Minha colcha de retalhos – progressos de Dezembro

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Olá!

Depois de uma pausa “causada” por uma almofada de crochê e por vários projetos de costura, em dezembro eu retomei a minha colcha querida.
Não tinha me dado conta da passagem do tempo quando em 23/11 um alarme apitou em meu calendário, para me lembrar que naquela data os afazeres da minha colcha completavam 6 meses. Aliás, eu nem lembrava de ter feito essa marcação, rs!

Enfim, eu estava viajando neste dia e quando eu voltei pra casa vi que tinha que retomar o projeto. Eu não posso negar que eu tinha desanimado dele um tiquinho, pois é trabalhoso formar uma colcha à mão com tantas peças pequenas, mas agora eu tenho que terminar, né?!
Aí eu fiz todos os hexágonos que estavam parados faz tempo e procurei fazer o maior número de rosetas com as combinações disponíveis.

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Agora as rosetas voltaram a ser produzidas e, quando terminar, vou formar os hexágonos brancos que vão ficar entre cada uma delas.
No projeto inicial que eu tinha pensado, eu ainda estaria longe de terminar, precisando de 146 rosetas estampadas. Eu mudei o projeto e agora a parte com as rosetas estarão apenas na parte de cima da cama, a parte da colcha que “cai” nas laterais e na frente serão feitas com tecido liso.

Fiz as contas de quanto eu precisava e, felizmente, preciso de 95 rosetas e 536 hexágonos brancos para fazer o entremeio delas. Bem menos que as 146 rosetas e 821 hexágonos brancos iniciais.

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73 rosetas prontas!

Mudei o projeto para não desanimar de vez dele e também porque eu teria muita dificuldade na hora de fechar e quiltar uma peça tão grande à mão. Ainda assim, sei que a nova colcha vai ficar muito bonita, com os retalhos de muitas das minhas produções. A colcha ainda vai contar muitas histórias através dos hexágonos que costurei. Estou muito animada!

Nos próximos dias eu vou atrás dos tecidos para o entremeio e para as bordas da colcha, que quero fazer em degradê de verde, para manter o tema “jardim da vovó”, vindo do nome destas rosetas feitas com hexágonos.

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E lá vamos nós!
Beijos!

Look do Dia – Blusa com Mangas Morcego!
Reformei meu kimono de seda (com 10 anos de uso)!
Ferramentas para Costura – Ferro de passar

Faz tempo que eu não faço post sobre ferramentas de costura, né?!

Eu já fiz sobre tesouras e alfinetes, lembra?

Agora é a vez de tratar do ferro de passar. Porque não dá para costurar tecido amarrotado ou com marcas de dobras. O trabalho finalizado fica realmente bem acabado depois de uma última passada a ferro. O ferro também é imprescindível para abrir costuras, vincar o tecido, colar entretelas ou mantas resinadas como a R1 e R2.

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Aqui em casa eu tenho dois ferros de passar, iguaizinhos, da Arno. É que, quando chega no dia da semana em que a secretária do lar vai passar as roupas e eu estou costurando, eu ficava pedindo o ferro emprestado o tempo todo, atrapalhando o serviço dela, rs! Fora que, se um deles queimar, tem outro para recorrer, sabe?

Quando o primeiro deles queimou, eu levei para arrumar e o técnico me deu algumas dicas para fazer durar mais, principalmente sobre como ligar, desligar e sobre o uso de água no ferro. Outras dicas eu aprendi nas aulas de costura, com a minha mãe e com a minha secretária do lar. São coisas muito simples, mas que às vezes a gente deixa de lado.

Lá vai:
– Colocar o ferro na tomada e aí usar o seletor para ligar o ferro, sempre nessa ordem.
– Quando ligar, deixar o seletor no tecido indicado. Os tecidos podem precisar de mais ou de menos calor, assim como precisam usar ou não o vapor.
– Não comece a passar enquanto a luz indicativa de que está esquentando não apagar.
– Se for usar vapor, só coloque a água quando a luz apagar também.
– Quando estiver com água, o ferro deve ficar sempre em pé. Os meus ferros quando deixados na horizontal acabam soltando vapor o tempo todo, como se estivessem realmente em uso.
– Para passar as roupas, comece pelos tecidos que precisam de menos calor, como a seda, depois você vai aumentando a temperatura até chegar nos tecidos de algodão, de linho ou jeans.
– Alguns tecidos precisam ser passados pelo avesso para não “brilhar” no direito (como a microfibra) ou mesmo para não modificar sua textura (como o veludo).
– Alguns tecidos precisam ser passados com um tecido molhado entre ele e o ferro, como o crepe. Neste caso deixe separado um pano de prato ou um pedaço de algodão cru que não seja grosso. Molhe o tecido e torça bem para tirar o excesso de água. Coloque o tecido molhado sobre a peça e use o ferro sobre ele. Repita a operação de molhar e torcer o tecido sempre que este ficar seco.
– Quando terminar de passar, retire a água que sobrou no ferro. Aí sim desligue no seletor e depois retire da tomada. Essas últimas dicas fazem com que não haja oxidação dentro do ferro (que pode depois ir parar nas peças junto com o vapor, manchando a roupa) e que ele não queime facilmente.

Aqui em casa a gente só usa “facilitador para passar roupas” quando necessário, principalmente nas roupas de algodão que amarrotam (aqui são muitas, rs), mas não compramos no supermercado. Você pode fazer uma mistura caseira de amaciante de roupas, álcool líquido e água e colocar num borrifador, nunca dentro do ferro de passar.

