Costura em tempos de aperto

Olá!

Eu estava planejando a viagem para Paris com o marido quando precisamos fuçar em faturas de cartão de crédito em busca de uma informação de uma reserva que fizemos. Em uma delas, bem recente, tinha a compra do molde do vestido Wren, da Colette Patterns. Este é o meu site favorito de moldes e compro quase tudo que lançam.

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Aproveito que nos primeiros dias os moldes costumam ser vendidos com desconto e compro logo, pensando estar fazendo um bom negócio. Aí encontrei uma despesa “inocente” de R$ 50,00 referente a este molde.

Caramba, 50 Reais em um único molde? Mesmo que ele seja ótimo, com boas explicações e tudo mais, infelizmente acho que passou a fase dessas compras. Quem começou a costurar há poucos anos, como eu, estava mal acostumada a comprar coisas em dólar ou euro e não sentir doer muito no bolso na hora de converter para reais.

Eu já estava planejando comprar tecidos na viagem e estipulei desde aquele momento do “susto” um valor máximo para gastar e o que eu iria priorizar. Primeiro, manter o exercício da cartela de cores que bolei (aqui). Segundo, priorizar a compra de tecidos que possam virar boas partes separadas, já que vestidos eu tenho até demais (e tinha acabado de comprar um molde novo de vestido, ô vício).

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Enfim, comecei a pensar no que fazer para gastar menos – ou gastar com mais sabedoria – em tempos como este que estamos vivendo, até porque não parece que isso vai se reverter rapidamente. Compartilho com vocês as minhas observações:

1. Usar os moldes que já tenho.
Tenho muitos moldes, alguns que nem usei ainda, como este que contei que comprei há pouco tempo. Alguns modelos que gosto muito merecem ser repetidos também.

2. Buscar moldes gratuitos.
Algumas peças que fiz recentemente foram feitas com moldes gratuitos e todas valeram super a pena. A camiseta Plantain da Deer and Doe, a regata Sorbetto da Colette Patterns e o shorts envelope d’A Costureirinha são ótimos exemplos!

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Minhas peças com moldes gratuitos (posts da camiseta, da regata e do shorts).

Quando eu falo em moldes gratuitos, reforço que não costumo usar coisas que nasceram como pagas e que foram distribuídas a esmo pela internet. Sei qual o trabalho de modelar, testar e aperfeiçoar uma peça e que quem o fez precisa receber pelo seu trabalho.

Se o criador resolveu disponibilizar gratuitamente é uma decisão dele, até para conhecermos o seu trabalho – e eu acho que funciona muito bem. Agora, se o projeto é pago, precisa ser comprado de maneira regular #abaixoaspequenascorrupcoes.

3. Usar moldes de revista.
Eu tenho revistas Burda desde o tempo que só a edição portuguesa chegava aqui. Quando a edição brasileira foi lançada, já assinei de cara, então não perco uma.

Uma revista custa atualmente R$ 12,90 na banca e tem muitos modelos diferentes por edição. Se você fizer apenas um molde de uma revista, ela já estará mais do que paga, concorda?

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O que às vezes me dá um pouco de preguiça é de sair folheando todas elas em busca de uma peça específica. Eu tenho duas táticas que me ajudam:

a. Logo que a revista chega eu já marco com post-its os modelos que gosto. Assim, na hora de procurar eu já agilizo o processo.

b. Faço uma busca pela loja virtual de moldes da Burda americana. Aí encontro o equivalente nas minhas revistas.

Por exemplo, fiz uma busca por macacão no site (em inglês é jumpsuit). Encontrei este macacão que aparece no site como sendo de junho/2015. Como temos 6 meses de diferença por conta da adequação das estações do ano, sei que este modelo está na edição de dezembro/2015. Aí é só ir direto na revista específica. Fácil, né?!

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4. Lançar mão dos conhecimentos de modelagem.
Ultimamente eu tenho usado menos moldes prontos pois estou exercitando os conceitos de modelagem que estou aprendendo no curso do Senac. Agora, por exemplo, estou trabalhando com modelagens de calça, a última parte do curso. Depois que o curso acabar, quero continuar a fazer a modelagem das minhas peças, para não perder este aprendizado.

