Meus 11 anos de costuras – um giro por 2019 (parte 1)

Como contei no primeiro post deste 2023, eu sinto muita falta de estar mais presente aqui no blog. Sempre que consigo fazer um post novo é motivo de alegria pra mim. Quero estar mais por aqui e também voltar a ter alguma frequência.

Para conseguir preparar esse post, aos poucos, tenho aproveitado o momento de uma “janela” entre o jantar e o BBB (que é a minha desculpa perfeita para fazer tricô antes de dormir nessa época do ano, rs). Revisitei o arquivo de posts aqui do blog para ver até onde eu tinha colocado a conversa em dia. O último post do tipo, com o resumo de 2018 foi feito há um ano atrás.

Portanto, chegou a hora de contar como foi 2019! Aqui no blog foi um ano de poucos posts, só escrevi esses 4 aqui:

Os tricôs de 2018

Um novo armário handmade para uma nova fase

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga

A volta às costuras depois de um ano

2019 foi um ano bem importante para mim, de refazer a vida nos meus termos, de curar algumas feridas que ainda existiam, de viver uma vida mais livre.

Foi um ano trabalhoso, de concluir o divórcio, de resolver coisas novas (e chatas) que surgiram depois dele, de continuar a cuidar da saúde que já tinha melhorado um bocado, de seguir com o trabalho de dar aulas e entender que rumo eu queria dar para a minha carreira. Nesse sentido, aproveitei todas as oportunidades que surgiram. Foi o período em que uma nova e gostosa rotina se estabeleceu em casa, comigo, Luke – saudades do meu anjinho – e Leia. E curti muito a solteirice.

E toda a minha vida craft seguiu comigo, me dando a certeza de que a melhor parte da vida que eu já levava antes seguiria comigo e, como eu sempre digo, tomaria conta de todos os espaços vazios. Reuniões preciosas com pessoas desse universo aconteceram com frequência, sempre enchendo meu coração!

Janeiro

A primeira peça que terminei em 2019 foi uma manta de tricô para o Vini, filhote da Erika e do Douglas (e eu nem acredito que ele acabou de fazer 4 anos)!

Fevereiro

Em fevereiro comecei a dar aulas a domicílio para a Samira, abrindo assim uma frente de trabalho que tenho até hoje. Samira segue fazendo aulas comigo e eu fico muito feliz por tanto que fizemos nestes 4 anos juntas!

Teve reestreia de blusa terminada em 2018, uma blusa de seda e lurex que vai ganhar um post só pra ela em breve, prometo (aí atualizarei aqui também com o link)!

Março

Fui presenteada com um carnaval maravilhoso e eu precisava muito viver aquele carnaval. Tirou a atenção da conclusão do divórcio, fui a blocos diferentes do que eu costumava a ir, tive companhias maravilhosas.

Foi o único ano que não teve um post de comemoração de aniversário do blog. Caiu bem no dia em que assinei o divórcio. Os dias que precederam foram de preparativos finais para esse encerramento de fase da minha vida, aí o post não veio.

Em março eu também comecei a ajudar a montar o que foi o Atelier Bouquet, um coletivo muito legal perto do Pacaembú. Foi um projeto que, para mim, ficou lá em 2019 mesmo. Acho que era a ideia certa no momento pessoal errado, eu realmente não dei conta na época.

Eu, meu irmão e a querida Karina Belarmino fomos no show do Paul McCartney na pista premium. Foi emocionante demais pra mim, já que meu pai amava muito Beatles e esse amor segue aqui comigo. Ver Paul sem ser por um telão ficará guardado pra sempre na minha memória. E eu estava de volta a um grande show em estádio, que alegria.

Abril

Eu segui tricotando nesses primeiros meses do ano e, em abril, terminei uma blusa para a minha querida terapeuta Regina. Ela tinha visto a minha blusa prata em 2018 e me pediu uma também, com os fios puxando mais pro creme e dourado e com decote V (minha blusa é mais cinza e prata e com decote canoa).

Regina, mais do que ninguém, sabia como estava a minha vida e teve a paciência de esperar essa encomenda ficar pronta, rs. Até onde sei, a blusa fez tanto sucesso que mal parava no armário dela, sendo também disputada pelas filhas, hehehehe.

