Vestido para a Ellen (da Revista Burda Style)!

Há alguns dias eu contei sobre o vestido que fiz para a Helena (aqui). Ela fez aniversário no final de janeiro e a minha afilhada Ellen fez 8 anos no comecinho de fevereiro. Eu prometi um vestido para ela também, mas não queria que ficassem iguais.

Escolhendo o modelo

Eu procurei de uma vez só os modelos dos vestidos da Helena e da Ellen. Quando vi este modelo da Burda de dezembro/2016, achei a cara da Ellen, fofo e delicado na medida! Seguindo a mesma linha do vestido da Helena, queria que fosse possível usar ainda neste verão.

Vestido Infantil – Burda – 12/2016

(Fonte)
Tive as mesmas questões de tamanho para resolver nesta peça: A Ellen tem 1,36m e os moldes vão até a altura de 1,40m. As medidas dela superavam este último tamanho, então precisei fazer uma gradação, principalmente na largura, em dois tamanhos.
Ela tinha me pedido para fazer em azul-tiffany-turqueza-verde-água e eu encontrei um tecido também do “estoque” do algodão importado e macio que dava certinho com o que ela queria. A melhor parte foi mesmo escolher os tecidos e aviamentos, aiaiaiai…

De hoje. Presentear com algo feito com as próprias mãos é bom demais! #costurakatiacostura

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Mais um tecido especial e guardado há muito tempo que está vendo a tesoura hoje! #costurakatiacostura

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Costurando o Vestido

Ao contrário do vestido da Helena, resolvi não fazer o fechamento da peça em costura francesa, pois achei que ficaria muito volumoso nos ombros por conta da sobreposição das peças que formam as manguinhas tulipa.
Então, fiz como estava na revista: com acabamentos em overloque bem na cor do tecido, com revel no decote e as manguinhas tulipa finalizadas com viés no tecido mais escuro acima.
É um vestido mais retinho, com fechamento nas costas com um botão quase transparente e aselha que fiz com aquele cordão chamado “rabo de rato” (que nome horrível, né?!).
Faz tempo que eu não fazia uma peça com este fechamento atrás e gostei muito de como ficou (apesar de achar depois que eu poderia ter arredondado a abertura um pouco).

Vestido Pronto

Frente do vestido.

Detalhe da frente do vestido.

Costas do vestido.

Os detalhes das costas do vestido. Amei!


Tanto a Ellen quanto a Helena receberam seus presentes no mesmo dia, por conta do atraso no presente da Helena. A Ellen também amou o vestido e já saiu trocando de roupa para usar o presente. Imagina se não fiquei duplamente feliz?

Afilhada linda feliz com o presente!

Os pequenos de casa juntos: Marco Antonio, Ellen e Helena!

Helena junto com a Ellen na hora dos parabéns!

Mais uma da afilhada linda, pois sou babona mesmo!

Fico muito feliz em estar presente desta forma na vida das crianças, mostrando para elas que é possível dar um presente todo especial e personalizado! Por mais que ande meio difícil costurar com tanto calor, rs, nada supera esta sensação de presentear quem a gente ama com algo feito à mão e com muito amor!

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A Escolha da Máquina de Costura – um novo post

Eu comecei este blog mais ou menos na mesma época em que comprei a minha máquina de costura, a Facilita Pro 4423 da Singer. Um dos posts mais antigos é também um dos mais acessados, onde conto como foi o processo de escolher a minha máquina.

Quase quatro anos se passaram e eu percebi que podia fazer um novo post a respeito, aproveitando para atualizar algumas informações sobre as máquinas que estavam entre as minhas opções.
Continuo achando que o processo de escolher uma máquina de costura é bastante pessoal, mas que algumas partes são objetivas. Vamos começar?

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Foto: Sharon Eve Smith

Industrial x Doméstica

Eu acredito que a escolha comece entre máquinas industriais e máquinas domésticas. As máquinas industriais normalmente possuem funções específicas (como a de costura reta, a de overloque, a galoneira, máquinas bordadeiras e etc), são grandes e mais potentes. Geralmente possuem um gabinete próprio para elas, que ocupa bastante espaço e são melhor aproveitadas quando é preciso fazer uma produção de várias peças em sequência.

As máquinas domésticas costumam “acumular” uma série de funções: costuram reto, fazem casa de botão, pregam elásticos, fazem pontos de acabamento, pontos decorativos e assim por diante. Com uma só máquina é possível, por exemplo, fazer uma peça de roupa com todos os detalhes e acabamentos, só mudando os pontos conforme necessário.