Se você sabe construir seus próprios modelos, aproveite para colocar esse conhecimento em prática!

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5. Se for para fazer investimento mais alto, invista em boas aulas.
Recentemente eu fiz uma aula dupla com a Francine Lacerda pois amei a saia Vivi que ela criou. Paguei pela aula, voltei para casa com uma saia linda (usei um tecido que eu já tinha, oba!), com um molde com 5 opções de tamanho, dicas ótimas e horas deliciosas de costura. Tudo que só o contato pessoal proporciona e que o investimento sempre é certeiro.

6. Use os tecidos que você já tem.
Sim, chegamos a uma parte delicada. Todo mundo que costura tende a acumular tecidos, algumas pessoas mais outras menos, mas sempre existe mais tecido do que a nossa capacidade de costurar. Ter os tecidos arrumados ajuda a localizar se você já tem em casa algo que possa ser usado imediatamente em um projeto. Eu organizei meus tecidos no ano passado (contei como fiz aqui) e isso só trouxe coisas boas.

7. Se comprar um tecido novo, compre sabendo em que vai usar.
A gente consegue ir ao shopping e não trazer nada, já voltar de mãos vazias de uma loja de tecido é bem mais difícil, né?!

Hoje em dia eu só vou a alguma loja de tecido quando preciso de algo que sei que não tenho em casa, compro a quantidade suficiente para o projeto e só volto com alguma coisa além disso se for por conta de uma boa ideia que surge na hora ou por conta de alguma boa promoção. Caso contrário, “o tecido bonitinho mas que eu vivo sem” fica na loja.

8. Em viagens, leve uma lista de projetos que ainda não têm os respectivos materiais.
Eu tenho feito isso há um tempo e tem rendido bons frutos. Quando o câmbio era mais amigável e eu não tinha essa listinha para pautar as minhas compras em viagens, acabava trazendo tecidos bons e lindos, mas alguns deles estão guardados até hoje à espera de um projeto que eu possa usá-los. Tem um tempo que a estratégia era esta aqui, mas fui adaptando ao longo do tempo e da variação do câmbio pra cima. As últimas compras que fiz já foram feitas pensando em atender o que está na minha lista e logo menos mostro aqui no blog.

Porque deixar de costurar a gente não vai, então vamos nos adaptar à situação atual, certo?

Beijos e boas costuras!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
13 anos de blog e sincronicidades
Uma nova paleta de cores para uma nova fase

Olá!

Não faz muito tempo que perguntaram para mim se alguma coisa havia mudado depois que eu tinha mudado radicalmente a cor do meu cabelo. Na hora eu respondi que não, nada havia mudado. As roupas eram as mesmas, por exemplo.

Aí caiu a ficha que um tanto de coisas mudou sim. Tenho usado menos maquiagem e troquei os batons rosas pelos vermelhos. As roupas já vinham mudando, mas agora vejo que algumas cores me interessam mais do que outras. Continuo usando muito azul marinho, até por aquisições/reaparições recentes de jeans, mas não tenho mais tanta vontade de usar rosa/pink ou verde. Até uso, mas não me deixam tão contente quanto antes.

Eu já estava pensando em bolar uma nova paleta de cores, dando continuidade aos meus experimentos para vestir mais a cor amarela, quando apareceu no Modices esse post super legal, mostrando como usar amarelo para tons de pele e cores de cabelo diferentes.
Duas partes deste post foram determinantes:

“O truque é simples: quanto mais frio for o seu tom de cabelo (platinados, por exemplo) mais quente deve ser o amarelo que você usar, principalmente se for próximo ao rosto, e vice-versa. Loiros platinados ficam ótimos com mostarda, por exemplo.

“Existem combinações clássicas que dão certo como amarelo + cinza ou amarelo + azul/jeans (azul é a cor oposta ao amarelo na roda de cores). Amarelo com preto, por exemplo, não é uma combinação que sempre funciona e é melhor deixar para quando você já estiver bem segura com a cor.”

