Meu quartinho de costura

Olá!
Há um ano atrás, eu “inaugurava” meu quartinho de costura como ele é hoje, um canto todinho pra mim, onde passo um bom tempo da minha semana e sou mais feliz.

Este era um cômodo que foi pensado como escritório, por isso tem uma mesa em “L” feita para acomodar computador, impressora e afins. Depois, como a bagunça começou a invadir o lugar, meu pai fez um armário com prateleiras e gavetas para organizar o que fosse possível, mas de forma que no futuro poderia virar facilmente um guardarroupas. Ou seja, o quartinho foi eleito na verdade para ser o escritório enquanto não virasse um quarto de bebê. O “escritório-enquanto-não-vira-quarto-de-bebê” virou mesmo um depósito de bagunças variadas porque era fácil tacar tudo lá dentro e fechar a porta na hora da correria ou da falta de paciência.

E assim o quartinho ficou, descontrolado por 5 anos, até a hora que Velhinha chegou em casa, com seu pé de ferro e móvel de madeira que não são nada portáteis. Abri uma “clareira” na bagunça, virada pra janela, suficiente apenas para caber a máquina e aproveitei a cadeira de rodinhas do pseudo-escritório para costurar.

Com o gosto pela costura aumentando e o bebê que até hoje não veio, ano passado resolvi “tomar” o quartinho para mim e levou um bom tempo para organizar tanta tralha, deve ter levado mais de um mês, sendo que muita coisa virou lixo reciclável. Toda semana saía um sacão de coisas para a Coleta Seletiva, incrível como tinha tanta coisa acumulada e sem utilidade!

Em uma tarde, limpei a parede da janela e depois de secar, a decoração de bolinhas douradas feitas de etiquetas redondinhas compradas na Kalunga surgiu. Comecei a pintar de branco a janela escura (onde eu estava com a cabeça em 2006, meu Deus?!), mas até hoje não concluí. Aliás, estou pensando seriamente em mandar ver no spray pra me animar a concluir isso rápido!

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Os quadrinhos encontrados na bagunça viraram molduras para os retalhos dos primeiros tecidos costurados, um porta retratos da época da formatura do marido voltou para a parede, um pedaço de Contact transparente também foi pra parede e virou lousa e tudo começou a entrar nos eixos.

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Hoje em dia ainda tem um PC atrás da Novinha esperando seu backup antes de ser formatado e doado e algumas caixas embaixo da mesa, mas nada disso atrapalha o uso do quartinho, só não o deixa mais bonito.

Quando o meu pai veio montar as prateleiras para os livros e a mesa para cortar tecidos foi uma delícia! Lembro que parei tudo o que estava fazendo na época para retomar apenas quando o meu quartinho estivesse todo organizado. Foi uma maratona de uma semana! E numa 6a feira de maio, meu quartinho de costura oficialmente nasceu.

Não é nada perfeito como os ateliês que a gente vê em sites de decoração ou no Pinterest, mas é o canto da casa que eu mais curto hoje em dia, que tem mais a minha cara e lá eu posso surtar e deixar as coisas como eu quiser, tipo “marido não entra”, rs! E ele me apoiou muito para isso, só tenho a agradecer!

Deixo então as fotinhos lá de cima, de quando comecei a dar um trato no quartinho e estas da montagem daqui de baixo, tiradas “no final do expediente” de 6a feira passada.

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Seja bem vindo!

Um beijo!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Patchwork, um novo amor costurístico

No início deste ano eu me propus a aprender de tudo um pouco que usasse tecido, desta forma eu teria depois de um tempo condições de saber o que realmente me agrada fazer…

Na parte de costura, tenho o objetivo de fazer mais roupas, aprender a fazer ajustes e fazer patchwork. Adoro fazer acessórios, mas acho que sei o suficiente para me virar bem sozinha. Tanto é que a bolsa que fiz no curso de Patchwork ficou perfeita e as capas para as minhas máquinas de costura foram feitas “do zero” sem tutoriais, apenas com as medidas delas como base. Outras coisas podem ser desenvolvidas facilmente depois de uma busca na internet ou em livros (como a capa do iPad daqui de casa que eu aprendi a fazer em um tutorial que está no blog da Liberty). Ou mesmo comprando projetos como o da xícara da Lu Gastal que eu fiz e deu certinho!

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Fora a costura, lá fui eu conhecer cartonagem e encadernação. Entre estas duas técnicas, gostei mais da encadernação, ainda mais com a experiência deliciosa de ter aprendido meus primeiros cadernos (e únicos, por enquanto) lá no Ateliê Basile. E tem alguma costura sim, mesmo que à mão, para unir os cadernos internos e a capa. Vai ver por isso gostei mais do que a cartonagem.

Mas, até agora, eu continuo gostando mesmo é da máquina de costura. Comprei uma nova e estou procurando aproveitá-la bem. Se eu continuar a costurar roupas, é bem provável que eu compre uma máquina de overloque para melhorar e agilizar os acabamentos. Enquanto isso não acontece, vamos indo de ziguezague mesmo.

