Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!

Eu tinha esse veludo cotelê guardado desde 2018 e faz um tempinho que eu precisava de uma calça azul marinho nova.

Pra entender essa peça, preciso voltar um pouco: Eu tinha uma calça azul marinho em uma malha que parecia um piquê e eu a usei literalmente até acabar. Eu lembro de tê-la levado na mala para a minha viagem pra Alemanha em 2023 e que, na volta, vi que estava na hora de aposentá-la. Mas aí fiquei 2 anos sem uma calça que a substituísse à altura.

Eu até pensei em pegar a calça antiga e desmontá-la para fazer outra igual, mas o cós não seria possível de costurar em uma máquina doméstica. Procurei a própria marca onde a comprei pra ver se faziam outra pra mim, mas não poderiam fazer. Também procurei uma colega do pilates que tem uma confecção e ela também não pôde fazê-la pra mim. Enfim, eu tinha que aceitar que a vida útil daquela peça acabou e que eu não teria mais uma outra calça como ela.

Um belo dia, uma das minhas alunas (beijo, Paula!) trouxe esse projeto pra aula: uma calça com uma modelagem bem diferente e interessante, com muitos recortes. O modelo foi pensado para ter amplitude de movimento para pessoas que fazem escalada. Eu faço escalada? Não! Amei o modelo e resolvi fazer? Sim!

Eu e a Paula fizemos o mesmo projeto, mas a calça da Paula ficou bem diferente: ela aproveitou muitas camisetas que não usava mais e fez um belo patchwork raiz, aproveitando o que ela já tinha e dando um novo propósito. No caso dela, antes de iniciar, fizemos um bom exercício de composição para a calça ficar com um resultado final que ela gostasse.

Uma calça azul de veludo com recortes

Já eu escolhi esse veludo cotelê azul marinho que estava guardado há muitos anos. Assim, teria uma nova calça nesta cor para substituir a amada e já falecida, rs.

Usar o veludo cotelê nesse projeto trouxe uma camada a mais de “interessância” pois as listrinhas do tecido a cada recorte vão para uma direção diferente. A designer do molde propôs fazer tudo com costura inglesa mas, por conta do volume do veludo, fiz a costura inglesa falsa (costurei, passei overloque nas bordas e pespontei por fora, eliminando uma das dobras da margem).

O projeto é a Jigsaw Pants, da Marlies Reukers (Holanda). Diferente de outros moldes que já comprei, as variações eram separadas por: cintura média e cintura alta, alturas da calça e tamanhos da calça. Eu escolhi fazer a cintura mais alta, o menor comprimento (de 5 possíveis) e o tamanho 11 (eram 16 tamanhos disponíveis).

Esse foi um projeto que precisei seguir as instruções do começo ao fim pois a construção era bem diferente de uma calça mais tradicional. As instruções em inglês eram super detalhadas, além de ter um vídeo mostrando o processo todo também.

A calça tem bolsos faca na frente, algumas pregas curiosas: na linha lateral, partindo do cós e logo abaixo do bumbum. A barra foi feita com uma barra italiana embutida. Eu amei tudo.

Eu amo como a calça ficou, ainda adicionei forros dos bolsos em um retalho de tecido Liberty que eu tinha: Um daqueles agrados que a gente faz pra si mesma pois não ficam aparentes, mas merecemos, sabe?

Se em algum momento eu repetir o projeto em um tecido que acaba ficando assim volumoso como o veludo, eu faria um número menor. Mas, independente disso, eu gosto da calça como ela ficou!

Ela não tem costuras tradicionais nas laterais e no entrepernas. A montagem foi sendo feita por seção: topo da calça, meio da calça e parte inferior da calça. Eu gosto de experimentar projetos assim pois, de certa forma, sigo estudando também, além de poder orientar bem minha aluna caso ela precisasse.

Levei cerca de 14 horas para fazer essa calça ao longo de 29 dias. Mostrei o processo todo nos meus Stories, está neste destaque aqui.