Neste mês, passei a dar aulas a domicílio para a Fabiana, seguimos juntas por um bom tempo e hoje a tenho como uma querida amiga! Fabiana iniciou a Vida em Fio em 2021 e é muito gostoso ver que muito do que fizemos nas aulas se transformou em projetos lindos que agora ela vende!

 

 

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Em abril eu voltei a costurar para mim, depois de um ano longe da máquina de costura. Contei neste post aqui.

Maio

Em maio, mais um Me Made May aconteceu. Está todo lá no meu instagram, como sempre. É só clicar aqui para ver como foi!

Nesse mês eu também fiz um projeto muito especial a convite da minha amiga Débora. Envolveu a produção de necessaires junto com a minha mãe e uma oficina para crianças. Quero também fazer um post especial sobre isso!

Ah, em maio fiz algumas novas tattoos em sequência (três, na verdade), todas muito significativas!

Junho

Em junho, o Atelier Bouquet abriu oficialmente. Um evento lindo marcou essa abertura e, pela primeira vez, eu expus itens meus para vender. Era uma barreira do passado finalmente ultrapassada e isso me deixou feliz (além de ter feito algumas vendas). Em 2023, sigo com planos de voltar a vender algumas coisas, espero que isso seja concretizado em breve! A ideia era dar aulas neste local, mas acabou não acontecendo (e tá tudo bem).

 

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Hoje o projeto tem uma nova cara e um novo nome: Casa Botânica. Bia amada segue lindamente no comando dessa casa permacultural, no mesmo local, mas com uma proposta que evoluiu de lá pra cá (igualmente incrível), vai lá conferir!

Para esse dia, eu estava com uma calça nova, costurada por aqueles dias mesmo. Tem uma história bem engraçada por trás desse projeto e logo menos eu vou contar, prometo!

(e já deu pra ver que outros posts começaram a formar uma fila por aqui, né?! hahaha)

Aqui vai um post com uma parte dos encontros lindos do dia da abertura do Atelier Bouquet, me alegrou demais rever!

 

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Em junho, minha querida amiga Vanessa também passou a fazer aulas comigo, foi um período muito gostoso! A gente se conheceu nas aulas de Patchwork alguns anos antes e seguimos amigas!

Vanessa já costurava super bem, mas queria se aprofundar na costura de roupas!

Em junho, a Craft Gang pegou a estrada, fomos para Campos do Jordão e visitamos a Mãostiqueiras! Vale um post só pra essa viagem? Siiiiiim!

Agora dá pra entender a ausência de posts naqueles tempos… A vida estava acontecendo no offline com bastante intensidade, como deu pra perceber!

Resolvi dividir esse giro por 2019 em duas partes, pois este post aqui já está enorme! Logo menos volto com a parte 2, tá?!

Beijos e boas costuras!

Meus 10 anos de costuras – um giro por 2018
A volta às costuras depois de um ano
Lendo Bell Hooks: “Ensinando a Transgredir – A Educação como Prática da Liberdade”

FELIZ 2023!

Na primeira semana do meu recesso, comecei a ler um dos três livros que tenho da Bell Hooks: “Ensinando a Transgredir – A Educação como Prática da Liberdade”.

Sinopse (fonte)

Em Ensinando a transgredir, Bell Hooks – escritora, professora e intelectual negra insurgente – escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para Hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor. Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo Bell Hooks, “a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”. Ensinando a transgredir registra a luta de uma talentosa professora para fazer a sala de aula dar certo.

 

Acabei dividindo meu descanso inicialmente entre ler esse livro, fazer meu tricô da vez que andou parado por falta de tempo, ver séries e afins e cuidar da minha casa. Nesta semana, voltei aos poucos a estudar, ainda que não muito presa a horários e prazos, por exemplo.

Quando estava lendo apenas a introdução do livro, já me vi envolvida demais pelo tema!

