Eu, pelas lentes da Sharon e a chegada aos 36 anos.

Olá!
Hoje inicio mais um ciclo da minha vida, chego aos 36 anos. Que ano longo, apesar de ter a mesma quantidade de dias que os demais! Este ano da minha vida, assim como 2015 inteiro, pode ser resumido em uma palavra: intenso.

Intenso tanto para o bem (viajar, abrir minha empresa, voltar a trabalhar, costurar bastante, tricotar, emagrecer, mudar o cabelo, etc) quanto para o mal (o Astor adoecer e falecer poucos meses depois, ter problemas de concentração e cansaço mental frequente).

O dia em que a Sharon veio me fotografar também foi muito intenso para mim, mas nesse dia em especial eu senti uma paz tão grande, uma tranquilidade incrível… Algo que só poderia sentir por estar bem comigo mesma, por estar vivendo harmoniosamente na minha própria pele, sabe? Eu acho que a minha jornada na casa dos 30 anos é esta e provavelmente não vai acabar.

Olhar no espelho e gostar do que vê é só o reflexo. Naquele dia eu estava me sentindo linda, mesmo com a pancinha, com a mancha na testa que alguns tratamentos dermatológicos não removeram, com o cabelo ainda muito amarelado do processo da descoloração total, com o habitual esmalte preto nas unhas meio detonado.

Tinha tudo isso acontecendo e ainda assim eu estava me sentindo linda. Porque eu via naquelas imagens prévias na câmera que ali estava eu mesma. E Sharon sabe como ninguém captar isso. Com ela eu não me preocupo com nada, nem mesmo com a minha pancinha (pronto, entreguei minha cisma das fotos de look do dia, hehehe).

Que bom que não esperei que os quilos que faltam perder já tivessem ido embora, que o cabelo estivesse na cor “ideal”, que meu ateliê já estivesse totalmente arrumado e com cortina. E curti muito a preparação para estas horas deliciosas, fazendo um vestido novo, escolhendo vestir também um macacão que adoro, fazendo o bordado para a porta do ateliê.

Eu estava em paz, mesmo que esse ano para mim esteja sendo difícil, principalmente pela perda do meu Astor. Eu estava feliz, eu estava me sentindo linda e vi que meus defeitos também fazem parte do que eu sou. É só não deixá-los serem maiores que os meus valores (porque o que vale mesmo é o que vem de dentro, né?!).

Uma das coisas que eu tenho como uma “filosofia de vida” é não passar vontade, por isso mesmo mudei meu cabelo, me visto como bem entendo e tomo as minhas decisões sem pensar muito no que os outros vão achar.

O meu otimismo habitual se sobrepôs a tanta coisa difícil desde ano e também ao cansaço. Resolvi desacelerar esta semana e vou comemorar o meu aniversário como se deve: com a minha família e amigos por perto. Vendo o tanto que os 35 foram conturbados, eu quero apenas que os 36 sejam bons e calmos, só isso.

Agora vamos ao presentão que chegou aqui em casa esta semana, as fotos maravilhosas de Sharon que mostram a Katia costureira, tricoteira, que tem num ateliê pequeno mas cheio de amor, a mãe saudosa do Astor e mãe babona do Luke. A pessoa que vive de batom colorido e de vestido estampado com tênis. Em constante transformação, felizmente!

150901_ses_003-7408557

150901_ses_008-9573423

150901_ses_009-3810770

150901_ses_010-7000671

150901_ses_011-6627960

150901_ses_014-8267775

150901_ses_019-9362036

150901_ses_026-7449092

150901_ses_028-4210641

150901_ses_030-7058502

150901_ses_032-9200136

150901_ses_050-2328349

150901_ses_056-5856102

150901_ses_063-4286402

150901_ses_100-4208702

150901_ses_072-6518543

150901_ses_085-5152968

150901_ses_094-6587072

150901_ses_172-8382572

150901_ses_198-3272079

150901_ses_274-7640468

150901_ses_294-4912418

150901_ses_301-7491549

Sha, obrigada por deixar o meu dia mais especial!

E beijos para todo mundo que passa sempre por aqui!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Viagem com Costura: Visitando o Museu da Moda da Cidade de Paris, o Palais Galliera

Olá!

