Look do Dia: Blusa Ampla de Seda (molde Burda Style)!

Esta foi a minha última costura de 2017. A que eu tinha planejado não fazer, mas que mudei de ideia na última semana do ano. Explico: quando planejei os looks para as festividades de fim de ano (post com vídeo aqui), tinha montado um look para o Reveillon com uma blusa de seda que eu tenho faz tempo e adoro.

Mas a gola dela é alta e eu achei que passaria calor com ela, mesmo não tendo mangas. Aí resolvi costurar uma blusa mais ampla e de decote mais confortável para o verão.

Eu já tinha feito e dado todos os presentes que resolvi fazer, então a última semana do ano estava bem calma… Acabei optando por fazer outra blusa em outro tecido do que eu tinha pensado quando fiz o vídeo/post, enfim… mudanças de planos! Vem comigo que eu te mostro!

A Blusa Ampla

Escolhi fazer este modelo da Burda Style, que está na grade Plus Size. Acho que já contei que aproveito bem os moldes da revista pois às vezes um 44 que me agrada da grade regular pode ser ajustado, assim como um 44 ou 46 da grade Plus Size.

Fazendo a Blusa

Fazer a blusa com calma, praticamente celebrando o final de um ano tão intenso, gratificante e desafiador para mim foi uma delícia!

Costurei tudo conforme as instruções do molde e, antes de fazer a barrinha para terminar, resolvi provar e aquelas pontas laterais com pences que acabam abaulando estas partes não ficaram bem para mim. Como meu quadril é bem largo, ficou tudo embolado por ali e não deu esse efeito da foto da revista.

Ricardo, como sempre, me ajudou a marcar e encurtei a blusa, tirando as pences e mantendo as laterais um pouco mais compridas que o centro. Aí sim deu certo! Posso usá-la tanto com uma pontinha para dentro da saia ou calça quanto toda para fora.

O cetim charmeuse de seda nesse azul maravilhoso tinha sido comprado em New Orleans (que saudade, tem post aqui) e eu desisti do projeto que tinha separado para este tecido. Então, foi uma ótima oportunidade de dar uso para a seda que estava guardada!

A blusa tem mangas morcego, que dão um movimento legal para a peça, além de deixar tudo mais arejado e assegurar o conforto para os meus braços gordinhos, rs!

Look do Dia

Esse foi o meu look de Reveillon, com saia midi de lurex listrada, sandália sem salto (troquei os cordões vermelhos pelos pretos) e a blusa.

Coloquei um brinco prata e, além da minha maquiagem habitual, fiz um preso torcidinho do lado que sempre deixa o cabelo com cara de arrumado!

Assim eu recebi a família para a festa em casa, com comida mexicana feita pelo marido, hummm!

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(OBS: Desculpem a falta de poses, estava com pressa pois o povo estava chegando, rs!)

Blusa de Seda: cetim charmeuse de seda da loja Promenade Fabrics (New Orleans), molde da revista Burda Style de setembro/2017.
Saia de Lurex: Anthropologie (Londres)
Sandália: A Mafalda

Repeteco

Na mesma semana eu repeti a blusa, só que com calça jeans e tênis, para ir com o marido para o bar, oba! Gostei também de usar a blusa por fora da calça!

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Blusa de Seda: cetim charmeuse de seda da loja Promenade Fabrics (New Orleans), molde da revista Burda Style de setembro/2017.
Calça Jeans: C&A
Tênis: All Star
Brincos: Montageart

Nada como encerrar o ano assim, né?!
Em 2018 quero mostrar muitas outras costuras por aqui!

Por festas de fim de ano sem correria: planejando os looks!
Look do Dia: Vestido com Nesgas (da Burda Style)!
Como fazer toalhas de mesa!

Ainda no embalo dos presentes que fiz no final do ano, costurei três toalhas de mesa. Aqui em casa eu já não compro mais toalha de mesa há alguns anos, eu mesma faço.

