Materiais básicos para costuras “vapt-vupt”
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Minha caixinha de aviamentos, nas cores e materiais que mais gosto!

Olá!

Desde que iniciei os posts de costura “vapt-vupt” notei que o sucesso de projetos rapidinhos como estes está ligado não só ao fato de ser feito rapidamente, mas de ter os materiais necessários à mão.

Dei uma repassada por todos eles e resolvi fazer este post com a finalidade de listar o que eu considero que pode ser bom ter em casa para suprir estes pequenos “surtos” de soluções costurísticas.

Eu não ia à região da rua 25 de março desde o final de setembro. Fui lá na época para comprar o tecido do forro e os aviamentos que faltavam para eu terminar o meu vestido de madrinha de casamento. Não fui mais no ano passado porque a região realmente fica muito cheia no final do ano e eu evitei mesmo de ir.

Em outubro e em dezembro eu fiz compras em Santo Amaro que resolveram bem o que eu precisava naqueles momentos: primeiro eu precisava de materiais para terminar minha almofada de crochê e depois porque precisava de materiais para fazer uma segunda “remessa” de Corações Divinos.

Também recorri às mestras Tati e dona Lucia, da Fonfinfan, para comprar manta resinada praticamente na véspera do Ano Novo para terminar minhas capas de almofadas novas.

Em cada um destes projetos que me fizeram sair de casa para comprar algo, praticamente todos já estavam começados com algo que eu já tinha. Saí mesmo para comprar o que faltava, com uma listinha na mão para não esquecer de nada e também para não comprar coisas a mais.

Eu tenho procurado não comprar nada a mais do que estou precisando na hora, pois acabei “estocando” tecido em compras que fiz em viagens e quero usá-los também. Reforço aqui que comprei fora materiais que sei que vou acabar usando, como tecido Liberty para vestidos e afins ou malha para fazer pantalona, aproveitando mesmo a viagem para comprar coisas que nem sempre achamos por aqui.

Mas têm alguns itens que vi que posso repôr sem ter um projeto específico em mente, pois realmente foram úteis, por exemplo, nas costuras que fiz desde o Natal.

Aqui vai minha lista, vale pensar em uma para você também!

TECIDOS:
– Tecidos que estou habituada a usar, no meu caso tricoline e cambraia, de algodão.
– Tecidos fáceis de combinar entre si como listras, bolinhas, lisos, floridos. Nas cores e estampas que mais gosto e também em cores neutras.
– Depois da versatilidade do linho que notei, ele vai passar a fazer parte do meu estoque também.
– Algodão cru.

ENTRETELAS, MANTAS E AFINS:
– Papel termocolante para aplicações. Foi útil para os remendos com hexágonos.
– Algum tipo de entretela colante. Para roupas eu uso entretela de malha e para outras costuras eu uso entretela de tecido da mais grossa ou média.
– Manta resinada para projetos de Patchwork.
– Manta acrílica.
– Plumante.

AVIAMENTOS:
– Linhas de costura nas cores básicas como azul marinho, preto, branco, natural e nas cores que uso bastante, como vermelho.
– Linhas para pesponto ou para das mais grossinhas para bordar. São boas também para quiltar e para dar acabamento nas aplicações.
– Fitas como cetim, gorgorão e sianinhas.
– Elástico chato de 7mm de largura. Usei na saia do meu aniversário.

OUTROS:
– Cola para tecido.
– Cola de silicone.

Eu destaco que, para mim, o algodão cru é um dos melhores materiais para se ter guardado. Apesar de parecer ser um material simples demais, ele já se mostrou extremamente útil em muitas ocasiões:
– Já fiz uma saia de franjas com ele.
– Foi a base das minhas capas de almofadas mais recentes.
– Usei como forro no avental de Patchwork.
– Serve muito bem para fazer peça de prova/teste antes de cortar no tecido definitivo.
– Minha mãe já usou para aumentar uma toalha de mesa que eu tenho aqui em casa (beeem antes de eu pensar em costurar, rs).

Enfim, é um material dos mais versáteis. Quando compro, trago para casa uns 3 metros, da maior largura que tiver, acaba sendo sempre muito útil.

Como este é um tecido que tende a encolher, assim que comprar, deixe o algodão cru por uma noite de molho em um balde com água. O tecido precisa ficar totalmente coberto pela água. No dia seguinte, escorra a água, centrifugue na máquina e estenda para secar. Guardando assim “pré-encolhido” ele já estará pronto para usar.

Na semana passada fui à 25 de março munida da minha listinha e boa parte dela era exatamente a reposição desses materiais básicos e essenciais. Fiz compras sem nenhuma loucura. Agora sim, estou pronta para mais costuras “vapt-vupt”!

Beijos!

