O amor pela costura à mão

Olá!

Se uma pessoa tem um blog sobre costura há quase um ano, é porque o assunto no mínimo lhe interessa, certo? Sim, eu amo costurar! Mas tenho que assumir um amor muito especial e bem antigo que é a costura à mão.

Terminando uma blusa que leva alguns botões nas costas e cavas que pedem acabamento à mão com pontos invisíveis não me desanima… Mesmo que a máquina tenha função de pregar botões e de fazer bainha invisível, eu prefiro fazer à mão.

As minhas primeiras costuras à mão provavelmente foram os alinhavos que eu tinha que fazer antes de dar acabamento com barrados de crochê nas peças que eu bordava para a minha mãe e para a minha sogra quando eu era mais nova.

Lembra que quando eu contei sobre por que aprender a costurar? Dá pra sentir se existe um amor por costura mesmo sem ter uma máquina por perto, apenas com linha, agulha e tesoura.

Sempre me dá aquela sensação gostosa de um carinho a mais pelo que a gente faz, porque leva um tempinho, mas eu sempre me sinto em paz nessas horas, sério. E a cara de “eu que fiz” que fica no final? Eu acho lindo!

Nos últimos dias, as costuras à mão apareceram:

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Nos pontos invisíveis das cavas e nos botões colocados na nova blusa

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Na colcha de retalhos que cresce a cada pedacinho;

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Na almofada bordada com viés de acabamento colocado à mão;

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No quilt de duas outras almofadas e na aplicação de hexágonos em uma delas;

– No acabamento com pontos invisíveis do presente de aniversário da afilhada;
– No alinhavo das pences do shorts que está em andamento.

Eu tenho folheado alguns livros que tenho em casa sobre técnicas e acabamentos feitos à mão e ainda não sei tudo, mas estas soluções mais simples já atendem bem o que preciso. Algumas outras foram substituídas por funções que as máquinas atuais cumprem muito bem, como fazer casas para botões.

É importante saber o que uma máquina de costura pode fazer bem mais rápido e com a mesma qualidade de uma costura à mão, como casear ou chulear/fazer ziguezague em uma peça. Mas temos que lembrar sempre o que a costura à mão tem seu valor também!

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Apetrechos para o quilt da minha colcha de retalhos, que será feito à mão!

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Espero que este post tenha te animado para costurar à mão também!
Beijos e boas costuras!

13 anos de blog e sincronicidades
Look do Dia – Blusa com Mangas Morcego!
Sobre paciência, atenção e perseverança
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Blusa de castigo no cabide por três semanas.

Olá!

Na tarde de 4a feira coloquei três cortes de linho em cores diferentes de molho (em baldes separados), para tirar alguma goma deles e para encolher. Sempre é bom fazer isso com os tecidos naturais. Assim ficaram por algumas horas. Escorri um a um, passei por água corrente e, por último, uma colher de sal em cada balde da última água limpa para ajudar a manter a cor.

Espremi um a um e estiquei em um varal para secar, na varanda de casa. Deixei bem perto da porta para não pegar sol quando amanhecesse. Ontem de manhã, quando fui recolher, uma surpresa: um dos tecidos tinha sido “atingido” por cocô de pombo, em dois lugares diferentes. Ai que raiva!

Respira Katia, respira!

Recolhi tudo, guardei os dois tecidos limpos e lá fui eu lavar o tecido lindo e sujo à mão.
Por uma certa impaciência (ou raiva mesmo) com o ocorrido, enxaguei e centrifuguei à máquina (mesmo sabendo que não deveria, linho e seda não gostam de máquina de lavar). Deixei secando dentro de casa, já que não iria pingar e não queria correr mais riscos colocando na varanda novamente.

Desabafei no Facebook pedindo dicas de como espantar pombos. Dicas recebidas (obrigada Bia, Vanessa B., dona Ilda e Vanessa A.!). Vou procurar o produto indicado e a coruja de madeira neste final de semana!
Enquanto preparava estes mesmos linhos para a costura no dia anterior, resolvi que teria um pouco de paciência e retomaria uma blusa que estava parada.