Aproveitei a ida a Paris para ver se na cidade estaria acontecendo alguma exposição de moda. Na cidade sempre acontecem exposições do tipo, mas durante as temporadas de desfiles é que elas se concentram. Ainda assim, tive a sorte de pegar uma exposição que estava acontecendo no Palais Galliera (ou Musée de La Mode de la Ville de Paris).

Estive nos lindos jardins deste museu no ano passado, quando fiz um passeio de bicicleta e o local era o ponto de parada para um piquenique (post aqui – deu saudade só de lembrar). O museu não tem exposição de seu acervo permanente e só abre quando tem alguma exposição específica acontecendo. Na mesma época do ano passado, por exemplo, estava fechado. Já os jardins são abertos ao público e são lindos!

img_3892-5358381

img_3890-4246490

A exposição que está em cartaz agora é “La Mode retrouvée – Les robes trésors de la comtesse Greffulhe” (A moda recuperada – Os vestidos preciosos da Condessa Greffulhe, na minha humilde tradução, rs).

2015-11-172b12-32-59-7456423

A exposição conta a história da Condessa Greffulhe, uma mulher muito influente na sociedade francesa na virada do século XIX para o século XX.

“Esta exposição enfatiza o guardarroupa de Elizabeth, a Condessa Greffulhe, cuja beleza e elegância foi uma das principais inspirações para Marcel Proust e os designers de moda de seu tempo.

Pela primeira vez na história, o Palais Galliera está exibindo o guarda-roupa fabuloso da Condessa Greffulhe, ou Élisabeth de Caraman-Chimay (1860-1952). Ela era prima do dandy francês e poeta Robert de Montesquiou e foi imortalizada para a posteridade por Marcel Proust como a duquesa de Guermantes no famoso romance Em Busca do Tempo Perdido.

Proust escreveu a Montesquiou: “Não há nenhuma parte de seu único a ser encontrada em qualquer outra mulher, ou em qualquer outro lugar para esse assunto. Todo o mistério de sua beleza é no brilho, sobretudo no enigma de seus olhos. Eu nunca vi uma mulher tão bonita como ela.”

A Condessa Divina nasceu no final do Segundo Império, viu duas repúblicas e duas guerras mundiais. Ela viveu a Belle Époque e os loucos anos vinte e era líder reconhecida da Sociedade de Paris por meio século. Ela tornou-se particularmente influente depois de seu casamento com o Conde extremamente rico Henry Greffulhe.

A mulher mais bonita de Paris – para ver e ouvir falar – realizou um salão em sua casa em Paris, na Rue d’Astorg e também recebeu hóspedes no Château de Bois-Boudran e em sua villa em Dieppe. Ela era uma adepta precoce do ‘fundraising’.

Como presidente fundadora da Société des Grandes Auditions Musicales, ela transformou um trabalho de caridade em relações públicas. Com tremenda perspicácia prática, ela levantou fundos para produzir e promover óperas e espetáculos, que incluiu Tristan de Wagner e Isolda e Crepúsculo dos Deuses, de Diaghilev Ballets Russes, e Isadora Duncan. Além disso, ela era um animal político – uma torcedora feroz, por exemplo, do Capitão Dreyfus, Leon Blum, e da Frente Popular. Ela também foi uma patrocinadora apaixonada da ciência: ela ajudou a Marie Curie para financiar o Instituto de Rádio e ajudou Edouard Branly prosseguir a sua investigação sobre a telegrafia sem fio.

A Condessa Greffulhe foi o epítome da elegância, com gloriosas roupas para combinar com ela. Suas aparições públicas foram altamente teatrais, no sentido de serem raras, fugazes e incomparavelmente fascinantes, em uma nuvem de tule, gaze, chiffon e penas, ou em suas jaquetas de quimono, seus casacos de veludo, com seus padrões orientais, suas máscaras de ouro e prata, rosa e verde. As roupas eram cuidadosamente escolhidas para enfatizar sua cintura fina e sua figura esbelta.

Em exposição no Palais Galliera, há cerca de cinquenta modelos que tenham as etiquetas de grandes costureiros como Worth, Fortuny, Babani, e Lanvin. Há casacos, roupas íntimas, vestidos de dia, vestidos de noite e também acessórios, retratos, fotografias e filmes. Cada item é um convite para ir em busca de uma moda perdida e de se familiarizar com esta grande figura da sociedade de Paris, cuja imagem foi inevitavelmente ligada com seu guardarroupa.”