Algumas toalhas já estão aqui há tanto tempo que eu nem achei os posts para linkar, rs. Uma delas é uma toalha xadrez que eu usei na decoração do encontrinho do blog em 2017, post aqui.

Toalhas de tecido impermeável

Eu fiz uma toalha na virada de 2016 para 2017 com um tecido de algodão impermeabilizado, ideal para usar na cozinha. Tem post aqui. Minha mãe ficou namorando a minha toalha e eu disse para ela que, quando eu tivesse oportunidade, compraria mais daquele tecido e faria uma toalha para ela também.

O tecido tinha sido comprado em Paris e, num bate e volta de um dia de férias (estou devendo vídeo sobre isso, logo menos ele vai chegar!), consegui comprar novamente! Como minha mãe tinha pedido para fazer uma outra para a minha tia Frederica, eu já fui preparada para comprar tecido suficiente para as duas peças. Escolhi uma estampa diferente da minha mas, para aproveitar bem o tecido, as duas ganharam toalhas de uma mesma estampa.

Segui os mesmos cálculos para fazer a minha toalha e, assim, duas novas toalhas foram costuradas para as respectivas mesas da minha mãe e da minha tia. Fiz assim:

  • Tirei a medida justa do tampo de cada mesa, largura e comprimento.
  • Adicionei 26cm para cada lado do tampo (ou seja, 52cm a mais na largura e 52cm a mais no comprimento).
  • Para uma mesa de 88cm x 160cm (estas são as medidas da minha mesa), a toalha terminada fica com 140cm x 212cm. Eu fiz uma barra de 1cm + 1cm em toda a volta, então o tecido cortado media 144cm x 216cm. Ficaram perfeitas!

Toalha em Patchwork

Eu não tinha comprado mais deste mesmo tecido impermeável para fazer mais uma toalha para a minha sogra, pois comi bola e não peguei as medidas da mesa dela com antecedência.

Resolvi então combinar alguns tecidos especiais que eu já tinha em casa e fazer uma toalha em Patchwork com eles. Peguei a medida da mesa com o meu cunhado (mas minha sogra percebeu, rs) e fui fazer os cálculos.

Como foi gostoso retomar o Patchwork depois de algum tempo! Por isso nunca é demais aprender algumas técnicas variadas, elas podem ser bem utilizadas a qualquer momento!

O tampo da mesa da minha sogra mede 141cm x 75cm. Adicionei alguns centímetros a essa medida inicial para que a barra começasse abaixo do tampo. Para a barra, fiz faixas de 24cm, seguindo a mesma lógica das toalhas sem Patchwork.

Deixo aqui abaixo o projeto, o desenho já está com as medidas da toalha terminada (acrescentei 0,75cm em cada lado a ser costurado e 2cm para a barra). Os retângulos foram unidos como fazemos na técnica do Nine Patch.

Escolhi tecidos brancos com estampas discretas para o tampo e um laise muito especial para a barra. Adorei como ficaram depois de unidos!

Tecido japonês (estampa dente de leão), tecido de passarinhos Ateliê Sereníssima, laise comprado na Alemanha.

E assim a toalha ficou depois de pronta (obs: a minha mesa é um pouco maior que a da minha sogra):

Ah, preciso contar um momento de “emoção” que aconteceu enquanto eu fazia esta toalha: fui passar uma das bordas na overloque, depois de costurar, e deixei a faca cortar o tecido de baixo… Por sorte eu tinha mais um pedaço do tecido que ficou danificado para poder substituir, ufa! Dali em diante eu passei na overloque primeiro para depois costurar, rs! #vivendoperigosamentenacostura

Presentes especiais

Três toalhas para presentear!

As três presenteadas ficaram super felizes com os mimos. A minha sogra, aliás, nunca tinha ganhado uma costura minha nesses anos todos, dá para acreditar?! Mas eu procurei me redimir da melhor forma!