Enfim, tudo isso pra contar que eu estou adorando as descobertas em torno do Patchwork. O curso começou mês passado aqui perto de casa, alguns livros foram comprados (lógico, rs!) e, pros bloquinhos de tecido tomarem conta de casa só faltava ter a base de corte e a régua, pois eu só tinha o cortador circular.

E isso foi resolvido ontem quando fui conhecer a Kikikits. Uma loja linda, no primeiro andar de prédio comercial grudadinho com o shopping Iguatemi. Muitos tecidos lindamente arrumados e coordenados, acessórios e linhas, muitas publicações sobre o tema e um canto bem ajeitado para aulas, além de ter passado a impressão de ser um ambiente bem calmo. Adorei tudo e espero voltar logo lá para comprar os materiais que eu ainda não tiver para o meu projeto dos sonhos: uma colcha de retalhos “à moda antiga” para a minha cama.

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Já posso me mudar pra lá? rs!

Depois que revi o filme com o mesmo nome, aí é que me deu mais vontade ainda! Eu sei que ainda estou bem no básico desta técnica, mas quando a gente gosta, normalmente esse amor vem logo de cara, né?!

Que venham então muitos blocos!

Beijos!

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
Fui buscar linha vermelha ali no mercadinho e já volto

Outro dia escrevi um post sobre as costureiras contemporâneas, lembra? A gente costura e vive conectada, porque é assim que as coisas são nos dias de hoje pra um monte de gente.

Eu escrevi praticamente todo aquele post enquanto estava no salão esperando o tempo que a natureza (leia-se tinta) precisa pra me deixar ruiva, aproveitando o wi-fi, o tempo “ocioso” e um iPad na mão.

Coisa linda essa de poder costurar nos dias de hoje e usar a internet pra pesquisar de tudo um pouco! É tecido, molde e técnica pra todo lado. Coisas novas e antigas revisitadas convivendo harmoniosamente. Mas a gente sabe bem que a tecnologia que ajuda também pode atrapalhar.

Na arrumação do quartinho que comecei a fazer na semana retrasada encontrei um sinal disso, ao separar os livros e revistas por “lidos” e “não lidos”: a pilha dos “não lidos” está enoooorme! Fiquei até com vergonha de colocar uma foto aqui…

Ok, devo assumir que sou a louca dos tecidos E TAMBÉM a louca dos livros e revistas. E ficar muito tempo jogando Candy Crush não está ajudando em nada a amenizar a situação de acúmulo. Nem o tempo no trem ou no metrô eu estava usando mais para colocar as leituras em dia, só ficava no joguinho.

Outro dia, olhando em volta, vi muitos outros passageiros falando, fuçando ou fazendo qualquer coisa grudados em seus celulares. Mas tinha também uma mocinha solitária e sorridente fazendo crochê durante a viagem e ela me chamou a atenção.

Nessa hora eu decidi largar o celular um tanto. E fiquei feliz por ter a costura como a minha atividade offline. Incluí regrinhas como deixar o celular no silencioso e dentro da mochila durante as aulas de costura e de Patchwork, usando o aparelho no máximo pra ver as horas, visto que não uso relógio, e pra foto que acaba parando no instagram. Também estou fazendo isso nas aulas de alemão. Tem sido ótimo! A atenção fica toda pro que eu estou aprendendo e aproveito mais o contato com quem está na aula comigo. Deletei os joguinhos viciantes do iPhone e deixei “só” no iPad, assim eu jogo uma ou duas vezes por dia, no máximo. Parece tudo tão óbvio, mas eu precisei deste alerta.

(OBS.: eu li este texto aqui recentemente, que me fez achar que eu estou no caminho certo. É um pouco longo, mas vale a pena ler.)

Por outro lado, lá no bazar Ó Gente, encontrei as chamadas por mim de “amigas do Instagram” como a Marcela Stump (e o marido), a Cris Akemi, a Andrea do Superziper. Este sim é o caso de usar alguma rede social para agregar algo ou unir as pessoas, pelo menos pra mim. Fiquei tão animada por ter encontrado com elas no bazar que até esqueci de tirar foto pra por aqui no blog ou no próprio Instagram, hahahaha! Tão bom encontrar com pessoas que tem as mesmas afinidades que a gente!

Porque a vida offline vale muito a pena desde sempre e a gente tem que usar a internet e os aparelhinhos diversos pro que realmente interessa, né?!

Eu estou adorando buscar este equilíbrio entre o online e o offline, assim como ontem quando a linha vermelha resolveu acabar antes que eu terminasse meu vestido lindo da vez e eu fui em um dos mercadinhos perto de casa comprar mais (sim, estou em São Paulo, mas às vezes não parece né?!). Passar algumas horas em silêncio costurando, depois andar pelas ruas do bairro e levar o celular no bolso “só pra garantir”, mas não usá-lo, acaba trazendo uma tranquilidade tão boa!

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Fui buscar mais linha e já volto. Deixe o seu recado!

Obrigada por me acompanhar virtualmente e, sempre que dá, em carne e osso também!

Um beijo!

Obs: este post também foi escrito quase todo no salão, na minha visita de semana passada… Daqui a pouco, se continuar acontecendo, vira uma seção nova do blog – já virou tag, rs! 

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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