Bell Hooks ao contar que queria mais ser escritora do que ser professora e, ao se tornar professora para ganhar a vida, passou a escrever menos, eu me solidarizei com ela. Já explico:

Eu amo demais meu trabalho. Amo dar aulas, ver tomarem forma os projetos de costura de cada pessoa que chega. Tanto que, desde que comecei a ensinar, mal tenho tempo eu mesma de costurar e parece não me fazer tanta falta (só meu armário que tá me chamando para fazer umas roupinhas novas e eu não consigo, mas isso é papo pra um outro post, rs). Fico feliz em passar adiante o que sei e ver outras pessoas fazendo suas peças enquanto suas habilidades e seus repertórios costurísticos crescem, aprendo todos os dias com minhas alunas e meus alunos, pois muitas vezes eu é que vou pra casa com a tarefa de fazer esses projetos se tornarem possíveis, quando é algo novo também para mim.

Mas, como costumam dizer “para cada escolha tem uma renúncia”, não é?! No meu caso, é não conseguir mais escrever, principalmente aqui. Eu sempre escrevi, desde muito nova, antes mesmo da faculdade de comunicação, tanto que foi muito natural que eu tivesse criado esse blog à medida que eu ia me apaixonando pela costura e me desenvolvendo na técnica.

Eu sigo escrevendo diariamente, nas minhas páginas matinais (alô pessoas que leram e adotaram “O Caminho do Artista” pra vida!). Uma escrita muito pessoal, particular, que tem me ajudado muito em vários sentidos. Hoje em dia escrevo também profissionalmente, tanto para divulgar o meu trabalho quanto prestando serviços para terceiros nesse campo.

Mas tenho sentido falta demais dessa escrita aqui, ainda bem pessoal, só que pública. Da escrita em que eu trago alguns temas que não quero guardar só pra mim, pois acho que podem ser legais para outras pessoas também ou que possam abrir espaço para conversas interessantes. Também sinto falta de contar sobre coisas de costura que acho que serão legais de compartilhar, tanto que alguns posts antigos viraram “cola” que distribuo para as alunas e os alunos a respeito de alguns aspectos de costura para elas e eles terem como arquivo.

E, apesar de eu não ter abandonado as redes sociais, andei postando bem pouco e usado cada vez menos para essa expressão muito pessoal e até mesmo cotidiana. Eu realmente não estava no pique para aparecer com frequência.

Eu também amo fotografar e sigo registrando tudo o que me encanta, mas já sem a necessidade de ter que postar tudo. O que posto, quase sempre, tem um atraso. Pois escolhi viver primeiro e postar depois.

Só que esse vazio da minha escrita pública em um ambiente mais calmo e menos fulgaz segue comigo. E Bell Hooks me fez o favor de me fazer lembrar dele logo nas primeiras páginas de seu livro.

Eu não quero colocar metas mirabolantes a respeito disso pois já tenho muitos pratinhos para equilibrar aqui: uma saúde física que ainda inspira cuidados (tanto que passei por mais algumas consultas e exames durante o meu recesso), o trabalho dentro e fora das aulas, o trabalho doméstico, minha saúde mental e espiritual, os estudos que alimentam minha alma e também o meu negócio, tempo de qualidade com quem eu gosto.

Só que, como defini que os meus principais pilares deste ano são, na verdade, os mesmos do ano passado, só em proporções diferentes, vejo que vou conseguir aparecer mais por aqui (e este post já é uma prova disso): cuidar da minha saúde física, colocar novos projetos profissionais no ar, voltar a produzir conteúdo (isso eu acrescentei pois não estavam nos desejos de 2022, já que eu não tinha como fazer) e realizar alguns sonhos (que já têm dia e hora pra virarem realidade).

E, à medida que a leitura avança, tenho pensado muito na minha experiência como aluna desde a escola de freiras super quadradona, passando pela faculdade já bem mais livre e participativa em muitos aspectos e como é o meu ambiente de aulas atual e como posso melhorá-lo, também usando como base minhas experiências como aluna e professora. Então, no fim das contas, o livro está me colocando pra pensar sobre os dois aspectos: de ensinar e também de escrever.

A leitura deste livro está sendo maravilhosa e desde já eu recomendo muito!

Você gosta de posts como este? Conta pra mim nos comentários!

