Brazil Patchwork Show 2014 – Nós fomos!

Olá!

Nós duas (Katia e Ana) visitamos a Brazil Patchwork Show na 4a feira.

É muito provável que seja a única feira que visitaremos este ano. Primeiro porque eu, Katia, comprei um monte de tecidos nesta feira e agora terei que usar (nossa, que sacrifício, rs!) e também porque nós duas não estamos procurando mais nada em específico.
Resolvemos fazer um post sobre a feira enquanto ela ainda está rolando pois vai que ajuda alguém a decidir a ir (ou não), certo?

Vantagens:

Localização – Fica dentro do Shopping Frei Caneca, que tem fácil acesso pelo metrô Consolação. Quem vai de carro pode usar o estacionamento do local (não sei o valor), também banheiros e praça de alimentação do shopping.

As feiras de Scrapbooking e de Patchwork acontecem simultaneamente em andares separados. Achamos suuuuper legal, porque poupa o trabalho (e as pernocas!) de quem tem um interesse especifico, como nós!

Elevadores e corredores tranquilos. É preciso ressaltar que chegamos a feira às 17 horas. Nesse mesmo dia eu, Ana, estive no shopping no horário do almoço e estava lotado de moças e senhoras enlouquecidas por tecidos e aviamentos. As filas dos banheiros estavam dando a volta nos andares do shopping, então talvez a melhor dica seja chegar no final da tarde!

Lojas e stands não muito cheios, dava para circular em todos. Achamos também que foi por conta do horário, mas por ser o primeiro dia estava bem tranquilo de circular.

Compras:

– Fizemos a festa na Cris Mazzer, de Campinas! Ela mesma nos atendeu e é uma querida, além de ter tecidos maravilhosos, umas estampas muito diferentes e um algodão de ótima qualidade. Nossos depoimentos:

Ana: Na minha opinião ainda que precoce pois não costurei, muito menos lavei os tecidos comprados na 4a feira, eles são o mais próximo que temos aqui dos tecidos importados (tanto no quesito beleza, quanto qualidade, mas depois escreverei mais sobre eles).

Katia: Eu comprei alguns tecidos lindos na Cris Mazzer na Mega Artesanal do ano passado. Fiz com eles uma toalha de mesa em Patchwork. Ela já foi bem usada aqui em casa e resistiu bravamente à lavagem! Por isso mesmo resolvi apostar mais uma vez em tecidos da marca.

Os nossos escolhidos foram estes:

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Tecidos lindos da Cris Mazzer!

– Na Casa Belém, de Curitiba, eu (Katia) comprei dois tecidos importados absurdamente lindos com estampas orientais e detalhes em dourado. Sempre um ótimo investimento, pois por mais caro que possa ser, você terá o tecido da melhor qualidade e poderá confeccionar uma peça super exclusiva e personalizada e no final seus gastos não chegarão perto de uma peça pronta no shopping.

O tecido de fundo preto com as flores grandes já virou um quimono “cool”! Semana que vem vai ter post!

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Tecidos lindos demais!

– Nós duas compramos carretéis miúdos de madeira na Casa da Madeira para enfeitar futuras Tildas Costureiras. Vamos fazer juntas, aguarde o post sobre essas lindezas!!!

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Carretéis da Casa da Madeira

Passeios produtivos:

– Passamos na Lu Gastal, que sempre recebe muito bem (beijo, Lu!). Ela trouxe a Tilda Frida Kahlo e o coelho que serão feitos no Patch Encontro do próximo domingo. E a Ana estará lá para conferir!

– Fomos nos estandes dos representantes de máquinas de costura (tem Singer, Brother, Janome, Elna, Bernina). Bem legal para quem está querendo comprar máquina de costura, já que estão expostas e tem alguém para explicar e negociar.
Nossas considerações:

Katia: Uma overloque igual a minha no stand da Singer sai por R$ 1.129,00, um pouco a mais do que eu paguei no Magazine Luiza, mas dá para comprar e retirar com eles ou combinar a entrega. Uma vantagem é ter aulas tantas vezes quanto forem necessárias para o manuseio (porque eu estou rezando para conseguir mexer na minha máquina sozinha, rs).

