Meus apetrechos de tricô e crochê

Eu aprendi os primeiros passos do do tricô com a Claudia e a Andrea, do Superziper, em junho de 2014. Foi um encontro para celebrar o dia mundial do tricô (tem post delas, com muitas carinhas conhecidas do nosso mundo craft, aqui) e saí de lá com bastante vontade de continuar tricotando. Um tempo depois, com uma certa dificuldade, terminei meu primeiro cachecol.

Mais ou menos um ano depois, resolvi retomar a técnica com aulas semanais na Novelaria. Desde então, nunca parei!

Como sempre digo, devagar e sempre, as novas peças têm surgido desde então e hoje resolvi mostrar as ferramentas de tricô e crochê que passei a ter, vamos conferir?

Agulhas de tricô

As minhas primeiras agulhas de tricô foram as convencionais, as duplas de “palitinhos”. Não tenho muitas, na verdade. Hoje em dia elas mais enfeitam o meu ateliê em uma lata de chocolate, mas eventualmente ainda uso.

Agulhas de tamanhos diversos, em bambu, plástico e metal.

No ano passado, comprei um jogo de agulhas circulares da Addi, uma marca alemã maravilhosa. Elas vão dos 3mm até os 8mm, são mais curtinhas – boas para trabalhos pequenos como gorros – e você coloca o cabo do comprimento que for mais conveniente para o seu trabalho. Com elas, eu tricoto praticamente tudo, até mesmo o que não é circular. É só não fechar o tubo e ir virando o trabalho ao final da carreira da mesma forma que fazemos com as hastes.

Acaba sendo um recurso muito útil para trabalhos que ficariam muito apertados se fossem feitos com as hastes, quando possuem muitos pontos, por exemplo. Ajuda muito também quando as peças vão ficando longas, pois o peso da peça fica concentrado no cabo, cansando menos ao tricotar. Por esses motivos, eu recomendo muito usar agulhas circulares!

Tenho algumas outras agulhas circulares com os cabos fixos, que não fazem parte deste conjunto, mas bem parecidas com estas. Acabam sendo tão úteis quanto as agulhas acima. Fui comprando à medida que eu fazia os projetos, enquanto eu ainda não tinha o conjunto que eu tanto queria.

Agulhas de crochê

As minhas primeiras agulhas de crochê ainda existem e estão comigo até hoje! São todas de metal e bem fininhas, pois eu fazia muitas peças com fios mais finos.

Hoje em dia, as agulhas com cabos emborrachados ajudam muito a não cansar as mãos e também a não marcar os dedos.

No ano passado, comprei a minha primeira agulha com cabo emborrachado quando estava terminando a manta do Hiro (post aqui). Aí vi que seria uma boa ter mais agulhas assim.

Resolvi então comprar um bom conjunto de agulhas de crochê com cabo emborrachado, as minhas são da Tulip, marca japonesa mas que comprei na França (post aqui). Aqui no Brasil existem opções muito boas também!

Ferramentas extras

Neste período, fui montando um estojo com outras peças que são bem úteis ao tricotar ou fazer crochê, mostro tudo nas fotos abaixo!

Bolsa handmade

Para levar os meus apetrechos e projetos de tricô ou crochê para a aula, coloco tudo nesta simpática bolsa que costurei faz tempo, com um projeto do livro “Costure!” da Cath Kidston. No fundo dela cabe direitinho as agulhas longas de tricô, além de ser uma fofura!

A costura com Patchwork que leva o tricô e o crochê!

E você? Tem se dedicado a alguma técnica manual atualmente? Fica namorando as ferramentas assim como eu?

12 Anos de Blog!
Refiz uma das minhas golas de tricô!
Look do Dia: Maxi blusa de tricô!

Finalmente ficou pronta a última peça da minha invasão roxa, rs! Tricotei esta blusa entre o final de janeiro e o final de maio, acabei antes da chegada do inverno, oba! Já pude usar a blusa na semana passada, ela ficou bem diferente das outras que fiz, vem ver!

A escolha do modelo

Quando comprei esta lã da Malabrigo, em Montevideo (post aqui), resolvi que queria fazer uma blusa lisa, sem muitos detalhes, para ressaltar a cor mesclada em tons de púrpura!

Queria aprender a fazer o tal do top down (uma forma de tricotar que inicia pelo decote e desce até a barra, geralmente feito com agulha circular), mas eu e a querida professora Solange concluímos que não seria uma boa, pois apertaria no meu pescoço. Isso sempre acontece comigo quando o decote da frente e das costas são iguais.

Resolvemos então tricotar de baixo para cima mesmo, iniciando pela barra, mas a aparência final é de um top down, com mangas raglan, só que com a diferença de eu ter o decote da frente trabalhado com o rebaixamento que eu queria que tivesse.

