Meus 100 Dias Felizes

Olá!

Para quem me segue lá no instagram (segue lá, é o @katialinden), não é novidade que eu participei do desafio #100happydays. Eu cheguei a contar que eu tinha começado o desafio em agosto, lembra?

Os 100 dias terminaram no sábado que eu voltei de viagem, dia 08/11.

O desafio consiste em postar todo dia uma foto sobre algo que te deixou feliz, por 100 dias seguidos. Preciso confessar que pulei alguns dias, 10 dias para ser exata. Em alguns deles eu estava tão concentrada no que estava acontecendo (de bom) que eu não lembrei de pegar o celular para tirar uma foto. Em outros, foram dias muito corridos em que eu realmente passei batido. E sim, um dia ou outro que eu não estava naquela felicidade toda (quem nunca?).

De qualquer forma, o desafio me fez pensar todo dia no que precisamos fazer para sermos felizes sempre. Não aquela felicidade doida, desvairada e eufórica, mas aquela felicidade boa que te deixa calma e animada para seguir adiante. Aquela felicidade que te dá vontade de fazer planos para o futuro e que te dá pique para concretizar estes planos. A felicidade que está nos pequenos detalhes dos dias comuns.

Eu já contei aqui no blog que não sou muito adepta à auto-ajuda. Quer dizer, eu tenho os meus próprios instrumentos de auto-ajuda que não incluem muitas coisas que a gente está acostumado a ver por aí. A costura continua sendo minha auto-ajuda, como contei neste post. E, revendo as fotos do desafio, com um bocado de projetos terminados em três meses e pouco, é certo que a costura é um dos meus motivos centrais de felicidade.

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Como o recomeço a que me propus há alguns meses, também tenho dado mais prioridade para a minha saúde. Esta prioridade me levou ao Pilates e a uma alimentação mais saudável e mais caseira, que também me proporciona muita felicidade. É muito gratificante ver o pão, a geléia e o iogurte feitos por mim mesma, assim como é maravilhoso vestir a roupa que eu mesma fiz.

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Eu desacelerei um bom tanto com outras coisas que não eram tão necessárias e por isso consegui manter um ritmo maior de postagens aqui no blog, uma felicidade enorme! Confesso que a única coisa que ainda não entrou nos eixos foi conseguir dedicar um tempo maior para estudar alemão…

Outras coisas que eu posso dizer que me definem também aconteceram nestes dias: shows e viagens. O show do Queens of the Stone Age, que foi o melhor show da minha vida (e olha que para encabeçar esta lista tem que ser realmente muito especial) e o show da Pitty no Circo Voador (uma bela desculpa para ir para o Rio e atender a esta vontade antiga), entre outros, foram especiais demais!

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Papitoooo! / Musical da Rita Lee

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Arnaldo Antunes (fui 2x, rs) / Queens of the Stone Age (melhor show da minha vida!)

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Pitty no Circo Voador, uma desculpa perfeita para passar um fim de semana no Rio.

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Paris, sempre linda!

Meu tempo com a família, com os amigos e com meus filhotes também me deixam feliz demais, sou muito grata por tê-los em minha vida!

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E terminar o desafio revendo as flores que ficam na janela do meu quartinho de costura, lembrando que as coisas mais simples da vida também podem ser as mais felizes, foi o jeito mais legal que encontrei para encerrar este ciclo!

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Dia 01 / Dia 100

Enfim, estou aqui compartilhando com você a conclusão deste desafio tão legal! E sim, dá pra ser feliz por dias e dias seguidos, é só ter isso como objetivo e correr atrás dele!

Beijos e um bom feriado!

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Meu Armário de Primavera

Olá!

A primavera chegou em setembro e eu estou bem feliz basicamente porque voltou a chover (mesmo que de vez em quando) em SP! E meia estação é assim mesmo, tem chuva, tem sol, tem friozinho no fim do dia, tem dia quente.

E, depois de fazer este post aqui sobre como seria meu armário de inverno, aqui estou eu para contar qual está sendo a minha estratégia para a primavera.

Primeiro ponto (e o principal, inclusive) é que ainda estou acima do peso. Sem fazer dietas malucas e praticando Pilates três vezes por semana, o resultado está vindo em seu devido tempo, mas creio que passarei esta estação mais cheinha ainda.

Resolvi não sofrer por antecipação e ir atrás das minhas roupas que sejam bonitas, confortáveis e de tecidos maleáveis, para não ter que me espremer em nada que ainda não me sirva de novo.

Até porque no final do inverno eu passei pela experiência desagradável de ter que consertar duas peças de roupa que rasgaram porque estavam muito apertadas no quadril, que é o meu ponto mais crítico quando engordo. Consertei as duas peças (ufa!) e mandei para o armário sabendo que não poderei usar por um tempo, infelizmente.

Retomando o que pensei para o inverno, vou continuar a investir nas peças de malha mais legais que eu tenho para não parecer que saí com a roupa “que eu estava enquanto assistia via TV deitada no sofá”: quero usar mais ainda a saia lápis azul e a saia vinho com babados, além do meu vestido Coco, que virou um xodó meu.