Aí eu vi que estava no caminho certo. Fui colocando algumas cores lado a lado em casa e gostei muito do que vi, parecia harmonioso sabe? Essa pode ser a resposta para algumas peças lindas que temos no armário mas que raramente usamos. A peça é legal, veste bem, mas a cor não orna com a gente ou não orna com as outras peças que deveriam ser usadas junto.

Dali em diante, comecei um novo exercício: deixar de fazer vestidos novos, pois tenho muitos, pensando em fazer novas peças separadas nestas cores escolhidas, para combinarem bastante entre si. Lógico que considerando também o que já está prontinho dentro do armário. Para não ficar monótono, o jeito é também variar nas texturas dos tecidos e entre lisos e estampados.

As novas cores principais para mim são essas aqui, lógico que outras cores serão bem-vindas, mas essas serão as minhas prioridades:

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Cores principais: azul escuro, cinza (claro e escuro) e amarelo.Cores secundárias, para combinar com as principais: vermelho, vinho e roxo.

Eu já ando me vestindo assim e vou colocar uns cliques aqui:

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Vestido clarinho com estampa mostarda, azul e vermelha / Look Cinza + azul + lenço vermelho

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Uma jaqueta em azul petróleo, dois looks: um com amarelo + azul outro com cinza!

Um causo rápido: dia desses, fui ao shopping com uma camiseta verde – que estava guardada e recentemente voltou a vestir bem, mas que ando cismada com a cor – e calça jeans. Provei essa blusa branca com listras nas cores que eu tenho dado mais atenção. Comparando, achei que a blusa verde ficou tão sem graça em mim, apesar de ficar linda com o azul do jeans, olha só:

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Já estou escolhendo tecidos e projetos de costura para eles, mudei a ordem das prioridades das costuras em função dessa reflexão toda, logo menos cada novidade vai aparecer aqui no blog!

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Amarelos e mostardas passando na frente na fila!

Já parou para pensar nas cores que mais combinam com você?Eu estou adorando este exercício!
Beijos!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
O que eu aprendi sendo gorda

Olá!

Sim, o título vai direto ao assunto: há um tempo estou na luta para emagrecer.

Eu fui magra por muito tempo da minha vida. Fui daquelas crianças que davam trabalho pros pais na hora de comer. Fui uma adolescente magra e sem espinhas, mas eu nunca achei que isso me destacasse, eu me achava ok apenas.

Passei pelos anos de faculdade magra ainda, mas quando comecei a estagiar (e ter uma hora de almoço, em lugares mais variados, que antes eu não tinha) eu fui aprendendo a comer, tomando gosto mesmo, acompanhando as pessoas do trabalho.

Entre a época em que entrei na faculdade (em 1999) e o dia em que fiz o procedimento médico para colocar um balão no estômago (em novembro de 2014), tinha engordado 40 quilos. Sério. Dessas coisas que vão acontecendo e a gente vai permitindo. Um quilo a mais depois das festas, outro a mais depois das férias, alguns a mais que você deixou acontecer.

Eu tive esse “estalo” dos 40 quilos ganhos em 15 anos no auge do mal estar após a colocação do balão (no meu caso, no dia seguinte do procedimento). E eu espero lembrar sempre daquele mal estar pois não quero ter que passar por algo desse tipo de novo.

Enfim, o tempo foi passando e eu fui engordando. Alguns regimes que fiz pelo caminho surtiram efeitos temporários. E eu me olhava no espelho e me achava bonita, mas sempre parecia estar faltando algo, eu me sentia sem graça na maioria do tempo, sem saber o que fazer por mim mesma.

Sempre gostei de ler revistas de moda, mas achava que nada daquilo era para mim, principalmente pelo preço das roupas quase sempre grifadas e porque elas não eram feitas para o meu tipo físico (e vamos combinar que a maioria dos editoriais permanece assim). Achava tudo lindo, mas não conseguia extrair nenhuma ideia do que eu via nos editoriais para adaptar à minha vida.

Até que chegaram meus 29 anos e eu estava um pouco mais do que “cheinha”. Já estava gorda. As roupas do shopping ou não me agradavam ou não me serviam, principalmente na parte de baixo. E um dia um lindo ensaio pin-up da Pitty me chamou muito a atenção. Pena que não encontrei o link para mostrar aqui (mas a Carla C. A. achou, é este aqui. Obrigada!). Achei lindo, achei feminino, achei que seria uma boa saída para mim. Fazia tempo que eu queria mudar e aquela parecia ser minha brecha.