O legal desta blusa é que ela não foi construída como as outras que eu tricotei (aquiaqui e aqui). Fiz o corpo de forma circular, até chegar nas cavas, então não tem costura lateral. Aí tricotei as mangas separadamente só até chegarem nas cavas. Uni as três partes e tricotei tudo junto fazendo as diminuições necessárias, formando o raglan até chegar no decote. O decote foi feito todo em tricô, para ficar aberto como eu queria, mas firme. Ah, precisei costurar as mangas no final, dos punhos até a cava.

Como eu emagreci um tanto de janeiro pra cá, a blusa ficou larga, mas eu gostei muito! Eu tenho bem mais roupas que são ajustadas ao corpo, então uma blusa assim mais larga veio bem a calhar!

Preciso confessar que eu devo também ter sido influenciada pelos filmes dos anos 80 que andei assistindo ultimamente! As blusas eram mais soltas e muitas tinham decote canoa, que chegavam a cair em um dos ombros, uma graça!

Usei seis meadas (e um pouco da sétima) da lã Rios – 100% Merino, da Malabrigo, na cor Purpuras. Tricotei a blusa com agulha 4,5mm e o decote com agulha 3,0mm.

Pronta! Esta é a frente!

Decote canoa

Detalhe do raglan

Costas

Look do Dia

Coloquei a blusa em uso pela primeira vez na semana passada, no evento de aniversário de 7 anos da Espaçonave. Eu estou fazendo um curso online chamado Decola Lab desde maio, sobre empreendedorismo criativo e fiquei muito feliz em estar lá numa data tão especial!

Estou feliz por estar estudando novamente (sei que é mais um fator para diminuir as minhas costuras, mas precisei priorizar) e em breve contarei mais sobre o curso comandado pela maravilhosa comandante Rafa Cappai e tripulação.

Durante o dia estava até calor, mas queria estar preparada para o friozinho que tem feito à noite. Por baixo, estava com uma regatinha básica. Resolvi fazer um look todo escuro, combinando a blusa larguinha com a minha mini saia de malha justinha, meia calça e botinhas. Os acessórios escolhidos foram um colar mais pesado e um dos meus queridos anéis grandes.

Por favor, releve a minha cara de cansada, rs!

Blusa de tricô: lã Rios (100% Merino) da Malabrigo na cor Purpuras. Projeto das aulas com a professora Solange, na Novelaria.
Mini Saia: Malha Suit Wall comprada na Texprima (SP), molde molde Mabel da Colette Patterns (EUA). Mais fotos da saia aqui.
Botas: Schutz
Colar e anel: Camila Klein

Mais tarde, o look foi incrementado com alguns adesivos para mostrar aos outros participantes como eu estava naquele momento: #gratidaoemato #vibrandoabundancia #decolando

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“Cuidado com o que você deseja!”

Poder bater um papo com a Rafa, ganhar a assinatura dela no meu livro e ainda ser sorteada e ganhar os presentes lindos da Loja La Pomme, além de conhecer um bocado de gente legal, criativa e empreendedora (sim, senhor!) fez as horas passarem rapidinho!

Voltei para casa vibrando abundância e vou explicar o por quê! Quando comecei o Decola, conheci o Bullet Journal, um método de organizar a vida em um caderninho específico. Saí a procura do tal caderno e não achei… Na festa, foram sorteados dois planners e vários agradinhos da loja La Pomme e não é que ganhei um deles?

Status: apaixonada pela La Pomme!

Na véspera, a Rafa fez uma aula extra dentro do Decola e saiu o assunto do livro dela “Criativo e Empreendedor sim senhor”. Nos comentários eu coloquei que queria muito aquele livro (mas está esgotado, parece que uma nova edição está a caminho)… Não é que eu ganhei o livro no sorteio logo na entrada do evento?

Quando pedi a Rafa que assinasse o livro, contei o que tinha acontecido no dia anterior e ouvi dela “Cuidado com o que você deseja então!” e demos risada juntas pois desejei coisas legais, feitas por uma galera maravilhosa e elas aconteceram pouco tempo depois!

Presentes da Espaçonave!

Além do livro da Rafa, saí de lá com uma Instax de lembrança de três moças lindas que conheci (Denise, Cecilia e Regiane), uma garrafinha de drink que o Emmanuel – sempre lindo no suporte aos decolegas – me deu e um livro que escolhi no escambo promovido entre os participantes (aliás, amei a ideia)!

Uma paradinha no bar

Antes de voltar para casa, feliz da vida e super elétrica, ainda fui para o bar com o Ricardo, hehehe!

Pois bem, foi um dia perfeito em que me senti parte de algo maior! Saí de casa com uma roupa feita por mim, para uma ocasião especial, onde os bons encontros com pessoas que estão na mesma sintonia foram gratificantes demais!

E você? Tá pronta para o inverno? E os sonhos, como vão?

Roxo é o novo preto
Look do Dia: Slip Dress de Veludo!
Armário cada vez mais feito por mim (e um exercício de empatia)

Com a chegada de junho, após participar pela 3a vez do Me Made May (posts sobre este ano aqui e aqui), além sentir falta da interação diária muito gostosa com outras pessoas em torno desta iniciativa, eu aproveito para pensar sobre como as minhas costuras e manualidades podem contribuir para que eu tenha um armário ainda mais handmade.