Ana: Eu encomendei uma máquina igual com eles e vai chegar até o final da feira!
Não visitamos a feira de Scrapbooking, para poder aproveitar todo o tempo que tínhamos na parte de Patchwork. (Viciadas em costura ou não???)
Resumindo, vale a pena para visitar os lojistas que não são de São Paulo e também para visitar os representantes de equipamentos. Para quem é visitante de fora de São Paulo, certamente vale a pena para poder ver vários lojistas de uma vez, mas fique atento aos preços pois a gente achou que estavam iguais ou um pouco mais altos do que se comprar diretamente na loja. Achamos que feiras do tipo são ótimas oportunidades para conhecer as novidades, rever amigos e para ter inspiração para seus trabalhos depois de ver tanta coisa linda que é produzida artesanalmente. Mas cuidado para não enlouquecer com tanta coisa bonita e sair comprando loucamente… nem sempre será o melhor negócio!

Quem fez um post muito legal sobre a feira (com mais fotos, inclusive) foi a Andrea do Superziper, vale a pena conferir!

Beijos!

Katia e Ana

Informações:

Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo – SP – Brasil
(Próximo ao Metrô Consolação)

Data: De 02 à 05 de Abril de 2014.
Horários: De quarta a sexta: das 13 às 20 horas.
Sábado: das 11 às 17 horas.
Valor do ingresso: Inteira R$ 14, 00 / Meia R$ 7,00.

Reflexões durante o covid, Get Back e um coração em paz.
Recebidos Maximus Tecidos Finos!
A colcha do Noah – Bordados em Sashiko

Olá!

Semana passada eu terminei de bordar a colcha do Noah, tudo feito com a técnica do Sashiko.
Eu aprendi os princípios do Sashiko num Workshop na Kikikits em janeiro. Na ocasião, fiz meu bordado com uma linha DMC perlê, a mais parecida com a linha japonesa Olympus. Ambas são 100% algodão.

Na época eu comprei algumas linhas da Olympus para trabalhos futuros, em branco e natural. Só que a linha da DMC foi suficiente para bordar a peça do workshop, que virou almofada e toda a colcha do Noah. A agulha usada foi uma que eu já tinha, que parece com a agulha de ponto cruz, mas tem a ponta mais afiada, mais adequada para bordar tecidos.

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Depois de decidir como seria a colcha, comprei o linho (para manter a tradição de bordar em tecidos naturais), montei a frente da colcha com blocos de Patchwork (contei essa parte no primeiro post da colcha, aqui) fui atrás dos motivos para bordar. A maior fonte foi o Pinterest. Fora dele, não havia praticamente nada em português e pouca coisa em inglês. Lá fui eu procurar um livro sobre o assunto e comprei este aqui, na Fonomag:

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Eu vou fazer um post depois só sobre o livro, mas por ora conto que, apesar de estar em japonês e eu não entender nada da língua, ele foi suficiente para escolher os motivos, já que propõe os projetos por estação do ano. Escolhi os que estavam na Primavera, quando o Noah vai nascer.

Fiz mais buscas sobre os significados de cada desenho e o que eu encontrei foi:

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Asano-Ha (en: Hemp Leaf – sim eu também estranhei, rs!). Eu entendi como sendo as folhas de Cânhamo. O Imperador do Japão só usa roupas feitas de cânhamo e o motivo costuma ser bordado em peças infantis para desejar que a criança cresça forte e bastante, assim como a planta.

O livro também foi útil para direcionar a ordem do bordado, importante para que as figuras fiquem formadas corretamente e mantenham as características da técnica de oferecer resistência às peças enquanto decora e que as linhas não se sobreponham no lado direito.

Acabei fazendo os motivos não muito pequenos pois achei que deixaria um efeito gráfico interessante e também eu conseguiria manter o controle do bordado, já que eu não estou acostumada a fazê-lo, fora ser feito em um tempo razoável.

Eu bordei com a frente da colcha já costurada, transferi os desenhos usando papel manteiga desenhado, papel carbono branco para tecido e carretilha.

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E aqui está a frente da colcha, prontinha!

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Eu adorei o resultado, ficou como eu imaginava!

E, para manter o costume de dedicar uma trilha sonora californiana ao pequeno Noah, lá vai:


Não teve jeito, com o show do Metallica, a gente retomou os álbuns clássicos aqui em casa. Essa é uma das minhas favoritas!


Pula, Noah, pula!


Só clássicos dos cabeludos dos anos 90 neste post!

