esse vestido seja bem usado.

Por conta da textura, um vestido certinho no corpo e sem muitos recortes ou detalhes acaba deixando a textura brilhar mesmo. Tô muito feliz que o fiz!

Mesmo com uma overloque birrenta, consegui fazer o vestido em 4 horas e meia, bem distribuídas por 13 dias. É bom de vez em quando fazer um projeto assim mais rápido, pra revezar com projetos mais longos e encaixar na rotina mais puxada.

O vestido de inverno

O projeto escolhido é o Lenny Dress, da Seamwork. Como sempre, adaptei o molde para as minhas medidas, já que eu tenho a parte de baixo do corpo um tanto maior que a de cima. O comprimento midi ficou perfeito, assim como o comprimento das mangas e o desenho do decote.

Hoje em dia, comparando a blusa mais larga que fiz lá atrás e o vestido mais certinho no corpo, esse último aproveitou muito melhor as características do tecido. E o verde é muito perfeito pra mim!

Costurei tudo na overloque fazendo apenas a barra com agulha dupla na máquina de costura. Salvei todo o processo nesse destaque dos meus Stories.

(Clique em uma das fotos para ver em tela cheia)

Look do Dia

Logo que eu terminei o vestido, aproveitei um dia mais frio e ensolarado em SP pra estrear. Tinha certeza que queria inclusive usar pela 1a vez com meu tênis verde, cabelo preso e um brinco maior, assim como batom rosa bem forte.

Eu e minha amiga Rosângela fomos ao Mata Lab pra conhecer a curadoria de lojas maravilhosas e visitar também a exposição da Sandra Anselmi no mesmo local (tem um reels sobre a expo aqui).

(Clique em uma das fotos para ver em tela cheia)

Vestido: Tecido de Malha com Efeito Trançado do Les Tissus du Chien Vert (Bélgica). Não tem mais este tecido nesta loja, achei similar aqui. Molde do Vestido Lenny, da Seamwork.
Brinco: Montageart

Tênis: Adidas
Bolsa: Louis Vuitton

Serviço:
Exposição Sandra Anselmi: Natureza Tecida – Somos Um Único Fio.
No Matalab, até 31/08/26

Alameda Rio Claro, 260, São Paulo

E você? Tem algum tecido e projeto esperando por muitos anos?

Viagem com Costura: Feira Craft em Paris (versão 2016)
Look do dia – Blusa de malha com efeito tricô e mangas morcego
Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!

Finalmente um post sobre uma peça que NÃO usou um tecido guardado por anos! Mas, assim como os últimos projetos que fiz, esse também tem uma história muito especial, só que bem mais recente.

No post do vestido que usei pela primeira vez em Portugal no ano passado, contei que passei férias lá e em Paris. Até hoje suspiro por esse sonho realizado!

O COMEÇO DO VERÃO EM PARIS

No dia do início do verão, Paris vira uma verdadeira festa. Além de ser o dia mais longo do ano, já muito quente, há muita música rolando por todos os lugares e pessoas festejando. Nas minhas andanças nesse dia, até acompanhar um bloco de carnaval brasileiro pela rua eu acompanhei!

Foi um dia literalmente longo: comecei indo para o Marais pra tomar café da manhã no Carette da Place des Vosges. Era uma das imagens que eu tinha em minha mente em realizar lá, como forma de materializar a realização do sonho.

(Link para o post do Instagram aqui)

Ali no Marais mesmo, conheci o Musee Carnavalet (que conta a história da cidade) e a Foundation Alaia, que na época exibia uma colaboração entre Alaia e Mugler. Visitei tb a La Mercerie Parisienne (que infelizmente fechou as portas no mês passado). Andei por muitos lugares onde nunca tinha ido no Marais e na Bastille, apreciando o clima festivo e fotografando muito. Segui em direção à região da Bastille, para ir à loja Atelier Brunette (antigo AnnaKa Bazar). Fiz um post resumindo tudo isso tb:

(Link para o post do Instagram aqui)

Lá no Atelier Brunette, fui super bem recebida e escolhi um tecido lindo pra levar pra casa: um crepe de viscose fininho e muito macio, de cores e estampa delicadas, apesar de bem orgânica e moderna. Nesse dia muitas lojas entram em promoção e eu tive a sorte de ir lá nesse dia, pois não sabia da promoção. Levei esse tecido com 50% de desconto, que maravilha! Andei feliz da vida com esse tecido pesando na bolsa pra lá e pra cá, kkkk

(clique em uma das fotos para ver em tela cheia!)