Comecei pelas roupas, depois o cabelo (com a mudança para o ruivo, algo que marcou muito para mim), a maquiagem, os acessórios. Num certo momento, tudo parecia harmonioso, mesmo com os quilos a mais. Me senti bonita como nunca na vida. Aprendi a valorizar as formas do meu corpo e realçar meus traços com a maquiagem. Parecia finalmente ter cumprido a minha tarefa nesta parte.

O tempo foi passando e eu fui mudando as minhas prioridades no que diz respeito ao vestir e se arrumar. O conhecimento ficou, a confiança também, isso é maravilhoso. O jeito de vestir já não é mais exatamente este que contei, mas quando olho no espelho fico feliz que continuo a mostrar quem eu sou também através do meu exterior.

E continuei a engordar. Até que chegou um momento no ano passado em que eu, morando num sobrado, não tinha fôlego para subir as escadas da minha própria casa. Sentia um cansaço sem fim. Dores nas costas horríveis não me deixavam dormir bem, o que fazia com que eu acordasse sempre com uma baita dor de cabeça. Joelhos e calcanhares começaram a reclamar também. Comer mal e muito causava um refluxo que não me deixava em paz. Eu me vi presa (num sentido de estar limitada) dentro do meu próprio corpo e resolvi fazer algo para dar um jeito nisso.

Do ano passado para cá uma nova rotina começou na minha vida: reeducação alimentar, acompanhamento de médico e nutricionista, aulas de pilates três vezes por semana, fazer caminhada, andar de bicicleta. Não caiu nada do céu, mas também não foi a coisa mais impossível do mundo. O papo parece repetitivo, mas é verdadeiro: tem que ter força de vontade, consistência e consciência. Tem que se dedicar. O balão ficou no meu estômago até julho, ele só serviu para agilizar o processo. Sem todos os outros cuidados, ele não teria resolvido nada.

Não é por não ser impossível que seja fácil. Você resolve emagrecer para cuidar da sua saúde (o estético é consequência, pelo menos para mim) e nota que algumas pessoas te olham com dó porque você não vai comer determinadas coisas, as mesmas coisas que fizeram com que você chegasse muito muito perto dos 100 quilos. Teve gente que sumiu, sério. Eu podia ir para o bar, para o restaurante, eu me viraria bem. Quando me dei conta disso, resolvi não gritar aos quatro cantos como era a minha nova rotina, quanto peso eu tinha perdido desde a última pesagem, como era o meu prato colorido no almoço. Para algumas pessoas, compartilhar essas coisas até servem como motivação, para mim bastava eu ficar quieta no meu canto e continuar firme com o meu plano.

Eu vi que a minha vida era muito mais do que este assunto do emagrecimento, por isso sempre falei aqui no blog meio por cima, tipo “fiz essa peça nova porque estou sem partes de baixo que me sirvam bem”. Passei por muitas outras coisas paralelamente durante este ano, que está sendo muito intenso e cansativo mentalmente para mim e esse definitivamente não era um assunto único e nem o principal.

Vi o quanto a minha família e alguns amigos me apoiaram, graças a Deus! Uma delícia quando a minha mãe me chama para almoçar em casa num domingo e prepara algo gostoso e que eu posso comer numa boa. O marido que cozinha muito bem resolveu me acompanhar comendo as mesmas coisas que eu, criou novos hábitos para ele e emagreceu junto. O mais legal é que nada aqui em casa é para acompanhar uma dieta, é apenas a nossa alimentação certa e gostosa de todo dia.

É muito engraçado como a vida e os encontros das pessoas giram em torno de comida. Se for bem gordinha então… Rs! Hoje em dia eu me dou a liberdade de beber uma cervejinha por semana e comer um petisco no bar de vez em quando. Porque sei que está tudo sob controle e que a minha alimentação diária não é essa, porque sei que farei exercícios e vou compensar isso depois.