Fotografei a calça em cima da minha mesa de corte pra poder mostrar melhor, rs

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Look do Dia

Eu já saí usando a calça no mesmo dia que a terminei, quando saí com a minha amiga Julia. Mas neste dia, não fiz registros mais detalhados. Uns dias depois eu e a minha amiga Rosângela fomos na Casa Bradesco ver uma exposição incrível de arte têxtil e com papelão (eu fiquei passada, que coisa mais linda) e aí ela fez fotos belas para mim, mais uma vez.

Nesse dia usei com um body justinho e bem fechado na frente, mas com as costas todas de fora. Eu amei tanto! E, desde então uso muito a calça, é só o tempo não estar muito quente pois enfim… veludo, né?!

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Calça: veludo cotelê da Maximus Tecidos, molde da calça Jigsaw Pants, da Marlies Reukers (Holanda). Eu fiz a versão com cintura alta, comprimento 1, com barra italiana aplicada.
Body: Ava Intimates
Brincos: Jacin
Tênis: Veja

Uma calça coringa

A calça segue sendo muito usada por aqui, rendendo mais looks que eu amo:

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)


E você? Tem alguma peça com construção assim, mais diferente?
Me conta nos comentários!

Recebidos Maximus Tecidos Finos!
Acessórios para o Inverno: Lenço de Veludo!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!

Mais uma vez volto aqui com um grande intervalo entre os posts (sem ser o post de aniversário do blog, rs). 2025 foi um ano intenso: de sonhos realizados, de dores e dificuldades e de belezas pelo caminho.

Entre isso tudo, nos sonhos realizados, um foi muito importante pra mim: tirei férias entre junho e julho e pude fazer duas coisas incríveis: voltar para Paris depois de alguns anos (quem lembra do tempo em que eu ia pra lá uma vez por ano?) e fui para Portugal pela primeira vez.

Resolvi retomar mais uma das minhas tradições: fazer uma peça nova para estrear na viagem!

O VESTIDO DE VISCOSE (QUE GANHOU UMA PARTE EM SEDA)

Esse vestido já nasceu com uma história especial: o tecido que eu usei foi comprado em Paris em 2016 e quase entrou em um desapego que fiz (e esses materiais seguem separados há anos, só que esse saiu do desapego, rs). Pois no ano passado ele virou um lindo vestido, viajou comigo pra Paris mas eu fui estreá-lo mesmo em Portugal, quando fui com minha família que mora lá visitar a cidade do Porto!

Eu tenho este molde há muitos anos, de quando fiz a versão da blusa com um crepe de seda lindo! Eu ainda tenho esta blusa mas passei um tempo sem usar por estar um pouco justa. Ano passado, com ela voltando a vestir bem, fui com ela dar aula e uma das minhas alunas quis fazê-la também. Fui resgatar o projeto e, na empolgação de ver minha aluna fazendo, resolvi fazer a versão do vestido, resgatando esta viscose bem fininha, com estampa fofa e textura maquinetada.

O tecido não era suficiente para fazer as mangas forradas e acabei completando o projeto com um corte de georgete de seda, que também foi aproveitado para fazer um viés bem fininho pra finalizar a peça internamente. Ficou um primor só.

O mais interessante de refazer um projeto depois de 8 anos é ver a evolução na costura. A primeira peça está bem feita mas a segunda ficou muito melhor! Vamos combinar que seria muito estranho não ter evoluído nada em tantos anos, não é?!

Este vestido sai bastante da minha zona de conforto pois ele desce bem reto, sendo que eu acabo usando mais roupas que marquem a minha cintura. Cheguei a considerar fazer uma faixinha pra amarrar na cintura usando o mesmo tecido mas, testando antes mesmo de fazê-la, acabei deixando de lado. E eu me sinto sempre muito bem usando esta peça!

Vamos aos detalhes?

(Clique em uma das images para ver em tela cheia!)

Eu terminei o vestido na madrugada em que viajei, sendo que eu tinha que sair de casa na hora do almoço para ir para o aeroporto. Foi com emoção, kkk! Fui fazendo o vestido ao longo de alguns dias (está tudo nesse destaque dos meus Stories), acabei não tendo a conta certa de quanto tempo levei com essas últimas horas de trabalho sem registro, acredito que foram de 10 a 12 horas, fora a ida para comprar o georgete de seda em um dia de temporal em SP.