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Fora que já tenho os dois vestidos lindos que fiz com o mesmo molde (Myrtle), um de viscose e outro de jersey, lembram? Eu amo os dois, me sinto bonita e bem arrumada com eles. E a cintura com elástico deixa o vestido ajustado, pois se tem uma coisa que eu já tentei e não consigo adotar de maneira definitiva na minha vida é a roupa muito solta na cintura. Esta sou eu, não tem jeito, rs!

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Então, essa primavera não será só das malhas, mas elas ocuparão um lugar importante no armário, junto com peças mais soltinhas ajustadas com elástico ou faixas, o que me faz lembrar que meus vestidos Crepe também cumprem muito bem essa função!

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O curioso de analisar isso tudo é que as peças principais foram feitas por mim, algumas há mais de um ano. O que me faz concluir que eu devo estar no caminho certo com as minhas roupas e que o tempo, dinheiro e atenção dispensados estão valendo a pena!

Ah, e se bater um ventinho no fim do dia, meus quimonos vão dar conta do recado!

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E você? Quais seus planos para a primavera?

Beijos e boa estação florida!

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E por que você não vende?
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Cestinho feito na aula de Patchwork, linhas para encomenda de crochê para a prima, flor de crochê em progresso para um projeto especial.

Olá!

Esse assunto vira e mexe me faz pensar pois de vez em quando eu recebo comentários e mensagens do tipo “aceita encomendas?”. Alguns são como elogios mais que carinhosos, outros são perguntando a sério.

Lembrei de começar esse post ao fazer a primeira leitura das instruções de um molde novo (que estou animadíssima para executar, inclusive). Lá no rodapé da primeira página aparece “esse molde é apenas de uso pessoal”. Ou seja, não posso usá-lo para fazer peças com destino comercial, para vender.

Boa parte do que eu já executei de peças até hoje vem de moldes comprados que têm essa característica. Provavelmente os únicos que não devem ter essa restrição são os moldes da revista Burda, que eu também adoro. E eu não passaria dos limites no que diz respeito a Direitos Autorais, eles existem por várias razões e devem ser respeitados. Como eu não sou modelista (mas posso vir a ser um dia, rs) eu não desenho peças “do zero”, o que limita minha produção aos moldes prontos que encontro na internet, livros e revistas.

Também não acho certo copiar roupas produzidas por outras pessoas para vender. Quem produziu teve o trabalho de imaginar a peça, pesquisar tecidos, fazer a modelagem, os ajustes, costurar e dar acabamento à cada peça. E deve ter todas estas etapas devidamente remuneradas.

Estou falando sobre isso também porque passar a produzir, principalmente roupas, para outras pessoas iria transformar meu maior Hobby na vida em um trabalho. É um batia dilema! Por um lado, seria trabalhar com o que eu mais amo fazer. Por outro, quando deixa de ser Hobby às vezes a gente se perde.

Isso aconteceu comigo nos tempos de fazedora de Cupcakes. Eu fazia para servir em casa, para o marido levar para o trabalho. Passado um tempo, cedendo à essa perguntinha básica do título, lá estava eu com bolinhos confeitados dominando a minha casa, virou uma loucura e hoje em dia eu praticamente não faço mais.

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Cupcakes de um passado mais ou menos distante.

O problema é que naquela época eu comecei a vender despretensiosamente, sem planejamento. Depois foi difícil dividir o tempo entre administrar, produzir e entregar os bolinhos. Quando se trata de algo perecível, a questão de gerenciar o tempo e priorizar a produção e a entrega era mais determinante. Faltava tempo para as outras atividades. Enfim, foram tempos bons, com muitas alegrias e realizações, mas ao mesmo tempo foi uma época turbulenta.

Eu acho que sim, um dia eu vou passar a trabalhar com algo relacionado à costura e, honestamente, tenho um bloquinho onde anoto minhas ideias, do que gostaria de fazer e do que não quero fazer de jeito nenhum. Com um pouco de planejamento e estudo, em um belo momento alguma das opções do bloquinho pode vir a sair do papel, desde que eu esteja segura de que eu vou dar conta e que estou preparada o suficiente.

Eu li alguns textos sobre transformar nossos Hobbys em carreira, com opiniões diversas. Edgard Corona, fundador da rede Bio Ritmo alega por experiência pessoal que transformar o hobby em trabalho não dá certo (matéria inteira aqui). Eu achei a matéria interessante porque a gente sempre vê relatos de Hobbys transformados em negócio que deram muito certo, mais do que o contrário! A lição que ficou para mim é que a gente tem que pensar bem e se preparar melhor ainda.

Outra coisa a se levar em conta são mudanças de carreira. Algumas pessoas deixam carreiras que já estão estabelecidas para fazer o que realmente se ama. Isso também vai demandar muito de quem faz essa escolha. O post da Ana Soares (sou fã) sobre mudar da carreira de designer para a consultoria de estilo me fez pensar bastante também, principalmente no que diz respeito de aproveitar o conhecimento adquirido em outras atividades para uma profissão nova.

Enfim, por enquanto eu vou costurando só para mim, para a minha casa e para presentear. E “batendo ponto” aqui no blog, claro! Deixo aqui este pensamento, para quem mais estiver neste mesmo momento de transformar um Hobby em negócio.

Beijos, boas costuras e bons negócios!

13 anos de blog e sincronicidades
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Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
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