Uma nova sala, com almofadas e pufes renovados por mim!

O primeiro trimestre deste ano foi intenso. Este trimestre está do mesmo jeito. Um dos movimentos que aconteceu por aqui no começo do ano foi a reforma da sala de casa, que estávamos tocando bem devagar desde o ano passado.

Eu e o Ricardo decidimos procurar profissionais que pudessem nos ajudar, pois desta vez a gente só sentia que queria mudar a sala, mas não tínhamos uma ideia clara na cabeça do que fazer de fato.

A sala sempre foi menos utilizada do que poderia, as pessoas chegavam em casa e iam direto para a cozinha. Estávamos cansados do visual desse cômodo, além dos estofados estarem meio detonados (principalmente por conta da fase destruidora da bebê Leia).

Resolvemos contratar a Buji, das queridas Ana e Barbara, que apresentaram um projeto com a nossa cara: mais moderno, aconchegante, alegre, criando um ambiente mais claro e com cores. O que me atraiu na proposta de trabalho das meninas é que elas sempre buscam aproveitar o que já temos em casa, dos móveis aos objetos que estão em outros cômodos.

Tivemos que fazer uma pequena obra pois a sanca e toda a moldura de gesso da sala foram retiradas (ufa!), agora temos uma parede de tijolinhos e a escada também ganhou um trato, retirando o carpete e restaurando o granilite lindão que tinha embaixo.

Já que a estrutura do sofá e das poltronas estava em bom estado, tudo foi revestido com novos tecidos. O restante do processo foi mais simples, com pintura de paredes e portas, mudança de lugar dos móveis e toques espertos de decoração no dia da montagem por parte das meninas.

Almofadas novas

Eu comentei com as meninas que, na hora de refazer as almofadas, eu queria costurá-las. A Barbara e a Ana deram uma olhada pessoalmente no meu acervo de tecidos e escolheram uma composição linda demais!

Fiz as capas novas sem fechamento com zíper e optei por aquele fechamento transpassado, como os usados em travesseiros.

Os tecidos escolhidos foram:

  • Algodão Liberty estampado, comprado em San Francisco em 2015 (post aqui). Eu “dublei” este tecido com uma entretela fina para dar mais estrutura e fiz duas almofadas iguais.
  • Seda amarela, comprada em Berlin em 2014 (post aqui). Curiosidade: eu comprei esse tecido pensando em fazer uma blusa com ele, mas depois vi que era muito estruturado para o que eu pensei. Hoje em dia sei também que a cor não é boa para mim… Ou seja: vivendo, aprendendo e aproveitando o tecido para outro fim, rs!
  • Lã que restou do meu casaco com capinha, feito em 2016 (post aqui). Amei o contraste de cor e de textura desta almofada com as demais!

Aliás, eu sempre gostei de fazer almofadas novas para a sala, de tempos em tempos fui trocando… Alguns posts para outras almofadas que já fiz são este, este e este.

Pufes Renovados

A gente tinha esses pufes na sala há muitos anos e não estávamos muito animados a fazer algo novo com eles. As rodinhas estavam quebrando e a gente nunca achava uma boa posição para estas peças. Quando compramos, a ideia era ter mais lugares para sentar quando precisássemos acomodar mais gente, mas os pufes foram ficando de lado.

A Ana me convenceu a reformar os pufes e, já que eu faço crochê, a pedida foi fazer capas com fio de malha na cor cinza, para deixá-los mais neutros em relação ao sofá e às poltronas coloridas.

Um dos desafios foi fazer tudo em cerca de uma semana. Quem usa fio de malha sabe como trabalhar com ele cansa as mãos, apesar do rendimento ser bom devido à espessura do fio. Outro desafio foi comprar uma grande quantidade de fio, não achei rolos iguais de jeito nenhum à pronta entrega nos armarinhos que fui. O jeito foi comprar o que eu achei e deixar propositalmente um efeito “50 tons de cinza” nas peças, rs!

Eu usei a técnica de crochê circular usada nos amigurumis e que eu já tinha usado também nos cachepôs de crochê que fiz ano passado (post aqui). Ficou um “degrau” na troca de fios, mas confesso que não me incomodou. Usei quase 3kg de fio de malha da Euroroma (tecidos e cores variadas) em cada um deles.

Ah, as rodinhas velhas saíram e agora pezinhos “palito” de madeira deixaram os pufes mais firmes, um tiquinho mais altos e mais proporcionais com as capas novas!

