Resgatando uma paixão antiga: a fotografia

Livro “Roube como um Artista”, de Austin Kleon. Foto: eu!

Enquanto eu estava na faculdade de publicidade, eu tive uns dois ou três semestres de fotografia. Em meio a tantas matérias interessantes, eu descobri a fotografia como uma paixão.

Na época, aprendíamos a manusear câmeras analógicas totalmente manuais, aprendíamos a revelar filmes (e antes de revelar, cada clique tinha que ser bem pensado, pois o filme tinha no máximo 36 poses) e a ampliar as imagens para o papel fotográfico.

Lembro que aprendemos também a fotografar com cromo (um filme maior, quadrado e que já saía com a imagem positiva) e a disciplina de fotografia digital se resumia a escanear estes cromos e trabalhar as imagens nos programas de edição de imagem. Não sou novinha, como dá para perceber, mas já existia Photoshop na virada para os anos 2000, rs!

Enfim, eu fiquei tão encantada com tudo isso a ponto de querer mudar de curso. Mas já estava no meio do caminho, em uma super faculdade, acabei seguindo até o final dos quatro anos de publicidade.

A paixão pela fotografia nunca me abandonou, apesar de eu nunca ter retomado os estudos. Antes que os celulares tivessem ótimas câmeras, eu sempre tinha uma câmera comigo.

Nesses tempos de faculdade e de descoberta da fotografia, me apertei um pouco financeiramente e comprei uma Canon EOS500n. Em qualquer minutinho livre, eu saía clicando por aí e me dava muito bem com essa amiga.

Aproveitava os dias de folga do trabalho que caíam durante a semana para passar a tarde no laboratório da faculdade revelando os filmes e ampliando as fotos. Quanto mais amareladas ficavam as minhas unhas e quanto mais as mãos cheiravam forte das químicas utilizadas, mais eu ficava feliz! Adorava também ir à Conselheiro Crispiniano, no centro, comprar materiais nas lojas especializadas.

Mas a tal “vida adulta” de trabalho o dia inteiro e estudos à noite veio pouco tempo depois, junto com o advento das câmeras digitais e eu fui deixando esse encantamento todo no passado. Até o tripé bacana que eu tinha eu acabei doando depois de um tempo. É como se eu tivesse jogado uma parte minha fora, como diz o livro da foto do começo do post.

Fotografia Digital

Nos meus tempos de fazedora de cupcakes eu precisei retomar as atividades de fotografia, já que eu mesma fazia tudo, inclusive a divulgação dos meus produtos. Uma Cibershot que o Ricardo comprou para registrar a nossa lua-de-mel em 2007 não entregava o resultado que eu precisava e aí uma Nikon D90 entrou na minha vida.

Nunca consegui me adaptar aos controles manuais dela como sabia fazer com a câmera analógica, logo vi que eu é que tinha perdido o jeito. O negócio era usar tudo no automático.

Andei com esta câmera pra lá e pra cá por alguns anos, inclusive gerando briga nas viagens porque ninguém queria carregá-la por conta do peso, mas rendiam lindas fotos mesmo no automático.

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San Francisco, 2014, com a minha D90 (pouco antes da aposentadoria).

Quando fui para San Francisco pela primeira vez, em julho de 2014, já na era deste amado blog, estava decidida a comprar uma câmera nova que fosse mais moderna e mais leve.

Minha amiga Mari, que manja muito de equipamentos, me ajudou a escolher uma Canon G16 e com ela tenho sido muito feliz, desde que ela não dê erro no cartão de memória, rs!

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Inhotim, em Minas Gerais, 2016, com a G16.

Nas últimas férias, agora em abril, estava decidida a comprar uma nova câmera, pois não dava para mandar esta que eu tenho para o concerto sem ter outra para registrar as imagens do blog e, muito importante, registrar momentos da nossa vida e das viagens que fazemos.

Não é que tudo se resolveu foi com um novo celular? Os cliques que a Ane fez com um iPhone 7 Plus e que estão neste post me fizeram ir no mesmo dia a uma loja da Apple e comprar um pra mim (sério!).

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Um registro com um iPhone 7 Plus da minha G16, que anda sempre comigo. Tá com defeito, mas ainda é muito querida!

E aí, desse jeito inesperado, tantos anos depois, o bichinho da fotografia me mordeu de novo. Com um celular. Tenho registrado mais, me dedicado mais (quem me segue no insta deve ter notado algumas composições, coisa que eu nunca fazia).

Percebi que tantos outros assuntos ganharam importância na minha vida e a fotografia sempre ficou num cantinho, sendo coadjuvante, esperando a hora de voltar com tudo. É como se a parte de mim que eu tinha jogado fora tivesse sido resgatada.

Oficina de Foto e Texto com Celular

No último sábado, participei de uma Oficina de Foto e Texto com Celular, das maravilhosas Mayara e Carla e posso dizer que cumpriu a missão de me atualizar e me apaixonar mais um pouco, podendo tirar melhor proveito dos recursos que eu já tenho.

