Eu gosto é de gente!

Olá!

Depois de passar a semana passada inteira tendo “conversas” cheias de frases padronizadas e de respostas incertas com pessoas desconhecidas que trabalham em uma mesma grande empresa, que nitidamente se apoiam em procedimentos engessados, em sistemas que falham e em emails impessoais, eu vejo o quanto eu sou feliz por não depender diretamente de organizações como esta no meu dia-a-dia. Eu gosto é de tratar as coisas com gente, com rosto e nome, sabe?! Ao passo que o Magazine Luiza me enrolou por uns bons dias a mais que o combinado para entregar a minha máquina de overloque, eu:

– Encontrei o aparelho para ziguezague para usar na minha Velhinha através da Andrea, do Superziper. Fui super bem atendida pela Roseli por telefone (vai render um belo post, podexá!).

– Recebi um desenho lindo da mestra Tati, em retribuição ao cartão que mandei para ela e dona Lucia por conta do aniversário do blog, além do carinho delas e das minhas colegas de curso que recebo toda semana:

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– Ganhei um corte grande de um tecido florido fofo da Fêzinha, colega de curso de Patchwork (apesar de nunca termos feito aulas juntas), acompanhado de um cartão escrito à mão:

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– Comprei o aparelho para ziguezague e discos-matrizes extras com o Ronaldo (ele e a Roseli são os donos da loja) e só não fiquei mais tempo na loja de antiguidades buscando mais achados incríveis porque tinha que correr para a minha aula de costura.

– Tive uma aula maravilhosa de costura com a Lurdes, sempre tão querida.

– Terminei de bordar a colcha do Noah e só não terminei mais rápido porque parava nos momentos em que estava doida de nervoso com o Magazine Luiza, para não correr o risco de errar algo e também porque não era com essa energia que eu queria preparar um presente tão especial para um bebê tão especial.

Ou seja, tirando o nervoso e a enrolação totalmente impessoais, ficou só carinho, de pessoas que se conhecem e se valorizam. Pessoas que vão te ajudar a resolver problemas se eles surgirem, porque te conhecem e te apoiam. Que comemoram com você de coração as suas conquistas.
Na 5a feira, o meu nervoso era tamanho que eu cheguei a gritar no telefone por conta de mais um “eu entendo, Sra. Katia, mas não temos como garantir a data exata em que o seu pedido será entregue”. (Quem me conhece sabe o quanto é difícil alguém conseguir essa proeza de me fazer gritar com desconhecidos).

Quando eu comecei a costurar, não foi para ter status, era para abrir uma nova possibilidade na minha vida. Aliás, de início, as pessoas estranhavam… “Por que costurar se pode comprar pronto?”, “Esse negócio de aprender a costurar é coisa do tempo da minha avó!”

Eu não ligo de não atualizar meu currículo há alguns anos, de não acumular mais experiências em grandes empresas, de carregar um crachá com um nome conhecido pelas pessoas. Eu já estive do lado de lá e não era feliz como sou hoje. Não tinha a liberdade que eu tenho hoje. Tinha sim pessoas verdadeiras, não posso negar, mas num ambiente que nem sempre era cheio de verdade.

Quando eu costuro, eu coloco a minha verdade toda pra fora. Quando eu acho uma peça antiga para uma máquina de costura antiga e namoro e brinco com cada pecinha pensando na história delas, eu vivo a minha verdade. Quando eu e minha amiga-sócia-colunista trocamos ideias sobre a vida e sobre nossos posts, estamos vivendo a nossa verdade (eu posso falar pela Ana nesse caso porque sei que é recíproco). Quando eu conto tudo isso por aqui, depois de processar um pouco, em vez de descarregar um mar de ofensas nas redes sociais, eu também vivo a minha verdade. Porque isso tudo tem gente de carne e osso envolvida. Eu gosto é de gente, essa é a minha verdade!

Beijos e boas costuras!

OBS: A máquina “Encantada” chegou no dia 28/03/14, 5 dias úteis depois do divulgado pelo site, depois de muitas reclamações feitas diariamente em todos os canais de comunicação da empresa que pude ter acesso e depois de muito nervoso. Magazine Luiza nunca mais!

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
O que te inspira?

Olá!

Desde que eu desisti de fazer academia e passei a fazer exercícios ao ar livre (corrida, caminhada e bicicleta), eu acabei encontrando uma “brecha” para desligar da vida por uma hora no dia, cuidar do corpo e, ao mesmo tempo, deixar a cabeça livre pro que realmente interessa.

É uma hora em que, enquanto o corpo trabalha, eu processo um monte de coisas e, eventualmente, as ideias surgem. Dia desses, fotografando um pôr-do-sol lindo (faço muito isso), eu pensei em fazer este post. Porque aquela luz e aquelas cores realmente me inspiram.