No próximo post, vou colocar os detalhes finais deste projeto, não perca!

Beijos!

Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
13 anos de blog e sincronicidades
Eu gosto é de gente!

Olá!

Depois de passar a semana passada inteira tendo “conversas” cheias de frases padronizadas e de respostas incertas com pessoas desconhecidas que trabalham em uma mesma grande empresa, que nitidamente se apoiam em procedimentos engessados, em sistemas que falham e em emails impessoais, eu vejo o quanto eu sou feliz por não depender diretamente de organizações como esta no meu dia-a-dia. Eu gosto é de tratar as coisas com gente, com rosto e nome, sabe?! Ao passo que o Magazine Luiza me enrolou por uns bons dias a mais que o combinado para entregar a minha máquina de overloque, eu:

– Encontrei o aparelho para ziguezague para usar na minha Velhinha através da Andrea, do Superziper. Fui super bem atendida pela Roseli por telefone (vai render um belo post, podexá!).

– Recebi um desenho lindo da mestra Tati, em retribuição ao cartão que mandei para ela e dona Lucia por conta do aniversário do blog, além do carinho delas e das minhas colegas de curso que recebo toda semana:

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– Ganhei um corte grande de um tecido florido fofo da Fêzinha, colega de curso de Patchwork (apesar de nunca termos feito aulas juntas), acompanhado de um cartão escrito à mão:

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– Comprei o aparelho para ziguezague e discos-matrizes extras com o Ronaldo (ele e a Roseli são os donos da loja) e só não fiquei mais tempo na loja de antiguidades buscando mais achados incríveis porque tinha que correr para a minha aula de costura.

– Tive uma aula maravilhosa de costura com a Lurdes, sempre tão querida.

– Terminei de bordar a colcha do Noah e só não terminei mais rápido porque parava nos momentos em que estava doida de nervoso com o Magazine Luiza, para não correr o risco de errar algo e também porque não era com essa energia que eu queria preparar um presente tão especial para um bebê tão especial.

Ou seja, tirando o nervoso e a enrolação totalmente impessoais, ficou só carinho, de pessoas que se conhecem e se valorizam. Pessoas que vão te ajudar a resolver problemas se eles surgirem, porque te conhecem e te apoiam. Que comemoram com você de coração as suas conquistas.
Na 5a feira, o meu nervoso era tamanho que eu cheguei a gritar no telefone por conta de mais um “eu entendo, Sra. Katia, mas não temos como garantir a data exata em que o seu pedido será entregue”. (Quem me conhece sabe o quanto é difícil alguém conseguir essa proeza de me fazer gritar com desconhecidos).

Quando eu comecei a costurar, não foi para ter status, era para abrir uma nova possibilidade na minha vida. Aliás, de início, as pessoas estranhavam… “Por que costurar se pode comprar pronto?”, “Esse negócio de aprender a costurar é coisa do tempo da minha avó!”

Eu não ligo de não atualizar meu currículo há alguns anos, de não acumular mais experiências em grandes empresas, de carregar um crachá com um nome conhecido pelas pessoas. Eu já estive do lado de lá e não era feliz como sou hoje. Não tinha a liberdade que eu tenho hoje. Tinha sim pessoas verdadeiras, não posso negar, mas num ambiente que nem sempre era cheio de verdade.

Quando eu costuro, eu coloco a minha verdade toda pra fora. Quando eu acho uma peça antiga para uma máquina de costura antiga e namoro e brinco com cada pecinha pensando na história delas, eu vivo a minha verdade. Quando eu e minha amiga-sócia-colunista trocamos ideias sobre a vida e sobre nossos posts, estamos vivendo a nossa verdade (eu posso falar pela Ana nesse caso porque sei que é recíproco). Quando eu conto tudo isso por aqui, depois de processar um pouco, em vez de descarregar um mar de ofensas nas redes sociais, eu também vivo a minha verdade. Porque isso tudo tem gente de carne e osso envolvida. Eu gosto é de gente, essa é a minha verdade!

Beijos e boas costuras!

OBS: A máquina “Encantada” chegou no dia 28/03/14, 5 dias úteis depois do divulgado pelo site, depois de muitas reclamações feitas diariamente em todos os canais de comunicação da empresa que pude ter acesso e depois de muito nervoso. Magazine Luiza nunca mais!

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Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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