A oficina é voltada aos empreendedores criativos e eu fui até lá pensando em desenvolver melhor os trabalhos aqui do blog e também das redes sociais. Mas consegui mais: a felicidade de voltar a aprender algo sobre fotografia depois de tantos anos! É um daqueles momentos em me sinto mais viva, sabe? Foi um dia super gostoso, com muita gente bacana e empenhada em desenvolver seus negócios e mostrar suas ideias do melhor jeito possível.

A parte do texto da oficina é igualmente importante e igualmente bem estruturada, vejo que tenho pensado com mais carinho ainda sobre o que escrevo! A foto que postei como resultado dos trabalhos do dia foi esta:

Então, em meio a tantas ideias que têm passado pela minha cabeça atualmente, abri um espacinho para algo que voltei a amar e que quero voltar a praticar, pois não quer dizer que já reaprendi tudo, né?!

E você? Tem a sensação de já ter deixado algo que era importante para você no passado?

(Antes de encerrar este post preciso fazer menção honrosa a dois outros equipamentos subutilizados que temos em casa: uma Diana F da Lomo – esta da foto do início do post e que clicou no máximo um filme – e a Instax que amo mas sempre esqueço de usar!)

13 anos de blog e sincronicidades
11 Anos de Blog!
Acessórios para o Inverno: Gorro de tricô!

Eu sou uma pessoa que, apesar de amar costurar, tenho amado muito fazer tricô. Não sou uma pessoa que tricota rápido então me policio para fazer um pouco por dia (tem sido uma hora por dia, praticamente todos os dias). Como eu demoro bastante para, por exemplo, tricotar uma blusa aí eu intercalo com projetos mais rápidos. Eu aprendi a fazer este gorro de tricô um pouco antes das férias e ficou pronto a tempo de colocar na mala.

Quero repetir o gorro para fixar bem como é feito, pois pode ser um bom presente, por exemplo!

O gorro de lã

Eu ganhei dois novelos de lã no amigo secreto da turma que viajou para Montevideo (post aqui) e a professora Solange disse que elas seriam ótimas para um gorro. A receita pareceu ser das mais simples e o resultado ficou ótimo!

Usei quase dois novelos da lã Lanafil (Pagliaccio – 53% lã e 47% acrílico – cor 42211) e agulha circular 5,5mm com cabo de 60cm.

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Pausa para o capuccino e para comemorar meu primeiro gorro de tricô! #tricotakatiatricota #bloguices

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Estreando o Gorro

Eu não tenho muito costume de usar gorros ou mesmo outros acessórios para a cabeça, como chapéus. Na época que eu usava franja curta eu lembro de ter tentado, mas a franja sempre acabava amassada no final…

Hoje em dia, em que meu cabelo está bem mais perto do natural (não uso mais secador, nem faço escova ou babyliss e a química das luzes e da cor fantasia está mais para as pontas) e com franja comprida, estou voltando a usar esse tipo de peça. Até porque tem horas que é mais importante proteger a cabeça do frio (ou do sol) do que se preocupar com o cabelo amassado, rs!

Eu adorei usar o gorro, pois o ventinho gelado no High Line estava presente em boa parte do passeio!

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Terminando esta série dos acessórios para o inverno, acho que ficarei bem aquecida nesta temporada mais fria que está chegando!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Viagem com Costura: New York!

Depois de San Francisco (posts aqui e aqui), eu e o Ricardo seguimos para New York. Nós estivemos lá pela primeira vez em 2010 e resolvemos voltar. Tanta coisa aconteceu nos últimos anos que a gente certamente veria a cidade com outros olhos.

Um exemplo: em 2010, eu ainda fazia cupcakes e nem imaginava costurar um dia (quanto mais ter a costura e as manualidades tão tão tão presentes na minha vida). Naquela ocasião eu me propus a comer pelo menos um cupcake de um lugar diferente por dia, para fins de pesquisa; desta vez eu queria conhecer algumas lojas de tecidos, ir a um museu voltado à moda e, principalmente, fazer um turismo menos acelerado (eu e o Ricardo somos adeptos do turismo hardcore quando o lugar é novo pra nós, rs).

Foi uma semana bem gostosa, descobrimos lugares novos, fizemos programas diferentes e voltamos a lugares que gostamos muito e que não esquecemos nesses anos entre as duas visitas.

Turismo Craft

Purl Soho

Eu namoro a Purl Soho faz tempo, recebo aquelas newletters lindas e acompanho os produtos que vendem e os projetos que disponibilizam (algums são gratuitos, aliás).

Ao chegar na loja, era tudo como eu imaginava mesmo! Visual lindo, ótima curadoria de produtos e atendimento muito bom!

Eu sempre fico tímida para pedir para tirar fotos das lojas que vou, mas lá não resisti! (Se clicar em uma das fotos da galeria, você vê tudo em tela cheia).

Compras na Purl Soho: Jeans Robert Kauffmann para a futura calça jeans própria (complementando este post), linha de costura (mas que comprei para fazer teste de um tassel/pingente), lãs grossas e delicadas ao mesmo tempo e uma linda tesoura daquelas pesadas da Merchant & Mills.