Já fiquei sabendo que a toalha virou um xodó da minha sogra, o que me deixou super feliz por ter escolhido fazer este presente para ela!

E assim eu encerro a produção de presentes de Natal, muito satisfeita por presentear com itens feitos por mim, cheios de amor!

Uma Tilda para Edleuza
Amigo Secreto das Amigas Craft
Como entendi o Minimalismo através dos meus óculos coloridos

Eu demorei um tempão para preparar este post. Quer dizer, eu escrevi este texto de uma vez só nessa semana mesmo, mas o tema do minimalismo é que não saía da minha cabeça desde julho de 2017, quando eu fiz a formação em consultoria de estilo. Faz tempo que eu queria falar sobre isso aqui.

Talvez você pense: “como é que uma pessoa de cabelo rosa, batom e óculos coloridos quer falar sobre minimalismo?”. Eu te entendo! De fato, eu não sou uma pessoa de estética minimalista. Acho lindo quando vejo nas outras pessoas, ainda mais quando combina com elas, mas eu não consigo ser assim. E tá tudo bem, né?!

Mas um acontecimento no ano passado me fez entender o minimalismo como estilo de vida.

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Foto: Sharon Eve Smith

Os meus óculos amados

Na semana do curso de formação em consultoria, uma coisa muito chata aconteceu: a minha cachorrinha Leia comeu os meus óculos de grau. Quebrou em algumas partes e mastigou tudinho. Sim, aqueles óculos lindos e coloridos que me ajudam a enxergar há quase 5 anos. Depois de ter certeza de que ela não tinha engolido nenhum pedaço, eu chorei, confesso.

Eu não sou de chorar por coisas, já tive um carro bem estragado num acidente e meu choro foi de alívio por estar viva e sem um arranhão. E nem foi na hora do acidente. Mas o danadinho do par de óculos tem história desde a compra em 2013 em uma ótica de Berlin (post sobre essa viagem aqui) que só vendia óculos vintage e me acompanhou firme e forte nas minhas mudanças de cabelo, na evolução do meu estilo. Olha só:

OBS: Um viva ao Google Photos que me ajudou nessa retrospectiva!

Meus óculos coloridos e nada básicos são a minha “maquiagem postiça”, como costumo brincar. No dia a dia, eu passo no máximo um batonzinho, coloco os óculos e já me sinto linda para viver minha vida. Estes óculos mostram muito sobre mim, sobre a vida criativa, colorida e leve que procuro levar.

Na época do incidente com a cachorrinha (em julho de 2017) eu fiquei tão chateada que coloquei os destroços dos óculos num saquinho e guardei longe do meu olhar no fundo do armário. Mas eu não tinha desistido deles. Dias depois, comecei a buscar uma forma de consertá-los ou mesmo de fazer uma réplica deles. Foi aí que achei o Wilton, da Ótica Imagine, no centro de SP.

Ele disse que os meus óculos eram um dos piores que ele já tinha pego para consertar. Disse que queria tentar consertar antes de tentar fazer uma réplica deles (ele faz armações personalizadas, mas me adiantou que não ficaria igual à armação que eu tinha por algumas razões ligadas ao método de fazer essa armação personalizada).

Para quem já tinha dado os óculos como perdidos, resolvi tentar. Isso foi em agosto. Já tinha voltado a usar um dos meus óculos que eu não amava tanto só nas horas mais críticas, pois não me sentia tão bonita com eles.

Em setembro, depois de falar com o Wilson algumas vezes, sempre muito atencioso, ele me manda uma foto, os óculos estavam consertados!

Documentário sobre Minimalismo

E essa foto acima, dos óculos em vias de voltar inteiros para mim, chegou numa mensagem enquanto eu assistia na Netflix o documentário Minimalism: A Documentary About the Important Things” (traduzindo… Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes).

