A volta às costuras depois de um ano

No dia 11/03 este amado blog completou mais um ano no ar. Há pouco mais de 6 anos eu erguia essa casinha virtual, à prova de algoritmos de redes sociais e afins. Tá aqui, sempre com as portas abertas para quem quiser entrar. Eu comecei este post em março por conta do aniversário do blog e parei várias vezes por diversas razões. Assim como nesse último ano eu não consegui postar com frequência, eu também não consegui costurar até abril. 

Não conseguir exercitar estas duas coisas é algo bem difícil para mim, pois fazem parte do meu propósito no mundo. Através da costura e da escrita eu me encontrei comigo mesma, comecei a trilhar um novo caminho na vida. Mas quando a vida estava muito turbulenta, não tinha forças nem inspiração para nenhuma delas.

No meu aniversário eu voltei a escrever. Foi o melhor presente que eu poderia me dar, além das múltiplas comemorações (sagitariana festeira sempre, rs). Meu ateliê esteve soterrado de bagunça, de documentos de inventário e de divórcio nesse período todo, não dava o menor ânimo de entrar nele e tentar costurar algo, logo eu que sempre fazia uma peça nova como presente pra mim mesma, mas já era um bom recomeço voltar a escrever.

As últimas coisas que eu tinha costurado foram as novas capas de almofada – para arrematar com algo feito por mim – para a sala então recém reformada em março de 2018. Até hoje é um cômodo que gosto demais na minha casa, onde leio, relaxo, brinco com meus cachorros, recebo minha família e amigos, decoro com flores, ouço meus discos de vinil.

Desde fevereiro eu voltei a dar aulas com regularidade, seguindo a retomada que tive com as aulas no Sesc Ipiranga no final do ano passado. Uma pequena parte do meu ateliê foi encaixotada e seguiu rumo para o Atelier Bouquet (depois preciso contar sobre ele com mais detalhes). A vontade de costurar voltou.

Baby Steps

Recomecei com coisas muito simples. Uma nova calça jeans que precisava de barra (eu já disse que AMO fazer barra? É sério!). Como o ateliê em casa estava (e ainda está) muito bagunçado e eu precisava de ajuda para marcar a altura correta deste ajuste, peguei a minha máquina, a calça e fui para a casa da minha mãe.

Com a máquina de costura na cozinha da casa onde nasci e cresci, fiz minhas costuras. Simples, mas que encheram meu coração. Para acompanhar, um café da tarde com bolinhos de chuva e leite com nescau. Eu estava de volta, finalmente. Lembro de contar essa passagem para a minha psicóloga na terapia poucos dias depois e chorar de emoção.

No mesmo dia eu consertei meu macacão jeans velho de guerra que tinha descosturado na parte trás, de onde saem as alças. Eu forcei muito esta costura quando usei o macacão numa fase em que ele estava muito apertado. Foi fácil de resolver depois de eu e a minha mãe irmos juntas num armarinho próximo comprar linha de pesponto.

De volta às origens

Dali em diante, outras costuras vieram. Algumas a trabalho e outras para mim. Aquele bloqueio finalmente ficou pra trás. Hoje em dia não tenho tanto tempo para costurar para mim como eu tinha antes, já que eu agora cuido da casa e dos cachorros sozinha, além de ter voltado a trabalhar parte do tempo fora. E tá tudo bem ser assim. Eu tive muito tempo para praticar livremente e sou grata por essa fase, agora a costura também é meu trabalho. Então, se eu estou ensinando e não estou costurando para mim, estou feliz da mesma forma.

Tenho uma pilha enorme de consertos e ajustes para fazer, continuo precisando de calças (um gargalo eterno, hahaha!). Aos poucos eu vou dar conta disso. Tinha várias ideias para um #armariohandmade de inverno, mas já estamos praticamente na metade de agosto, então eu acho que vou deixá-las para o ano que vem. Mesmo assim, nesta 2a feira eu comecei a fazer um casaco forrado com a Patricia Cardoso e estou muito animada de voltar a fazer aulas com ela, que me ensinou a costurar em 2011 e que também me fez ficar apaixonada por esse mundo da costura. Como a gente falou nesta primeira aula do casaco, provavelmente a nossa relação com a costura é a mais estável e durável que temos, hahaha!