 

LOOK DO DIA: CONHECENDO A CIDADE DO PORTO

Minhas férias foram divididas em: 1 semana em Paris, 6 dias em Portugal e mais 3 dias em Paris. Enquanto estive em Portugal, visitei minha prima Fernanda, Fernando, Marco Antonio e Helena em Viana do Castelo. Teve um dia em que fui de trem para Famalicão visitar a Alzira, nos conhecemos aqui pelo blog e pudemos ter um dia gostoso juntas na cidade dela! E também tive um dia com a minha família conhecendo a linda cidade do Porto. Quero muito poder voltar, amei tudo!

Neste dia de passeio em família no Porto, levei meu vestido pra passear também. Foi ótimo porque fez muito calor no dia e esta peça é bem fresquinha! Fê e Nando fizeram fotos lindas pra mim, obrigada!

(Clique em uma das images para ver em tela cheia!)

Vestido: viscose maquinetada da AnnaKa Bazar (atual Atelier Brunette), georgete de seda da Mittus Tecidos (rua Augusta), molde de blusa/vestido Farrah, da Chalk & Notch (eu fiz a versão A do vestido).
Tênis: Veja

Este vestido segue sendo bastante usado por aqui, inclusive compondo looks de inverno, com meia calça, bota e casaco!

(Clique em uma das images para ver em tela cheia!)


Retomar essa tradição me deixou muito feliz, além de resgatar mais um tecido do meu acervo!
Me conta o que achou nos comentários!

Look do dia: Blusa de Seda com Babados!
Look do Dia: Casaco de Lã com Capinha!
Look do Dia – Slip Dress de Seda!

 

Depois de alguns anos, consegui retomar mais uma tradição minha que eu tinha e amava: fazer a roupa para usar na virada de ano! Resolvi fazer um slip dress de seda, com um tecido que eu comprei em 2017 exatamente para isso e que ainda não tinha acontecido…

Ainda no pique de ter feito a roupa que usei no meu aniversário (confira aqui), resolvi fazer este vestido durante o meu recesso de fim de ano. O recesso começou com uma última comemoração do meu aniversário (usando uma blusa feita por mim), o Natal em família (quando repeti a roupa do meu aniversário) e, depois de uns dois ou três dias dormindo ou descansando vendo TV em casa, me vi morrendo de vontade de costurar o look do Réveillon. A última vez que fiz isto foi na virada de 2019 para 2020, quando fiz um outro slip dress, só que de paetês (veja aqui).

Ter costurado este novo vestido me fez muito bem e me fez pensar por que eu demorei tanto para fazê-lo, já que ele sempre esteve nos meus planos. Enquanto eu não queria nem me olhar no espelho (contei mais aqui) eu realmente não considerava fazer um vestido bem com energia de gostosa, ainda mais em uma cor vibrante e com uma estampa super festiva. Hoje em dia me vejo neste lugar de novo, que bom que eu o fiz!

O VESTIDO DE SEDA

Fazer este vestido foi um processo muito gostoso, como sempre! Teve emoção porque “roubei” um pouco do tecido em questão lá em 2021, quando fiz uma blusa para estrear na festa virtual do aniversário do blog (prometo fazer um post sobre a blusa). Por isso foi difícil executar o plano de corte, já que o vestido foi cortado no viés mas, com as devidas manobras minhas, eu consegui!

Do projeto original, precisei encurtar 10cm na barra e a parte interna do decote da frente tem uma emenda, mas que não aparece ao vestir. No fim das contas, considero que saí no lucro, pois consegui espremer duas peças lindas e bem diferentes entre elas em um tecido lindo e muito especial.

O molde do Sicily Slip Dress tem duas variações: versão midi com alças fininhas e a versão na altura do joelho com a parte de cima como uma regata. Ambas são cortadas no viés e possuem este decote degagê, que forma um lindo drapeado na frente. O meu vestido virou a mistura das duas versões, já que fiz na altura dos joelhos (para fazer caber no meu tecido) e com as alças fininhas.

