Memórias Têxteis

Olá!

Comecei a escrever este post em um intervalo de almoço, num dia praticamente todo dedicado à arrumação do meu quartinho de costura (que um dia eu conseguirei chamar de ateliê).

Foi um dia de organizar meus tecidos, fazendo fichas de quanto eu tenho de cada um deles. Aí que eu cheguei em uma das caixas ainda intocadas, a mais cheia delas e também a que possui um bocado de histórias para contar.

Pois é, faz um tempo que eu não tenho uma roupa comprada pronta que conte muita história. Mas a caixa com cortes de 60 ou 70 centímetros de um tecido que um dia mediu 2 ou 3 metros conta. Aquele macacão feito com tecido florido Liberty comprado lá na “nave mãe” em Londres e que me acompanhou em muitos passeios em dias ensolarados aqui em SP, no Rio e em Berlin. Aquele tecido de floresta que virou um vestido que usei para ser madrinha de casamento. O popeline de paisley que virou um shorts e um vestido, uma das minhas estampas favoritas até hoje.

As peças estão todas lá no armário, sendo usadas tanto quanto possível. E a quantidade de tecido que restou de cada uma ainda poderá virar uma regatinha ou uma blusa simples para dias quentes futuros, prontas para contar novas histórias.

Lá têm também os tecidos que ainda não viram a tesoura, mas que estão vivinhos na minha cabeça pois lembro bem o que pensei em fazer com eles na hora que comprei. Lá na caixa estão as minhas cores, estampas e texturas favoritas. A pausa costurística de roupas determinada por mim mesma há alguns dias até que alguns quilos tenham partido é dolorida, mas a possibilidade do que poderá ser feito à partir do que está em minhas caixas de tecido, da minha caixa de revistas, da minha prateleira de livros e da minha pasta de moldes é muito, muito animadora.

Essas transições são difíceis, a arrumação geral às vezes é cansativa, mas mirar no futuro próximo e possível (no meu caso, mais magra e com um quartinho de costura transformado em um ateliê de verdade) é o que me faz seguir em frente. Aproveitar essa minha porção organizada e metódica neste momento só está ajudando, felizmente.
Meus tecidos estão me esperando para uma nova fase, onde novas roupas vão continuar a expressar quem eu sou. Isso é sempre uma delícia!

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Tecidos organizados e me esperando!

E você? Quais são os planos para seus tecidos?

Beijos!

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Look do Dia – Sim, agora vai ter por aqui!

Olá!
Vim aqui hoje para contar que resolvi separar os looks com roupas que eu fiz para deixar os posts de “Costuras da Semana” menos longos. Assim conseguirei também dedicar mais atenção aos detalhes da peça e às combinações que eu faço com elas.

Eu sei que já existem muitos blogs de looks do dia, mas desde que cheguei ao blog da Leanne quando procurava por um molde ou tutorial para fazer um quimono (post aqui), a ideia de dar mais atenção aos looks do dia com peças que eu mesma fiz não saiu da minha cabeça.

O blog Elle Apparel, da Leanne, é um blog de looks do dia, mas em vários deles a Leanne usa peças feitas por ela mesma. Eu amei ver as duas coisas juntas: peças feitas por quem usa com informação de moda!

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Blogs de looks do dia com coisas lindas mas praticamente impossíveis de adotar no dia a dia porque não cabem em nossas rotinas, nos nossos corpos ou em nossos bolsos existem aos montes. Lógico que existem também blogs que incentivam a moda da vida real e que também não custem tanto.

Meus posts serão uma mistura disso: moda para vida real, que não custe tanto, mas que tem a “cereja do bolo” de ter algo feito por mim. Semana passada eu usei a minha blusa Taffy de pêras com a minha saia lápis Mabel de malha e amei!

Ambas as peças já apareceram aqui no blog (blusa aqui e saia aqui), mas não usadas juntas. Eu achei que a combinação me deixou tão feliz que não poderia mais deixar isso passar batido.