(Extraído, traduzido e adaptado daqui).

 
Enfim, é muito interessante ver que ela viveu bem na época do nascimento do que conhecemos como Alta Costura, assim como seu modo de vestir que foi mudando conforme o tempo e as novas estéticas que foram surgindo. Foram tempos de muitas coisas realmente novas! Mesmo quando já tinha um pouco mais de idade e só vestia preto, as roupas nunca deixaram de ser incríveis. Mais interessante ainda é que ela era muito mais do que as lindas roupas que ela vestia, já que sua atuação no mundo das artes e ciências era muito relevante.

captura2bde2btela2b2015-12-142ba25cc2580s2b09-05-43-5267103

captura2bde2btela2b2015-12-142ba25cc2580s2b09-06-11-1146715

Este vídeo do próprio museu dá uma ótima ideia do que está sendo exposto: roupas lindas, fotografias, acessórios, entre outras coisas (mesmo se você não entende francês, como eu, vale a pena ver pela beleza das peças):

La mode retrouvée | Palais Galliera, musée de… por paris_musees

Eu adorei a exposição! Se um dia você estiver neste local, seja para conhecer o museu ou apenas os jardins, aproveite para ver o que está acontecendo nos dois museus em frente ao jardim (e Museu de Arte Moderna e o Palais de Tokio) e curtir uma vista privilegiada da Torre Eiffel!

2015-11-172b12-39-12-9629716

Paris é linda mesmo nos dias nublados!

Serviço:

Palais Galliera
10 avenue Pierre Ier de Serbie 75116 Paris

A exposição vai até 20/03/2016
Site

Beijos!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Comparativo entre as máquinas Singer – Facilita Pró 4423 e 5523

Olá

Desde que comprei minha máquina de costura, a Singer Facilita Pró 4423, publico aqui no blog posts periódicos sobre ela. Contei aqui como a escolhi, quais os pontos que ela tem, como foram o primeiro e o segundo ano de uso. Por enquanto, só tenho elogios à minha Novinha querida.

Recentemente a Singer lançou o modelo 5523 da Facilita Pró e, desde então, surgiram dúvidas nos comentários sobre as diferenças entre ela e a 4423.

Uma leitora do blog já tinha deixado uma mensagem como essa nos comentários (obrigada!), mas resolvi fazer o comparativo disponível no próprio site da Singer e também perguntar no atendimento online para preparar este post e deixar todas as informações reunidas num lugar só.

Lá na ferramenta de comparação do site da Singer, não existe nenhuma diferença entre as máquinas nas características comparadas.

captura2bde2btela2b2015-12-102ba25cc2580s2b17-30-29-1733070

captura2bde2btela2b2015-12-102ba25cc2580s2b17-30-49-5749773

captura2bde2btela2b2015-12-102ba25cc2580s2b17-31-06-2398773

captura2bde2btela2b2015-12-102ba25cc2580s2b17-31-18-2928552

E o SAC da Singer me respondeu rapidinho, olha só:

Agradecemos seu contato e seu interesse em nossos produtos. Os modelos 4423 e 5523 são iguais, mudando apenas as cores externas das tampas.

O modelo 4423 pode vir com Led ou com lâmpada. As máquinas 5523 só tem com Led. Essa é a diferença entre os modelos 4423/5523.

Continuamos a disposição.
Atendimento Singer.

Sobre a lâmpada, a minha máquina veio com a lâmpada comum, a que não é de LED. Ela nunca queimou em quase três anos, mas esquenta um pouco e creio que deva ser menos econômica que a de LED.

Enfim, a diferença entre as máquinas é mínima mesmo. Vale a pena pesquisar preços na hora de comprar, pode ser que aí é que esteja a maior diferença entre elas.

Beijos e boas costuras!

Minha Máquina de Overloque – Singer Ultralock 14SH754 – Primeira vez na Assistência
Os Melhores Posts de 2017!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
Newsletter

Assine a minha newsletter e receba novidades exclusivas por e-mail!

Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres.
Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres.
Email inválido.
Insira apenas letras e espaços. Min. 2 caracteres. (Obrigatório!)
keyboard_arrow_right
close
Um manifesto para 2022
Vencendo a minha maior resistência: vender!