Costura Colaborativa em 3 Gerações

Oi, gente!

A minha lista de projetos de costura que gostaria de tentar inclui inúmeros trabalhos, dos mais fáceis aos mais avançados, sendo que alguns deles eu não entendo muito bem o porque de demorar tanto tempo para sair do papel.

É o caso dessa bolsa, que foi desenhada pela minha mãe e sempre quis aprender a fazer. Ela sempre repetia que era muito fácil, que não tinha segredo, mas nada da bolsa sair da lista e virar realidade.

Em agosto meu marido viajou a trabalho e tivemos a chance de passar a semana toda juntas (eu, a Julia e a minha mãe), costurando e aprontando outras artes! Aguardem novos posts!

Eis a bolsa modelo:

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A minha bolsa de vaquinha, tão querida e fofinha… Acho que minha mãe me deu há uns 10 anos atrás e ela continua firme e forte!

Para a nova bolsa, eu queria usar um tecido cru que seria enfeitado com pintura e um forro divertido, então escolhi o clássico vermelho de bolonas brancas!

Quem começou foi minha mãe que, além de fazer o forro, com os bolsos e os detalhes laterais da bolsa, escreveu um tutorial para que eu possa repetí-la quantas vezes quiser… é tão fácil e rápida que com certeza farei outras mais.

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Detalhes internos: dois bolsos de um lado, e um grande do outro. Usei um botão de pressão como fecho.

Com o forro pronto, partimos para a parte externa e para a junção de ambas:

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Parte externa com os detalhes laterais e com o molde vazado que eu escolhi pintar.

Encontrei um tutorial super fofo (outro projeto que há meses queria tirar do papel) que decidi usar na decoração dessa bolsa (esse
aqui), usando tinta para tecido e a borracha da ponta de um lápis como carimbo. Já estava me preparando para começar a fazer arte quando fui surpreendida por uma ajudante muito interessada em participar do projeto:

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Como resistir a uma ajudante dessas?Lá vai a Julia, compenetrada, carimbando o molde de coração com seu giz de cera, usando tinta branca e vermelha e misturando num rosa intermediário pra lá de lindeza!

Fiquei tão feliz com nossa costura colaborativa, pela primeira vez a seis mãos de três gerações diferentes. Uma riqueza sem preço, daquelas de deixar a gente com o sorriso bobo por horas!

Não é novidade que morro de orgulho da artista que minha mãe é, mas a Julia seguir os nossos passos nos trabalhos manuais com apenas três aninhos me comove e enche o peito de alegria.

Abaixo vocês conferem o resultado final do nosso trabalho:

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É muuuuuuuuuito amor!!!!

Eu já estava satisfeita de tirar esse projeto da minha lista (com o de pintura, são dois projetos a menos, eba!), mas a felicidade de executá-lo junto a pessoas tão especiais é incalculável!

Espero que vocês também curtam!

Beijocas,
Ana

Meus 10 anos de costuras: as costuras de 2012 e início de 2013!
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Olá!

Depois de terminar os porta copos na semana passada, segui com os trabalhos do cestinho oval. Fiz alguns trabalhinhos à mão e amanhã devo juntar tudo lá na aula.

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Fundo com matelassê pronto para ser colocado. Parte externa do cesto pronta e arrematada com miçanguinhas fofas!

Peguei firme na minha capa de lã e só sosseguei quando terminei. Eu sei que não está na época de usá-la, mas ficar com projeto parado também não é bom. Fora que eu acho que vou poder usá-la em breve (aguarde e confie, rs!).

No fim das contas, depois que peguei o embalo com a capa, nem demorou tanto para concluir. Fiz um ajuste nos ombros, fiz a gola e por dentro dela coloquei um acabamento fofo de renda!

A parte mais demorada foi fazer todos os acabamentos à mão: barra da lã, barra do forro de cetim, pespontos e colocação dos botões. Como eu adoro costurar à mão, rendeu e eu terminei tudo ontem, oba!

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Pronta!

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Detalhes que eu amei: forro mais clarinho e acabamentos à mão.

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A gola termina em duas tiras longas que amarradas fazem as vezes de uma echarpe ou cachecol, pacote quentinho completo!E o acabamento da gola com uma rendinha que eu amei!

Com essas costuras em progresso, não consegui evoluir na arrumação do quartinho. Mas entre uma costura e outra eu planejei o que eu vou costurar de roupas novas (só a partir de dezembro). E isso vai gerar alguns posts sobre ateliê e organização dos materiais que me deixou muito animada!