Na época escolhi este tecido que já estava cortado por ainda não ter um projeto definido para ele, mas sabendo que daria tranquilamente pra fazer algo com 2,30m de tecido, com 1,40m de largura. Ganhei também etiquetas da loja, que acompanham esse vestido e o vestido que viajou na mala (pude contar sobre ele e mostrar fotos lá na loja, foi uma troca muito gostosa).

O vestido envelope

Eu sabia que não deixaria esse tecido guardado por muito tempo e que ele seria usado para a roupa que eu decidisse fazer para o meu aniversário em dezembro. Aí resolvi fazer o Atlas Wrap Dress, da Masin. Teve um tanto de emoção por medo do tecido não ser suficiente (mangas longas e amplas, duas frentes, sendo uma delas mais drapeada, tinha mesmo o risco de acontecer). Além de ter vindo mais do que os 2,30m marcados no rótulo (acho que tinha bem uns 2,60m), eu sou uma boa espremedora de tecidos e até sobrou!

Para os punhos, usei botões da minha caixinha de aviamentos vintage garimpados pela minha amiga Claudia e ficou muito lindo! No manequim ele fica meio despencado e sem graça, mas dá pra ver bem os detalhes!

(clique em uma das fotos para ver em tela cheia!)

O vestido levou cerca de 16 horas para ficar pronto, ao longo de 12 dias distribuídos em 3 semanas. Foi uma delícia fazer esse vestido! Você pode ver mais detalhes nesse destaque dos meus Stories!.

Meu aniversário

Meu aniversário no ano passado caiu em uma 5a feira e eu dei aulas na parte da tarde. Antes de começar a trabalhar, ganhei bolo e parabéns na Novelaria, foi muito gostoso! As aulas aconteceram em clima festivo e depois segui para o Sesc Pinheiros onde encontrei minhas amigas Rosângela e Júlia pra um lanchinho com direito aos meus famosos muffins de limão com sementes de papoula e mais uma rodada de parabéns e velinhas. Fiz um vídeo sobre esse dia, está aqui.

O vestido me acompanhou muito bem nesse dia e eu me sinto muito bonita sempre que eu o uso! Tenho planos de montar looks de inverno com ele também! Agora já dá pra pensar neles!

(clique em uma das fotos para ver em tela cheia!)

(clique em uma das fotos para ver em tela cheia!)


Vestido: Tecido de Viscose do Atelier Brunette (Paris), molde do vestido Atlas Wrap Dress da Sewing Patterns by Masin. Fiz a versão sem bolso e com mangas bispo. Botões Estudio Fainhand
Colar: Caterina Foi Passear

Tênis: Adidas

Serviço: Atelier Brunette
16 Rue Keller, 75011 Paris, França
Site

Mais um ano comemorado com roupa feita por mim, que alegria! Eu amo esse ritual!

E você? Tem algum ritual handmade para seu aniversário? Me conta nos comentários!

Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Look do Dia – Slip Dress de Seda!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!

Eu tinha esse veludo cotelê guardado desde 2018 e faz um tempinho que eu precisava de uma calça azul marinho nova.

Pra entender essa peça, preciso voltar um pouco: Eu tinha uma calça azul marinho em uma malha que parecia um piquê e eu a usei literalmente até acabar. Eu lembro de tê-la levado na mala para a minha viagem pra Alemanha em 2023 e que, na volta, vi que estava na hora de aposentá-la. Mas aí fiquei 2 anos sem uma calça que a substituísse à altura.

Eu até pensei em pegar a calça antiga e desmontá-la para fazer outra igual, mas o cós não seria possível de costurar em uma máquina doméstica. Procurei a própria marca onde a comprei pra ver se faziam outra pra mim, mas não poderiam fazer. Também procurei uma colega do pilates que tem uma confecção e ela também não pôde fazê-la pra mim. Enfim, eu tinha que aceitar que a vida útil daquela peça acabou e que eu não teria mais uma outra calça como ela.