#escrevekatiaescreve

Eu tenho muito assunto para colocar em dia por aqui, não sei como vou organizar mais de meio ano sem posts. Eu ando postando meus textões no instagram enquanto isso, rs. Segue #escrevekatiaescreve que você terá uma boa ideia de como a vida segue por aqui. Um dos posts que mais mexeu comigo foi este aqui:

 

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Sobre recuperar a minha identidade: semana passada comecei a trocar meus documentos. Fui lindona no Poupatempo e saí sorrindo nas fotos (só no TRE que não podia, rs). Não via a hora de pegar esses documentos. Os anteriores não eram mais meus. O nome que estava em cada um deles não era mais meu. Recuperar o sobrenome escolhido pelos meus pais me deu uma sensação de volta pra casa, pros valores que eles me passaram, pra força que todos nós temos. O nome que eu carreguei por alguns anos não me pertence mais, é de uma família que não é mais a minha, é de uma pessoa que me fez bem por um tempo, até que não o fez mais. Mas a Katia F deixou um legado para a Katia da Silva e eu vou honrá-lo com muito carinho: a Katia F aprendeu a costurar e a Katia da Silva transformou em profissão com muito amor e propósito, a Katia F aprendeu e se percebeu feminista e a Katia da Silva segue firme no propósito de que as mulheres precisam parar de se ferrar nesse mundo machista, racista e patriarcal, a Katia F deixou para a Katia da Silva condições de ser uma mulher independente e livre. Voltar a assinar o meu nome de nascimento (e nunca mais trocar de novo) está sendo lindo! #escrevekatiaescreve

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Enfim, é isso. Estou de volta à escrita e às costuras. O coração está mais tranquilo, a mente está cheia de planos e as mãos seguem ocupadas. Obrigada por me acompanhar nessa caminhada!

Voltei a dar aulas! Primeira parada: Sesc Ipiranga
Um novo armário handmade para uma nova fase
2019 de vida com verdade!

Que gostoso foi voltar a escrever! Para mim, escrever tem muito a ver com eu me reconectar com as minhas verdades, sabe?

Em 2018 eu me certifiquei de minhas convicções, das minhas verdades, dos meus valores, das minhas origens. E também me conectei profundamente com a minha espiritualidade.

Nesses momentos de total entrega a uma força muito maior que eu, tive a oportunidade de abrir a minha mente e sentir com todo o meu corpo o que eu tinha que fazer para lidar com a perda do meu pai e para seguir em frente após o término do meu casamento.

Faltando pouco para a chegada de 2019 eu queria dividir aqui algumas destas palavras que tanto me ajudaram a abrir este novo caminho! São estes os meus votos para você que me acompanha!

Proteção

Proteção espiritual e mental para que a gente não se deixe abater por energias negativas que eventualmente algumas pessoas tentem depositar em nós. Proteja-se de pessoas que mentem, que depositam energia negativa em você, que te subestimem, que não te dão valor ou que te maltratem. Afaste-se delas por mais que seja duro.

Equilíbrio

Equilíbrio do nosso corpo, cuidando de nossa saúde; equilíbrio psicológico, para sustentar o nosso corpo e ter forças para tomar decisões para melhorar as nossas vidas; equilíbrio espiritual, para receber esta força que só pode nos fazer bem.

Desprendimento

Aprenda a se desligar do passado, aquele tempo que não existe mais. Deixe o passado para trás e aprenda a não falar mais dele (eu ainda estou vivendo esse momento e me distanciando cada vez mais). Desligue-se também de toda a energia que possa te trazer sofrimento.

Mudança

Foque no futuro, só depende de você transformá-lo num presente cheio de propósito e abundância. Não deixe de ter coragem para tomar decisões.

Desenvolvimento

Saber que somos sobreviventes é muito bom e precisa ser celebrado. Mas não podemos ficar tempo demais nessa condição. Precisamos aproveitar o fortalecimento proporcionado pela sobrevivência das provações e desenvolver tudo o que precisamos. Sempre olhando para frente e para cima. E quem te acompanhar deverá olhar na mesma direção.

Gratidão

Saber que não estamos sozinhas no mundo e saber que estas pessoas nos acompanharão porque nos amam como somos é motivo para muita gratidão. E essa gratidão é o primeiro passo para a felicidade.

Levante a cabeça e brilhe, sempre.

Que 2019 seja um ano maravilhoso!

Os Melhores Posts de 2017!
Um 2017 Brilhante para todos nós!
Uma nova sala, com almofadas e pufes renovados por mim!

O primeiro trimestre deste ano foi intenso. Este trimestre está do mesmo jeito. Um dos movimentos que aconteceu por aqui no começo do ano foi a reforma da sala de casa, que estávamos tocando bem devagar desde o ano passado.

Eu e o Ricardo decidimos procurar profissionais que pudessem nos ajudar, pois desta vez a gente só sentia que queria mudar a sala, mas não tínhamos uma ideia clara na cabeça do que fazer de fato.

A sala sempre foi menos utilizada do que poderia, as pessoas chegavam em casa e iam direto para a cozinha. Estávamos cansados do visual desse cômodo, além dos estofados estarem meio detonados (principalmente por conta da fase destruidora da bebê Leia).

