Look do Dia: Macacão comprido!

Olá!
No meu aniversário, escolhi passar o dia quietinha no meu canto, costurando sozinha no meu ateliê, como contei ontem. O final de semana seria movimentado e este seria o presente para mim mesma: terminar de costurar uma peça nova aproveitando o silêncio de casa.

Já tinha começado o macacão uns dias antes, pois sabia que, com a correria habitual de dezembro, teria que fazer aos poucos, mas em tempo de finalizar com calma no dia 18/12.

O modelo escolhido foi o macacão Judith da Schnittchen, um site alemão de moldes. Quando comprei o molde, a intenção era treinar o costurês em alemão, mas na correria de dezembro fiz a peça seguindo as instruções em inglês mesmo. Além das instruções que vieram com o molde, tem um tutorial com fotos para as partes que necessitam de mais detalhes, achei muito bom!

Vi a peça pela primeira vez na Rachel, do House of Pinheiro, quando ela fez um macacão curto de viscose que ficou uma graça! Resolvi que faria um macacão destes também, só que longo, como está no molde.

O tecido que usei foi um algodão da Liberty preto com uma estampa muito rica de pássaros, plumas, libélulas e pérolas. Achei legal para uma ocasião como o meu aniversário e ficou guardadinho até esse momento.

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Vamos ao molde: eu fiz conforme as indicações de tamanho fornecidas no molde. Na parte de baixo eu ajustei um tiquinho pois tinha que fazer caber no tecido e deu certo. O que eu deixei passar foi que, como as pernas são afuniladas, não serviram nas minhas panturrilhas avantajadas, rs!

O jeito foi soltar todas as costuras das laterais e entrepernas e costurar novamente quase na beirada (grudado no overloque de acabamento). #vivendoperigosamente. Já as alturas da peça deram certinho para mim, assim como mangas e decotes. Senti falta de bolsos, mas ok, dá para passar sem.

As mudanças que fiz:
– Coloquei a faixa do elástico um pouco para baixo do que indicava no molde, para não acontecer de subir tudo como no vestido Bettine. Usando essa experiência do vestido como referência, também não deixei o elástico muito justo.

– O modelo pedia um fechamento com zíper na parte central das costas. Mas vamos falar a verdade que é difícil lidar sozinha com zíper nas costas de um macacão, por exemplo, para ir ao banheiro. Fiz como a Rachel: fechei um tanto das costas e deixei aberto do decote até um pouco abaixo da linha do busto.
Fechei o decote com um ganchinho pois queria acabar logo, mas ali merecia um botãozinho bonito com alcinha, eu sei, rs!

– Indicavam forrar as mangas com um tecido contrastante, mas resolvi fazer do mesmo tecido, já que as sobras do tecido do macacão não dariam para fazer nenhuma outra peça. O que resultou numa confusão entre saber o que era forro e o que era parte externa, mas que me acertei no final.

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Usei o macacão no dia seguinte do meu aniversário, para o encerramento do curso do Senac (yay!) e também iria para o bar depois da aula para comemorar o meu aniversário com alguns amigos. Estava bem quente no dia e fiquei super confortável com o macacão. Dobrei a barra e usei com tênis (novidade #sqn).

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Gostei tanto que repeti a dose no almoço de Natal na casa da minha tia, mudando apenas o cabelo (porque passar pelo ruivo, loiro e branco não era suficiente para um ano só, rs) e o batom de vermelho para o roxo!

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Macacão: tecido de algodão Liberty comprado na Westwing, molde Judith da Schnittchen (Alemanha).
Colar: Camila Klein
Tênis: All Star

E assim minha coleção de macacões vai aumentando, tenho mais um na fila para fazer!
Gostou?
Beijos!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Look do Aniversário: Saia Vivi, da Francine Lacerda!

Olá!
Meu último aniversário foi cheio de comemorações, pois caiu numa 6a feira e então me dei a liberdade de comemorar de 6a até domingo, rs!

No próprio dia 18/12, passei o dia quietinha em casa costurando (vou mostrar o resultado no próximo post, aguarde e confie!) e à noite saí para jantar com o marido em um dos restaurantes que mais gosto. Tudo bem tranquilo para que eu conseguisse dar conta do final de semana todo, hehehe! #realidades

Usei a minha saia Vivi, que fiz na aula da Francine Lacerda (beijo, Fran! Você arrasa!). Ela já tinha sido estreada alguns dias antes, mas não tinha conseguido fotografar (correria de dezembro, sempre a culpada!). Repeti a dose nesse dia com a minha camisa de seda, que apesar de fechadinha, é bem fina, então não passei calor. Fui de tênis mesmo e o toque final da produção foi o broche para colocar no botão da camisa, que comprei na Montageart, super especial e diferente!