Sala Pronta

Agora está tudo com cara de novo, mais claro, mais clean e mais alegre. Em cada cantinho tem um pouco das nossas melhores lembranças, como livros de música, nossos discos, fotos, pôsteres, lembranças de viagem e etc. Quem já passou por aqui adorou a sala nova e nós também! Além contarmos com a aprovação total das crianças aqui de casa: os nossos doguinhos Luke e Leia!

(Clique em uma das fotos para abrir a galeria e ver em tela cheia!)

Como eu comentei no post anterior, não costurei nenhuma roupa nova para mim em 2018, por isso mesmo ir para a máquina para fazer as almofadas novas da sala foi uma delícia! E fazer crochê sempre me deixa muito feliz!

Que tal usarmos nossas habilidades craft para renovar a nossa casa?

A saga da almofada de crochê
Cachepôs de Crochê!
5 Anos de Blog – Minha Manta de Retalhos está de volta!

Quem lê o blog desde o começo sabe desta saga: em 2013 decidi unir retalhos especiais para fazer uma colcha usando a técnica do Jardim da Vovó, com hexágonos costurados à mão.

Sim, agora em maio o projeto vai comemorar cinco anos, entre idas e vindas, nossa! Estou empenhada para terminar logo esta manta de uma vez por todas, rs!

A retomada

Quando eu estava viajando no último Carnaval, me dei conta de que ainda não tinha costurado nada em 2018. Fiquei pensando no que eu poderia fazer ao voltar para casa e, no lugar de começar uma costura nova, resolvi pegar a manta para terminar.

Projeto parado é material e tempo parados, e, no caso desta manta, um bocado de história também!

Primeiro vídeo da manta

Então, depois de dois meses de retorno aos trabalhos (geralmente usando a minha famosa técnica de pegar por uma hora por dia), fiz ontem uma live no YouTube (já se inscreveu no meu canal?) contando como foi retomar esse projeto, em que etapa estava e etc. É muito engraçado porque, há cinco anos atrás, eu nem imaginava que teríamos Stories no Instagram para mostrar a rotina desse trabalho e muito menos eu achava que faria vídeo no YouTube sobre ele!

(Link para o vídeo)

  • Qual a história desse projeto?
  • Como é a técnica?
  • Em que pé está o meu projeto no momento?
  • Outras aplicações da técnica do Jardim da Vovó
  • Livros de referência
  • O que falta fazer?

Já que a colcha/manta começou a fazer parte da minha vida apenas dois meses depois da criação deste blog, rolaram posts sobre ela ao longo de todos estes anos, só em 2017 que não! Em complemento ao vídeo, resolvi deixar aqui um apanhado destes posts sobre a colcha (que depois foi modificada para uma manta).

Explico: no blog antigo tinha uma página só para reunir estes posts e, aqui no blog atual, o conteúdo acabou se misturando aos demais posts de costura.

Bora recapitular?

O que rolou em 2013

Maio: Iniciando a colcha e Escolhendo o modelo da colcha
Junho: Novos retalhos e Novos retalhos e novo molde para cortar o papel
Julho: Progresso da colcha e Novos retalhos
Agosto: Pesquisa in loco na Liberty e Progressos de agosto
Outubro: Progressos de setembro

O que rolou em 2014

Janeiro: Progressos de dezembro e a primeira mudança de projeto (rs)
Fevereiro: Progressos de janeiro – compra de materiais e novos retalhos
Julho: Progressos de maio e junho – Hexágonos brancos

O que rolou em 2015

Fevereiro: Progressos de dezembro e janeiro – hexágonos brancos e início da montagem da colcha

O que rolou em 2016

Julho: Retomada e outra mudança de projeto (rs)

Outros projetos com Hexágonos

No vídeo eu mostrei outros projetos em que apliquei a técnica dos hexágonos de tecido. Se você quiser ver algum em detalhe, veja os posts abaixo!

Almofada com hexágonos aplicados com ponto caseado
Cesto com hexágonos aplicados com pontos invisíveis à mão
Mochila com hexágonos aplicados com quilt à máquina (matelassê)

 

Agora eu termino, vocês vão ver!
É um projeto muito especial para mim e está mais do que na hora de colocar a peça pronta em uso!

E, se você quiser acompanhar o dia-a-dia desta manta, é só conferir lá nos Stories do meu Instagram!

Colcha de Retalhos – um filme e uma vontade
Minha colcha de retalhos – Patchwork Hexagonal
Minha Máquina de Overloque – Singer Ultralock 14SH754 – Primeira vez na Assistência

Faz tempo que eu não faço um post sobre a minha overloque, né?! O último foi este aqui, quando completou 2 anos de uso. Aliás, neste post deixei dicas que deram certo para mim e respostas para algumas dúvidas frequentes, vale conferir!