(Parênteses: Tinha começado a fazer a blusa há algumas semanas, um modelo bem bonito num tecido que adoro, com fechamento nas costas, diferente de tudo que eu tenho no armário. Fiz quase tudo e quando fui vestir, não gostei do resultado. Ficou parada. Dias depois, aproveitei a visita dos meus pais em casa para pedir à minha mãe que me ajudasse a marcar os ajustes necessários na blusa.

Problema principal, o decote que estava muito alto, quase me enforcando. Por preguiça de desfazer uma costura tão perfeita, pedi que minha mãe aumentasse o espaço das costas, na parte onde vão os botões e casas para folgar tudo. Aí ouço: “filha, o certo mesmo é você refazer esse decote. Mas se é assim que você quer…”

Ela alfinetou também as laterais e deixou uma marca de onde deveria ficar o último botão nas costas. E assim a blusa ficou por alguns dias, marcada e parada. Rolou um desânimo com o projeto, eu assumo.

Admirando a lindeza do tecido, peguei a blusa na noite de 4a feira e pedi ao marido me ajudasse a provar, devolvendo as costas às posições originais do fechamento. Alfinetei a nova abertura do decote e fui dormir animada. Fim dos parênteses.)

Depois de lavar o tecido acidentado por algum pombo que resolveu morar no meu telhado, o que não estava nos meus planos, fui mexer na blusa. Fiquei pensando que este é um dos tecidos Liberty mais lindos que eu já tinha comprado e a blusa ficará muito boa com um shorts jeans que eu comprei há poucos dias, com uma saia plissada que eu adoro, com a minha querida pantalona e com um futuro shorts de algodão que quero fazer.

Marquei tudo com o giz, descosturei o lindo decote que estava feito com revel (esse da foto do começo do post) e mudei o projeto, usando um viés lindo para dar o novo acabamento. Eu queria usar o viés bonito desde o começo do projeto, prova de que coincidências não existem mesmo.
Respirei mais uma vez, pois encostar a tesoura em peça que já está quase pronta me dá aflição. Cortei o tanto necessário para abrir o decote. Apliquei o viés que queria usar desde o começo.

Novidade: consegui provar a peça sozinha, já que consigo vestí-la fechada depois de alterado o decote. O caimento ficou incrivelmente melhor!
Notei que as alterações nas laterais que a minha mãe havia marcado ainda se faziam necessárias. Marquei com o giz, alfinetei, costurei, desfiz as costuras anteriores que incluíam o caminho mais curto de unir as duas pontas e passar uma costura de acabamento só, que a minha mãe também reprovou quando viu.

Abri as costuras a ferro e fui provar mais uma vez. Estava tudo no lugar, oba!
Prossegui as costuras necessárias para acabar a peça, desejando que acontecesse ainda no mesmo dia.

Pausa para uma saída que já estava programada para resolver algumas coisas. No caminho de volta, uma ligação para a minha mãe contando que havia retomado a blusa, que tinha consertado o decote e que os acertos que ela tinha marcado ficaram bons.

Chegando em casa, fiz as casas de botão e o trabalho à máquina terminou. Levei a blusa para a sala, liguei o ventilador, abri as casas, preguei os botões e fiz parte do acabamento à mão nas cavas em frente a TV.

Fim do expediente. Fui jantar na casa dos meus pais e aproveitei para mostrar a blusa quase pronta para a minha mãe, que pareceu satisfeita.

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Quase pronta.

Na manhã de hoje, concluí as costuras à mão. Em mais uma prova, decidi colocar mais um botão e assim a cintura ficaria mais bonita. Fiz o que faltava para terminar. Pausa para o almoço. Uma última passada a ferro em toda a peça e a blusa está pronta! E eu adorei como ficou

Fotos e texto para o blog (vem ver mais na 2a feira!). Fim do projeto.