Meus 11 anos de costuras – um giro por 2019 (parte 1)
2022 – um ano de paciência, encanto e pertencimento!
Meus 10 anos de costuras – um giro por 2018

Eu andei “folheando” o blog para saber onde eu tinha parado de contar as coisas que aconteciam na minha vida craft. Comecei a retrospectiva contando partes que nunca tinham sido mostradas aqui, do que fiz antes do blog nascer. Se você não viu ainda, clique aqui.

Depois do furacão pessoal de 2018, foi difícil manter a constância nos posts. Quase 4 anos depois, consigo voltar a este período tão dolorido pra mim sem que eu fique ressentida (só com saudades do meu pai, mas isso não tem jeito, levarei comigo o resto da vida).

Viagens

As viagens daquele 1o semestre não chegaram a ser contadas aqui, só a do Carnaval no Rio. Fui a Montevideo de novo, fui pra Alemanha e tinha ido para Londres e Paris no fim de 2017. Como os posts de viagem sempre tomavam muito tempo para serem feitos, já que eu sempre coloquei muitos detalhes dos lugares onde fui e também fotos, estes posts ficaram para trás. Hoje em dia, não tenho vontade de escrever sobre estas viagens pois estão muito fora da minha realidade atual, além de terem sido feitas em companhia de alguém que não está mais aqui. Pra mim, não faz sentido retomar estes conteúdos.

Como já tínhamos destaques nos Stories naqueles tempos, vou deixar alguns links aqui, assim dá para pegar algumas informações da minha última viagem para a Alemanha!

Rothenburg ob der Tauber (Alemanha)

Hotel Craft (também em Rothenburg ob der Tauber, onde fiquei hospedada, cada cantinho do local tinha algo craft com história)

Museu Têxtil (na verdade a parte têxtil de um museu enorme em Berlin, o Deutches Technik Museum)

Eu também fui a um museu têxtil incrível em Augsburg, mas não podia filmar ou fotografar lá. Recomendo muito também!

 

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Sinto muita saudade de viajar com este olhar craft, espero que eu consiga fazer de novo em breve!

O fim do cabelo rosa

Revendo os posts e também as fotos para preparar este post aqui, não tinha como não notar aquele meu cabelo rosa maravilhoso. Lembro de não querer mais a cor depois de perder o meu pai e depois do que restava do casamento descer ladeira abaixo.

Era lindo mas, hoje em dia, eu vejo que ele era uma forma de pedir socorro ou de pedir para ser notada. Desde 2016 eu me sentia invisível dentro da minha própria casa e o cabelo rosa foi o gesto corajoso ou rebelde para mostrar que algo não ia bem.

Look combinou com o céu!

Tanto que, passado o furacão das perdas, decidi cortar o cabelo curto e permanecer mais loira, sentindo que condizia mais com quem eu era naquele momento. Também condizia com um passado que eu queria deixar pra trás. Hoje em dia, já sinto vontade de mudar o cabelo de novo, rs

Produção craft

2018 foi um ano em que costurei pouco, foram só as almofadas para a sala recém renovada. Acabei bordando mais e fazendo mais tricô também. Eu fiz alguns posts contando aquiaqui.

Eu também retomei a minha manta de hexágonos, mostrei bastante nos Stories e teve um post com live e tudo aqui.

Eu nem fazia ideia que, em 2021, eu estaria dando aula ensinando a técnica dos hexágonos, que alegria ver esse desenvolvimento!

A volta ao trabalho

Desde outubro de 2018 eu estou dando aulas de costura regularmente e tem sido bom demais dar esse rumo à minha trajetória. Um post sobre o meu curso no Sesc Ipiranga, desse feliz recomeço, está aqui.

 

Eu achei que tinha coisa pra contar sobre 2018 mas, a trancos e barrancos, eu tinha contado sim. Então este post acaba sendo mesmo um resumão de tudo. Logo menos volto aqui para contar sobre 2019!

Um beijo!

Meus 11 anos de costuras – um giro por 2019 (parte 1)
Lendo Bell Hooks: “Ensinando a Transgredir – A Educação como Prática da Liberdade”
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!