Costuras “Vapt-Vupt” de Final de Ano!
Mais do mesmo ou… minhas manias na hora de vestir
Black Friday, Boxing Day e outras coisas que não nos pertencem
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O primeiro arco-íris, de lindeza dupla, de 2014.
Eu vi enquanto cumpria meu plano de corrida fora da academia (que eu cansei de pagar e não ir).
Foi lindo, inspirador e de graça

Olá!
Desde o Black Friday, no final de novembro, eu estou com esse assunto na cabeça, mas só agora eu consegui parar para escrever sobre os pensamentos que tive de lá pra cá, ainda mais porque um evento de liquidação na semana passada reforçou a impressão geral que eu já tinha.
Eu sou publicitária por formação, mas não me vejo usando esse conhecimento para incentivar o consumismo exagerado. Acho que a propaganda e a publicidade podem sim ser bem usadas para levar ao consumo consciente, mostrar para as pessoas que tem algo legal que será realmente bom para elas disponível no mercado.

Aí vem o Black Friday, que aqui no Brasil é uma data comercial sem sentido. Nos Estados Unidos o Black Friday é uma grande liquidação no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças, que nós não comemoramos por aqui.

Ou seja, sai o sentido muito legal do Dia de Ação de Graças, em que as pessoas se reunem em torno da mesa para agradecer o que de bom tiveram no ano e sobra só o consumismo. E aqui a gente sempre ouve das “pegadinhas” nos preços, toda vez.

“De leve”, teve lojista que tentou emplacar um Boxing Day, que é o equivalente internacional ao nosso bom e velho Saldão de Natal. Primeiro, que mal tem usar o nome de sempre? Porque ainda insistem em achar que o que é de fora é mais legal? Depois, será que estava barato mesmo?

Eu sei, eu também consumo uma porção de produtos e adoto uma porção de coisas de fora do Brasil no meu dia-a-dia, como os tecidos da Liberty, as muitas técnicas de Patchwork, as Tildas, o Furoshiki, muito em breve o Sashiko (uma técnica japonesa de bordado também usada para quilt). O que não faz com que eu queira parecer outra coisa diferente da que eu sou, entende?

Para mim, não tem festa mais bonita no Brasil do que qualquer uma das Festas Juninas, por exemplo. E eu não me empolgo nadinha em comemorar o Valentine’s Day (se for pra comemorar, que seja o Dia dos Namorados em junho mesmo, sem piração) ou o Halloween. Eu acho que a gente tem que comemorar o que nos pertence, principalmente quando isso não faz a gente comprar como doidos…

Ninguém mais lembra e nem comemora o dia de Cosme e Damião, reparou? Será porque não tem espaço na mídia por não levar as pessoas a comprarem nada, no máximo um saquinho de balas?

Que adianta comprar loucamente num Black Friday e correr o risco de não receber, de pagar caro achando que tem desconto de verdade mas não tem, de comprar algo por empolgação e depois ficar jogado num canto?

A gente tem que aproveitar as modas e as promoções para comprar o que a gente realmente quer ou precisa e sabe que vai usar depois. E não levar “gato por lebre”. Eu comprei um molde de uma blusa no Black Friday e comecei a fazer neste último final de semana. No momento da compra fiquei satisfeita pois comprei algo que eu queria há um tempo e sabia que o desconto era real. Pronto. No resto daquele dia eu tratei de fazer outra coisa.

Aí chegou o amigo secreto lá da Fon Fin Fan, alguns dias depois. Foi incrível. A proposta era de produzir um presente para levar na festa de encerramento do ano e sortear a pessoa presenteada na hora. Foi lindo ver pessoas com lágrimas de emoção nos olhos e com carinho enorme no olhar ao contar que fez o presente com amor e que o ano tinha sido especial. Era imensamente especial também ver a surpresa no rosto de quem ganhou e a satisfação de participar. Por essa bela iniciativa eu tiro o meu chapéu para as mestras Tati e dona Lucia.

Eu fiz o presente (que acabou indo para a Shirley) pensando que era algo que eu gostaria de ganhar e coloquei ali todo o carinho e capricho possível. Assim como eu sei que a Carolynne me presenteou da mesma forma com seu delicioso bolo. Fora o sentimento da não-obrigação de participar, sabe?

Para o Natal eu e o marido decidimos não comprar presentes extravagantes para as crianças, decidimos não trocar presentes e também presentear cada casa da família e alguns amigos com um Coração Divino. Fora que na família já temos um amigo secreto para trocar presentes de Natal e isso é mais do que suficiente.
Gastamos muito com isso tudo? Não. Foi fantástico? Com certeza.

Olha, cada um gasta o seu dinheiro do jeito que bem achar melhor, mas eu não engulo mais essas ocasiões criadas para as pessoas gastarem dinheiro sem pensar.

Fugi da correria das últimas coleções de estilistas famosos para as redes de fast fashion e não perdi nada.
Fugi das liquidações dos grandes lojistas e também não perdi nada.

Não troquei de carro com o apelo de 0% de IPI e não perdi nada.

No caso da moda, só vale a pena se estiver de acordo com o seu estilo, se for um bom achado para mostrar através da roupa quem a gente é (e não a roupa definir a pessoa). Fora que as remarcações sempre acontecem, é só ficar de olho. No caso dos magazines, se for para repor algo ou equipar em boas condições de venda a casa, ok.