O tecido é um cetim de seda da Liberty que comprei quando fui para Londres em 2017. Naquela época, já não queria mais as tradicionais florzinhas no armário (apesar de ainda achá-las lindas, até hoje) e achei esta estampa de fogos de artifício muito fofa e festiva. O fundo do tecido é um azul vibrante, mais para o azul anil por ser meio arroxeado, mas lembra também um azul royal. Além do brilho habitual do cetim, o tecido também tem listras bem discretas.

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Eu já tinha o molde impresso em casa pois uma aluna minha fez este vestido há uns anos atrás (então eu sabia que ele daria muito certo). As instruções são ótimas, principalmente pelas dicas sobre como trabalhar com tecidos no viés, que certamente serão muito úteis para quem não estiver acostumada com toda a desobediência do tecido nesse sentido do fio.

Fiz o vestido entre os dias 28 e 31/12 e ficou pronto a tempo de eu receber minha mãe, meu irmão e minha tia para passarem a virada aqui em casa. No dia 31, a única coisa é que eu passei com o vestido ainda com uma barrinha temporária, pois roupas no viés normalmente distorcem e o ideal é deixar a peça pendurada num cabide por 24 horas para “despencar” o que tiver que “despencar”, antes de fazer uma barra definitiva.

Aí fiz isso (o vestido passou foi uns dois ou três dias pendurado porque esqueci) e, uns dias depois, acertei a barra tanto por ter ficado assimétrica quanto por estar no meio do joelho (ou seja, nem midi nem acima do joelho, o que não dá muito certo). Fiz uma barra lenço caprichada e, no fim de semana passado, usei novamente para poder fazer mais fotos.

Usei uma agulha 12 novinha para costurar a peça e tudo foi alinhavado antes de ir para a máquina. As costuras laterais foram feitas com costura francesa, para dar o melhor acabamento em uma peça especial como esta. Se quiser ver todo o processo de fazer este vestido, salvei neste destaque do meu instagram. Levei entre 7 e 8 horas para fazê-lo.

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

LOOK DO DIA – REVEILLON E UM SÁBADO ESCALDANTE DE VERÃO

Na virada do ano, não consegui me maquiar nem fazer nada de diferente no cabelo pois tinha uma pequena ceia para fazer. Usei o vestido com uma barra provisória com pontinhos à mão, meu tênis preto nada básico e brincões nos mesmos tons do vestido.

Fiz um tender com molho de laranja, batatas ao murro temperadas com tomilho fresco, entradinhas leves e frescas por conta do calor e um pudim de leite condensado. À meia noite comemos romã e tomamos um espumante!

Eu estava me sentindo maravilhosa e potente, uma grande gostosa, kkkkk!

 

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Sábado passado usei o vestido de novo! Fui dar aula na parte da manhã e, à tarde, eu e minha amiga Rosângela fomos no CCBB ver uma linda exposição do Flávio Cerqueira, que está imperdível. A luz no térreo do CCBB estava linda e fizemos as fotos ali mesmo!

Neste dia usei minhas argolas rosê e tênis branco. Até levei um casaquinho branco caso algum ar condicionado estivesse muito gelado, mas isso não aconteceu, kkk!

Mais uma vez, me senti linda com este vestido. É uma das peças mais lindas que já fiz e me sinto orgulhosa de ter usado este tecido como eu tinha imaginado anos atrás. É sinal de que algumas características são nossas mesmo e não se perdem com o tempo. E também é um fato que fico linda de azul!

(Clique em uma das imagens para ver em tela cheia)

Slip Dress em Cetim de Seda: molde Sicily Slip Dress, da Sewing Patterns by Masin, feito em cetim de seda Liberty comprado em 2017.
Brincos: Luiza Dias 111
Tênis: Adidas

A era da energia de gostosa está definitivamente de volta, ainda bem!
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Look do Dia: Slip Dress de Veludo!
Look do Dia: Um vestido de paetês para saudar 2020 e brilhar na quarentena
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!