Documentário “The True Cost” e uma reflexão sobre o consumismo craft.

Olá!

Hoje eu quero falar sobre um documentário que assisti, o “The True Cost”.

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The True Cost (traduzido: O Custo Real)

Sinopse

“Esta é uma história sobre a roupa. É sobre as roupas que vestimos, as pessoas que as fazem e o impacto que a indústria tem em nosso mundo. O preço do vestuário tem diminuído ao longo das décadas, enquanto os custos humanos e ambientais têm crescido dramaticamente. The True Cost é um documentário inovador que abre as cortinas sobre a história não contada e nos convida a pensar: quem realmente paga o preço por nossa roupa?

Filmado em países de todo o mundo, desde as passarelas mais brilhantes até as favelas mais escuras, com entrevistas com pessoas influentes e líderes mundiais, incluindo Stella McCartney, Livia Firth e Vandana Shiva, The True Cost é um projeto sem precedentes, que nos convida a uma viagem para abrir os olhos de todo o mundo e para a vida de muitas pessoas e lugares atrás de nossas roupas.”

(Extraído daqui. Traduzido e adaptado por mim)

 

Quem paga o preço pelas nossas roupas?

O documentário é impactante, mostra a verdade por trás da produção de nossas roupas. Para colocar a gente para pensar mesmo. Porque é uma realidade dura, a qual não podemos fechar mais os olhos. Eu tinha ouvido falar bastante deste documentário, assisti em dezembro, mas por não conseguir organizar meus pensamentos decentemente para escrever este post (rs), assisti novamente essa semana.

De início, imaginei que o foco seria sobre o trabalho escravo em oficinas de costura em diversos países, mas o documentário é bem mais profundo e fala não só deste aspecto (que é muito relevante), mas também de todas as etapas do ciclo de vida de uma peça de roupa, desde a produção da fibra têxtil, passando pelas oficinas de costura e vai até o descarte de roupas já sem uso.

Reflexões voltadas ao mundo craft

Desde que assisti o documentário, penso com frequência que há muito a ser feito. Todo mundo que costura tem um estoque de tecidos em casa e sabe-se lá como eles foram feitos, o quanto poluíram o ambiente ou o quanto prejudicaram a saúde das pessoas que os produziram até chegarem em nossas mãos. Um dos fatos chocantes mostrados no documentário é que indústria têxtil é a segunda maior poluente do mundo, atrás apenas da petrolífera. Mesmo fazendo a nossa própria roupa em casa, de maneira individualizada, também fazemos parte desta cadeia produtiva gigantesca.

Junte a isso tudo a dificuldade na hora de escolher vestir materiais naturais (como o algodão, um dos meus preferidos) e vestir menos materiais sintéticos (normalmente provenientes do petróleo), já que nos materiais naturais existe uma quantidade enorme de químicos prejudiciais à saúde que são usados no cultivo e no tratamento da fibra. Já que estamos falando de algo que praticamente todas as pessoas usam, as roupas, dá aflição pensar que a grande maioria atualmente não tem para onde correr, sabe?

Eu tenho me esforçado para comprar novos materiais apenas quando forem necessários e buscar fontes mais sustentáveis. Fiquei feliz de ter encontrado malhas de algodão orgânico em viagens, mas nunca consegui comprar algo do tipo no Brasil. Quero fazer uma busca nesse sentido e compartilhar o que eu encontrar com vocês também.

Um outro pensamento que passou a me incomodar muito e que é muito difundido em nosso mundo craft é que está tudo bem sair para comprar um tecido só e voltar para casa com vários (porque é bonito, porque está barato e etc). Temos que lembrar que ficar com tecido parado em casa é sinal de que a compra pode não ter sido boa, além representar dinheiro parado também.

Lá no fundo, a gente sabe que ninguém vai perder nada na vida se deixar de comprar aquele tecido ou aquela roupa “que agora que eu sei que ela existe eu não posso mais viver sem ela”. Lá no fundo a gente sabe que a gente não precisa tanto assim de várias coisas, a gente sabe que pode ser mais seletivo.

Isso aconteceu na viagem à Paris, quando acabei não visitando a loja que eu mais queria, contei no post sobre a feira que visitei lá. Já tinha feito boas compras na feira (e alguns tecidos já foram utilizados, conforme planejei), vi que elas me bastavam e me aquietei.