Eu acompanhei por 3 dias (um dia antes, durante e um dia depois) os valores de uma máquina de overloque no Magazine Luiza, que fez uma Liquidação “Fantástica” na última 6a feira.

Sem entrar em detalhes de valores (eu já aporrinhei meus amigos do Facebook com isso, então chega, rs), o resumo da ópera era que depois da liquidação o preço final à vista era o melhor. E que o preço cheio era o mesmo da liquidação.

Os descontos foram mínimos e eu fiquei com a cara grudada no computador desde às 5h da manhã no dia da liquidação, esperando liberarem o site e esperando um belo desconto que não veio. E não comprei a máquina, mesmo no dia seguinte. Porque é muita sacanagem, com o perdão da palavra.
Eu não vou enlouquecer por não ter comprado a máquina, já me viro na costura há quase três anos sem ter uma, então eu vou continuar pesquisando.

Eu fico passada ao ler coisas do tipo:

“Quero comprar uma bicicleta ergométrica”, diz Olga, que prevê também levar um notebook. “Acho que vou gastar R$ 2.000, mas pode ser muito mais. Quando eu começo a gastar, meu filho, tenho até medo de mim.” (fonte)

De novo, cada um faz o que bem entender com o seu dinheiro, as pessoas que estão na fila da liquidação podem ter economizado o ano inteiro para isso. Mas… sei lá, a coisa toda está muito errada.

Eu me dei conta que não sou o público deste tipo de ação, consegui certificar isso no fim das contas.

No mesmo dia, depois de desistir desse negócio de liquidação, eu fui às lojas da região da 25 de março comprar materiais com uma amiga, já estava programado. Fui com lista preparada e praticamente não fugi dela (trouxe botões bonitos e neutros que vou acabar usando e dois tecidos a mais da lista, porque realmente valiam a pena pelo preço). Voltei satisfeita por ter trazido para casa coisas que sei que vou usar, a preços que considerei justos.

E lá na frente esses materiais vão render produções de costura que serão a minha cara e que valerão muito mais em termos de uso e identificação comigo mesma do que uma pilha de roupas escolhidas às pressas em uma liquidação só porque estavam baratas.

No fim das contas o que mais importa é que a vida segue tranquilamente quando estamos satisfeitos com o que temos e o que somos, certo?!

Beijos e muito juízo para nós todos!

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
Costuras da Semana!

Olá!
Apesar de ter um cantinho ainda sem arrumar, depois de muitos dias limpando e arrumando meu quartinho, dei soluções simples para um tanto de coisas. O quartinho está cada vez mais aconchegante, uma delícia! Aí deixei a semana que passou para me dedicar à minha querida colcha.

A colcha caminhou bastante, terminei todas as rosetas que eu tinha para fazer. Falta pouco, estou empolgada! Agora tenho que terminar de preparar mais hexágonos estampados e aí fazer as ultimas rosetas necessárias. Saldo de rosetas estampadas até o momento: 91 (de 95).
Os últimos retalhos que entraram foram estes:

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Tecido de floresta do meu vestido de madrinha
Tecido florido amarelo da almofada de crochê
Tecido florido do meu macacão de verão
Tecido de pêras da minha saia godê

O próximo passo será produzir os hexágonos brancos que servirão de entremeio das flores e eu ainda preciso comprar este tecido (e preparar mais hexágonos de papel também). Devo aproveitar para comprar o material do forro e das bordas também, assim terei tudo à mão a para as novas etapas.

Nas últimas rosetas eu me pego pensando toda hora “é sério que essa etapa está acabando?”, uma sensação muito boa.

Andei com muita vontade de começar a fazer alguma peça de roupa que esteja “na fila” e consegui me conter até 5a feira passada. Cortei uma blusa linda da Colette Patterns, o modelo Sencha. Costurei uma boa parte, mas não cheguei aos finalmentes. Como falta pouco, logo devo mostrar prontinha por aqui.

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Blusa linda!
Só a parte de cima da minha blusa que farei diferente, de outra versão do molde.

Na 5a feira eu fiz um post sobre o ferro de passar, lembra?

Pois bem… eu tinha deixado este post prontinho há alguns dias, programado para ser publicado na 5a feira. Não é que na véspera eu estava passando roupa (e derretendo junto) e meu cachorro mais velho estava correndo bem feliz por perto, chutou o fio do ferro duas vezes em seguida (não contente em aprontar uma vez, ele aprontou duas) e o ferro mais novo quebrou?

Pois é, para o ferro ligado não ir parar no chão com os tropeços/chutes do cachorro, eu segurei o ferro e o fio foi puxado duas vezes, chegando a tirar o ferro da tomada. Gente que tem cachorro fofo mas um pouco bruto vai entender, rs!

Lá fui eu pegar o ferro reserva para terminar.A frase do post “Fora que, se um deles queimar, tem outro para recorrer, sabe?” nunca me pareceu tão válida. O jeito é levar o ferro mais novo para o conserto, né?!

Beijos e boas costuras!

Look do Dia – Blusa com Mangas Morcego!
Reformei meu kimono de seda (com 10 anos de uso)!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Um manifesto para 2022
Vencendo a minha maior resistência: vender!