Uma conclusão que eu tirei ainda no decorrer de maio foi que eu acabo costurando roupas que servem para a minha vida em geral, mas ficou um “buraco” em termos de roupas esportivas – eu pratico pilates, faço caminhada e ando de bicicleta, roupas de ficar em casa – aquela roupa confortável, mas que não precisa ser desleixada e roupas de dormir.

Enquanto eu preparo este post, por exemplo, coloco aqui na fila dos posts que prepararei em breve uma linda blusa feita de uma seda mega especial. Sei que usarei muito, pois cada vez mais as costuras que faço são certeiras, então não é problema. Saí ontem com esta blusa e amei o resultado, mas quero estar linda e handmade também nas situações acima – as mais corriqueiras, sabe?

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Como é bom costurar uma peça especial assim!

Partindo do princípio que eu trabalho em casa, quero mudar o que eu uso atualmente (basicamente roupa de exercício ou pijama). Como não quero desperdiçar as roupas que já tenho e que estão em bom estado, coloquei como meta que eu mesma faça à medida que eu precisar substituir alguma peça esportiva. É um bom começo!

Como eu considero que cada peça que eu faço é algo muito especial, até a camiseta de malha mais simples eu uso quando saio e, se fico muito em casa, ela fica parada no armário. O que eu já acabei colocando em prática então é colocar camisetas e calças de malha que eu fiz em uso para o dia a dia em casa. Estou bem contente!

A cada ano eu criei uma tag para achar mais facilmente as minhas participações: #katiamademay15, #katiamademay16 e #katiamademay17. Aproveitei então para dar uma olhada nelas e alguns repetecos me deixaram feliz, pois demonstram que foram costuras bem aproveitadas! Veja só a minha primeira blusa de seda, feita em 2014, apareceu todo ano!

As peças separadas, mesmo que algumas ainda estejam esperando um pouquinho para se tornarem realidade (post aqui), tornaram meu armário mais versátil. Se eu consigo combinar, por exemplo, uma blusa bacana com uma saia, uma calça e um shorts, terei três looks bem diferentes entre si, concorda?

Sei que preciso exercitar mais usar uma terceira peça, mas vejo que ando mais básica e que a coisa da montação mais elaborada dá vontade só em dias específicos, sabe?

Maio, por estar no outono, não reflete o meu armário como um todo, apesar que ter um recorte de uma mesma época do ano traz mais reflexão em um âmbito geral do vestir e em relação à vida que se leva do que pensar se preciso ter mais shorts ou menos blusas e tal… De qualquer forma, tenho muitas roupas e muitas delas são feitas por mim, então acho que fiz bem desacelerar a produção por um tempo.

Atualmente eu estou ficando bastante em casa e isso se reflete bastante no que eu visto. Quando eu penso no tema, imagino tem que ser aquela roupa confortável, que dá para atender uma campainha ou receber alguém informalmente, mas ainda servir para cuidar da casa e dos meus dogs.

E aí eu me peguei pensando também em como seria legal se eu mesma fizesse meus pijamas (um de flanela seria ótimo para esta época do ano)! Vou pesquisar mais a respeito!

Há algum tempo atrás, eu me senti meio perdida ao abandonar a estética super retrô/pin up que não combinava mais com a minha vida. O mais engraçado é que eu só voltei a me entender com a minha imagem no espelho quando a era do cabelo rosa começou, rs! Aí eu consegui ver com mais facilidade o que eu queria vestir e, consequentemente, produzir.

É um fato que nosso estilo pessoal evolui e que é muito gostoso e leve quando o nosso exterior reflete o nosso interior e as nossas prioridades de vida. É um processo que nunca se encerra, mas que não pode paralisar a gente e tem que ser um exercício de amor próprio.

Quando a gente se vê assim, a gente também trata o outro com mais empatia, respeitando as particularidades e escolhas das pessoas! Quem nunca viu ofensas por aí por conta de uma celulite, uns quilos a mais ou de menos, roupa “esquisita” (entre aspas mesmo pois é muito subjetivo!)?

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Definição de uma palavra que acho tão linda que resolvi colocar no post! (Fonte)

E eu acho que é disso que o mundo precisa: de um pouco mais de empatia. Um desafio como o Me Made May proporciona isso, já que são tantas pessoas diferentes, de corpos, gostos e estilos de vida diferente dos nossos! É inspirador e libertador ao mesmo tempo!

Por isso eu te convido a dar uma olhada carinhosa no seu armário e também no espelho, vale muito a pena! Assim, a produção handmade fica ainda melhor!

Look do Dia – Calça de Veludo Cotelê com Recortes!
Look do Dia – Vestido de Viscose para passear no Porto!
Katia Linden
Sou de São Paulo, publicitária de formação, professora de costura por paixão e escolhas da vida. Sou também várias outras coisas por convicção: feminista, mãe de cachorros, tatuada, amante de música, viciada em Grey's Anatomy, costureira, modelista, consultora de estilo e (também, ufa) autora deste blog.
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