Fonte: Site Netflix

Tem muita coisa que fez sentido para mim, mas essa frase que Josh disse me fez entender tudo:

Eu percebi que eu não precisava de outros (ou de vários) óculos de grau, eu precisava só dos meus óculos que eu amo! E aí eu vi que valia mesmo a pena ter consertado. Eu não precisava de uma armação nova.

Desde então, entendido o conceito, eu fui levando para outros aspectos da minha vida. Depois da consultoria de estilo que fiz, só tenho roupas, calçados e acessórios que eu amo.

Por isso não costuro mais para mim com tanta frequência como em alguns momentos do passado. Tem sido ótimo fazer presentes, por exemplo. Mantenho as mãos ocupadas, presenteio com algo feito com amor e não acumulo esses feitos só para mim. Consigo ir ao shopping, a uma rua de compras, uma loja de tecidos ou um armarinho sem comprar nada que eu não esteja precisando.

E, quando eu realmente desejo algo, me dou um tempo (geralmente de alguns dias) para ver se eu não esqueço mesmo. Se eu tenho certeza que eu vou amar aquele item e vou usar muito, aí eu compro (ou faço, se for o caso). E, para este item novo entrar no armário, algum que não tiver esse mesmo potencial de amor e de uso tem que sair para dar lugar.

Uma reflexão interessante que eu fiz após assistir o documentário foi que o minimalismo se fez necessário na vida de um tanto de pessoas após elas experimentarem o consumo e aí verem que não são felizes só pelas posses que acumularam. Quem não tem oportunidade de consumir avidamente normalmente não tem opção de não ser minimalista, pois as prioridades mais básicas falam primeiro.

Eu fui criada com muito menos do que tenho hoje (graças a Deus nunca faltou nada essencial para a minha família, mas em vários momentos o aperto financeiro aconteceu) e acredito que por isso eu tive uma fase “vida loka” de consumo quando pude e depois fui voltando atrás. Já joguei muito cosmético fora por não dar conta de usar, já passei adiante roupas novas e ainda com etiqueta da loja, tenho tecidos da época que comecei a costurar que nunca usei (e que hoje em dia estou procurando dar um bom destino).

Consumindo melhor

Entendo que não tem nada errado em consumir. Só que hoje em dia compro bem menos e compro melhor. Em tudo na vida. Do supermercado para abastecer a casa ao material do ateliê, passando pelas viagens e cursos que amo fazer.

Ficou mais fácil cuidar de tudo, pois não é preciso ter coisas demais para viver bem. E quanto mais coisas temos, mais trabalho vai dar para cuidar delas. Passei a pensar melhor para onde vai o dindin e o que preciso priorizar.

Se eu tenho uma calça jeans que me serve, não preciso de outra. Se tenho um bom tênis branco, não preciso de mais um. Se comprei um bom tecido para fazer uma blusa que vai casar bem com o que eu tenho no armário, não preciso sair da loja com outro tecido além dele. Não preciso de mais batons se já tenho alguns que gosto e uso bastante. Não preciso trocar de carro se a ideia é não ter mais carro em um futuro próximo. Preciso cuidar e fazer bom uso do que tenho.

Vi que as minhas escolhas recentes, inclusive profissionais, têm tudo a ver com isso. Por exemplo, ser consultora de estilo possibilita que eu leve esse estilo de vida para as outras pessoas, para que elas se vistam só com o que elas amem e sem ter que comprar tudo novo.

Essas escolhas também me deixam livre para colecionar boas lembranças da vida que levo e das pessoas ao meu redor, sem necessariamente acumular coisas que não amo ou não preciso.

Sim, meus óculos coloridos, vintage dos anos 80 e nada minimalistas na estética me ajudaram a entender o minimalismo como estilo de vida. Recomendo o documentário e também a reflexão! Se quiser comentar sobre o tema, vamos conversar nos comentários!

Minha consultoria de Estilo: a (r)evolução do meu vestir!
Documentário “The True Cost” e uma reflexão sobre o consumismo craft.
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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Vencendo a minha maior resistência: vender!