Purl Soho
Endereço: 459 Broome St, New York, NY 10013, EUA
Site

Mood Fabrics

Acredito que esta loja tenha ficado bem famosa com o Project Runaway (reality show de estilistas). A loja da Mood Fabrics de NYC fica em um prédio que você tem que entrar e possui alguns andares, mas eu e o Ricardo ficamos contentes de visitar só um deles, rs!

Lá tem muitos tecidos e são divididos por corredores (lãs, seda, sintéticos e assim por diante), muito recheados, o que dificulta a procura. Mesmo assim, batemos os olhos em dois tecidos lindos!

Compras na Mood Fabrics: Lã com seda para uma jaqueta para o Ricardo, algodão bordado bem delicado e punhos já cortados por yard.

Fomos bem atendidos por lá, mas confesso que saí com a sensação de ter deixado algo passar devido à quantidade enorme de tecidos na loja!

Mood Fabrics
Endereço: 225 W 37th St, New York, NY 10018, EUA
Site

B&J Fabrics

Mais uma loja que não dá para ver da rua, mas que valeu a subida! A loja é das mais organizadas que já vi na vida, com bandeiras (amostras) de todos os tecidos, em todos os corredores! Os tecidos eram mais nobres e mais caros. Mas todos eram de cair o queixo!

Imagem. Toque duas vezes para visualizar esta imagem em tela cheia. Toque duas vezes e mantenha para mostrar opções de compartilhamento.Compras na B&J Fabrics: Tecido de cetim escolhido no cesto de promoções e um corte de algodão Liberty (porque o amor nunca termina!)

B&J Fabrics
Endereço: 525 7th Ave, New York, NY 10018, EUA
Site

Combinações prontas

Acabou que, em um mesmo dia com a ida em duas lojas praticamente vizinhas – Mood e B&J, eu e o Ricardo conseguimos escolher os materiais para os projetos que “deram na telha”: um vestido para mim (vem festinha para eu poder costurar!) e uma jaqueta bomber para o Ricardo.

Eu fiquei feliz porque o passeio ficou mais legal por estarmos também escolhendo juntos materiais para algo que ele me pediu! Apesar de costurar há um tempo, eu nunca fiz algo do tipo para o Ricardo, porque nunca deu um “estalo” nele e nem em mim que eu pudesse fazer.

Nada como sair um pouco da rotina para novas ideias surgirem, né?!

No fim das contas, o algodão bordado da Mood combinou direitinho com o tecido acetinado da B&J. Comprei pensando num vestido mais festivo, agora só falta o evento festivo para eu poder costurá-lo, rs!

Museu do FIT

Se você estiver passeando pelo Garment District (a região das lojas de tecidos e afins), aproveite para visitar o museu do FIT (Fashion Institut of Technology), sempre tem alguma exposição rolando por lá!

Quando estávamos na cidade, a exposição era sobre designers negros americanos. Além das peças serem lindas, conhecer a história das pessoas que as criaram foi muito interessante! Muitas delas eu não conhecia, além do tema ser muito relevante e que precisa ser discutido.

The Museum at FIT
Fashion Institute of Technology
Endereço: 227 W 27th St, New York, NY 10001, EUA
Site

Museu do MET

Além do museu do FIT, veja se quando você estiver na cidade se não está rolando a exposição do Costume Institute do MET (sim, aquela que inicia depois do baile de gala que bomba na internet sempre no começo de maio). Não foi o meu caso, mas eu adoraria que a data tivesse casado!

The Costume Institute – Metropolitan Museum of Art
Endereço: 1000 5th Ave, New York, NY 10028, EUA
Site

Para visitar

Se você ama um filme ou uma série que se passa em New York, faça uma pesquisa sobre os locais onde foram gravadas. Eu acho tão divertido encontrar os locais! Muitas vezes, só o passeio para chegar aos locais já rendem tanto! Desta vez, passamos pela casa de Carrie Bradshaw e pelo prédio dos Caça Fantasmas (a pedido do meu irmão, pena que estava em reforma)!

E, se você gosta de música, tem tanta coisa legal para fazer! Fomos a dois shows de Jazz, com pegadas bem diferentes! Passamos pelo Hotel Chelsea (que já foi morada de muitos artistas) e pelo Eletric Lady (estúdio aberto pelo Jimmy Hendrix onde todo mundo maravilhoso já gravou, tipo o Bowie).

E nessa galeria tem um resumão de coisas que amamos em NYC, então aqui vão as nossas dicas!

Agora, preparando este post, já fiquei com vontade de voltar! NYC é incrível e sempre tem algo novo para descobrir ou algo querido para revisitar!

Eu recebi muitas outras dicas, mas acabei não conseguindo ir a todos os lugares. Fica aí a desculpa para retornar a Big Apple um dia, né?!

Quero aproveitar para agradecer às queridas Vivi Basile e Patricia Cardoso por boa parte das dicas deste post!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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