De volta pro meu aconchego de costura.

Na verdade, não teve mais post sobre a máquina depois de 2016 porque tudo andava bem por aqui, sem nenhum problema ou novidade. A minha Encantada desde o começo tem costurando de tudo um pouco, normalmente! A minha Singer Ultralock está às vésperas de completar 4 anos aqui em casa e permaneço satisfeita!

Mas, dia desses, rolou um pequeno acidente durante o conserto de um vestido meu e eu resolvi fazer este post para contar.

Xi, desregulei a máquina!

Sim, estava refazendo a costura de um vestido (este aqui), da união da parte de cima com a saia do vestido. Como ele já tem acabamento feito, levantei a faquinha da overloque pois não precisava refilar os tecidos.

Nessa parte que eu estava refazendo a costura, tinha duas camadas da malha de rayon e um elástico aplicado com os “três pontinhos” da máquina doméstica.

Num dado ponto, um laçador (uma daquelas “agulhas” da parte de baixo da máquina) enroscou no elástico. Aí deu tudo errado: as duas agulhas de cima quebraram na hora e a máquina passou a fazer um barulho que não fazia antes, como se tivesse algo batendo.

Parei tudo, coloquei novas agulhas, limpei a máquina e passei todos os fios de novo. Ao costurar para formar aquela “correntinha”, vi que estava pulando ponto e o barulho continuava. Observando o funcionamento da máquina com a tampa aberta, o laçador mais à esquerda estava mesmo batendo num lugar que não deveria, tinha desregulado.

O que fazer?

Eu até encontrei o problema sozinha, mas não quis mexer na máquina eu mesma. Eu sei que é bem tentador, mas tenho receio de causar um estrago maior. Levei a uma assistência técnica da Singer, que confirmou que o laçador estava desregulado mesmo. Aproveitando, sugeriram afiar a faquinha, achei uma boa fazer isso depois de 4 anos de uso. Três dias depois eu estava com a minha máquina de volta.

Recebo muitos comentários, tanto sobre a overloque quanto sobre a máquina de costura relatando barulhos ou problemas diversos. É bem difícil dar um diagnóstico sem ser técnica no assunto e sem ver a máquina pessoalmente.

Quando alguma coisa dá errado na costura (mesmo com prática, de vez em quando acontece, como deu para notar), eu sempre repasso a linha toda, retiro a bobina e recoloco – no caso da máquina de costura ou repasso todos as linhas da overloque. Aproveito para limpar e lubrificar a máquina e conferir se todos os seletores estão nas posições corretas (ponto, largura e comprimento do ponto, tensão da linha). Troco a(s) agulha(s) por nova(s) se estiverem em uso há um tempo. No caso da overloque, testo também a tensão de cada um dos 4 fios. Tudo isso é simples mas pode interferir no bom funcionamento de uma máquina de costura ou de overloque. Ao final, testo a costura num retalho e, se ainda assim não der certo, pode ser um problema que a assistência técnica tenha que conferir.

Nos casos de barulhos incomuns, como o que aconteceu comigo, tem uma chance grande de ter algo desregulado ou quebrado na máquina. Eu, pessoalmente, prefiro não mexer e levar a um técnico para olhar e consertar para mim.

Ou seja, a minha primeira experiência com assistência técnica de verdade foi tranquila. Antes disso, só tinha levado a Velhinha para um bom trato e para instalar um motor elétrico nela quando a minha mãe me deu, em 2011, antes de eu sonhar em ter um blog. Ela também continua funcionando direitinho!

Portanto, se algo der errado na sua costura tente:

1. Repassar as linhas da máquina,

2. Limpar a máquina,

3. Lubrificar a máquina nos pontos recomendados pelo fabricante (uma gotinha de óleo específico para máquina em cada ponto recomendado é suficiente),

4. Trocar a(s) agulha(s) por nova(s),

5. Conferir a tensão da(s) linha(s),

6. Testar num retalho de tecido.

 

Aí, se nada der certo, aconselho procurar uma assistência técnica!

Cuidar bem das nossas companheiras de costuras faz com que a gente a tenha um bom uso por mais tempo, vale a pena!

Minha máquina de overloque – Singer Ultralock 14SH754 – 2 anos depois
Minha máquina de overloque – Singer Ultralock 14SH754 – 1 ano depois
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy e Game of Thrones, esposa, dona de casa, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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