Eu também gosto muito de usar água perfumada para roupas, para deixar um cheirinho gostoso nas cortinas, na roupa de cama e nas minhas costuras. A minha favortita é a Provence, da Avatim. Esse tipo de produto pode ser usado antes ou depois de passar, geralmente em tecidos de algodão.


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Outra coisa fundamental é observar nas etiquetas das roupas as instruções de como lavar e passar, pois alguns tecidos não podem ser passados ou precisam de temperatura mais baixa.

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Este símbolo indica que a peça pode ser passada, com o calor conforme indicado. Neste caso, com um quadradinho dentro, a temperatura deve ser baixa.

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Este símbolo indica que a peça não pode ser passada a ferro.

Muitos tecidos comprados por metro têm essas instruções na ourela ou a loja cola uma etiqueta no tecido na hora da compra, vale a pena ver antes de começar a usar o tecido.

Se você quiser conhecer todos aqueles símbolos de cuidados para lavar e passar, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) tem um PDF curtinho e explicativo sobre o conteúdo obrigatório das etiquetas.

Com esses cuidados, o ferro vai te acompanhar por muito tempo e o resultado nas roupas e nas costuras vai ser ainda melhor!

Espero que seja útil para você!

Beijos!

Ferramentas de Costura – Canetas Hidrográficas para Tecidos Escuros!
Ferramentas de Costura: Marcadores de Margem!
Um tecido e várias costuras “vapt-vupt”

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Olá

Hoje é dia de contar sobre um bocado de costuras vapt-vupt que eu fiz praticamente de uma vez só com 2 metros de linho de estampa florida.
Em um dia inspirado de dezembro, pertinho do Natal, eu saquei o linho lindo que estava guardado e fiz várias coisas com ele no mesmo dia. Tecido que a gente ama é assim, não pode ter dó de usar e tem que usar até o último centímetro.

Primeiro eu fiz vários sachês de lavanda para espalhar pelo guardarroupas, no baú onde ficam roupas de cama, nas gavetas em que guardo toalhas de mesa, jogos americanos e panos de prato, nas minhas caixas de tecido. A lavanda, além de perfumar, ajuda a manter as traças longe das roupas, não é ótimo?! Só não fiz mais porque a manta acrílica que eu estava usando para deixar este aspecto fofinho acabou…
Cortei os retângulos com a mesma altura, a largura eu ia medindo conforme o retalho permitia. Eu tinha uma faixa irregular da largura do tecido, que saiu depois de acertá-lo para fazer os projetos seguintes.

Coloquei um pedaço de manta acrílica um pouquinho menor que o tecido e costurei em volta, no direito mesmo. A parte de cima ficava aberta para colocar a lavanda (uma colher de sobremesa rasa em cada sachê) e a fita de cetim. Fechava o sachê com uma última costura e estava pronto! A fita eu resolvi colocar para poder pendurar, por exemplo, em alguns cabides.

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Terminados os sachês (quero fazer mais!) cortei uma tira de 7cm de altura com a largura do tecido e montei, a olho, um seminole com um tecido vermelho para fazer uma toalhinha de bandeja. A bandeja é um xodó meu e deixo em cima dela minhas garrafinhas, uma moringa e uns enfeites.
Só digo uma coisa: fazer patchwork “a olho” não é nada recomendável, viu?! Acho que acabei fazendo assim pois estava adorando o embalo que peguei fazendo os sachês, rs!

Enfim, os quadradinhos em seminole saíram, mas a toalhinha ficou pequena e os quadrinhos poderiam ter sido melhor dimensionados se eu tivesse feito o cálculo necessário. Enfim, para preencher o que faltou, comecei a fazer uma borda de crochê no mesmo dia e terminei na semana passada.

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Frente

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Verso

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Em uso

E os restinhos do seminole? Eu tinha gostado tanto da combinação que fiquei com dó de descartar.

Saíram então um porta-copos e um futuro alfineteiro (acabou meu plumante também, rs).

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Aí, com alguns cálculos em mãos, o projeto principal do tecido: fazer cortinas daquelas que são usadas para fechar armários de cozinha, para colocar na parte de baixo da mesa onde fica a Novinha. As cortinas vão cumprir três funções: embelezar o quartinho, deixar a mesa com menos cara de mesa de escritório (o que ela já foi, aliás) e esconder a tralha que fica aparecendo lá embaixo, rs.

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Fiz toda a costura das quatro peças das cortinas em dezembro. Semana passada fiz a armação, medi, fiz a barra final e instalei no lugar. O quartinho ficou com outra cara, dá gosto de ver!!

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Depois desse monte de coisas, ainda sobraram cerca de 40cm de tecido, acredita?

Cortei mais algumas tiras e fiz com elas um Log Cabin lindo que virou capa de almofada e também o viés que deu acabamento para ela. Eu adorei

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Como ainda sobraram uns 30cm do linho, eu devo deixar para usar nas aulas de Patchwork, além de fazer mais sachês de lavanda…

Quando mais produções com ele acontecerem, eu mostro!

Fiquei muito feliz com tanto resultado bom!

Beijos!

Meus 11 anos de costuras – um giro por 2019 (parte 1)
Reflexões durante o covid, Get Back e um coração em paz.
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Um manifesto para 2022
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