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Céu nublado e suas cores no fim do dia.

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Céu azulzinho e suas cores no fim do dia.

É sempre o mesmo lugar e o mesmo trajeto, mas que a cada dia me oferece uma nova visão e isso me deixa realmente muito feliz. O dia que eu corro na chuva leve em que as flores rosas se destacam no cinza. Em outro dia, o céu está azulzinho com nuvens brilhantes. Os tons de rosa e laranja. Encontro em cada dia exatamente as cores que eu mais gosto: azul, verde, vermelho, rosa, laranja, branco.

Eu também costumo voltar muito inspirada de viagens. A última, para o Rio, me presenteou com momentos lindos no Jardim Botânico, mais uma vez, cores e natureza sempre chamam a minha atenção. Aproveitei a tarde de sol para fotografar com calma os detalhes que chamaram minha atenção e, mais uma vez, luz, sombra, movimento e cores me impressionaram.

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Tanta coisa linda nestas minhas fotos do Jardim Botânico que eu nem consigo descrever à altura!

E algo que sempre me acompanha é a música. Eu tenho lido e ouvido muita coisa dos anos 70 de uns tempos pra cá. Aprender sobre a arte de David Bowie e ouvir muito punk e rock desta década não só me diverte muito e também já me rendeu um tanto de ideias.

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Discos e livros relacionados aos anos 70, muito amor!

Mais recentemente, em um show incrível do Jack Johnson (sou fã há muitos anos e fui ao show dele na semana passada) me fez pensar mais uma vez em mar, natureza, amor e simplicidade. Pensei nas referências que a gente vai acumulando com o passar do tempo (Jack Johnson cantou um trecho de “I Wanna Be Your Boyfriend”, dos Ramones e também cantou Jorge Ben Jor: “Umbabaraúma” e “Mas Que Nada”, tanta coisa junta que eu amo em um mesmo show). As músicas dele são das poucas calminhas que eu escuto e muitas delas marcaram momentos legais da minha vida.

O moço é uma simpatia de pessoa, sorridente, acessível (chamou um fã para cantar e tocar violão, atendeu pedidos que as pessoas escreveram em cartazes), canta lindamente, faz letras com as quais a gente se identifica. Gosto demais da conta. Show internacional sem megalomania, coisa difícil nos dias de hoje. Saí de lá de alma renovada, numa tranquilidade deliciosa (e pensando numa roupa futura em algum destes tons que tanto gosto, levinha e esvoaçante, rs!). Cantei feito doida o show inteiro e acordei no dia seguinte com dor de garganta. E feliz da vida.

Amar materiais e cores que remetem à natureza, querer fazer mais um vestido estampado levinho, ter mais plantas em casa, levar uma vida mais simples, ter menos coisas artificiais na minha cozinha. Estas coisas todas, colocadas em prática, são extensões do que eu sou. Isto tudo que compartilhei por aqui influencia diretamente o que eu vivo e costuro, são algumas das minhas fontes de inspiração. E você, o que te inspira?

Beijos!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Gratidão e agradecimentos

Olá!

Eu gosto de comemorar aniversários. Por ser uma forma de termos em mente o início de novos ciclos, de ter um parâmetro de tempo para comparar o hoje e o ontem. Por conta do aniversário de um ano do blog, estou festeira e pensativa nos últimos dias.
Entre 5a feira passada e domingo, enquanto eu fazia as duas blusas que mostrei no começo da semana, eu pensava no aniversário do blog e no ponto em que cheguei com as minhas costuras.

Dei conta que sou muito grata a um bocado de gente, que teve paciência em me ensinar e de me acompanhar nesse caminho todo. E fiquei muito feliz quando peguei um projeto de corte simples, mas que praticamente só tem costuras em curva para fazer (costurar fazendo curva é sempre um grande desafio!) e que quase todas são finalizadas em viés (desafio duplo!). Sinal de que prática pelo menos nessa parte eu sei que eu tenho e veio aquela sensação boa de satisfação, de evolução, de progresso, de imaginar uma coisa e esta sair como eu tinha pensado.

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E como aniversário para mim tem que ter bolo, fiz muffins de limão siciliano para comemorar com quem eu encontrasse na data, principalmente com minhas companheiras de curso e minhas mestras do Patchwork.

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Por isso tudo, para encerrar esta semana muito festiva, agradeço imensamente a você que lê o blog, agradeço a cada pessoa que me apoia, agradeço a cada pessoa que me ensinou alguma coisa.

Beijos, boas costuras e obrigada!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
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Vencendo a minha maior resistência: vender!