Eu resolvi contar tudo isso só agora para contar o resultado, para ficar longe de julgamentos diversos (porque eles existem, eu os vivenciei) e ter um olhar até menos rancoroso, pois no início eu sofri um pouco por ser tratada como “coitada” por não poder pizza, coxinha e brigadeiro por um tempo e iria acabar descontando até em quem não deveria. Agora eu já não me sinto mais isolada como antes e a minha vida segue normalmente, então consigo falar melhor sobre isso.

E eu preciso confessar que eu me assustei quando fui postando alguns looks pelas redes sociais (pelo bem do blog e das costuras) e recebia comentários como “magra!”, que para mim soavam como magra = bonita. Eu entendo que é um elogio, que quem o fez tinha a melhor das intenções. Mas é que eu sei que o contrário de magra = bonita é gorda = feia/desleixada, isso é que me incomoda. Antes de perder os 21kg, eu já me cuidava, procurava estar bem vestida, andava maquiada e com o cabelo sempre ajeitado. Esse é um assunto muito delicado, né?! Acho que nem vou continuar por esse caminho, porque ele vai dobrar o tamanho do post, rs!

Só que eu tenho que contar que eu fico feliz por ter iniciado os posts de look do dia no auge do meu peso. Fiquei feliz porque a roupa estava muito legal, porque eu estava me sentindo bonita. Não deixei de costurar para mim mesma, que é um dos meus maiores prazeres na vida, por estar gorda. Sim, eu maneirei em alguns tipos de peça, porque já tinha um plano em mente, mas segui em frente e fico feliz de não ter desistido ao ver as primeiras fotos.

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Primeiro look do dia “oficial” do blog, mais ou menos um mês antes do procedimento.Eu já estava tendo acompanhamento de nutricionista e iniciado no pilates um mês antes.

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Estreando a minha capa de lã em Paris, feliz da vida, alguns dias antes do procedimento.Estava muito feliz com a viagem e muito ansiosa pela volta, era uma grande mudança chegando.

Na verdade, tecnicamente eu não sou magra hoje em dia. Estou na faixa do IMC de sobrepeso (antes era obesidade grau 1, perto do grau 2), aqui ainda tem pancinha, culote, bracinho gordo. Por outro lado, a gordinha aqui tem disposição, força física (sem ser musculosa) e exames que nunca foram tão lindos na vida, nem quando eu era magra.

A calça jeans tamanho 42 de uns bons anos atrás voltou a servir e eu ando feliz da vida com ela. Fiz até uma blusa para acompanhá-la em sua reestreia, rs! Logo menos vai aparecer aqui no blog, prometo (já apareceu, está aqui)! Para algumas pessoas vestir 42 é um absurdo, para mim é maravilhoso. O número desta calça me serviu como uma referência pois, ao costurar boa parte de minhas roupas há um tempo, já não tinha mais esta noção.

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Um dos últimos looks que postei, de julho (eu sei, ando super atrasada!), com um macacão que amo e que já tenho há uns dois anos. Estava às vésperas de retirar o balão.

Enfim, o que eu posso dizer desta minha jornada (que não acabou, na verdade parece estar apenas começando) é que nos últimos anos eu aprendi a conhecer o meu corpo, independente das medidas dele, e gostar dele como ele é: bracinhos gordos que ao longo do tempo foram devidamente adornados com tatuagens que eu amo, cintura um tanto mais fina que o quadril e que eu adoro realçá-la. Não tem problema que eu não tenho peito, aprendi que certas modelagens deixam o meu colo bem bonito. E por aí vai. A diferença é que eu agora lido com essas particularidades minhas estando com a parte física em dia, sabe?

O que eu quero dizer para concluir este post é que a gente não pode ser refém do nosso corpo no sentindo de não cuidar dele a ponto de termos problemas de saúde e não conseguirmos viver a nossa vida direito. Eu acho fundamental reconhecer todas as particularidades da gente mesma. Não se espelhar em algum padrão ou imagem que não temos como alcançar. Eu sou gordinha, com mancha na pele, com culote, tenho pouco peito, celulite e pancinha. Nada disso é depreciativo, sou apenas eu, entre tantas outras coisas.

E você? Bora conhecer mais sobre suas particularidades e beleza única?
Beijos!
Katia

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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