Uma outra coisa que passou a me incomodar: a gente, ao fazer a própria roupa, bolsa ou acessório, não está usando mão de obra em condições de escravidão, ok. Mas os nossos tecidos e aviamentos, de onde vieram? Em que condições foram feitos?

Com o câmbio favorável às importações nos últimos anos, a oferta de materiais nacionais para comprar diminuiu, o que me leva a crer que a nossa indústria têxtil deva ter encolhido muito com essa situação. Agora os materiais que usamos estão com os preços em alta, todo mundo deve estar notando. E se os nossos materiais continuam vindo de muito longe, ainda fica difícil saber mais sobre a origem dele em detalhe.

A cada peça nova de roupa que eu faço ou que compro, separo uma do meu armário que não estou mais usando. Normalmente destino para a igreja, que a vende em bazares ou dôo para alguém que se interessou por ela. Ainda assim, sei que em algum momento aquela peça virará lixo e como lidar com a geração de lixo é um assunto muito complicado em nosso mundo.

O descarte correto dos restos das nossas produções artesanais também precisa ser considerado. Quem de nós consegue produzir uma peça sem gerar nenhum retalho que vai para o lixo? E ele deve ir para o lixo mesmo? Os retalhos maiores de algodão eu separo para a minha colcha de hexágonos e o que eu não vou usar nela eu tenho doado para uma amiga professora que utiliza como material de educação artística em uma escola municipal do bairro. Mesmo assim, sei que tenho que melhorar esse aspecto também.

É um fato que o interesse econômico superou todos os limites humanos e naturais. E eu que achava que não era consumista vejo que ainda tenho um longo trabalho pela frente. Fico feliz que tenho este blog para passar essa mensagem adiante.

Convite

Enfim, esse post serve para convidar você para assistir o documentário (eu vi na Netflix e lá está legendado em Português), para pensarmos melhor sobre as nossas relações de consumo de roupas, tecidos e outros bens e também para buscar formas de melhorar tudo isso.

Beijos!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
3 anos de blog!

Olá!

Hoje é um dia muito especial para nós duas (Katia e Ana), pois estamos comemorando o aniversário de 3 anos do blog!

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É pique, é pique!

Este blog nasceu numa 2a feira, dia universal para começar alguma coisa nova. Não é meu primeiro blog, mas é o único que perdurou tanto e tão bem, o único que virou parte importante do meu dia a dia.

E, assim como o blog começou numa 2a feira, dia de colocar a vida para acontecer, hoje, uma 6a feira (dia de comemorar de tudo um pouco), celebramos os 3 anos dele.

Fiquei pensando em como seria este post e vi que já fiz retrospectiva, já elegi projetos favoritos. Neste aniversário, escolhi falar sobre encontros. Os encontros deliciosos que a costura me proporcionou ao longo do tempo. São pessoas especiais e que fazem parte deste mesmo universo costurístico e craft, que alimentam a minha esperança por dias melhores, já que cada uma está fazendo seu trabalho de formiguinha para um bem coletivo maior.
Para comemorar esta data, preparamos cada uma um pequeno depoimento e posamos para lindas fotos juntas, com direito a cupcakes! Estão vendo? Sempre temos o blog como uma “boa desculpa” para um encontro especial!

Aliás, obrigada Jefferson e Julia pelas fotos e pela companhia!

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Há 3 anos eu comecei este blog para que ele fosse um diário de bordo das minhas costuras e outras manualidades. Apesar de não ser a costureira mais experiente do mundo, queria compartilhar tudo isso que eu tenho vivido para quem mais se interessasse. Comecei fazendo o blog sozinha mas, de 2014 em diante, a Ana sempre esteve aqui presente com seus posts!

Eu sempre pensei sobre o quanto a costura e tudo mais que eu aprendi a fazer à mão me trouxe de bom. Eu acredito que o melhor, além do aprendizado, foi cada bom encontro, cada amizade iniciada. Tanta gente interessante, tanta troca, tanta energia boa!

Durante os anos anteriores, quando eu trabalhava em Marketing, eu fiz amizades sim, mas nada se compara aos presentes que ganhei na minha nova vida por ter estes novos amigos. Eu e a Ana nos conhecemos quando ainda estávamos aprendendo a costurar e a gente se deu bem de cara! A afinidade por manualidades já estava lá e apenas nos aproximou. Eu sempre digo que coincidências não existem e ter a Ana desde 2011 na minha vida só confirma isso! É sintonia mesmo!