Por enquanto é isso!

Beijos e boas costuras!

Look do Dia – Blusa com Mangas Morcego!
Reformei meu kimono de seda (com 10 anos de uso)!
E por que você não vende?
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Cestinho feito na aula de Patchwork, linhas para encomenda de crochê para a prima, flor de crochê em progresso para um projeto especial.

Olá!

Esse assunto vira e mexe me faz pensar pois de vez em quando eu recebo comentários e mensagens do tipo “aceita encomendas?”. Alguns são como elogios mais que carinhosos, outros são perguntando a sério.

Lembrei de começar esse post ao fazer a primeira leitura das instruções de um molde novo (que estou animadíssima para executar, inclusive). Lá no rodapé da primeira página aparece “esse molde é apenas de uso pessoal”. Ou seja, não posso usá-lo para fazer peças com destino comercial, para vender.

Boa parte do que eu já executei de peças até hoje vem de moldes comprados que têm essa característica. Provavelmente os únicos que não devem ter essa restrição são os moldes da revista Burda, que eu também adoro. E eu não passaria dos limites no que diz respeito a Direitos Autorais, eles existem por várias razões e devem ser respeitados. Como eu não sou modelista (mas posso vir a ser um dia, rs) eu não desenho peças “do zero”, o que limita minha produção aos moldes prontos que encontro na internet, livros e revistas.

Também não acho certo copiar roupas produzidas por outras pessoas para vender. Quem produziu teve o trabalho de imaginar a peça, pesquisar tecidos, fazer a modelagem, os ajustes, costurar e dar acabamento à cada peça. E deve ter todas estas etapas devidamente remuneradas.

Estou falando sobre isso também porque passar a produzir, principalmente roupas, para outras pessoas iria transformar meu maior Hobby na vida em um trabalho. É um batia dilema! Por um lado, seria trabalhar com o que eu mais amo fazer. Por outro, quando deixa de ser Hobby às vezes a gente se perde.

Isso aconteceu comigo nos tempos de fazedora de Cupcakes. Eu fazia para servir em casa, para o marido levar para o trabalho. Passado um tempo, cedendo à essa perguntinha básica do título, lá estava eu com bolinhos confeitados dominando a minha casa, virou uma loucura e hoje em dia eu praticamente não faço mais.

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Cupcakes de um passado mais ou menos distante.

O problema é que naquela época eu comecei a vender despretensiosamente, sem planejamento. Depois foi difícil dividir o tempo entre administrar, produzir e entregar os bolinhos. Quando se trata de algo perecível, a questão de gerenciar o tempo e priorizar a produção e a entrega era mais determinante. Faltava tempo para as outras atividades. Enfim, foram tempos bons, com muitas alegrias e realizações, mas ao mesmo tempo foi uma época turbulenta.

Eu acho que sim, um dia eu vou passar a trabalhar com algo relacionado à costura e, honestamente, tenho um bloquinho onde anoto minhas ideias, do que gostaria de fazer e do que não quero fazer de jeito nenhum. Com um pouco de planejamento e estudo, em um belo momento alguma das opções do bloquinho pode vir a sair do papel, desde que eu esteja segura de que eu vou dar conta e que estou preparada o suficiente.

Eu li alguns textos sobre transformar nossos Hobbys em carreira, com opiniões diversas. Edgard Corona, fundador da rede Bio Ritmo alega por experiência pessoal que transformar o hobby em trabalho não dá certo (matéria inteira aqui). Eu achei a matéria interessante porque a gente sempre vê relatos de Hobbys transformados em negócio que deram muito certo, mais do que o contrário! A lição que ficou para mim é que a gente tem que pensar bem e se preparar melhor ainda.

Outra coisa a se levar em conta são mudanças de carreira. Algumas pessoas deixam carreiras que já estão estabelecidas para fazer o que realmente se ama. Isso também vai demandar muito de quem faz essa escolha. O post da Ana Soares (sou fã) sobre mudar da carreira de designer para a consultoria de estilo me fez pensar bastante também, principalmente no que diz respeito de aproveitar o conhecimento adquirido em outras atividades para uma profissão nova.

Enfim, por enquanto eu vou costurando só para mim, para a minha casa e para presentear. E “batendo ponto” aqui no blog, claro! Deixo aqui este pensamento, para quem mais estiver neste mesmo momento de transformar um Hobby em negócio.

Beijos, boas costuras e bons negócios!

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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