Por essas razões e pelo fato de eu não costurar em grandes quantidades é que eu escolhi ter uma máquina doméstica.

Mecânica x Eletrônica

Partindo para as opções de máquinas domésticas é preciso escolher entre ter uma máquina mecânica (com seletores para pontos, por exemplo) e uma máquina eletrônica (geralmente com um painel eletrônico para selecionar os ajustes da máquina).

As maiores diferenças entre as máquinas mecânicas e as eletrônicas costumam ser: a potência do motor e a variedade de pontos. Máquinas mecânicas normalmente são mais potentes ou seja, costuram mais rápido e suportam trabalhos mais pesados, ao passo que as máquinas eletrônicas possuem muito mais pontos que as máquinas mecânicas.

Mais uma vez, é necessário considerar que uso pretende fazer da máquina. Costuras de materiais mais leves ou com poucas camadas podem ser feitas em máquinas mecânicas ou eletrônicas. Materiais mais pesados como jeans ou montagens de peças em Patchwork, com muitas camadas, demandam máquinas mais potentes, que costumam ser as mecânicas.

Se a variedade de pontos decorativos é mais importante, a máquina eletrônica é uma boa escolha. Por exemplo, o ponto caseado, muito usado em aplicações, nem sempre está disponível em máquinas mecânicas.

Um outro ponto a observar é que nem todas as máquinas eletrônicas fazem bordados. Se esta for uma função importante, é preciso aprofundar a pesquisa para encontrar modelos que também façam bordados (às vezes um software para bordado é necessário).

Quando eu escolhi a minha máquina, já estava interessada em focar na produção de roupas para mim (que poderia ser desde uma regatinha de seda até uma peça em jeans) e também em fazer Patchwork. Ter uma máquina mais potente era mais importante que ter vários pontos decorativos, por isso escolhi uma máquina mecânica.

Marcas e modelos

Existe uma certa variedade de marcas de máquinas de costura no mercado, felizmente! Eu optei por perguntar para pessoas que já costuravam quais marcas e modelos elas preferiam. Muitas pessoas gostam das máquinas da Singer, da Janome, da Elgin, entre outras.

Eu escolhi a Singer por ter uma ferramenta no site que ajuda a escolher o modelo, a assistência técnica física é de fácil acesso e a máquina que eu escolhi na época estava dentro das minhas possibilidades financeiras.

De vez em quando eu tenho vontade de conhecer mais a fundo as marcas mais premium que desembarcaram no Brasil nos últimos anos, como a Bernina ou a Pfaff. Mas como o que eu já tenho em casa atende muito bem o que eu preciso, preferi não passar por tentação, rs!

Na minha opinião, para escolher o fabricante da máquina, veja se tem assistência técnica de fácil acesso para você, tanto fisicamente quanto por internet ou telefone.

Acho que não é necessário se apegar tanto ao local onde a máquina foi fabricada, pois em tempos de câmbio favorável para importação, era bem comum que as máquinas vendidas por aqui tivessem sido fabricadas na China. Desde que seja uma empresa que esteja bem estabelecida aqui no Brasil para te dar assistência se você precisar, acho que é suficiente.

Por esse motivo é que nunca trouxe uma máquina de fora nas viagens que fiz. Há alguns anos era bem mais barato trazer uma máquina de fora e eu quase fiz isso. Mas eu não teria prazo de garantia válido aqui e também não é certo que encontraria peças se algo de errado acontecesse. Enfim, esse assunto é bem relativo.

Falando em local de fabricação, minha máquina de costura foi feita na China (e nunca quebrou) e a minha overloque foi feita no Brasil. Mas comprei da Singer brasileira, que me dará o suporte do mesmo jeito para qualquer uma das duas, por isso acho que não tem problema.

Foto: Sharon Eve Smith

Considerações

Tudo isso serve para você decidir que máquina comprar, ainda que nada disso seja uma regra absoluta e o processo de escolha permaneça muito pessoal. Aproveitei para revisar a minha opinião sobre o tema e colocar alguns pontos que apareceram em comentários de outros posts relacionados ao assunto.

Como a Facilita Pró 4423 da Singer não está mais sendo produzida, em breve colocarei um post com informações de quais máquinas podem substituí-la a altura, ok?

Espero que seja útil!

Beijos e boas costuras!

Comparativo entre as máquinas Singer – Facilita Pró 4423 e 5523
Minha máquina de costura – Singer Facilita Pró 4423 – 3 anos depois
Vestido Evasê para a Helena!