Um belo dia, uma das minhas alunas (beijo, Paula!) trouxe esse projeto pra aula: uma calça com uma modelagem bem diferente e interessante, com muitos recortes. O modelo foi pensado para ter amplitude de movimento para pessoas que fazem escalada. Eu faço escalada? Não! Amei o modelo e resolvi fazer? Sim!

Eu e a Paula fizemos o mesmo projeto, mas a calça da Paula ficou bem diferente: ela aproveitou muitas camisetas que não usava mais e fez um belo patchwork raiz, aproveitando o que ela já tinha e dando um novo propósito. No caso dela, antes de iniciar, fizemos um bom exercício de composição para a calça ficar com um resultado final que ela gostasse.

Uma calça azul de veludo com recortes

Já eu escolhi esse veludo cotelê azul marinho que estava guardado há muitos anos. Assim, teria uma nova calça nesta cor para substituir a amada e já falecida, rs.

Usar o veludo cotelê nesse projeto trouxe uma camada a mais de “interessância” pois as listrinhas do tecido a cada recorte vão para uma direção diferente. A designer do molde propôs fazer tudo com costura inglesa mas, por conta do volume do veludo, fiz a costura inglesa falsa (costurei, passei overloque nas bordas e pespontei por fora, eliminando uma das dobras da margem).

O projeto é a Jigsaw Pants, da Marlies Reukers (Holanda). Diferente de outros moldes que já comprei, as variações eram separadas por: cintura média e cintura alta, alturas da calça e tamanhos da calça. Eu escolhi fazer a cintura mais alta, o menor comprimento (de 5 possíveis) e o tamanho 11 (eram 16 tamanhos disponíveis).

Esse foi um projeto que precisei seguir as instruções do começo ao fim pois a construção era bem diferente de uma calça mais tradicional. As instruções em inglês eram super detalhadas, além de ter um vídeo mostrando o processo todo também.

A calça tem bolsos faca na frente, algumas pregas curiosas: na linha lateral, partindo do cós e logo abaixo do bumbum. A barra foi feita com uma barra italiana embutida. Eu amei tudo.

Eu amo como a calça ficou, ainda adicionei forros dos bolsos em um retalho de tecido Liberty que eu tinha: Um daqueles agrados que a gente faz pra si mesma pois não ficam aparentes, mas merecemos, sabe?

Se em algum momento eu repetir o projeto em um tecido que acaba ficando assim volumoso como o veludo, eu faria um número menor. Mas, independente disso, eu gosto da calça como ela ficou!

Ela não tem costuras tradicionais nas laterais e no entrepernas. A montagem foi sendo feita por seção: topo da calça, meio da calça e parte inferior da calça. Eu gosto de experimentar projetos assim pois, de certa forma, sigo estudando também, além de poder orientar bem minha aluna caso ela precisasse.

Levei cerca de 14 horas para fazer essa calça ao longo de 29 dias. Mostrei o processo todo nos meus Stories, está neste destaque aqui.

Fotografei a calça em cima da minha mesa de corte pra poder mostrar melhor, rs

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Look do Dia

Eu já saí usando a calça no mesmo dia que a terminei, quando saí com a minha amiga Julia. Mas neste dia, não fiz registros mais detalhados. Uns dias depois eu e a minha amiga Rosângela fomos na Casa Bradesco ver uma exposição incrível de arte têxtil e com papelão (eu fiquei passada, que coisa mais linda) e aí ela fez fotos belas para mim, mais uma vez.

Nesse dia usei com um body justinho e bem fechado na frente, mas com as costas todas de fora. Eu amei tanto! E, desde então uso muito a calça, é só o tempo não estar muito quente pois enfim… veludo, né?!

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Calça: veludo cotelê da Maximus Tecidos, molde da calça Jigsaw Pants, da Marlies Reukers (Holanda). Eu fiz a versão com cintura alta, comprimento 1, com barra italiana aplicada.
Body: Ava Intimates
Brincos: Jacin
Tênis: Veja

Uma calça coringa

A calça segue sendo muito usada por aqui, rendendo mais looks que eu amo:

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)


E você? Tem alguma peça com construção assim, mais diferente?
Me conta nos comentários!

Recebidos Maximus Tecidos Finos!
Acessórios para o Inverno: Lenço de Veludo!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Um manifesto para 2022
Vencendo a minha maior resistência: vender!