Por isso, muito obrigada a minha querida amiga Ana por estar sempre por perto, no blog e fora dele! Muito obrigada também a você que sempre está por aqui conferindo nossas aventuras craft! Que venham muitos outros anos produtivos e felizes!

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Ana

Eu e a Katia começamos nossa amizade fazendo aulas de costura juntas, que cá entre nós, eram as melhores do mundo!!! Foi pela costura que nos conhecemos, mas pouco a pouco fomos observando o quanto tínhamos em comum. E esse é o grande barato da costura. Além do resultado dos projetos, que claro, nos deixam eufóricas, a costura, assim como as outras artes manuais trazem um bocado de cor e de amor para nossas vidas. Nem consigo listar quantas pessoas incríveis eu conheci por me meter a costurar. E depois que aprendi, a vontade de passar adiante os meus conhecimentos me aproximou de pessoas incríveis, que hoje são parte essencial da minha vida.

Hoje é um dia muito especial, pois além de comemorar o aniversário do blog, nossa evolução na costura e nos projetos, que a cada dia ficam mais elaborados e refinados, o mais importante é celebrar a nossa amizade e a entrada de todas essas pessoas incríveis na nossa vida!!!

Digo e repito, escrever sobre costura nesse blog é para mim uma terapia, uma espécie de bálsamo que me aliviou o peso das questões cotidianas incontáveis vezes!

Sou grata a minha amada amiga Katia, por essa oportunidade e muito grata a vocês leitores, que nos permitem participar um tantinho da vida de vocês.

Feliz dia pro bloguinho querido e para todos nós!!!!

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Beijos festivos!
Katia e Ana

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
13 anos de blog e sincronicidades
Depois do Carnaval…

…é que começa o ano de verdade para muita gente. Confere, produção?

Olha, eu não diria que comigo é assim, mas que em janeiro eu consegui tirar férias de verdade, isso eu consegui!
Desliguei as máquinas de costura, não peguei em nenhuma agulha de tricô ou crochê até a última semana de janeiro. Fiz uma força-tarefa em dezembro e o blog ficou programado para funcionar por vários dias enquanto eu viajava com o marido.

Enfim, esse início de ano está sendo muito bom para mim, para o descanso e também para colocar as ideias no lugar, ainda mais depois de um 2015 tão cheio e intenso.

Tenho bastante coisa para mostrar por aqui, estou super animada!
Enquanto preparo tudo para postar nos próximos dias, conto o que ando vendo e fazendo:

Lendo:

Estamparia – Sempre que posso procuro ler e aprender sobre técnicas que eu possa usar em conjunto com tecidos. Estou lendo um livro lindo sobre estamparia e depois daquela oficina que fiz com as meninas do Superziper, o assunto ficou parado, mas quero retomar!

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Ouvindo:

David Bowie (saudades, mas dizer qualquer coisa a mais do que isso já renderia um post a parte) e Eagles of Death Metal (música animada, pois a vida continua, né?!).

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Assistindo:

Vimos “Narcos” quase que em uma tacada só e amamos os episódios do “Hoje é dia de Música” da HBO, mostrando a criação do Samba no Rio (muito amor!) e também um episódio lindo sobre Luiz Gonzaga (e o baião, consequentemente).

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Tricotando:

Antes de voltar a costurar, voltei aos trabalhos do tricô. Estou fazendo uma blusa bem básica, na cor natural (bem ao contrário da blusa cheia de tranças e lã colorida/mesclada do ano passado). Adorando fazer um pouquinho por dia!

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Costurando:

Bem a passos de tartaruga, terminei ontem um vestido Wren, da Colette Patterns. Esse é o molde que comprei e que depois me levou a toda a reflexão sobre as costuras em tempos de aperto. Achei um belo tecido para ele nas férias! Sábado vou estreiá-lo e logo menos mostro aqui no blog!

Também retomei o quilt à mão e os acabamentos que preciso fazer para terminar a minha colcha de Patchwork.

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Um novo vestido e minhas aventuras no Snapchat, rs!

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Esta colcha precisa desencantar!

Pensando: em exatamente um mês, o blog completará 3 anos de existência! Uau, como passa rápido!

E vocês? Já estão no embalo de 2016?
Beijos!

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
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