Sim! O post de hoje é sobre um vestido infantil, mas não é um post da Ana, mestra da costura de roupas para a Julia!

Pois é eu costuro, na maioria do tempo, para meu uso próprio. Só que eu também amo presentear com peças que eu mesma tenha feito. Então, com a chegada do aniversário de 5 anos da Helena, resolvi colocar a mão na massa e fazer um vestido para ela.

Escolhendo o modelo

Uns dias antes, tirei as medidas dela e fui procurar no meu acervo de revistas um modelo que a agradasse. A Helena ama usar vestidos, o que já me daria mais chance de sucesso com o presente e me pediu que ele fosse rosa.

Acabei escolhendo este vestido aqui, ainda dos tempos da Burda Portuguesa:

Houndstooth Dress – Burda – 08/2012

(Fonte)
Fiquei um tempão quebrando a cabeça para decidir qual seria o modelo do vestido. Explico: tirei as medidas da Helena e vi na tabela da Burda que eu teria que fazer uma peça para uma criança de 1,34 m, sendo que ela é grandona mas tem apenas 1,16m de altura.

Eu tenho bastante segurança ao escolher que tamanho de molde usar para as minhas roupas, mas fiquei bem receosa quanto à Helena. Fui ver alguns outros moldes fora da revista e vi que escolher seria ainda mais difícil, pois são guiados apenas pela idade, alguns não têm tabelas de medidas. Como não tenho experiência em moldes infantis e não sei se as medidas da Helena simplesmente encaixariam num molde para 5 anos (sem imprimir o molde e sair medindo tudo), acabei retomando o projeto da revista.

O modelo da revista tem recortes com vivo, bolsos, um jabô na frente e um zíper metálico aparente nas costas. Além disso, era todo forrado. Pensando no calor absurdo que tem feito ultimamente, resolvi simplificar bastante a proposta para que ela pudesse virar um vestido de algodão bem gostoso para usar no verão.

No fim das contas, tudo resultou em um vestido evasê simples, mas que ficou bonito por conta do tecido escolhido (um algodão para Patchwork dos importados que tenho guardado, mais grosso que o nosso tricoline e bem macio), a estampa dele e os acabamentos.

Caprichando no presente

Quando o projeto fica mais simples, dá e sobra tempo para caprichar nos acabamentos! O fechamento das laterais e dos ombros foi feito com costura francesa (amor costurístico eterno), tem zíper invisível nas costas e o centro das costas recebeu acabamento interno em viés do mesmo tecido da peça. Ou seja, nem passei perto da overloque ou do ziguezague da máquina (fica a dica para quem só tem a costura reta como opção!).

Para não colocar mais tecido no vestido, para forrar ou fazer um revel interno, coloquei viés com ponto ajour mais fofo do mundo nas cavas e no decote (eu tenho uma blusa terminada assim – veja aqui – e fiz uma regata para a Ane com o mesmo material – veja aqui).

Senta que lá vem história

Ando meio preguiçosa para costurar neste verão (contei um pouco aqui), então acabei deixando para fazer o vestido na véspera da festa, terminando praticamente na hora de sair para o aniversário, rs!

Estava tudo em tempo, mas minutos antes de dar aquela última passada a ferro e fazer o pacote para presente (e fotografar também, lógico), eu cortei onde não devia e o cursor do zíper invisível saiu voando. Fiquei passada por ter errado nessa etapa, sério!

Eu chegaria muito atrasada se fosse trocar o zíper e acabei indo para a festa com as mãos abanando, mas prometi à aniversariante querida que no próximo encontro nosso ela receberia o presente.

Em outro dia, troquei o bonitinho do zíper, passei o vestido, fiz as fotos para o post e preparei o pacote de presente (coisa que adoro fazer também).

Vestido Pronto

Superado o problema de ter entregado atrasado, aqui está o vestido pronto, fiquei apaixonada por ele!

Frente do vestido.

Costas do Vestido.

Aqui dá para ver os detalhes da estampa e do viés fofo!

A Helena gostou tanto do presente que trocou de roupa na mesma hora para usar o vestido que eu fiz! Missão cumprida sim ou com certeza?

Helena linda em seu vestido feito por mim!

Eu amei ter feito este presente!
Helena, fico muito feliz que você tenha gostado!

Dicas para Costurar Zíper Invisível!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Um manifesto para 2022
Vencendo a minha maior resistência: vender!