Concluí que o retrabalho e as poucas etapas que faltavam para fazer a blusa me tomaram pouco mais de um dia. A atenção ao projeto desde o começo teria feito com que eu gastasse menos tempo para fazer, mas a atenção aos detalhes também toma tempo e eu sou muito detalhista. A paciência de segurar a ansiedade, respirar fundo e ir mexendo parte a parte até que tudo fique bom, sem pular etapas. E a perseverança para não deixar a peça de lado definitivamente, já que está começada – num dos tecidos mais lindos que eu tinha – tem que ser terminada, sem “pegar bode” dela depois.

Ao costurar ou fazer qualquer atividade artesanal é preciso ter paciência, atenção e perseverança, já que nem sempre as coisas dão certo na primeira tentativa. Mas a alegria de terminar, de ficar como pretendido no começo e ficar doida para usar (ou presentear) faz todo o percurso valer a pena.

(Último parênteses: o linho acidentado resistiu bravamente ao cocô de pombo, à lavagem, ao enxágue e centrífuga na máquina. Está esperando “na fila” para virar um vestido. Quando isso acontecer, eu sei que vou lembrar deste dia, rs!)

Beijos, bom final de semana e boas costuras!

13 anos de blog e sincronicidades
Look do Dia – Blusa com Mangas Morcego!
7 anos de casamento (ou Bodas de Lã)

Olá!

Ontem eu completei 7 anos de casada. Eu e o marido estamos há quase 18 anos juntos. Aos 34 anos, estou na fase da vida em que passei mais tempo com ele do que sem. Números grandes como esses às vezes assustam, mas também encorajam.

O melhor dos últimos anos foi simplesmente aproveitar o momento nessas datas especiais, sem criar expectativa demais. Ontem cuidamos da casa de manhã, almoçamos fora, cochilamos à tarde com aquele barulhinho bom da TV ligada no volume baixinho e à noite saímos para jantar.
Não precisamos de mais que isso. Não trocamos presentes, como tem sido o nosso hábito, e o dia inteiro foi ótimo!

Se eu puder dar uma dica para quem está começando uma caminhada como essa ao lado de alguém, eu na verdade daria três:
– Conciliação: Por mais companheiros e cúmplices que sejam, se cada metade não conciliar seus interesses e vontades com a outra metade, se nunca cederem um pouquinho pelo outro, as coisas não vão para frente.
– Planos para o futuro: pode ser para a semana, pode ser para as próximas férias ou para a aposentadoria. Não cultivar planos e não ter objetivos para serem alcançados juntos deixa a relação muito “parada”. A nossa vida é bem mais legal e interessante quando temos algo em comum para ir atrás.
– Amor ao lar: eu sou bem “rueira” e amo viajar, mas cuidar do meu canto com ele (e com meus meninos peludos) faz toda a diferença. Da almofada nova na sala ao vasinho de flor à mesa em um dia comum, cuidar do espaço em comum ajuda demais.

Eu falo isso porque em alguns momentos já superados (ufa), nós passamos pela falta de alguma dessas coisas. E isso doeu. Se o amor é suficiente para recuperar o que falta, também já é meio caminho andado. Simplesmente porque você está interessada no outro e no bem-estar do outro. Porque a vida dos dois juntos vale a pena.

Ri, meu marido, meu namorado, meu melhor amigo e minha cara metade: obrigada pelos nossos 7 anos juntos sob o mesmo teto! Obrigada pelo café na cama, pela paciência com meus surtos domésticos e costurísticos, por cuidar bem dos nossos filhos cachorros, por ser minha melhor companhia nas viagens. Que venham mais 7 anos por muitas vezes em nossa vida. Te amo!

Beijos!

Look do Dia – Vestido Envelope com Drapeado!
13 anos de blog e sincronicidades
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
Sobre o Blog ⟩
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