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No dia eu só cliquei rapidinho para colocar no instagram (segue lá é o @katialinden), mas quando eu repetir a dose eu vou fazer um post especial, porque o look realmente merece.

E, para encerrar, tenho visto cada vez mais pessoas resolvendo costurar suas próprias roupas pelos mais diversos motivos: porque nada que tem no shopping agrada, porque roupa pronta anda muito cara, porque os acabamentos deixam a desejar e etc. Espero também poder inspirar e incentivar cada uma delas a perseguir isso, pois é gratificante demais ter algo que nos veste bem, que é a nossa cara!

E aí? O que você acha?

Gosta deste tipo de post?
Beijos!

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Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Não tenho tempo x não tenho vontade

Olá!
Estou escrevendo este post num dia em que eu só deveria usar o computador para estudar. Terei uma prova de alemão e, depois da aula matinal de Patchwork, eu deveria ter estudado. Não consegui.

Primeiro, uma indisposição que me pegou em cheio. Estou meio mole, com dor de cabeça e me sentindo cansada. Será que eu peguei a virose do marido, que agora já sarou? Só sei que, junto com a indisposição, não estou conseguindo me concentrar para estudar.
Coisa engraçada essa, eu estudo alemão por vontade própria e, ainda assim, não estou conseguindo focar o suficiente nos estudos. Depois que voltei da aula de Patchwork, costurei mais um pouco (já fiz toda a lição de casa, mestra Tati!), joguei joguinhos inúteis e viciantes, pesquisei sobre costura, marquei uma consulta médica, marquei com a minha tatuadora (sim, espero que esse ano ainda eu faça mais uma tattoo!), escrevi um post para um blog parceiro que admiro muito, imprimi um molde de um vestido que eu quero fazer… E estudar, nada!

Na verdade eu estou contando sobre esse meu dia de falta de concentração e foco para dizer que, quanto mais a gente se interessa por alguma coisa na vida, mais a gente arruma tempo para dar foco nela! Desde que aprendi a costurar, muitas horas da minha semana são dedicadas à costura e, numa semana mais corrida, pelo menos um tiquinho de tempo eu tenho que dedicar, mesmo que só sejam só as três horas da aula de Patchwork.

E então que, desde que aprendi a costurar, notei que meu inglês melhorou muito! Porque eu encontro blogs, moldes e outras tantas coisas sobre costura nesta língua, aí acabo praticando um monte também! Quando eu estive em San Francisco (post aqui) eu notei que eu não sou fluente, mas estou longe de passar apertos em inglês e dá para bater um papo sobre assuntos diversos, inclusive.

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Tecidos comprados em inglês.

Ano passado, para não passar apertos em Berlin (post aqui e em breve vai ter outro) eu estudei um pouco de “costurês” em alemão, para poder transformar o “eu gostaria de um café, por favor” em “eu gostaria de três metros deste tecido, por favor”.

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Vestido do ano novo, com tecidos comprados em alemão.

Semestre passado, eu tinha que fazer uma apresentação individual na aula de alemão e o tema era livre. Eu falei sobre a vida de Aenne Burda e sua revista de sucesso – a Burda Style – que estava chegando ao Brasil. Em alemão, não podemos esquecer. Fui direto no site alemão da publicação para pesquisar e montar meu textinho. Apesar do nervoso e de umas gaguejadas, deu tudo certo! Era mais fácil falar de um tema que me interessa!

Será que esta é a saída? Começar a praticar “costurês em alemão para aprender alemão como um todo? Vou pensar a respeito e bolar uma forma de fazer isso dar certo. Contarei os próximos capítulos dessa saga quando for possível!

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Fascículo de costura para iniciantes, em alemão.(Fonte)

Beijos, bons estudos e boas costuras!

13 anos de blog e sincronicidades
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Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
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