Resolvemos contratar a Buji, das queridas Ana e Barbara, que apresentaram um projeto com a nossa cara: mais moderno, aconchegante, alegre, criando um ambiente mais claro e com cores. O que me atraiu na proposta de trabalho das meninas é que elas sempre buscam aproveitar o que já temos em casa, dos móveis aos objetos que estão em outros cômodos.

Tivemos que fazer uma pequena obra pois a sanca e toda a moldura de gesso da sala foram retiradas (ufa!), agora temos uma parede de tijolinhos e a escada também ganhou um trato, retirando o carpete e restaurando o granilite lindão que tinha embaixo.

Já que a estrutura do sofá e das poltronas estava em bom estado, tudo foi revestido com novos tecidos. O restante do processo foi mais simples, com pintura de paredes e portas, mudança de lugar dos móveis e toques espertos de decoração no dia da montagem por parte das meninas.

Almofadas novas

Eu comentei com as meninas que, na hora de refazer as almofadas, eu queria costurá-las. A Barbara e a Ana deram uma olhada pessoalmente no meu acervo de tecidos e escolheram uma composição linda demais!

Fiz as capas novas sem fechamento com zíper e optei por aquele fechamento transpassado, como os usados em travesseiros.

Os tecidos escolhidos foram:

  • Algodão Liberty estampado, comprado em San Francisco em 2015 (post aqui). Eu “dublei” este tecido com uma entretela fina para dar mais estrutura e fiz duas almofadas iguais.
  • Seda amarela, comprada em Berlin em 2014 (post aqui). Curiosidade: eu comprei esse tecido pensando em fazer uma blusa com ele, mas depois vi que era muito estruturado para o que eu pensei. Hoje em dia sei também que a cor não é boa para mim… Ou seja: vivendo, aprendendo e aproveitando o tecido para outro fim, rs!
  • Lã que restou do meu casaco com capinha, feito em 2016 (post aqui). Amei o contraste de cor e de textura desta almofada com as demais!

Aliás, eu sempre gostei de fazer almofadas novas para a sala, de tempos em tempos fui trocando… Alguns posts para outras almofadas que já fiz são este, este e este.

Pufes Renovados

A gente tinha esses pufes na sala há muitos anos e não estávamos muito animados a fazer algo novo com eles. As rodinhas estavam quebrando e a gente nunca achava uma boa posição para estas peças. Quando compramos, a ideia era ter mais lugares para sentar quando precisássemos acomodar mais gente, mas os pufes foram ficando de lado.

A Ana me convenceu a reformar os pufes e, já que eu faço crochê, a pedida foi fazer capas com fio de malha na cor cinza, para deixá-los mais neutros em relação ao sofá e às poltronas coloridas.

Um dos desafios foi fazer tudo em cerca de uma semana. Quem usa fio de malha sabe como trabalhar com ele cansa as mãos, apesar do rendimento ser bom devido à espessura do fio. Outro desafio foi comprar uma grande quantidade de fio, não achei rolos iguais de jeito nenhum à pronta entrega nos armarinhos que fui. O jeito foi comprar o que eu achei e deixar propositalmente um efeito “50 tons de cinza” nas peças, rs!

Eu usei a técnica de crochê circular usada nos amigurumis e que eu já tinha usado também nos cachepôs de crochê que fiz ano passado (post aqui). Ficou um “degrau” na troca de fios, mas confesso que não me incomodou. Usei quase 3kg de fio de malha da Euroroma (tecidos e cores variadas) em cada um deles.

Ah, as rodinhas velhas saíram e agora pezinhos “palito” de madeira deixaram os pufes mais firmes, um tiquinho mais altos e mais proporcionais com as capas novas!

Sala Pronta

Agora está tudo com cara de novo, mais claro, mais clean e mais alegre. Em cada cantinho tem um pouco das nossas melhores lembranças, como livros de música, nossos discos, fotos, pôsteres, lembranças de viagem e etc. Quem já passou por aqui adorou a sala nova e nós também! Além contarmos com a aprovação total das crianças aqui de casa: os nossos doguinhos Luke e Leia!

(Clique em uma das fotos para abrir a galeria e ver em tela cheia!)

Como eu comentei no post anterior, não costurei nenhuma roupa nova para mim em 2018, por isso mesmo ir para a máquina para fazer as almofadas novas da sala foi uma delícia! E fazer crochê sempre me deixa muito feliz!

Que tal usarmos nossas habilidades craft para renovar a nossa casa?

A saga da almofada de crochê
Cachepôs de Crochê!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação e várias outras coisas por admiração e escolha própria: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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