Vendo o look todo, me fez lembrar daqueles looks de escritório dos filmes americanos dos anos 80, você não acha? Eu gostei bastante de inverter a ordem das quase que automáticas cores claras em cima e escuras embaixo!
Voltando à saia, a modelagem da Fran ficou ótima em mim, o detalhe da prega macho na frente dá um toque especial à peça, assim como os bolsos! Fiz todos os acabamentos à mão (na barra e no cós) com pontos invisíveis e o zíper invisível ficou perfeito (vou fazer um post sobre esse assunto em breve).

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Cumprindo minha meta de vestir mais amarelo/mostarda!

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Esse tecido é uma graça! Fiquei feliz de ter feito esta saia com ele!

As duas peças são estampadas e as estampas conversam bem entre si por terem toques de azul e serem miudinhas, eu achei que ficou fofo! Já usei esta saia com camiseta branca listrada de azul e ficou uma graça!

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img_4168-8159932A fase do cabelo bem branquinho foi curta, mas eu amei!

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Saia evasê: Tecido de algodão da La Droguerie (Paris), molde da Saia Vivi, costurada na aula da Francine Lacerda (mais informações aqui).
Camisa: Crepe de seda Liberty (Londres), botões vintage Superziper, modelagem da camisa feita por mim.
Broche: Montageart

Tênis: Adidas

Gostou? Eu adorei!
Beijos!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Eu assisti: Documentário “Dior e Eu”

Olá!

Finalmente estou encerrando os posts sobre a viagem de novembro, rs! Estava eu voltando para SP, já naquele clima de desconectar do lugar visitado para conectar novamente com a nossa casa quando assisti no avião o documentário Dior and I, que mostra a chegada de Raf Simons à Maison Dior em abril de 2012 e o desenvolvimento de seu primeiro desfile para a marca (num prazo de apenas oito semanas).

O filme parece não estar mais em cartaz e eu não achei pra assistir no Netflix, por algum outro meio oficial ou canal do YouTube. Acabei comprando (mas dá só para alugar também) pelo iTunes pois quero poder assistir mais vezes.

O que me deixou encantada:
– O processo de pesquisa do universo Dior pelo Raf Simons e sua equipe;

– O trabalho minucioso das pessoas do ateliê (veja uma entrevista com uma das costureiras chefe da Dior aqui);

– Ver cada profissional usar o melhor de suas habilidades em cada peça, que é única.

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O que me deixou pensativa:
– O estilista – aliás, esta figura não é mais do estilista e sim do diretor criativo – ter que lidar com o lado criativo versus a pressão de entregar sua coleção de estreia em oito semanas. Estamos falando de alta costura, um trabalho muito manual e minucioso. Tudo tem que estar perfeito.

– O ponto de vista da parte financeira da Maison, quando a costureira chefe precisa ir até NY fazer uma prova de roupa para uma cliente importante, mas com isso o ateliê fica “pegando fogo” com a falta dela às vésperas do desfile.

– Raf deixou a Dior recentemente, em outubro de 2015, o que me fez lembrar do ótimo artigo escrito por Bruno Astuto para a revista Época (vale a pena ler, está aqui). Sim, lidar com a criatividade e a perfeição da alta costura em tempos acelerados visando grandes lucros deve ser muito complicado.

– Com tantas coleções por ano, com celebridades vestindo 10 looks em um mesmo evento (como a Jeniffer Lopez ao apresentar o último AMAs), quando é que teremos tempo para reter a informação? Como sonhar com cada pedacinho desse luxo, como tê-los gravados em nossa memóra, se está tudo cada vez mais efêmero?

Essas marcas são o que são exatamente por despertar o desejo por algo lindo, exclusivo e feito prioritariamente à mão. Lógico que os endinheirados continuarão comprando suas peças exclusivas, são eles quem mantêm as maisons tradicionais de pé, mas a que custo?

Ainda assim tem tanta coisa linda pra ver!

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O vestido clarinho com flores bordadas eu vi ao vivo em uma exposição da Dior em 2013 (post aqui), foi algo lindo demais de ver.

Lá também estava exposto o tailleur da coleção Corolla, que inaugurou o New Look do pós-guerra:

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E tudo tem um porquê, uma referência (como o amor de Christian Dior pelas flores, que Raf colocou tanto nas roupas quanto no cenário inesquecível do desfile).

Em dezembro foi anunciado que o time da casa (ou seja seus estilistas e costureiros) será responsável pelas próximas duas coleções, que logo devem estar nas passarelas. Tem mais sobre o assunto aqui.

Enfim, vale assistir pela beleza do trabalho de uma maison da Alta Costura e também para refletir sobre os rumos que a moda está tomando nos últimos anos!

Site oficial do documentário

Beijos!

Exposições e inspirações para a vida!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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